O desastre no Paraguai
Desde que atuei pela primeira vez como comentarista de futebol, em 1995, não me lembro de ter visto uma atuação tão ruim da Seleção como esta contra o Paraguai. Não conseguimos coletivamente ou individualmente fazer nada que se aproveitasse. E muita coisa que fizemos devemos rever para que não voltemos a fazer. Vou dar um exemplo: o treinador da seleção paraguaia disse como jogaria, o jeito que ia armar o seu time, e ainda deu a escalação antes do jogo. E aí? Aí que nós não conseguimos neutralizar as jogadas deles e nem construir as nossas. O resultado foi um sufoco tremendo desde o primeiro minuto.
Confesso que não consegui entender também a armação tática da marcação quando o Paraguai saía com a bola. E nós não adiantamos o Mineiro para fazer a primeira linha de combate com o Luis Fabiano e o Robinho. Eles saíam pela direita e viravam o jogo pegando sempre o nosso lado direito com espaços. Quando saíam pela esquerda, faziam o mesmo e o nosso lado esquerdo sofria. O Gilberto e o Josué passaram maus bocados por ali. Este detalhe tático, na minha opinião, foi determinante para que não jogássemos nada no primeiro tempo.
Acho que, se a marcação tivesse começado em cima como eles fizeram com a gente, fatalmente roubaríamos a bola ou eles teriam que rifar lá para frente. No segundo tempo, com a entrada do Anderson, a tendência era melhorar porque teríamos um equilíbrio do nosso lado esquerdo. Mas o nosso jogo foi previsível em todos os sentidos. Isto porque os dribles do Robinho não aconteceram. Seria a maneira de furar a ótima marcação paraguaia. Nossos laterais não conseguiram um cruzamento aproveitável, apesar de termos dois grandalhões na área. O que se saiu melhor foi o Anderson, com dois chutões de fora da área. E só!!!
Vejo que temos que mudar a atitude contra a Argentina. E refletir, pois não podemos, seja contra quem for, demonstrar medo de jogar. Talvez, nesta derrota esteja o ensinamento que devemos tirar. E lembro de uma frase do saudoso Claudio Coutinho.
“O medo de perder tira a vontade de ganhar”.
Na Seleção, no dia em que existir este medo, deixaremos de ser os pentacampeões do mundo.
Tenho a certeza de que nesta quarta-feira aqui em BH contra os “hermanos”, nós teremos uma outra postura tática, coletiva e individual. Eu colocaria só o Anderson no lugar do Josué, que jogou do lado contrário que costuma atuar. Ele estava no esquerdo e o Anderson vai melhor ali, até porque é canhoto. Se o Dunga colocá-los em campo novamente dará um voto de confiança, e eles terão que retribuir. Caso contrário…
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Ontem, vendo a rodada pela TV fiquei pasmo e depois muito chateado com os fatos ocorridos no jogo do Botafogo. Juro que gostaria de não ver nunca mais cenas como aquela com o André Luis. Não vou defender os gestos e o destempero do André, que pareceu nervoso desde o inicio. Ele discutiu com o Renan, com o Lucio Flavio, com o Negretti e com o árbitro. Mas nada justifica o tratamento que teve quando estava saindo de campo.