A diferença é Kaká
O jogo contra a Venezuela só durou 20 minutos, que foi o tempo necessário para a Seleção fazer 3 x 0. Os venezuelanos tentaram jogar de igual para igual e caíram no mesmo erro do Chile. Acreditaram que poderiam repetir o 2 x 0 de Boston, que não valia nada.
A Seleção com Kaká em forma é uma coisa, sem ele não tem um jogador que possa definitivamente fazer a diferença. Mesmo tendo em campo a qualidade do Robinho, que acaba sendo tão irregular como a nossa Seleção.
Quando arranca com a bola dominada, Kaká tem uma passada e uma incrível capacidade de fazer gols difíceis como o deste jogo. É talento. Mesmo que, nesse gol, ele tenha contado com a colaboração do goleiro Vega, ele começa a assumir a postura de líder. Um momento marcante na minha observação se deu no segundo tempo, quando Kaká parou a bola no meio e deu uma dura na defesa que saía lentamente.
Bom, mas não podemos depender só do Kaká para vencer os jogos, até porque vai ter uma hora que ele não vai jogar bem. Por isso, espero que contra a Colômbia, que é um time bem melhor do que a Venezuela, possamos ter o Kaká sendo o destaque num time que demonstre o mínimo de entrosamento.
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Neste sábado comentei Palermo x Roma pelo Campeonato Italiano, que por sinal começa a ser transmitido pelo SPORTV. E me lembrei do papo que tive recentemente com um amigo italiano, o Giampiero, sobre os jogadores da Itália que viraram celebridades. Nomes que estão com status de pop-stars.
Na primeira partida de verdade, a Seleção Olímpica perdeu e perdeu da pior maneira possível. Uma derrota sem mostrar em nenhum momento que queria ganhar o jogo. Um time montado para se defender e fazer um gol em um erro dos argentinos ou numa bola parada e vadia, numa falta ou córner.
Nosso futebol nas Olimpíadas começou com pé direito em termos de resultados, mas no que se refere ao jogo ficamos devendo. A seleção feminina pegou uma pedreira, como já se sabia antecipadamente, mas se comportou até certo ponto bem. Isso se levarmos em conta que a Alemanha é a seleção a ser batida, pois é a atual campeã do mundo. Sofremos no primeiro tempo porque não conseguíamos trocar dois passes na saída de bola em função da boa marcação feita pela Alemanha. A bola não parava na frente. No segundo tempo, a marcação já não era a mesma. E a Marta começou a aparecer no jogo com duas ou três jogadas excelentes. sendo aquela última arrancada uma demonstração de forca física aliada a sua grande técnica. O importante era não perder e ganhar confiança para encarar a Coréia do Sul no sábado.
Vi a seleção olímpica e gostei. Não é que tenha sido uma maravilha, mas acredito que até o final da primeira fase das Olimpíadas estaremos num estágio em condições de brigar pela medalha de ouro. Tá certo que os problemas que o Dunga teve, principalmente a falta de planejamento, terão uma influência pelo menos no inicio. Mas depois espero que a qualidade individual dos jogadores poderá resolver.
Depois que o Milan acertou a compra do Ronaldinho Gaúcho, recebi um monte de e-mails e ligações de amigos jornalistas italianos querendo saber por qual razão um jogador de somente 28 anos e que já foi duas vezes o melhor do mundo chegou ao ponto que ele chegou.
Tenho certeza de que o Dunga vai rever muitas coisas depois desses quatro jogos da Seleção. Os laterais são um bom exemplo. Maicon e Gilberto não conseguiram jogar principalmente contra Paraguai e Argentina. Defensivamente até que se saíram razoavelmente bem, porém, na parte ofensiva deram muito pouca ajuda aos homens de frente. A Seleção, desde Djalma e Nilton Santos, sempre usou seus laterais como uma arma mortal.