A briga para chegar ou para não cair
Estava evitando falar do Brasileirão, pois é bastante complicado comentar a maioria jogos. Não dá pra ver mais do que três no fim de semana: um no sábado, o das 16h e normalmente estou comentando o das 18h no SPORTV/ PFC.
Pelos melhores momentos, eu não tenho uma visão global e, para não cometer injustiças, é melhor não falar. Lembrando que tenho comentado mais os jogos que acontecem no Rio de Janeiro.
Outro dia um torcedor do Grêmio reclamou que não falei do time dele. Ocorre que fazia um comentário a respeito dos times irregulares, o que não é o caso do tricolor gaúcho. E por falar nele, no sábado, não acho como muitos que o Grêmio perdeu a chance de continuar com uma boa diferença em relação ao segundo colocado. Muita gente esquece que o Goiás vem crescendo desde a chegada do Helio dos Anjos.
Até agora o Grêmio fez um campeonato sempre sem tropeços, o que não é normal numa competição longa e equilibrada como a deste ano. Tem tudo para manter a pegada, mas vi uma declaração do Cesar Krieger, vice de futebol, de que o time ficou previsível. Como o Grêmio é o time a ser batido, os adversários naturalmente irão usar todas as armas para enfrentá-lo e os segredos começam a ser desvendados.
Vi uma boa parte do Cruzeiro e do Palmeiras, que conseguiu uma vitória até certo ponto heróica, pois o Verdão jogou com 10 quase todo segundo tempo. O jogo foi muito igual no primeiro e o golaço do Diego Souza só aconteceu por uma bobeira do Fabrício. Pressão total do Cruzeiro no final dando o contra-ataque para o Palmeiras, que teve chance também de definir.
A parte defensiva do Palmeiras funcionou muito bem a começar por mais uma grande atuação do Marcão, que brilhou no gol. O São Paulo não tomou conhecimento da boa presença do torcedor do Fla no Morumbi e jogou muito bem armado. Praticamente não correu riscos. Já o Flamengo sem força ofensiva e com muitos erros de passes no meio- deixando Hernanes livre para armação do jogo junto com Hugo. E ainda tinha o Zé Luis pelo lado do Juan, que esteve junto com Leo Moura, bem abaixo do normal. O São Paulo pareceu pegar um fôlego para continuar até a pensar em titulo, o que e difícil. E o Fla vai precisar aproveitar os jogos em casa, que são 9, para a arrancada até aos primeiros quatro da tabela.
Comentei o Botafogo e Inter e me estranhou a escalação do Ney com três atacantes contra um time que tinha no meio campo gente como Alex, Magrão, D’alessandro e Guinazu na armação, com Edinho de protetor, mas que sai de surpresa quando tem a bola. Aí foi marcação do Inter desses homens no meio e mais Nilmar se movimentando na frente em alta velocidade. Os dois gols saíram exatamente através de roubadas de bola na saída do Botafogo e velocidade e acerto dos passes na última bola. Na teoria, a idéia do Ney era boa, porém na prática ficou devendo, pois numericamente o Inter sempre teve mais gente no setor mais importante do campo e ganhou com méritos. Continuo achando que o Inter colheu pouco pelo plantel que tem até agora neste campeonato. E o Botafogo, depois de 11 resultados positivos, deixou escapar a chance de encostar no líder Grêmio.
O campeonato parece agora mais definido em quem vai a lutar pelos primeiros lugares e quem vai lutar para não ser rebaixado. Do Inter pra cima até o rival Grêmio a luta é pelo G4. Pode acontecer de tudo. Da mesma forma que do Atlético Mineiro até o lanterna Portuguesa também, afinal a diferença é de somente 7 pontos. Começa a se aproximar a fase de definição, apontando quem escapa da zona de baixo e passa a cumprir tabela e quem escapa da disputa dos líderes. Emoção pela frente.
No próximo post os comentários da galera sobre as celebridades.
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Resolvi fazer um post com breve análise dos jogos deste fim de semana dos quatro primeiros colocados no Brasileirão após 11 rodadas. Estas seriam, caso o campeonato terminasse agora, as equipes representantes dos Brasil na Libertadores. Mas prometo que aos poucos vou dedicando espaço aos demais times, até porque a dança de posições deve acontecer ainda muitas vezes.