Um Brasil pequeno demais
Na primeira partida de verdade, a Seleção Olímpica perdeu e perdeu da pior maneira possível. Uma derrota sem mostrar em nenhum momento que queria ganhar o jogo. Um time montado para se defender e fazer um gol em um erro dos argentinos ou numa bola parada e vadia, numa falta ou córner.
Será que não poderíamos jogar com três zagueiros, liberar o Marcelo e o Rafinha para se juntar ao ataque sem a preocupação de marcar?
E colocar dois atacantes, não importa os nomes, e jogar com Lucas e Hernanes defendendo?
Será que seria um risco muito grande colocar o Ronaldinho mais adiantado pelo meio? Sim, porque com dois atacantes ele teria como enfiar uma bolinha já que a condição física não era boa.
É, perguntas sem respostas. Parece que esta outra estratégia um pouco mais ousada feria um planejamento que só deu certo contra a coitada da Nova Zelândia. Infelizmente, quando comecei a ver o jogo não sentir em momento algum uma possibilidade de vencer, mesmo torcendo para isso acontecer. E a Argentina, que não tinha nada a ver com nossos problemas, desfilou sob os olhares de Maradona que foi de uma lucidez única ao resumir nossa atuação: “O Brasil foi pequeno demais”.
E preciso dizer mais alguma coisa?
rss do blog
Somos realmente uma fábrica inesgotável de jogadores de futebol. Dando uma olhada geral no primeiro turno do Brasileirão vimos alguns jovens e outros nem tão novos, mas que se destacaram nas suas equipes e que brigarão pelo titulo de revelação do campeonato deste ano.
Nosso futebol nas Olimpíadas começou com pé direito em termos de resultados, mas no que se refere ao jogo ficamos devendo. A seleção feminina pegou uma pedreira, como já se sabia antecipadamente, mas se comportou até certo ponto bem. Isso se levarmos em conta que a Alemanha é a seleção a ser batida, pois é a atual campeã do mundo. Sofremos no primeiro tempo porque não conseguíamos trocar dois passes na saída de bola em função da boa marcação feita pela Alemanha. A bola não parava na frente. No segundo tempo, a marcação já não era a mesma. E a Marta começou a aparecer no jogo com duas ou três jogadas excelentes. sendo aquela última arrancada uma demonstração de forca física aliada a sua grande técnica. O importante era não perder e ganhar confiança para encarar a Coréia do Sul no sábado.