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O NOVO CAPÍTULO

Sex, 09/05/08
por pc vasconcellos |
categoria Sem Categoria

A meteorologia pode até prever chuva de canivete para a tarde de hoje na cidade de São Paulo que, mesmo assim, o Pacaembu estará lotado. Não é todo o dia que o Corinthians estréia na Série B, moradia ao longo desta temporada e da qual ele tem todas as condições de sair no final do ano. Não creio que o torcedor do Corinthians ainda esteja de luto pelo rebaixamento, mas o temor sobre como terminará a história é absolutamente procedente.

A montagem do elenco está à altura do que se pode esperar de um time na Série B. Não é divisão para se fazer contratações espetaculares e também não há dinheiro em caixa para trazer jogadores de ponta. Problema, aliás, que não é particularidade corintiana. Os resultados obtidos pelo time até agora não conferem ao Corinthians uma supremacia absoluta sobre alguns rivais nesta nova morada. A exclusão das semifinais do Campeonato Paulista foi preocupante e o avanço na Copa do Brasil, embora falte um jogo, é reconfortante para o torcedor.

A Série B deste ano não tem tantos clubes de ponta acostumados à Série A como em outras épocas, mas é evidente que contra o Corinthians todo mundo buscará os seus quinze minutos de fama. E que fama!

OLHO NELE

Desde o Campeonato Paulista, e por conta dele, que o Santos é sempre excluído da lista de provável candidato ao título da Libertadores. Uma restrição aqui, outra ponderação ali e no time só vestem a camisa de coadjuvante. Pois este Santos, desprezado para muitos, vai em frente na Libertadores e estréia no Campeonato Brasileiro com aspirações ambiciosas. Vale observar que por ali não existe nenhum jogador que você escolha de primeira no par ou ímpar _ tal e qual na maioria dos clubes brasileiros _, mas o jeito de atuar e a confiança, principalmente esta, não deixam dúvidas: ali tem um time.

Antes que me acusem de ficar indiferente ao Campeonato Brasileiro, o aviso faz-se necessário: o deste ano _ visto de cima da ponte e a léguas de distância do fim _ parece que será mais equilibrado do que o do ano passado. Pode ser que eu quebre a cara, o que não é muito difícil.

EXEMPLO E…….EXEMPLO

O San Lorenzo, que sempre tinha o sobrenome de Almagro na sua carteira de identidade (ou seria RG?), não faz parte das equipes badaladas do futebol argentino. Este papel cabe ao todo-poderoso e imbatível (no Brasil, a gente não consegue tratá-lo de outra forma) Boca Juniors e ao River Plate (nem tão poderoso e tampouco imbatível).

Entre os grandes momentos desta Libertadores _ não confundam com vexame _, o San Lorenzo contribuiu com dois. Perdia de 2 a 0 para o Real Potosi _ que atua naquela cidade alta e deu de cinco no Cruzeiro _, quando virou o jogo para 3 a 2. Na noite de quinta-feira, o San Lorenzo ficou com 10 no primeiro tempo; nove no segundo e viu descer pela goela abaixo dois a zero. Nada tão estranho assim para os jogadores do San Lorenzo. Empataram e estão na próxima fase da Libertadores. Diante do River Plate, o segundo mais poderoso.

Em tempos de exagerada valorização das palestras motivacionais seria muito mais interessante falar do San Lorenzo para a rapaziada que assina a súmula e ganha o pão nosso de cada dia dando chutes e olhando para os céus. O efeito seria melhor.

O VEXAME

Qui, 08/05/08
por pc vasconcellos |
categoria Sem Categoria

Não faltarão motivos para explicar o vexame estrelado pelo Flamengo em seu palco favorito. Todas procedem e têm fundamento. O somatório, que inclui da soberba ao fato de o time ter perdido o foco, resultou numa eliminação que levou todos a quebrarem a cara. O degas aqui foi um dos que fraturaram a cara e o resto do corpo também. A cada informação sobre um gol do América do México, a expectativa era de que o Flamengo reagiria. Não conseguiu e saiu do paraíso doméstico para o inferno no continente.

Mas não foi apenas a soberba que levou o Flamengo a ser eliminado da Libertadores. Quando o segundo gol foi marcado, o Flamengo acordou para o jogo e tentou buscar o gol que o manteria na competição. Só que era tarde demais. Não é para se colocar o elenco atual do Flamengo no fundo do poço e tampouco jogar no lixo o trabalho feito pelo Joel Santana. Mas para quem pensava ter um ano auspicioso _ e a conquista do Estadual representa muita pouco _ perder para um time que trocou de técnico na semana passada e entrou para a história como o pior América do México da história, a sensação é péssima. Para encerrar o assunto: como gostam de aparecer os dirigentes do Flamengo. Alguns são velhos de guerra e o passar do tempo só os transformou em mais vaidosos e arrogantes. Deveria ser o contrário.

A BOLA PUNE

Tem gente boa, de escol _ poucas _ a quem respeito e devoto carinho que não simpatiza muito com o Muricy Ramalho. Se incomoda com a ranzizice do técnico e nem sempre dá a devida atenção ao que ele diz. Pode ser que o Muricy contribua um pouco com aquele jeito de quem não desperta a criatividade de um publicitário para fazer anuncio de pasta de dente. Pode ser.

Fico do outro lado nesta história e presto uma atenção danada ao que diz o técnico. Após a melhor atuação do São Paulo nesta Libertadores, que garantiu classificação para as quartas-de-final, ele fez dois comentários absolutamente procedentes. O primeiro foi sobre o time que dirige e a relação com a torcida. “Nosso time ainda não conseguiu jogar bem e ainda não deu confiança para o torcedor”, disse com aquela sinceridade da rapaziada criada na Vila Sônia e que tem horror a gente falsa. Está claro que o São Paulo _ noves fora a noite de quarta-feira _ ainda não conseguiu ser um time que estimule o torcedor a trocar a poltrona pela arquibancada. Mas também ficou evidente que na hora agá, o São Paulo se transforma. Tem que ser assim na Libertadores.

Outra declaração do Muricy que merece reflexão foi sobre a saída do Flamengo da Libertadores. “A bola pune”, afirmou o Muricy. É bom quando um técnico tem esta visão. Deve ser um neurótico na convivência com os jogadores, mas reduz quase a zero a chance de ver um sonho virar pesadelo.

O RETORNO

Qua, 07/05/08
por pc vasconcellos |
categoria Sem Categoria

Não foi nem diante uma platéia tão numerosa assim, mas quem é vascaíno saiu de São Januário animado como há tempos não se via. Menos pelo placar e mais pela volta de Leandro Amaral, que dá mais consistência ao time do Vasco da Gama no ataque. Com 90 minutos de antecedência, o Vasco da Gama já garantiu presença na próxima fase da Copa do Brasil. E o Edmundo pode comemorar o fato de voltar a ter um companheiro na frente. Acabou a solidão que tanto o atormentou nos últimos jogos.

Enquanto isso, o Cruzeiro sucumbiu diante do Boca Juniors. Foi vítima, além do fato de ter enfrentado um time que não se assusta, da imprecisão na hora de concluir as jogadas, o que sempre prejudicou o time, mas não de maneira tão acentuada como aconteceu na noite desta quarta-feira no Mineirão. O que chama atenção nas equipes argentinas é a maneira como elas jogam no lixo a idéia de que a torcida adversária pode influenciar no comportamento da equipe visitante.

O Mineirão estava lotado, a torcida não parou de incentivar o Cruzeiro e os jogadores do Boca Juniors não estavam nem aí para os gritos que saiam das arquibancadas. Nada disso afeta o jogador argentino.

O SUBSTITUTO

Qua, 07/05/08
por pc vasconcellos |
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O Joel Santana é um técnico que não precisa mostrar mais nada para ninguém. Foi ironizado por muitos e desacreditado por outros. É fácil enumerar os motivos, mas ele deixa o Flamengo por cima e o Caio Júnior pode ser incluído na categoria de técnico promissor. Há um exagero em se medir a carreira de um técnico da nova geração, caso do Caio Júnior, pelos títulos. O mais importante é observar como ele desenvolve o seu trabalho.

Entre o técnico que sai e o técnico que assume, a maior diferença está no estilo. O Joel Santana é um sujeito emotivo, que olha para o futebol de maneira bem simples. Já o Caio Júnior tem mais intimidade com o racionalismo. Agiu certo ao aceitar o convite do Flamengo, o que demonstra não ter medo de desafios. Só não pode é querer transformar o Flamengo numa obra do Caio Júnior. O autor é o Joel Santana e assim será por muito tempo.

O QUE CARLOS ALBERTO
QUER

Volta e meia, o Carlos Alberto faz questão de lembrar que tem 23 anos e já é um homem rico. Que bom e que ruim. O bom é que ele pode ajudar aos seus com este dinheiro e dar o conforto tão desejado para os seus pais, sonho de consumo de qualquer homem ou mulher que não nasceram com o conforto servido em bandeja.

O ruim da história é que percebo, cada vez mais, a falta de apetite do Carlos Alberto para se submeter aos sacrifícios que pede a carreira de jogador de futebol. Não tenho a menor dúvida de que ele não pretende abandonar a carreira, mas ficar no peso, treinar com afinco, se concentrar, abrir mão dos prazeres que a fama e o dinheiro trazem em nome de uma temporada produtiva são os grandes obstáculos do Carlos Alberto. Só ele pode dar um novo rumo à carreira. A pergunta é: ele quer?

A DESPEDIDA

Sex, 02/05/08
por pc vasconcellos |
categoria Sem Categoria

Fosse o Joel Santana e neste domingo, quando o árbitro encerrase a decisão entre Botafogo e Flamengo pegaria minha prancheta, faria sinal para o táxi mais próximo e sorveria um vinho boa safra, que ele tanto admira. Desnecessário querer dar prosseguimento a uma história que já tem data e hora para acabar. Não se deve prorrogar aquilo que já sabemos terá sempre o mesmo fim, independentemente do rumo que história tomar.

Dez meses atrás, o Joel Santana foi empurrado pela porta dos fundos do Fluminense. Saiu de lá com a imagem de que era um profissional ultrapassado e incapaz de organizar um time. Hoje, o Renato Gaúcho, um técnico promissor, padece do mesmo problema. Dizem que, embora os resultados mostrem o contrário, ainda não ajeitou o time. Há uma irritação, notadamente exagerada, em cima do que faz e decide o técnico.

É assim a vida dos treinadores. Depois de uma década inteira em que foram colcoados no topo de forma exagerada e sem nenhum senso, eles passaram a ter os seus trabalhos questionados a todo instante. Mesmo os que já mostraram competência em diversas ocasiões. O Joel Santana vai em busca de uma realização que talvez ele já tivesse até deixado de pensar.

DECISÕES

Há quem não goste dos Campeonatos Estaduais e os argumentos são sempre muito fortes. O meu é prosaico: terminado os estaduais, teremos que abolir a segunda-feira do calendário. Enquanto eles sobrevivem, o torcedor se alimenta da rivalidade. Exceto pelo que aconteceu no jogo entre Atlético e Cruzeiro, que garantiu o título ao time treinado pelo Adílson Batista, os outros confrontos se caracterizam pelo equilíbrio. Está mais para o Flamengo; mais para o Palmeiras; mais para o Coritiba; mais para o Internacional e mais para o Figueirense. Não quer dizer muita coisa, mas………..

Bom fim de semana para todos

DECISÃO EM BH

Qua, 30/04/08
por pc vasconcellos |
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O placar indicou a derrota do Cruzeiro, mas o sentimento não pode ser o mesmo. O gol marcado por Fabrício foi o facho de luz que tanto precisava o time. E se tivesse forçado um pouco mais o ritmo, sabendo aproveitar o desacerto do Boca Juniors, o Cruzeiro poderia ter criado mais situações desfavoráveis para o time argentino.

Em partidas como a disputada nesta quarta-feira numa Bombonera lotada, o meu maior temor é sempre em relação ao comportamento dos jogadores pela mística que envolve o estádio. De tanto se falar sobre o assunto, os jogadores entram em campo meio que intimidados com o tamanho do rival. Foi o que aconteceu no jogo de ontem, acrescido pelo fato de que o técnico Adílson Batista precisa administrar melhor a sua dose de inquietação. A formação que ele mandou a campo não se mostrou tão eficiente quanto ele imaginou e talvez seja necessário mais tempo para que funcione.

A decisão ficou para Belo Horizonte na próxima semana e as possibilidades de classificação são bem favoráveis para o Cruzeiro. Sugiro apenas que Adílson Batista pense um pouco melhor sobre que formação considera mais interessante. Muitas vezes entre o que o técnico imagina e o que o jogador pode fazer a diferença é muito grande. Cabe ao treinador perceber.

QUARTA NOBRE

Ter, 29/04/08
por pc vasconcellos |
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A primeira volta desta fase da Libertadores pode terminar com a vitória dos clubes brasileiros em todos os seus confrontos. Nada surpreendente. O que mais preocupa é a mania que alguns técnicos têm de colocar os seus times exageradamente recuados e com isso oferecerem todo o espaço do mundo para o adversário.

Existe uma diferença bem acentuada entre jogar retrancado e jogar na defesa. O primeiro se comporta dentro de um esquema tático definido e todo mundo sabe o que fazer em campo. Não necessariamente a marcação começa tão atrás e ainda encontra fôlego para iniciar jogadas de contra-ataque. Já da segunda maneira tudo fica mais difícil. A partida transforma-se num treino de ataque contra a defesa e tem uma hora que a cidadela (gostaram?) cai.

Esta quarta-feira nobre, com cheiro e sabor de domingo, tem ainda confrontos pela Copa do Brasil. Dois são dramáticos. O primeiro em Belo Horizonte, com o Atlético Mineiro enfrentando o Náutico e com a obrigação de mostrar se a traulitada que recebeu do Cruzeiro já passou e o segundo em São Paulo. Impossível fazer qualquer previsão para um e outro. O que acham que vai acontecer?

SEMANA DE DECISÕES

Seg, 28/04/08
por pc vasconcellos |
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Só um título estadual já está decidido: o do Campeonato Mineiro. Não há como o Atlético Mineiro, e aqui não vai nenhuma provocação, reagir e mudar o rumo desta prosa, palavra tão adequada para a situação e familiar no vocabulário dos mineiros. O melhor para o Cruzeiro, além da precoce garantia do títulio, é que o Cruzeiro que enfrentará o Boca Juniors nesta quarta-feira exalará confiança. Não se deixará intimidar com tudo o que cerca o Boca.

É o melhor a fazer. De outra forma, o time poderia ficar ainda mais abalado por tudo que se propala do rival desta quarta e do endereço onde sedia os seus jogos. Claro que os temores procedem, mas não é conveniente para quem veste a camisa do Cruzeiro sentir-se inferiorizado em relação ao adversário.

180 MINUTOS

Sex, 25/04/08
por pc vasconcellos |
categoria Sem Categoria

A primeira parte da temporada do ano da graça de 2008 se encaminha para o fim e tem um personagem que merece destaque: o técnico Sérgio Guedes, da Ponte Preta. Quem se dá ao trabalho de prestar atenção no que diz, seja à beira do campo ou nas entrevsitas após os jogos, constatará que existe ali um profissional com idéias interessantes sobre futebol e pouco comuns para quem ainda não ganhou projeção ou títulos de expressão.

Neste confronto com o Palmeiras, especialmente pelas ausências, a Ponte Preta terá que se superar ainda mais. Se formos comparar os desfalques, o Palmeiras, embora sinta o desfalque do Léo Lima, leva vantagem. Só que faço parte daquele grupo que não dá muita importância a essas questões quando se trata de um jogo decisivo.

Vem daí o fato de que não ficarei surpreso se, ao cabo de 180 minutos, a Ponte Preta for a campeã. Pode acontecer e a campanha realizada no Paulista só reforça esta tese. Tenho certeza de que o Vanderlei Luxemburgo sabe disso. Tanto que optou por isolar os seus jogadores, acompanhá-los minuto a minuto para observar quem está verdadeiramente ligado na partida e quem acredita que o prêmio está garantido. É o melhor caminho, nos dias de hoje, para não se perder o rumo. O contrário gera problemas e nem sempre dá para resolver quando a bola rola.

MARACANÃ

Há um ponto em que botafoguenses e rubro-negros concordam: os clássicos entre os dois times se transformaram numa cereja no bolo na história recente do futebol. Neste domingo, o Flamengo não terá o Renato Augusto, jogador que, não fossem as lesões, já estaria em outro plano no futebol brasileiro. Vale a pena vê-lo jogar e o Joel Santana bem sabe disso. Tanto quanto o Cuca.

É um exagero querer apontar favorito para este jogo. Mesmo com quatro desfalques, o Botafogo parece ter aprendido a superá-los e não entrará em campo de cista baixa. E o Flamengo muito menos. Afinal, exceto pelo Renato Augusto, o time está completo, mas tem pelo adversário o respeito que a campanha feita pelo Botafogo recomenda ter.

Bom fim de semana para todos

HERÓIS DE VERMELHO

Qui, 24/04/08
por pc vasconcellos |
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A noite de quarta-feira certamente ficará para sempre na memória do torcedor colorado. O que aconteceu, ao longo de 90 minutos no Beira-Rio, é para deixar orgulhoso quem tem amor pelo clube e por quem entende que a suepração é uma palavra tão comum ao nosso cotidiano, como o bom dia, o obrigado e o por favor. E, por favor, não relacionem o placar ao árbitro Vagner Tardelli. Seria menosprezar o feito do Internacional. Claro que erros desestabilizam e o trabalho do árbitro precisa ser avaliado por quem de direito, mas este é um ponto. E o torcedor do Paraná tem todo o direito de protestar, até por conta dos erros praticados por Tardelli. Mas não jogo fora e nem desprezo o que fez o Internacional.

Era difícil, mas não impossível a classificação do Internacional. Só que episódios, ou melhor jogos, como os do Beira-Rio ensinam que um time de futebol não pode ser apenas formado por grandes jogadores e com um técnico renomado à beira do campo. Mais importante do que a rapaziada do elenco e do homem que ganha o pão de cada dia com instruções é saber se os jogadores acreditam no que ele diz. Os do Internacional provaram crença absoluta nas palavras do Abel Braga. Podem até duvidar, mas na hora do vamos ver cria-se uma ponte-aérea (sem atrasos e com céu limpo) entre o falado pelo Abel Braga e o executado pelos jogadores.

Quem olha para o Internacional de hoje _ campeão do Torneio de Dubai, em cima do Inter de Milão, finalista do Campeonato Gaúcho e candidatíssimo ao título da Copa do Brasil _ percebe que o pessoal aprendeu com todos os erros cometidos na temporada passada, especialmente quando a taça de champanhe pela conquista do título mundial permanecia cheia. Que se cuidem os adversários.

SÃO PAULO

Na longa entrevista do Muricy Ramalho, em determinado momento, ele falou e poucos ouviram: “nosso time pode jogar mais”. Faltavam dez minutos para a uma da manhã, o Morfeu já flertava com a maioria da galera, e, talvez, o comentário do técnico se perca. Não deveria. São poucos os profissionais que apontam os erros da sua equipe publicamente ou que reconhecem, após resultados importantes, que o bloco ainda sofre com a falta de harmonia.

Ninguém no São Paulo pensava que seria tão difícil substituir o Souza e o Leandro. Este mais do que aquele. Não cabe crucificar o Éder Luis, mas não há exagero em reconhecer que ele se divorciou daquele jogador do Atlético Mineiro. Se for litigioso, o São Paulo terá que procurar outro jogador. Mas se as partes se entenderem, o São Paulo ainda poderá comemorar esta contratação.

CRUZEIRO

Tudo o que se diz do Boca Juniors é verdadeiro. Tudo o que se fala da Bombonera é fato, mas e daí? O Cruzeiro não pode perder o jogo antes de entrar em campo. Tem o mais temido adversário, pelo menos para os clubes brasileiros, da Libertadores, mas não pode se intimidar e tampouco se descaracterizar. Fico emocionado quando vejo a torcida do Boca em ação _ outras no mundo conseguem fazer o mesmo _, mas não cabe ser assaltado por temores. Alto lá!


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