O NOVO CAPÍTULO
A meteorologia pode até prever chuva de canivete para a tarde de hoje na cidade de São Paulo que, mesmo assim, o Pacaembu estará lotado. Não é todo o dia que o Corinthians estréia na Série B, moradia ao longo desta temporada e da qual ele tem todas as condições de sair no final do ano. Não creio que o torcedor do Corinthians ainda esteja de luto pelo rebaixamento, mas o temor sobre como terminará a história é absolutamente procedente.
A montagem do elenco está à altura do que se pode esperar de um time na Série B. Não é divisão para se fazer contratações espetaculares e também não há dinheiro em caixa para trazer jogadores de ponta. Problema, aliás, que não é particularidade corintiana. Os resultados obtidos pelo time até agora não conferem ao Corinthians uma supremacia absoluta sobre alguns rivais nesta nova morada. A exclusão das semifinais do Campeonato Paulista foi preocupante e o avanço na Copa do Brasil, embora falte um jogo, é reconfortante para o torcedor.
A Série B deste ano não tem tantos clubes de ponta acostumados à Série A como em outras épocas, mas é evidente que contra o Corinthians todo mundo buscará os seus quinze minutos de fama. E que fama!
OLHO NELE
Desde o Campeonato Paulista, e por conta dele, que o Santos é sempre excluído da lista de provável candidato ao título da Libertadores. Uma restrição aqui, outra ponderação ali e no time só vestem a camisa de coadjuvante. Pois este Santos, desprezado para muitos, vai em frente na Libertadores e estréia no Campeonato Brasileiro com aspirações ambiciosas. Vale observar que por ali não existe nenhum jogador que você escolha de primeira no par ou ímpar _ tal e qual na maioria dos clubes brasileiros _, mas o jeito de atuar e a confiança, principalmente esta, não deixam dúvidas: ali tem um time.
Antes que me acusem de ficar indiferente ao Campeonato Brasileiro, o aviso faz-se necessário: o deste ano _ visto de cima da ponte e a léguas de distância do fim _ parece que será mais equilibrado do que o do ano passado. Pode ser que eu quebre a cara, o que não é muito difícil.
EXEMPLO E…….EXEMPLO
O San Lorenzo, que sempre tinha o sobrenome de Almagro na sua carteira de identidade (ou seria RG?), não faz parte das equipes badaladas do futebol argentino. Este papel cabe ao todo-poderoso e imbatível (no Brasil, a gente não consegue tratá-lo de outra forma) Boca Juniors e ao River Plate (nem tão poderoso e tampouco imbatível).
Entre os grandes momentos desta Libertadores _ não confundam com vexame _, o San Lorenzo contribuiu com dois. Perdia de 2 a 0 para o Real Potosi _ que atua naquela cidade alta e deu de cinco no Cruzeiro _, quando virou o jogo para 3 a 2. Na noite de quinta-feira, o San Lorenzo ficou com 10 no primeiro tempo; nove no segundo e viu descer pela goela abaixo dois a zero. Nada tão estranho assim para os jogadores do San Lorenzo. Empataram e estão na próxima fase da Libertadores. Diante do River Plate, o segundo mais poderoso.
Em tempos de exagerada valorização das palestras motivacionais seria muito mais interessante falar do San Lorenzo para a rapaziada que assina a súmula e ganha o pão nosso de cada dia dando chutes e olhando para os céus. O efeito seria melhor.
rss do blog