Oito ouros de Phelps
Rafael Rafic
Editor Olímpico JA
Michael Phelps terminou de vez de fazer história em Pequim. Na última prova da natação, o revezamento 4×100 m medley, os Estados Unidos ganharam, como esperado, com 3:29.34 e novo recorde mundial. Assim Phelps ganhou a sua oitava medalha nessas Olimpíadas, todas de ouro, com 7 recordes mundiais, deixando Spitz de vez para trás.
Porém não foi o passeio que se estava esperando e Phelps, diferentemente do 4×100m livre, foi fundamental para esse ouro. Brendon Hansen fez uma parcial de peito horrível (no revezamento medley a ordem é diferente do nado medley, sendo costas, peito, borboleta e livre) e entregou para Phelps em 3°. Sem problemas, o aquaman passou todo mundo e entregou para o amigão Lezak fechar com uma diferença bem adiministrável de 0.81. Isso não impediu um ataque de Eamon Sullivan nos últimos 50m, mas nada que o escudeiro Lezak não pudesse responder para terminar 0.70 a frente do time australiano.
No pódio, com Phelps segurando o choro e rindo ao mesmo tempo, uma cena que nunca vi em uma prova de revezamento: ao fim da premiação o sistema de som do Cubo d’água pediu atenção especial e uma salma de palmas ao recordista de ouro em uma edição dos Jogos. O que se seguiu um uma longa saudação com todos os presentes de pé. Após a saudação foi entregue uma placa comemorativa do grande feito.
Realizado o feito, Phelps ganhará de seus patrocinadores o bônus de 1 milhão de dólares. Por justiça e gratidão ele poderia dar uns 50 ou 70 mil desse bônus para Jason Lezak, já que sem ele e sua arrancada espetacular no fim dos 4×100m livre, além do controle de Sullivan hoje, nada disso seria possível.
Qual será o próximo passo de Phelps? Segundo o próprio, será uma férias de 6 meses em uma praia. Após isso ele provavelmente diminuirá o ritmo e deverá escolher 4 ou 5 provas para nadar. Há especulações que ele mudaria totalmente seu plano de provas e disputaria provas de velocidade, entre elas o 100m livre para se juntar a Cielo, Bernard e Sullivan.
É com essa imagem de alegria e superação que a natação se despede dos Jogos Olímpicos de 2008 e já começa a pensar em Londres.
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Guerra em Shenyang. Assim foi o confronto entre Brasil e Camarões pelas quartas-de-final dos Jogos de Pequim. No fim, 12 cartões amarelos, um vermelho (Banning), 0 a 0 no tempo normal e uma corajosa vitória brasileira na prorrogação: 2 a 0, gols de Rafael Sobis, após belíssimo lançamento de Diego, e Marcelo, completando meio sem jeito, mas com estilo inusitado, uma boa tabela entre Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves.
A questão é que o Brasil segue com controle das partidas, mas lento, sem abrir o jogo pelos lados, com Ronaldinho Gaúcho ainda vivendo de lampejos e com um centroavante isolado. Hoje, após a barracão de Pato, a bola da vez foi Rafael Sóbis. Insisto que Thiago Neves deveria ser titular. E que Diego e Ronaldinho Gaúcho, limitado ao lado esquerdo, deveriam encostar mais na frente. E os laterais, principalmente Rafinha, deveriam arquivar de vez a timidez.
Campeonato Inglês sempre é muito bom. Na minha modesta opinião, o melhor campeonato nacional do mundo. Mesmo que os quatro primeiros colocados não saiam dali há algum tempo. E nesse ano não deve ser lá muito diferente. Mas reserva uma disputa sensacional pelo título entre Manchester United, Chelsea, de Luiz Felipe Scolari e Liverpool - este último pouco atrás. Por perder peças importantes como Flamini e Hleb, o Arsenal pode ficar com a vaga restante na Liga dos Campeões. A não certeza tem uma justificativa: a quinta força chamada Tottenham. Os Spurs investiram milhões de euros em contratações como Gomes, Giovanni dos Santos e Luka Modric. Apesar da eventual perda de Berbatov - Keane, ex-companheiro, já foi vendido ao Liverpool.
Os Reds, aliás, não conquistam o título inglês desde a temporada 1989/1990. E talvez até não tenham cacife suficiente para se manter na ponta até o fim - o título da Liga dos Campeões está mais ao alcance de Rafa Benítez. Mas minha aposta consiste na boa base reforçada ainda por Robbie Keane, Diego Cavalieri, Degen e Dossena.
Mas a Premier League está longe de ser resumida à disputa do título. As três vagas na Copa Uefa também costumam acirrar rivalidades. Everton (Arteta); Aston Villa (Ashley Young); Blackburn (Santa Cruz e Villanueva) e Manchester City (Elano e Jô) são fortes concorrentes. E devem tirar pontos dos grandes até com certa constância.
Victor Canedo
Quem imaginaria na primeira rodada do turno os seis primeiros colocados estariam se enfrentando 20 rodadas depois? As três partidas da ponta são a cereja do bolo do fim-de-semana, que conta com duelos importantes também na parte debaixo da tabela. Vamos aos jogos:
* Grêmio (1º) x São Paulo (4º) - O grande confronto da rodada. No turno, vitória magra do Tricolor Gaúcho no Morumbi. No ano passado, no Olímpico, o São Paulo se deu melhor (2×0). Joílson é o único desfalque da partida - sem contar os olímpicos Hernanes e Alex Silva. Dagoberto e André Lima terão de estar muitíssimos inspirados para furar a melhor defesa do campeonato (12 gols). Já reservei a minha poltrona. Domingo, às 16h, no Olímpico.
* Fluminense (19º) x Atlético Mineiro (12º) - Partida que marca a estréia de Cuca no Tricolor Carioca. Fabinho e Arouca são desfalques, mas a aposta do técnico está na volta de Dodô. O Galo vai completo. Mas o retrospecto recente no Rio de Janeiro não é nada agradável. Domingo, às 18h10, no Maracanã.
Acabou a novela Valdívia. O meia chileno despede-se do Palestra Itália para defender o Al Ain, dos Emirados Árabes. Os valores? € 8 milhões (R$ 19 milhões). Muito boa venda do Palmeiras. Depois de dois anos promissores, o “El Mago” teve um 2008 para lá de irregular. E mostrou imaturidade em inúmeros casos. Não à toa levou nove cartões amarelos em 16 jogos no Campeonato Brasileiro. Valdívia não poderia ter saído em momento melhor. Mas vai sumir. E não duvido que volte no fim do contrato.