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Cielo, o craque da noite

Qua, 13/08/08
por Lédio Carmona |

Numa noite de Gre-Nal movimentado em Porto Alegre, e da vitória do Vasco em São Januário às moscas, foi um jovem nadador de 21 anos que brilhou. O nome dele é César Cielo, medalhista de bronze nos 100m livre. Pouco importa para nós o fato de Alain Bernard ter se recuperado do revezamento há duas noites e conquistado o ouro. Ou Eamon Sullivan decepcionado com a prata. Jason Lezak, detentor do menor tempo da história no 100m livre - porém não computado como recorde mundial -, ainda empatou com o nosso prodígio. E, como disse na emocionante declaração: que venha o ouro nos 50m livre.

* Gre-Nal reúne quase sempre os mesmos ingredientes: poucos gols, jogo pegado, e principalmente, equilibrado - o que não quer dizer que é uma fórmula ruim. Assim como no primeiro turno do Campeonato Brasileiro, Grêmio e Internacional saíram de campo com um empate. No Beira-Rio (28.921 presentes), 1 a 1. Daniel Carvalho, de pênalti, - primeiro gol no retorno ao Colorado - e Léo - único titular do Tricolor Gaúcho - marcaram na segunda etapa.

O fator casa e o time titular já deveriam ser o suficiente para uma vitória dos comandados de Tite. Mas a fase não é boa. Poucas chances reais de gol foram criadas - Rosinei, Índio… D’Alessandro teve estréia apenas regular. E a defesa quase reserva do Grêmio só foi furada pelo pênalti cometido em Guiñazu. Preocupante para o Internacional não só o fato de não ter vencido - o empate soa como uma derrota -, mas por novamente não encaixar o seu jogo, ainda que sem Nilmar e Alex. Já a equipe de Celso Roth sai satisfeitíssima com o resultado conquistado pelos reservas. Joga por um empate sem gols ao lado de sua torcida. E embalado para mais uma final antecipada diante do São Paulo, domingo, no Olímpico.

* Reservas do Vasco contra os reservas do Palmeiras. Assim começou a Sul-Americana para esses dois representantes brasileiros. Tinha Madson de um lado; Elder Granja, do outro. E até que jogo, disputado num São Januário às moscas, foi razoável. Aberto, franco e divertido. Equilibrado no primeiro tempo, com leve superioridade do Palmeiras: 1 a 1 nessa parte, gols de Allan Kardec e Jefferson. No segundo tempo, o Vasco melhorou, o Palmeiras parou de jogar e, com justiça, o time de Tita fez 3 a 1, gols de Matheus e Madson, de pênalti. Agora, na volta, em São Paulo, o Vasco pode perder até por um gol de vantagem que estará classificado. Será que o Palmeiras terá fora (e vontade) para reverter?

Em tempo: creio que o jogo serviu para Tita distribuir gente boa para o meio de campo do Vasco. Matheus, melhor jogador em campo, Bruno Gallo e Madson fizeram ótima partida. Vale a pena insistir com o trio.

Colaborou Victor Canedo

Central de negócios

Qua, 13/08/08
por Lédio Carmona |

* A novela Robinho continua. Permanece no Real Madrid? Ou ruma para o Chelsea? Enquanto ninguém sai de cima do muro, eu voto pela segunda opção. O Chelsea é um projeto, hoje, menos marqueteiro do que o Real Madrid. A dupla de gigantes espanhóis precisa aprender a expor menos seus atletas. O que Barcelona e Real Madrid fizeram com Ronaldinho e Robinho nesse mercado é amador. Trataram aos pontapés. E, evidentemente, os dois preferiram sair. Real Madrid e Barcelona precisam aprender, de vez por todas, que não são a última bolacha do pacote. Muito embora muitos jogadores, mal informados, ainda achem que eles são o último farelo do polvilho. Por sinal, se eu fosse jogador do futebol não pensaria duas vezes hoje em dia: iria para a Inglaterra. E ponto final.

* Rubens Sambueza é o novo alvo do Flamengo. Outro meio-campo comum, lento, e que não acrescentaria em nada ao elenco rubro-negro. A solução pode estar no mercado sul-americano, mas os nomes especulados para a posição ainda estão longe do ideal.

* O Vasco continua à procura de zagueiros - já que os seus estão sempre perdidos. Gustavo, ex-Corinthians, negocia com o clube. Enquanto Fernando, aquele mesmo, ex-Flamengo, foi contratado. Não gostei. Trata-se de uma ousada temeridade.

* O Corinthians acertou o empréstimo do meia Morais, ex-Vasco, por um ano. O Timão desembolsará R$ 600 mil à vista. Tenho minhas dúvidas. Morais já mostrou que nao convive bem com pressao. No Corinthians, a pressão é uma rotina. Será dificil a adaptação desse jogador que adora jogar com a bola no pé. Se possível em jogos fáceis.

* O atacante Thiago Ribeiro, ex-São Paulo, negocia com o Botafogo. Cairia como uma luva no esquema de Ney Franco, já que Gil não rende o esperado. Apesar de que ainda tem de se livrar do estigma de promessa. Mas Cuca já o teria indicado como reforço ao Fluminense. A conferir mais uma mini-série do futebol brasileiro.

* Há quem dê por certa a saída de Valdívia do Palmeiras. O meio campista pode fazer hoje o último jogo com a camisa alviverde. Isso porque está suspenso para o confronto diante do Coritiba, e estará servindo a seleção chilena durante o duelo contra o Internacional. Mas o Hertha Berlim não seria o ideal. Muito menos o Al-Jazira, de Abel Braga. Enquanto parece ter reencontrado o futebol, os torcedores apenas aguardam um desfecho feliz.

* E não é que Renan foi vendido? O presidente Vitório Piffero confirmou a saída do ótimo goleiro por cerca de € 4 milhões para o Valencia, da Espanha. Mas o Internacional não perde tanto assim. A quantia é aceitável para um goleiro. E Clemer não vem comprometendo. Além da ótima base que o Colorado possuí.

* A semelhança está apenas no sangue. O zagueiro Digão, irmão de Kaká, foi emprestado ao Royal Standard de Liege, da Bélgica. Segundo a diretoria, não tinha espaço no elenco (!) rubro-negro. Faça-me o favor.

* Finalmente uma boa noticia para a torcida do Vasco: Beto vai embora. Que não seja por falta de adeus.

O amigo Carlos Cereto está de blog novo. Podem conferir. Está aprovadíssimo.

http://cereto.wordpress.com/

Colaborou Victor Canedo

A verdade das rêmoras

Ter, 12/08/08
por Lédio Carmona |
categoria Vasco

Costumo dizer que o ser humano só costuma enxergar o que lhe importa. Cria sua própria verdade e se atraca com ela, como uma rêmora no dorso de uma tartaruga marinha. Agora, a nova verdade absoluta é que a nova diretoria do Vasco é culpada de tudo de ruim que acontece no futebol do clube. As rêmoras só esquecem que o atual time, um dos mais medonhos da história do clube, foi montado pela administração antiga. Então, caros passageiros do casco da tartaruga, o erro começou ontem e apenas continua hoje. E, enquanto não mudar a cara do elenco, uma promessa de campanha, a atual administração correrá mesmo o risco de ser confundida com a antiga. Simples como o passeio das rêmoras.

Boa sorte, Milton!

Qui, 07/08/08
por Lédio Carmona |
categoria Vasco

O Vasco precisa de ídolos. Milton Queiroz da Paixão nunca foi ídolo em São Januário. Mas marcou seu nome na história do clube ao fazer o gol do título carioca de 1987, na vitória de 1 a 0 sobre o Flamengo. Por sinal, com passe do presidente Roberto Dinamite. A torcida gosta de Tita. Claro: não era o nome dos sonhos para substituir o conservador Antonio Lopes. No entanto, era preciso mudar. Ousar. Buscar algo diferente no horizonte. Tentou-se Cuca. Ele teria pedido o dobro do salário máximo que os atuais cofres vazios do clube suportam pagar: R$ 45 mil mensais. Entre Roberto Fernandes e Tita, optou-se por Tita, pela história dentro do clube.

Não sei se dará certo. Tita nunca treinou time de ponta. Teve uma chance de fazer um milagre à frente do Vasco na decisão do Estadual de 2000. Após a derrota por 3 a 0 para o Flamengo na primeira fase, o chamaram para dirigir o time no segundo jogo da decisão. Elenco desmoralizado e que precisava vencer de quatro. O Vasco perdeu e Tita não ficou.

Vão me perguntar: Tita é o nome ideal? Provável que não. Talvez sim. Me incomoda fazer experiência nesse momento. Mas, repito, era preciso mudar. Melhor ele do que a mesmice nossa de cada dia. Aqueles nomes viciados que vivem sendo oferecidos a cada hora pelos empresários.

Tita conhece futebol. Comentou jogos da Alemanha durante a Euro no SporTV. Vive nos estádios. Sábado mesmo conversamos no Maracanã, antes de Fluminense x Internacional. Tita me disse naquele fim de tarde. “Eu só quero uma chance. Vou continuar aguardando a minha vez”.

Taí, Milton. Ela chegou. Resta a você aproveitá-la. Mesmo que o atual recheio do bolo não seja muito animador.

Mãos à obra.

PS: só não esqueça que o Vasco-2008 é bem diferente daquele de 1987. Pelo menos, por enquanto.

Central de boatos (e verdades) do futebol mundial

Sex, 01/08/08
por Lédio Carmona |

* O Fluminense começa, lentamente, a dar sinais de recuperação. Depois das contratações de Eduardo Ratinho e Everton Santos, o clube acertou com o muito bom volante Urrutia, capitão da LDU, campeã da Libertadores. Patrício Urrutia marcou há pouco tempo um golaço no Monumental de Nuñez pela seleção equatoriana. Não é propriamente um volante de contenção, mas creio que seja senso comum a superioridade em relação a Fabinho, Ygor e afins. E fará proposta por Leandro Lima, ex-São Caetano, emprestado ao Vitória de Setúbal no último mês. O saldo das contratações poderia ser um pouco melhor, apesar de acreditar na retomada da equipe de Renato Gaúcho.

* O rival Flamengo também se movimenta. Depois da apresentação de Vandinho, outra esperança de gols ganha força no ataque: Vágner Love. O jogador trabalha silenciosamente para conseguir a difícil liberação do CSKA – que já perdeu Jô e Daniel Carvalho -, por empréstimo de um ano. Os russos batem o pé. Seria justamente o que o time de Caio Júnior precisa. Enquanto esteve no Brasil, não decepcionou. Artilheiro da Série B de 2003 e do Campeonato Paulista de 2004. A torcida palmeirense que o diga. A conferir os próximos capítulos.

* Novas no Internacional. O artilheiro da Série B, Luiz Carlos, com 12 gols, foi contratado para o ataque. Como sua multa era de apenas R$ 100 mil, a transferência do jogador, ex-Ceará, correu rapidamente. O Goiás também tinha interesse no atacante. Vale destacar que Luiz Carlos, de 27 anos, já rodou o país: Coritiba, Vasco e Paysandu são times em seu currículo. Mas o que alguns gols na segunda divisão não fazem… O futebol, além de uma benção, é um ciclo vicioso.

A diretoria se prepara para uma possível saída de Nilmar ou Alex. Liédson, artilheiríssimo do Sporting, foi procurado. O atacante, que só volta em outubro devido à lesão no joelho, possuí contrato com os Leões até 2010. A multa rescisória está avaliada em € 20 milhões. Nada fácil. Mas todo esforço será válido.

Faltava a notícia desanimadora. O volante Guiñazu deve se despedir do Colorado diante do Fluminense, sábado, no Maracanã. O Al-Jazira, do técnico Abel Braga, ofereceu R$ 7 milhões. Há quem diga que tudo está concretizado. A equipe de Tite perde. Não há jogador no elenco tão eficiente na marcação e que ainda apóie como o gringo. Uma pena que o mundo árabe seja o destino de muitos dos bons jogadores que se destacam por terras brasilis.

* Morais irá mesmo deixar o Vasco. A diretoria decidiu nesta sexta-feira estar aberta para receber propostas. O clima já não era nada agradável. O jogador não resistiu à pressão e abandonou a concentração do clube para a partida diante do Atlético Mineiro na última quarta-feira. A pergunta que não quer calar: você gostaria de um jogador como Morais em seu time? Opine.

* Fellype Gabriel está muito próximo de retornar ao Brasil. Mais especificamente à Portuguesa, de Valdir Espinoza. A Lusa carece de meio campistas em seu elenco. No entanto, o ex-rubro-negro – aliás, será que tinha vaga no Flamengo? - ainda precisa se livrar do estigma de promessa que o persegue. Pode dar jogo.

* O Chelsea ainda quer Robinho. A transferência, no entanto, tem o seu elevado grau de dificuldade. Os valores girariam em torno de € 40 milhões. Mas antes o Real Madrid precisaria encontrar um substituto – fala-se em Van der Vaart. A novela deve ter o seu último capítulo no fim de agosto, mas o final promete ser feliz para Felipão. Dinheiro é o que não falta para Roman Abramovich. E Robinho é o atacante de mobilidade que o Chelsea precisa.

Colaborou Victor Canedo

Azul de tricolor

Qui, 31/07/08
por Lédio Carmona |

Não me surpreendi com mais um resultado positivo do time de Celso Roth. Enquanto outros pensam em reforços, o Tricolor Gaúcho acumula pontos. A liderança é mais do que merecida. E com um quê de preto e branco somado ao azul da quarta-feira. Mas a quinta-feira não foi só agitada no Couto Pereira – e na tabela. Vamos aos jogos:

* O Grêmio tinha pela frente um adversário ainda invicto em seus domínios. O Coritiba já havia vencido Palmeiras e Flamengo – e empatado com o Cruzeiro - no Couto Pereira. Mas o gol de Marcel, no início da segunda etapa, de cabeça, e uma defesa quase intransponível garantiram mais três pontos ao Tricolor Gaúcho. Tanto que o muito bom Victor sequer trabalhou - Hugo e Keirrison jogaram para fora as chances de um resultado positivo. Méritos do ótimo sistema defensivo da equipe de Celso Roth – apenas 12 gols sofridos. E, claro, de um time que sabe vencer também fora de casa – possuí quatro vitórias longe do Olímpico, uma a mais que Ipatinga e Fluminense no geral. O Coxa, no entanto, desperdiçou a oportunidade de encostar no G4. Dorival Júnior tem qualidade em mãos, mas o meio da tabela parece ser inevitável tamanha a quantidade de times equilibrados.

* A tensão que pairava em São Januário e a péssima situação na tabela talvez não permitissem acreditar em uma noite tão boa – dentro de campo, diga-se – para o Vasco. O Atlético Mineiro, no entanto, até começou melhor. Levou o primeiro, de Edmundo, mas empatou em seguida, com Jael. A partir daí a equipe de Antonio Lopes – que sobrevive no comando vascaíno – cresceu nos erros do Galo. Eduardo Luiz e Mádson – belíssimo gol – ampliaram. Em dezessete minutos de segundo tempo já vencia pelo humilhante placar de 6 a 1 - Wagner Diniz, duas vezes, e Leandro Amaral. Aliás, melhores em campo ao lado de Edmundo. Resultado expressivo, mas longe de empolgar. Até porque o elenco vascaíno não permite tal aventura. Assim como o Atlético, o time é fraco. E as defesas juntas somam 58 gols sofridos. Não há Gallo que resista. O treinador é mais um ter seu nome na ingrata lista que assombra os técnicos. Muito embora Marcelo Oliveira dê conta do recado sempre que assume a função de bombeiro. Fato que foi encoberto pela grande polêmica da noite: Edmundo. Novamente.

O atacante vascaíno, que já havia reclamado de Antonio Lopes pela substituição, disparou contra Leandro Bomfim e Jean, acusando-os de terem pedido para não entrar em campo, assim como Morais, no dia anterior. Ambos declararam ao SportvNews – aliás, jornalismo de primeira linha – não estarem em condições de jogo. E me convenceram. E você, torcedor vascaíno, está do lado de quem?

* Seria até normal um relaxamento do Sport após o título da Copa do Brasil. Mas o rubro-negro joga com a torcida. E sobe na tabela. Ontem, depois de um primeiro tempo em dificuldades, o Leão deslanchou na segunda etapa, na Ilha do Retiro (23.086 pagantes) Carlinhos Bala, Luciano Henrique – de pênalti – e Ciro – jovem promessa - marcaram na vitória de 3 a 1 sobre o Ipatinga. Beto ainda descontou quando o placar apontava 2 a 1. Nada que assustasse de fato a equipe de Nelsinho Baptista, líder na maratona de julho. Foram 16 pontos em oito jogos. A atual sétima colocação é algo natural. Já o Tigre está solitário na lanterna, com 15 pontos. Ainda que não tenha o pior ataque e defesa da competição, são remotas as chances de um milagre.

Colaborou Victor Canedo

Tempo quente

Qui, 31/07/08
por Lédio Carmona |
categoria Vasco

fogueira.jpgO clima em São Januário só piora. Assustado com a pressão dos torcedores na véspera, Morais, que saiu pelos fundos após o treino de quarta-feira, pediu para não ser escalado para enfrentar o Atlético Mineiro, hoje, em São Januário. A diretoria foi pega de surpresa. Os jogadores estão agitados, nervosos e, segundo o site www.supervasco.com.br, Edmundo pode receber a missão de ir à casa de Morais convencê-lo a voltar.

A crise está aberta. Se vence hoje, dá uma esfriada. Se perder ou empatar, a pressão recrudescerá.

Que Roberto Dinamite e sua equipe tenham serenidade para contornar toda confusão.

Central de boatos (e verdades) do futebol mundial

Ter, 29/07/08
por Lédio Carmona |

* Muricy Ramalho mostrou-se insatisfeito com o vazamento das informações de que estaria interessado em três meio-campistas. William, ex-Corinthians, Jádson e Lincoln fazem parte da lista elaborada pelo treinador. Mas as negociações são difíceis. Fato é que o São Paulo precisa de um camisa 10. Dentre os três citados, prefiro o último, atualmente no Galatasaray. E você, são-paulino?

* O zagueiro Léo deixará mesmo o Grêmio nesta janela de verão europeu. O PSV, da Holanda, já fez proposta pelo jogador – o próprio empresário confirmou. Mas os valores ainda não foram divulgados. Léo será observado de perto nas próximas partidas do Tricolor Gaúcho. Apesar de já ter vivido melhor fase no Campeonato, a jovem promessa fará falta.

* Antônio Lopes está na corda bamba mais do que nunca. Há quem diga que se um empate diante do Atlético Mineiro – adversário direto na briga contra o rebaixamento -, nesta quinta-feira, já pode custar o cargo do treinador. O Vasco ocupa a 16ª colocação, com apenas 16 pontos. E não tem dinheiro em caixa para reforços – muito menos técnicos de ponta. Você, vascaíno, é a favor ou contra a saída de Lopes? E indicaria quem como sucessor?

* Vanderlei é mais um a deixar o Brasil. Mas o Botafogo não sentirá falta alguma. O atacante, contratado a pedido de Geninho, disputou apenas quatro partidas. E sequer balançou a rede. O União de Leiria, da 2ª divisão de Portugal, será o destino do jogador. Passo e voto nulo.

* A confusão envolvendo Messi e Seleção Argentina já tem data para acabar. O técnico Sérgio Batista estimou até a próxima sexta-feira o prazo para que Messi se apresente. Caso contrário, o atacante estará fora das Olimpíadas de Pequim. O Barcelona, clube do jogador, alega não liberar o jogador por não considerar a competição como data da FIFA. A entidade, aliás, não toma uma posição. Sempre em cima do muro. Bom para o Brasil.

* Rumores na Itália nesta terça-feira colocam uma possível troca entre Inter e Roma em pauta. Os nerazurri teriam interesse na ótima promessa – e meio-campo - Aquilani enquanto o time da capital estaria de olho em Adriano. Mourinho, apesar de gostar do esquema com três atacantes, já conta com Cruz, Crespo, Balotelli e Mancini. Eu prefiro o Adriano a todos esses. E você?

* Apesar de estar fora da Liga dos Campeões, o Milan investe forte no mercado. Depois da contratação de Ronaldinho Gaúcho, a imprensa italiana noticia o interesse do rubro-negro em Shevchenko. A volta do artilheiro – 127 gols em 208 partidas no Milan - estaria condicionada ao ok de Felipão, técnico do Chelsea. Com isso, o ucraniano brigaria por vaga no ataque com Pato. A conferir.

Colaborou Victor Canedo

A menina dos olhos

Qua, 23/07/08
por Lédio Carmona |

Esse é o Campeonato Brasileiro, cujas últimas rodadas têm reservado emoção, paridade e bom futebol. Não só em partidas, como o clássico carioca entre Vasco e Fluminense de ontem, mas a tabela reflete um sentimento de que o Campeonato Brasileiro empolga. Justamente pelo equilíbrio – e até bom nível. Tanto que do primeiro ao décimo há uma escada na pontuação. A disputa pela liderança já está em aberto – o Grêmio tem a chance de se tornar o novo líder nesta quinta. Por uma vaga no G4, São Paulo, Internacional e Palmeiras estão batendo na porta. Ascensão. Essa é a palavra-chave. E o maior exemplo veste vermelho. Vamos à radiografia dos jogos:

* O Internacional é a figura da vez no Campeonato Brasileiro. Em mais um jogo de seis pontos, voltou a animar a torcida, dessa vez em ótima presença no Beira-Rio (41.674 presentes). Nilmar marcou os dois na vitória por 2 a 0. Ao São Paulo coube lamentar o erro de arbitragem que anulou gol legal de Dagoberto. E, claro, as ausências de Hernanes e Alex Silva. Aliás, Juninho falhou no primeiro gol colorado. Muricy Ramalho aguarda ansiosamente pelas estréias de Rodrigo e Anderson. Enquanto isso, Rogério Ceni tem de se virar como pode. O Internacional aproveitou. E já está a apenas dois pontos do G4, com 22. Méritos da ótima seqüência da equipe de Tite – conquistou 14 pontos dos últimos 18 disputados. O São Paulo continua com 23. E a briga pelo título do Campeonato Brasileiro está mais empolgante do que nunca.

* Já virou rotina elogiar o Vitória nesta coluna. Mas o rubro-negro baiano faz por merecer a cada quarta-feira ou domingo futebolístico. Depois da vitória sobre o Flamengo, no Maracanã, o rubro-negro foi mais óbvio e, apesar dos desfalques, derrotou o Náutico, por 2 a 0, em mais uma noite de Barradão lotadinho (24.614 pagantes). E, claro, noite guiada por Marquinhos. A maior revelação do Campeonato Brasileiro marcou os dois. E a equipe do ótimo Vagner Mancini já é vice-líder, com 26 pontos. Apenas um pontinho atrás do outro ainda líder Flamengo. Olho no segundo melhor ataque da competição. O Vitória dá mostras que deve brigar lá em cima até dezembro. Enquanto o Náutico desce a ladeira. Só espero que a culpa não caia em cima do técnico Pintado.

* Portuguesa e Flamengo foi um jogo tão bom quanto polêmico, no Canindé (11.364 pagantes). Dois times jogando para frente, sem medo. Caio Junior entrou com três atacantes – Tardelli, Souza e Éder -, enquanto a Portuguesa, motivada pela chegada de Valdir Espinosa, corria e mostrava personalidade, principalmente com Diogo, que fez grande partida. Aos 34 minutos, primeiro gol do Flamengo, a primeira das polêmicas. O gol de Ronaldo Angelim foi com a mão. Mas antes, de fato, ele levou um empurrão de Ediglê. Só que uma coisa não tem a nada a ver com a outra. E Evandro Rogério Roman, o árbitro, não viu nenhuma delas.

Aos 36, pênalti de Fábio Luciano em Diogo. Não achei falta. Cobrança de Diogo, defesa de Bruno e o assistente mandou voltar. A chatice de sempre. Regra inútil. Gol de Diogo. Aos 42, Diogo Tardelli mete a mão na bola. Na sobra, gol de Ibson. Evandro Rogério Roman não viu. E, de fato, não era fácil dar o flagrante, tal a quantidade de jogadores dentro da área. O gol de empate da Lusa, já no segundo tempo, também foi de pênalti. Desta vez, foi. De Jaílton em Jonas: 2 a 2. E, aos 43m, Gavillan fez pênalti bobo em Juan. Ibson cobrou. Sergio defendeu. O assistente mandou voltar. Na segunda, Sergio salvou de novo.

Grande jogo, arbitragem confusa. Resultado ruim para o Flamengo, que, apesar de continuar na liderança, deixou de vencer um time que, apesar de motivação e de jogar dentro de casa, é muito inferior. Em tempo; o que é Diego Tardelli? Já tinha cartão amarelo e resolveu, tolamente, pôr a mão na bola num lance tosco e infantil. Foi infantil. Tem gente que não aprende nunca. E, como prêmio, ganha tapinha nas costas.

* O Botafogo novamente cumpriu o seu papel e goleou o Atlético Mineiro, por 4 a 0, no Engenhão (9.581 pagantes). Sim, a fase do Galo é tão ruim que constatou a exceção de domingo passado. Lúcio Flávio – de pênalti, com 1 minuto de jogo -, Triguinho, Carlos Alberto e Gil marcaram para o alvinegro carioca. Os dois últimos no fim, já com o rival batido e com apenas nove em campo – Yuri e César Prates foram expulsos. O Botafogo de Ney Franco nada teve a ver com isso. Em franca ascensão, pode-se perceber jogadas trabalhadas e movimentação ofensiva. É um time que vai dar trabalho a todos os líderes. E por que não se tornar um num futuro próximo? Já o técnico Gallo busca explicações. O Atlético encontra-se sem time, dependentes das atuações esporádicas de Petkovic. A zona de rebaixamento, infelizmente, deve virar rotina para o clube centenário.

* Noite de seis gols no Maracanã (19.346 pagantes). O que não quer dizer que o empate em 3 a 3 entre Vasco e Fluminense tenha sido ótimo. Mas merece ser contado detalhadamente. Foi, sim, eletrizante. Muito pelo segundo tempo de reviravoltas. Porque a primeira etapa teve um dono: o Vasco. Fechado e sem criatividade, era difícil ao Tricolor alcançar a intermediária vascaína com objetividade. Já a equipe de Antonio Lopes ameaçava. Leandro Amaral perdeu talvez a maior chance de sua carreira. Edmundo, no entanto, não desperdiçou sua chance. 1 a 0. A entrada de Tartá melhorou o Fluminense consideravelmente. Mas quem novamente marcou foi o Vasco. Leandro Amaral ampliou numa bela arrancada - sem ser importunado, diga-se. Washington, que voltou ao bom futebol, descontou em seguida. Apesar de que Rafael – terrível noite - não tardou a entregar. Morais cruzou e Edmundo, na habitual classe, colocou o Vasco em ótima situação. Três gols num intervalo de seis minutos.

Ah, mas como é o futebol. O Fluminense teria de reagir novamente. E o fez. Claro, com grande contribuição da defesa vascaína. Washington, de pênalti, e Tartá – meio gol de Somália -, igualaram o placar. Dodô, displicente, quase virou. Morais, nervoso, ainda foi expulso. E o Vasco, do atrapalhado Antonio Lopes, agoniza na 13ª posição. Sem muito futuro, apesar da boa partida hoje. Já o Fluminense sobrevive na base da vontade. Mas não deve comemorar. Ainda há muita estrada para percorrer – é o 18º, com 13 pontos -, e os vacilos de ontem podem não serem perdoados amanhã.

* O confronto era entre o terceiro colocado e o 17º. Mas no campo do Mineirão (18.048 pagantes), o Goiás se portou como vem fazendo. Em jogo aberto, Iarley acabou como herói ao marcar, de falta, o único gol da partida. Resultado até certo ponto surpreendente. Ainda mais porque a equipe de Adílson Baptista atuou com um a mais durante todo o segundo tempo – Júlio César levou cartão vermelho. A Raposa, que perdeu muitos gols, pode sair do G4 nesta quinta-feira. Fato raríssimo no campeonato até então. Enquanto o alviverde goiano segue subindo sem fazer paradas. E jogará em casa três das próximas quatro partidas. Olho no time de Hélio dos Anjos.

* Foi suado. O gol do ótimo Carlinhos Paraíba – o primeiro dele no Brasileiro -, aos 30 da segunda etapa, deu a vitória ao Coritiba sobre o Ipatinga, no Couto Pereira (12.734 pagantes). Confesso que espero mais da equipe de Dorival Júnior. Por enquanto o Coxa tem se mostrado um time apenas caseiro. A situação em Ipatinga, no entanto, é complicada. Apesar da melhora do time de Ricardo Drubscky, é difícil não apostar no descenso da equipe mineira, hoje com apenas 10 pontos – a 5 de escapar da zona de rebaixamento.

Colaborou Victor Canedo

Monumental!

Ter, 22/07/08
por Lédio Carmona |
categoria Vasco

O que virou letra de música faz aniversário hoje: 10 anos. Semifinais da Taça Libertadores de 1998. Monumental de Nunez. O Vasco precisava de um empate contra o River Plate para chegar à final e ganhar a Libertadores-98 contra o Barcelona, de Guayaquil. Então estava mais do que evidente que aquela partida era autêntica decisão daquele ano.

Para complicar, Sorin fez  1 a 0. O River Plate jogava bem. Até que Juninho Pernambucano entrou. E, a oito minutos do fim, bateu uma falta encantada sem chance de defesa para Burgos. Golaço.  

Vasco na final da Libertadores.

Vasco campeão da Taça Libertadores.

Graças ao gol que virou música.

Gol de Juninho, Monumental!

Lembram do time? Carlos Germano, Válber, Odvan, Mauro Galvão e Felipe; Luisinho, Nasa, Ramon (Alex) e Pedrinho (Vágner); Donizete e Luizão (Juninho).

Falar mais o que? 


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