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Seleção JA

Seg, 18/08/08
por Lédio Carmona |

Eis os selecionados da 20ª rodada:
Bruno (Flamengo); Nei (CAP), Pereira (Grêmio), Danilo (CAP) e Júlio César (Goiás); Túlio (Botafogo), William Magrão (Grêmio), Mádson (Vasco) e Ferreira (CAP); Kleber Pereira (Santos) e Pedro Oldoni (CAP). Técnico: Ney Franco (Botafogo)

Destaque para o pequenino Mádson, que mesmo sem marcar, comandou a goleada do Vasco sobre o Internacional, em São Januário. Menção honrosa para Vanderlei (Coritiba), Vítor (Goiás), Léo Moura (Flamengo)… Monte sua seleção. A selebaba também está valendo. E, por incrível que pareça, Eduardo Luiz não tem vaga.

PS: conhecia Fernandinha Oliveira, em 2000, durante uma reportagem em Porto Alegre para a TV Globo. Na época, às vésperas dos Jogos de Sidney, a gaúcha já sonhava com uma medalha. Demorou, mas chegou. Parabéns, mocinhas!

Incontestável

Dom, 17/08/08
por Lédio Carmona |

17gremio.jpgDa mesma maneira que a alma despeitada do brasileiro tripudia dos resultados dos nossos atletas em Pequim, fazemos de tudo para botar para baixo quem merece elogios e uma melhor observação no Campeonato Brasileiro. Mas não. Preferimos simplificar, com nossas mentes obtusas, a vitória do Grêmio sobre o São Paulo por 1 a 0, no Olímpico (40.256 pagantes), gol de Perea, sob o simplório ponto de vista de que o lance decisivo do colombiano foi marcado em impedimento e que, dessa maneira, os gaúchos ganharam graças à arbitragem. Simplesmente patético.

O Grêmio ganhou do São Paulo por 1 a 0, gol de Perea, de fato, impedido, porque jogou melhor. Porque tem um meio de campo muito melhor do que o do adversário. Porque tem uma defesa tão boa quanto a do São Paulo, no ano passado, e que só levou 12 gols em 20 jogos. Por que tem um goleiraço. Porque tem William Magrão, volante que poucos dão valor, mas que corre o campo inteiro, marca e chega na frente. Porque tem um time disciplinado taticamente, que não joga bonito, mas sabe o que precisa para vencer, ou, no mínimo, chegar perto da vitória. Por tudo isso, o Grêmio ganhou um jogo chatíssimo, disputado num gramado encharcado, mas que, mesmo no cenário ruim, teve o vencedor correto.

O Grêmio não perde desde o dia 6 de julho. São 12 jogos invictos no Brasileiro. Venceu os últimos cinco jogos, dois deles fora de casa. O que o torcedor exigente quer mais? Ah, esqueci que o Grêmio tem o ataque mais positivo (36 gols) e é o time que mais ganhou (13). Eficiência ofensiva, sem ter um artilheiro brigando nas primeiras posições. Sinal de que o jogo é coletivo. Ainda não convenci vocês? Então, para fechar, com 73% de aproveitamento, o Grêmio precisará, segundo meus cálculos, de ganhar 50% dos pontos que tem a disputar para ser campeão. Nada mal para um time que não convence a tanta gente…

* O São Paulo? Esse sim, por mais que respeite e admire sua história e seu ótimo treinador, jamais me convenceu em 2008. Espirrou do G4 após perder uma partida da qual jamais deu pinta de que reagiria. Terá que jogar muito mais para jogar a Libertadores em 2009. Ainda dá? Claro que sim. Mas do jeito que está, não dará.

Há casamentos que, antes mesmo de serem consumados, davam pinta de que poderiam ter final feliz. Eu, pelo menos, sempre achei que Ney Franco tinha caixa para dar jeito no Botafogo. E que a Estrela Solitária poderia fazer do treinador um sujeito satisfeito com a relação. Não deu outra. Desde que houve o “sim” entre as duas partes, os alvinegros jogaram 10 partidas no Brasileirão. Ganharam 7, empataram 2 e só perderam 1 (São Paulo, no Morumbi). São cinco vitórias seguidas, a quinta hoje, na Ilha do Retiro, contra o Sport (1 a 0, gol de Jorge Henrique). E, vejam só, Ney Franco e o Botafogo dormirão os próximos dias no G4 (4º, com 34 pontos). Lua de mel mais do que perfeita.

* Sobre o jogo, confesso que já vi o Botafogo, de Ney Franco, jogar mais. Mas, como também já observei o Sport, de Nelsinho Baptista, funcionar melhor, ganharia quem marcasse primeiro. Foi o Botafogo, com Jorge Henrique. Pois é: quando a fase é boa, até Jorge Henrique acerta o gol. Que fase. Que amor. Que momento…

* Jogo duríssimo no Parque Antarctica (15.210 pagantes). É muito bem arrumado e treinado esse Coritiba, de Dorival Junior. Controla o jogo, não se desespera, sabe ficar com a posse de bola, e arrisca bem nos contra-ataques. Mas é duro fazer resultado na casa do Palmeiras. Lá, em 10 partidas, o time de Vanderlei Luxemburgo venceu nove. Hoje foi a nona: 1 a 0, gol de Alex Mineiro, de cabeça, na reta final da partida. Quando tudo parecia ainda mais difícil, pois os anfitriões jogavam com 10 (Fabinho Capixaba foi expulso). Mas veio o gol de Alex Mineiro. E, com ele, os três pontos.

O problema é que a equipe não tem regularidade. Fora de casa é um fracasso (30% de aproveitamento). Por isso está a sete pontos do Grêmio (3º, com 37). Mas o fator-campo lhe garante uma vaga no G4. Se o Palmeiras terá força para ir além, deixemos para responder mais à frente. Com a atual irregularidade, será difícil. Já o Coxa segue em oitavo, com 32. Uma ótima campanha para um clube que (está na cara) tem organização, planejamento e bom-senso.

* O empate invariavelmente é ruim para ambos. O Flamengo, no entanto, não tem do que se queixar depois do ponto conquistado (2×2) diante do Santos, na Vila Belmiro (15.359 pagantes). Saiu ganhando, aos sete minutos, num lance isolado - e sortudo - de Léo Moura. E só. Passou o resto do primeiro tempo acuado, sem opções ofensivas. Inclua aí Marcelinho Paraíba, apagado em sua estréia- talvez pela falta de ritmo. Não à toa Bruno foi o grande destaque da partida, mesmo com os dois gols de Kleber Pereira. A expulsão de Cristian no segundo tempo só reforça a satisfação rubro-negra ao conquistar o empate com o mesmo Léo Moura, de pênalti - estupidamente cometido por Domingos.

A lamentar a grave contusão sofrida pelo jovem promissor Maikon Leite. E, claro, a péssima fase santista. Já são quatro jogos sem vitória e quinze rodadas na zona de rebaixamento. Enquanto o time de Caio Júnior, mesmo sem vencer, manteve os dois pontos e distância do G4. E terá Juan de volta contra o Grêmio, no jogão de quinta-feira, no Maracanã.

* Tita deve estar querendo uma estátua em São Januário (5.387 pagantes). Ele conseguiu fazer com que a pavorosa defesa do Vasco jogasse bem contra o Internacional. Quase não falhou. O meio de campo esteve bem, principalmente Alex Teixeira e Madson. E o ataque, bem ou mal, sempre funcionou.

Soma-se tudo isso, ao bizarro lance de Clemer, que cometeu uma das furadas mais ridículas da história octogenária de São Januário, e chegamos à goleada de 4 a 0 do Vasco sobre o Internacional (Bolivar, contra, Edmundo, Eduardo Luís e Jean). Após três domingos sendo surrado, chegou o dia de o Vasco dar a sua coça! E foi de jeito. Tão forte que o tirou da zona do rebaixamento (15º, com 22). Que aproveite a fase e o bom astral de Tita para sair do buraco de vez por todas.

O Internacional cheio de novos jogadores é uma confusão só. Falta entrosamento, falta ritmo de jogo para os novos, como Daniel Carvalho e D´Alessandro, falta força física, falta liga com Tite. Infelizmente, o Internacional tem muitos bons jogadores, mas ainda não tem um time. Se terá um time a tempo de levá-lo à Libertadores, só um trabalho rápido e bem-feito garantirá. Eu, sinceramente, não acredito mais.

* A primeira etapa no Maracanã (12.666 pagantes) mostrou porque Fluminense e Atlético Mineiro habitam a parte debaixo da tabela há tantas rodadas. Passes errados a esmo, total falta de criatividade, faltas bobas… O tempo demorava a passar. Cuca então trocou o apagado Eduardo Ratinho pelo também ex-corinthiano Everton Santos. O Tricolor Carioca não melhorou. Mas, como atacava um pouco mais, marcou com Dodô, aos 16 da segunda etapa, após belo passe de Washington - um dos raros momentos de qualidade da dupla. A melhor chance do Atlético Mineiro veio com Petkovic, em escanteio cobrado na trave. Muito pouco. Somália ainda teve tempo para desperdiçar boas chances. O segundo tempo da equipe de Cuca não foi animador, porém eficiente. Justamente o que o Fluminense mais necessita. Já o Galo manteve a rotina de maus resultados longe de casa. Se o objetivo for somente escapar da segundona, o Atlético deve consegui-lo após algum esforço. Lamentável para um clube centenário e de muita tradição.

* O Goiás parece mesmo disposto a alçar vôos maiores. Mais uma boa vitória no Serra Dourada (4.083 pagantes). Dessa vez sobre o Náutico, de Roberto Fernandes, por 3 a 0. O alviverde não precisou nem de boas atuações de Iarley e Romerito - destaques até então. Gols de Paulo Baier, Paulo Henrique e Vítor - por pouco não o coloquei no Cartola FC. E 26 pontos somados, já na 11ª colocação - hoje estaria classificado para a Sul Americana. O Timbu, sem qualquer reação, voltou à zona de rebaixamento. Possuí o pior ataque da competição, com apenas 20 gols marcados. É bom vencer o jogo-chave diante do Fluminense, quarta-feira, nos Aflitos.

Colaborou Victor Canedo

Raposa, Furacão, Figueira & Timão

Sáb, 16/08/08
por Lédio Carmona |


16crucru.jpgPara fechar a noite, vamos ao Brasileirão nosso de cada dia, Séries A, com o início do segundo turno, e B, com o fim do primeiro. Tudo, rigorosamente, dentro do esperado.

Cruzeiro 2 x 1 Vitória

No primeiro tempo, mesmo sem Marcelo Cordeiro, Marquinhos e Dinei, o Vitória jogou mais. Controlou o jogo, criou chances, ganhou o meio de campo. Mas, no primeiro chute a gol, no fim dessa etapa, Charles, o bom volante da Raposa, acertou um lindo chute no ângulo direito de Viáfara. Sorte de quem só passou uma rodada das 20 disputadas até agora fora do G4. No segundo tempo, o Cruzeiro voltou melhor, se impôs e Guilherme, que estava meio devagar, fez um gol de quem sabe jogar: chute rasteiro e colocado, de fora da área, daqueles que entram colados à trave. O jogo ficou relativamente tranqüilo, até que Ricardinho, no fim, descontou. Mas os mineiros seguraram o placar e o segundo lugar, com 39 pontos, a apenas dois (e um jogo a mais) do Grêmio. O Vitória, o bom time de Wagner Mancini, continua em quinto lugar (32). Duvido que caia muito. Os baianos são ótimos e ainda farão muitos estragos nesse Brasileirão.

Atlético Paranaense 5 x 0 Ipatinga

16cap.jpgNa reestréia de Mario Sergio à frente do Atlético Paranaense, nada melhor do que um Ipatinga como adversário. O novo técnico do Furacão fez mudanças - Danilo foi ala direito, Nei foi deslocado para a esquerda, por exemplo - e o massacre foi consumado: 5 a 0, com três gols de Pedro Oldoni, um de Danilo e outro de Ferreira. Resultado que deixa o Atlético mais tranqüilo - 13º, com 23 pontos - e conserva o Ipatinga na lanterna. Os mineiros cairão. Trata-se de uma verdade inapelável.

Figueirense 2 x 1 Portuguesa

16fig.jpgPor falar em queda, a cada rodada que passa estou mais convicto de que a Portuguesa também cairá. Hoje até deu trabalho ao Figueira, em Florianópolis, mas…. perdeu seu 10º jogo: 2 a 1, gols de Ricardinho e Wellington Amorim, descontando Washington, gol que só serviu para me atrapalhar no Cartola FC. A Lusa (15ª, com 22) dorme fora da zona do rebaixamento, mas pode terminar o domingo aboletada nela. E o Figueira, com 28 pontos, repousa num confortável 9º lugar. Tranquilo, como costumam ser as campanhas dos catarinenses.

Série B

ti.jpgPúblico no Pacaembu para acompanhar a 11ª vitória do Corinthians na Série B e o título simbólico do primeiro turno (39 pontos, a 4 do Avaí, 6 do Santo André e 7 da Ponte Preta): 18.949. Douglas e Anderson Bill, contra, fizeram os gols da vitória de 2 a 0 sobre o América de Natal. O Timão já vive a contagem regressiva. Creio que lá pela 12ª rodada do returno o Corinthians estará matematicamente classificado para a primeira divisão. Grande previsão! Todo mundo sabe disso (ou deveria saber!). E banco também, anote aí: o Avaí subirá também. As outras duas vagas? Ainda preciso de mais algumas rodadas. Calma…

A 20ª rodada

Sex, 15/08/08
por Lédio Carmona |
categoria Série A

Quem imaginaria na primeira rodada do turno os seis primeiros colocados estariam se enfrentando 20 rodadas depois? As três partidas da ponta são a cereja do bolo do fim-de-semana, que conta com duelos importantes também na parte debaixo da tabela. Vamos aos jogos:

* Cruzeiro (2º) x Vitória (5º) - Adílson Baptista terá Wagner e Guilherme juntos. Perigo suficiente para o rubro-negro baiano, que perdeu os últimos confrontos diretos. E, sem Marquinhos, terá de se virar para furar a zaga celeste, segunda melhor do campeonato (19 gols). Sábado, às 18h20, no Mineirão.

* Figueirense (11º) x Portuguesa (14º) - A boa vitória da Lusa sobre o Cruzeiro reascendeu a esperança no Canindé. Mas longe dele o aproveitamento é pífio - uma vitória e oito derrotas. Sem Rodrigo Fabri e Diogo, será difícil rever tantos gols como no turno (5×5). Sábado, às 18h20, no Orlando Scarpelli.

* Atlético-PR (16º) x Ipatinga (20º) - O Furacão tem sérios problemas ofensivos (17 gols). O Tigre, defensivos (34 gols). Rafael Moura e Fred desfalcam seus respectivos times. Aposto no rubro-negro da baixada, mas numa partida com poucos gols, como de costume. Sábado, às 18h20, na Arena da Baixada.

* Grêmio (1º) x São Paulo (4º) - O grande confronto da rodada. No turno, vitória magra do Tricolor Gaúcho no Morumbi. No ano passado, no Olímpico, o São Paulo se deu melhor (2×0). Joílson é o único desfalque da partida - sem contar os olímpicos Hernanes e Alex Silva. Dagoberto e André Lima terão de estar muitíssimos inspirados para furar a melhor defesa do campeonato (12 gols). Já reservei a minha poltrona. Domingo, às 16h, no Olímpico.

* Santos (18º) x Flamengo (7º) - Hora da verdade para o Flamengo. Além do terrível retrospecto na Vila Belmiro - não vence há incríveis 32 anos -, o rubro-negro não terá Juan, simplesmente o faz tudo no time. Caio Júnior testou Léo Moura como meia e Toró na ala direita. Enquanto Eltinho estréia pelo rubro-negro. Wendell pelo desesperado Santos, que ainda não conta com Molina. Ao menos Fábio Costa está de volta. A conferir. Domingo, às 16h, na Vila Belmiro.

* Vasco (17º) x Internacional (10º) - Panela de pressão em São Januário. A vitória sobre os reservas do Palmeiras no meio de semana aliviou o clima tenso no Vasco. Nada que uma derrota volte a atormentar Edmundo & Cia. O problema - ou solução, dependendo do ponto de vista - é que o Colorado ainda não encaixou o seu jogo. Nilmar ainda é dúvida. De certeza somente a estréia de D’Alessandro em campeonatos brasileiros. Domingo, às 16h, em São Januário.

* Goiás (13º) x Náutico (15º) - Na volta de Roberto Fernandes, finalmente uma vitória do Timbu. Mas no Serra Dourada o Goiás não costuma perdoar. Principalmente quando se fala da dupla Iarley e Romerito. Domingo, às 16h, no Serra Dourada.

* Fluminense (19º) x Atlético Mineiro (12º) - Partida que marca a estréia de Cuca no Tricolor Carioca. Fabinho e Arouca são desfalques, mas a aposta do técnico está na volta de Dodô. O Galo vai completo. Mas o retrospecto recente no Rio de Janeiro não é nada agradável. Domingo, às 18h10, no Maracanã.

* Palmeiras (3º) x Coritiba (6º) - Outro grande duelo da rodada. No turno, o Coxa se impôs em casa e não teve dificuldades (2×0). Mas no Palestra Itália precisará das boas atuações de Vanderlei, que substitui Édson Bastos. Valdívia, negociado com os Emirados Árabes, não terá despedida. Resta saber se Diego Souza retomará as boas atuações para guiar o alviverde paulista. E se Alex Mineiro manterá a boa média de gols. Keirrison já está colado na artilharia do campeonato. Domingo, às 18h10, no Palestra Itália.

* Sport (9º) x Botafogo (8º) - O Botafogo de Ney Franco já deu provas que irá chegar. O Sport, de Nelsinho, já alcançou a Libertadores. E por isso leva o campeonato a banho-maria. Mas na Ilha do Retiro nada é fácil, mesmo sem Sandro Goiano e Fumagalli. O alvinegro, sem Diguinho, conta com a boa fase de Carlos Alberto, Thiaguinho, Jorge Henrique… Mais do que suficiente para acompanharmos outra ótima partida na rodada. Domingo, às 18h10, na Ilha do Retiro.

Colaborou Victor Canedo

JA enquete

Qui, 14/08/08
por Lédio Carmona |
categoria Série A

O fim-de-semana já nos reserva o início do returno do Campeonato Brasileiro. E como anda a casa de apostas do Jogo Aberto?

Campeão?

Os quatro classificados a Libertadores?

Os oito da Sul Americana-2009?

Os quatro rebaixados?

O artilheiro?

A revelação do turno?

Vote e comente.

Balanço do 1º turno

Seg, 11/08/08
por Lédio Carmona |
categoria Série A

Alguns números sobre o primeiro turno do Campeonato Brasileiro:

Foram marcados 519 gols em 190 jogos, com média de 2,73 por jogo.

A média de público foi de 15.486. Ano passado, a média final foi de 17.461. Com certeza, o número será superado.

Absoluta vantagem dos mandantes, 112 vitórias contra 34 dos visitantes. Foram 44 empates.

O clube com melhor média de público é o Flamengo (40.907). O Grêmio é o segundo (29.114).

Kleber Pereira e Alex Mineiro foram os artilheiros, com 11 gols. Ano passado, o goleador era Josiel, do Paraná, com 12.

Nunca, na era dos pontos corridos, um time fez 41 pontos ao fim do primeiro turno. O Grêmio bateu esse recorde.

Grêmio foi o time que mais ganhou (12), mais marcou (35) e menos levou (12). Por isso, 71% de aproveitamento. Índice fantástico.

O ataque menos positivo é o Atlético Paranaense (17). A defesa mais esburacada é a do Vasco e da Portuguesa (39). Mais de dois gols por partida.

Fluminense e Ipatinga perderam mais: 11 partidas.

O Figueirense empatou mais: 7.

Foram líderes: 4 times: Flamengo (10 rodadas/1ª e da 5ª à 13ª); Grêmio (6 rodadas/ 14ª à 19º); Cruzeiro (2 rodadas/ 3ª e 4ª); Náutico (1 rodada/2ª).

Fizeram parte da zona da Libertadores: 11 times: Cruzeiro (18 rodadas, com exceção da 14ª); Flamengo (16 rodadas); Grêmio (16 rodadas); Vitória (7 rodadas); Palmeiras (6 rodadas); Náutico (5 rodadas); São Paulo (3 rodadas); Botafogo (1 rodada/1ª); Coritiba (1 rodada/1ª); Figueirense (1 rodada/2ª); Vasco (1 rodada/4ª).

Estiveram na zona do rebaixamento: 13 times: Fluminense (18 rodadas/ da 2ª à 19ª); Ipatinga (16 rodadas); Santos (16 rodadas/ 1ª e da 5ª à 19ª); Goiás (11 rodadas); Portuguesa (3 rodadas); Sport (2 rodadas); Vitória (2 rodadas); São Paulo (2 rodadas); Palmeiras (1 rodada); Atlético Mineiro (1 rodada); Atlético ParanaenseVasco (1 rodada); Náutico (1 rodada), Internacional (1 rodada).

6 times não passaram pela zona do rebaixamento: Grêmio, Cruzeiro, Flamengo, Botafogo,  Figueirense e Coritiba.

PS: A foto é da judoca Giulia Quintavalle, medalha de ouro hoje, em Pequim. Que talento!

Seleção JA - 1º turno

Seg, 11/08/08
por Lédio Carmona |
categoria Série A

Após 19 rodadas, o campeonato já merece uma premiação - ainda que parcial. Vamos aos votos da primeira metade do Brasileirão:

Seleção do 1º turno: Victor (Grêmio); Marquinhos Paraná (Cruzeiro), Réver (Grêmio), Ronaldo Angelim (Flamengo) e Juan (Flamengo); Túlio (Botafogo), William Magrão (Grêmio), Wagner (Cruzeiro) e Marquinhos (Vitória); Keirrison (Coritiba) e Alex Mineiro (Palmeiras).

Técnico: Vágner Mancini (Vitória)

Menção honrosa para Thiaguinho (Botafogo), Guilherme (Cruzeiro), Diguinho (Botafogo), Nilmar (Internacional), Rafael Carioca (Grêmio), Fabrício (Cruzeiro), Carlinhos Paraíba (Coritiba), André Dias (São Paulo), Tcheco (Grêmio), Leandro (Palmeiras), Cleiton Xavier (Figueirense)… Infelizmente só cabem 11.

Craque: Victor (Grêmio)

Time revelação: Vitória

Time decepção: Fluminense

Jogador revelação: Marquinhos (Vitória)

Jogador decepção: Valdívia (Palmeiras)

A Selebaba também está valendo. Façam as suas seleções. Votem. Participem.

PS: na foto a exuberante Stephanie Rice, campeã olímpica e recordista mundial na natação. Linda, linda, linda.

A metade (muito) boa

Dom, 10/08/08
por Lédio Carmona |

De maio a agosto. Longas e até interessantes 19 jornadas marcaram o primeiro turno do campeonato. Gols, bons jogos, estádios cheios… A 19ª rodada – em especial o domingo -, no entanto, fugiu um pouco à regra. Foram 26 gols (2,73 é a média geral do campeonato, enquanto 2007 teve 2,76 gols por jogo) – muitos em virtudes de falhas alheias -, públicos razoáveis - a média do campeonato é de 15.486 pagantes -, gramados ruins, jogos piores e uma exceção: Botafogo x Palmeiras. O duelo mais aguardado do fim-de-semana teve apenas um golzinho, porém, de importância gigantesca. O Grêmio, campeão do turno, somou 41 pontos – 71% de aproveitamento, um recorde na era dos pontos corridos. Mas que na reta final teve a agradável companhia do alvinegro. Para azar dos cariocas, o Tricolor Gaúcho portou-se tão bem nas dez primeiras rodadas – esteve em sete na zona da Libertadores -, que lidera o campeonato com cinco pontos sobre o vice-líder. No entanto, há muita gente de olho. O que deixa a metade restante do campeonato como, no mínimo, promissora. Vamos às partidas deste belo dia dos pais:

* Ney Franco assumiu o Botafogo na 11ª rodada. O decepcionante empate diante do Santos – vencia por 2 a 0 – deu a leve impressão de que o alvinegro seria novamente coadjuvante no Campeonato Brasileiro. Grata ilusão. Hoje, oito rodadas depois, o Botafogo soma 31 pontos - 20 conquistados pelo técnico mineiro ou 74% de aproveitamento) – apenas a dois do São Paulo, atual quarto colocado, e a três do Palmeiras, adversário vencido deste domingo. No Engenhão (29.379 pagantes), o Botafogo soube se impor e acabou compensado pela postura ofensiva que adotou durante o jogo: 1 a 0. Zé Carlos, outrora contestado pela torcida, acabou como salvador, já que Gil não teve competência para tal. Além de mais uma vitória, a torcida deve comemorar a volta do bom futebol de Jorge Henrique, novamente decisivo. Os “inhos” também vêm sendo fundamentais na arrancada alvinegra. Que empolga. E já começa o segundo turno na quinta marcha, à procura de alguém que possa brecar o ímpeto dos comandados de Ney Franco. Já o Palmeiras apenas se defendeu além da conta. Embora não tenha deixado de ser perigoso quando atacou – Evandro e Valdívia criaram boas oportunidades. Mas a zaga ainda falha. E Luxemburgo, que assiste à disparada gremista de camarote, só lamenta.

* O Vasco conseguiu terminar o primeiro turno na zona do rebaixamento. E o torcedor amargou seu terceiro domingo seguido com uma goleada nas costas: Santos 5 a 2; São Paulo 4 x 0; e, hoje, Vitória 5 x 0. No meio de tudo isso, mais uma sapatada, em casa, para o Coritiba (2 a 0)e uma goleada a favor (6 a 1 sobre o não menos fragilizado Atlético Mineiro). Com apenas 19 pontos em 57 disputados (33%), 5 minguadas vitórias, 4 empates, 10 derrotas (mais de 50%), 30 gols marcados e 39 sofridos (pior defesa da competição, ao lado da Portuguesa), o Vasco envergonha os seus torcedores. A culpa não é de Tita. A culpa é de quem achava ontem e ainda entende hoje que o time não é tão ruim assim. É péssimo. É medonho. É insuportavelmente fraco. Com esse elenco, não há Rinus Michels, Telê Santana, Guus Hiddink ou Bernardinho que salve. Hoje, infelizmente, o Vasco tem uma história e torcida de clube grande e time de Série B. Ou melhor, para brigar para não cair na B! E ainda faltam 19 jogos. Será que a defesa chegará aos 100 gols ao fim do returno?

Enquanto isso, o Vitória só orgulha o seu torcedor. Foi um massacre no Barradão, com um inapelável 5 a 0, gols de Dinei, Ramon, Leandro Domingues, Jackson e Adriano. O Vitória tem tudo que o Vasco não tem: treinador com elenco na mão, plantel jovem e de qualidade, padrão de jogo, defesa razoável e ataque rápido. Por isso, termina o turno em 5º lugar, a apenas um ponto do G4 – o São Paulo tem 33. E olha que Marquinhos nem jogou tanto hoje. O Vitória vai brigar, sim, por uma vaga na Libertadores.

* Após quatro vitórias seguidas, o Cruzeiro tropeçou no gramado ruim do Canindé (3.489 pagantes) e numa aplicada Portuguesa: 2 a 1, gols de Jonas e Edno, enquanto Fabrício descontou. Foi bom para o Grêmio, que abriu cinco pontos para a Raposa, segunda colocada. Apesar desse resultado, o Cruzeiro, no meu entender, se manterá no G4 até o fim da competição – está nele há 18 rodadas - e permanecerá na caça aos gaúchos. Elenco bom, treinador, também, tudo está no lugar. Basta não cair na tentação de vender mais alguém. Sábado o time recebe o Vitória e tem tudo para se recuperar. E a Lusa luta para não cair. Por enquanto está livre. Até com certa folguinha. Mas é bom deixar os dois olhos arregalados.

* Todos os aplausos para a campanha do excelente time do Coritiba – o melhor, disparado, do Paraná. Terminou o 1º turno em 6º lugar, com 9 vitórias, 5 empates e 5 derrotas. Dos primeiros colocados, o Coritiba só perdeu para o Grêmio. Ganhou do Palmeiras e do Flamengo e empatou com Cruzeiro, São Paulo e Vitória. O time é bom, bem armado por Dorival Junior, tem padrão tático, um bom meio de campo, com Carlinhos Paraíba, Alê e Guaru, e um atacante de ponta como Keirrison, autor de 2 gols no 3 a 0 sobre o Sport, no Couto Pereira (20.077 pagantes) e com 10 na briga pela artilharia – Alex Mineiro e Kleber Pereira têm 11. Já o Sport terminou o 1º turno em 9º lugar. Como já ganhou o ano com o título da Copa do Brasil e a classificação assegurada na Libertadores, está mais do que de ótimo tamanho. Quem vai reclamar?

* Em outro terrível confronto da rodada, vitória do Ipatinga sobre o Fluminense, de virada, no Ipatingão (3.788 presentes). Até a expulsão de Fabinho – carrinho criminoso -, a equipe de Renato Gaúcho vencia e tinha o jogo nos pés – muito pela fraqueza do adversário. Tartá, ainda no primeiro tempo, havia marcado. O Tricolor, que desperdiçou outras chances – leia-se Somália e Washington -, viu a situação de promissora voltar ao antigo sofrimento em apenas três minutos. Depois de tanto pressionar, Adeílson e Kempes anotaram os gols da virada. Até merecida. Acostumado a sofrer mais faltas do que fazê-las, o Fluminense hoje é um time descontrolado emocionalmente. Enquanto isso, a situação é refletida no campo e na tabela: 16 pontos em 57 possíveis. O tempo de brincadeira se esgotou. É hora de voltar à sala de aula.

* Mais uma atuação sofrível do Santos. Novo resultado decepcionante. Nada parece ter mudado no alvinegro praiano, agora com o interino Márcio Fernandes. Apesar de não ter feito uma partida brilhante – longe disso -, o adversário Náutico ao menos voltou a vencer – acumulava jejum desde a 10ª rodada, na vitória sobre o São Paulo. Curiosamente – ou não -, na reestréia de Roberto Fernandes no comando do Timbu. Nos Aflitos (13.711 torcedores), 1 a 0, gol de Negretti em um dos muitos ataques aéreos do alvirrubro pernambucano. Douglas ainda fez boas defesas que evitaram uma derrota maior. Perdido em campo, o Santos foi o retrato fiel de sua pífia campanha – 17 pontos em 19 jogos.

* Vaga na Libertadores é o máximo que o bom time (no papel) do Internacional pode almejar nesse Campeonato Brasileiro – se bem que não esteve nela durante todo turno. Não engrena. Hoje, na estréia de Daniel Carvalho, tropeçou mais uma vez no Beira-Rio (23.234 pagantes). Depois de perder para o Santos, ficou no empate de 1 a 1 com o Figueirense (Diogo e Nilmar). Tite não acertou a equipe e já tem muita resistência. Com sete derrotas e apenas sete vitórias, os gaúchos estão em 10º lugar, a 15 pontos do Grêmio. O título já era. O ataque não funciona – fez apenas 21 gols em 19 jogos. Números de meio de tabela. Como são os do Figueirense – 11º, com 25. Nenhum deles deu liga. E acho difícil que venham a dar nesse Brasileirão. Apesar do ótimo elenco de vermelho.

* Marcelinho Paraíba, aos 33 anos, chega como incógnita ao Flamengo. Pode ser útil, mas sempre dependeu do corpo, do estado físico para render. Vamos ver como ele está. Suas ultimas temporadas na Europa foram decepcionantes. Talvez por isso o Wolfsburg o tenha liberado tão facilmente. Amanhã eu volto ao tema. Por ora, garanto: Marcelinho Paraíba pode ajudar, mas está longe de ser a solução. Aguardemos. Amanhã eu explico melhor.

* Renato Gaúcho não é mais o técnico do Fluminense. O treinador foi demitido após mais uma derrota no Campeonato Brasileiro - dessa vez sobre o lanterna Ipatinga, no Ipatingão. Permaneceu aproximadamente um ano e quatro meses no cargo - e conquistou a Copa do Brasil de 2007. Mas o ciclo parecia ter acabado desde a derrota na final da Libertadores. Cuca e Carlos Alberto Parreira surgem como possibilidades. E você, aposta em quem como comandante do tricolor?

Nada melhor do que ser pai. Só não foi um domingo perfeito pelo fato de não ter mais o meu pai. Mas sei que está feliz em saber que tenho o meu filho, minha família, minha mãe, meus amigos, meus leitores, minha vida. É muito bom ser pai. Saudades do meu. Que eu seja tão bom e importante para o Pequeno Bob quanto o Grande Carmona foi para mim. Um ótimo fim de domingo e semana melhor ainda para todos.

Colaborou Victor Canedo

Meio caminho andado

Sáb, 09/08/08
por Lédio Carmona |

Não há melhor forma para terminar um turno de Campeonato Brasileiro. Líder isolado (41 pontos), melhor ataque (35 gols marcados), melhor defesa (12 gols sofridos), mais vitórias (12), menos derrotas (duas, a última na 9ª rodada) e há quatro jogos sem sofrer um gol sequer. Este é o Grêmio, muito bem na fita para levantar o caneco em dezembro. E que neste sábado deu mais um gigante passo. Vamos aos jogos:

* O resultado de 4 a 0 normalmente sugere um atropelamento. Não foi o que ocorreu no Mineirão. Mas na base da competência, o Grêmio novamente chegou lá. Defende-se como ninguém no campeonato. E dá o bote na hora certa. Como no gol de William Magrão, aos 35 do primeiro tempo. Que tendeu levemente ao Atlético. Embora Victor quase não tenha trabalhado - a trave ajudou em chute de Petkovic. Placar necessário para a equipe de Celso Roth usar mais ainda sua principal arma: o contra-ataque. Perea sofreu pênalti. Tcheco cobrou e fez 2 a 0. O Galo, então, sucumbia diante do desespero. Reinaldo, assim como em Florianópolis, aproveitou e deixou mais dois - na ocasião marcou três vindo do banco. Enquanto o ótimo Victor tratou de se consagrar - melhor goleiro do primeiro turno. Goleada de gente grande sobre quem já foi um dia. Infelizmente, o Atlético ficará satisfeito se fizer figuração na competição. Apesar da melhora com Marcelo Oliveira, a briga, como de hábito, é para escapar da segundona. Não há presente pior para uma instituição centenária - e de muito respeito - como o Clube Atlético Mineiro.

* A crise na Gávea já tomava proporções maiores e inesperadas. O longo jejum - sete jogos sem vitória - incomodava. E não havia melhor adversário para o Flamengo pôr um fim: o Atlético Paranaense, no Maracanã (14.257 pagantes). Mas o rubro-negro precisava de um herói, digamos alternativo. Diante de tantos desfalques, acabou sendo fácil encontrá-lo. Jaílton, o vilão da torcida de outrora, certamente fez o gol mais importante de sua carreira - grata colaboração de Galatto. O magro 1 a 0 - que para o torcedor rubro-negro é um placar gigante - é mais do que suficiente para a tranqüilidade voltar aos comandados de Caio Júnior. O Flamengo continua a dois pontos do G4, muito embora careça de reforços - para o ataque, e, principalmente, o meio-campo. Ou até mesmo um lateral-esquerdo se Juan for atuar como armador. Já o Atlético Paranaense, que de Furacão nada tem, muito provavelmente voltará à ingrata zona de rebaixamento. Futebolzinho feio e nada eficiente. Ao menos se constata a cada rodada que o problema não vem do banco de reservas. Vive acima disso.

* Partida movimentadíssima no Morumbi. O São Paulo jogou para o gasto e venceu o Goiás, por 2 a 1. Talvez a trave de Paulo Baier, já no fim, não fosse esperada, mas o Tricolor Paulista desandou a desperdiçar chances de gol. Dagoberto, inclusive, chegou a marcar, mas o gol foi corretamente anulado - André Lima participou do lance. Bolas na rede, de fato, foram três; Zé Luís e Rodrigo - que petardo! - para o time de Muricy, e Iarley - sempre ele -, de pênalti, para o alviverde goiano. Aliás, penalidade pra lá de discutível - ao menos em nada influenciou. O São Paulo continua em busca de uma regularidade, mas a vaga no G4 está assegurada até o início do returno. Enquanto o Goiás, de Hélio dos Anjos, sofre do sobe-e-desce. E hoje, quando joga fora de casa, a tendência é cair. Embora tenha material necessário - precisa ser bem trabalhado - para escapar da temida segunda divisão.

Colaborou Victor Canedo

A 19ª rodada

Sex, 08/08/08
por Lédio Carmona |
categoria Série A

Eis que chega a tão desejada “final”. Claro, não posso e não devo retirar as aspas. O título do primeiro turno é algo mais simbólico que significativo na tabela, por mais que os campeões anteriores tenham vencido também o “campeonato de inverno”. Mas a 19ª rodada promete tensão. Grêmio e Cruzeiro estão na briga pela ponta. Outros seis times na disputa por uma vaga no G4, enquanto a zona de rebaixamento provavelmente será renovada. Vamos às partidas:

* Flamengo (7º) x Atlético Paranaense (14º) - Desfalques e suspensões - oito no total - abalam o rubro-negro carioca, já há sete partidas sem uma vitória. Bom para o Furacão, motivado pela vitória no meio de semana na estréia do interino Tico. Sábado, às 18h20, no Maracanã.

* São Paulo (4º) x Goiás (13º) - O Tricolor Paulista só perdeu um jogo em casa - para o líder Grêmio, na estréia. Acumula, desde então, seis vitórias como mandante. E precisa vencer para continuar no G4. Muricy Ramalho já admitiu utilizar o trio Éder Luís-Dagoberto-André Lima. Enquanto o Goiás aposta na boa fase da dupla Iarley-Romerito. Opto pelos são-paulinos. Sábado, às 18h20, no Morumbi.

* Atlético Mineiro (11º) x Grêmio (1º) - Jogo do “título”. Uma vitória apenas basta ao Tricolor Gaúcho, completo. Mas o Galo reagiu nos últimos dois jogos e já figura entre os classificados a Sul Americana. Só que para fazer gol na defesa de Celso Roth, Petkovic & Cia terão de se desdobrar. O curioso é a ajuda que uma vitória do Atlético pode trazer ao rival Cruzeiro. Sábado, às 18h20, no Mineirão.

* Botafogo (8º) x Palmeiras (3º) - A grande expectativa da rodada. Dos últimos cinco jogos, ambos venceram quatro e empataram um. Méritos de Ney Franco e Luxemburgo, que têm jogado com um único objetivo: fazer gol. O futebol premia. Previsão de casa cheia e muito bom futebol. Carlos Alberto e Gladstone não jogam. Creio que não fará muita diferença para o espetáculo que se anuncia. Domingo, às 16h, no Engenhão.

* Portuguesa (16º) x Cruzeiro (2º) - O duelo entre Diogo e Guilherme prometia. Mas ambos não poderão atuar - o primeiro aguarda negociação com o exterior, enquanto o segundo está suspenso. O papel de estrela deverá mesmo ficar por conta de Wagner, que volta ao time da Raposa. Só os três pontos interessam a Adílson Baptista. Apesar de que em casa a Lusa só saiu derrotada uma vez - quatro vitórias e quatro empates. Domingo, às 16h, no Mineirão.

* Vitória (5º) x Vasco (15º) - Um desastroso Vasco busca renovação na estréia de Tita. Embora o adversário seja dos piores a se enfrentar. Ao lado dos seus torcedores, o Vitória, de Marquinhos, costuma passar por cima dos adversários - sete vitórias e duas derrotas. Que Edmundo & Cia se cuidem. Domingo, às 16h, no Barradão.

* Coritiba (6º) x Sport (9º) - Após duas vitórias fora de seus domínios, o Coxa volta a atuar perto de sua torcida, nos embalos de Keirrison e Carlinhos Paraíba. O Leão, no entanto, é perigoso. Mas costuma perder muitos gols. Uma vitória pode levar a equipe de Dorival Júnior ao G4. O que pouco interessa a Nelsinho Baptista, já na Libertadores-2009. Domingo, às 16h, no Couto Pereira.

* Internacional (10º) x Figueirense (12º) - Pela primeira vez em anos, a parceria Nilmar-Daniel Carvalho poderá ser revista no Beira-Rio. Certamente o diferencial para o Colorado conquistar os três pontos e conseguir a tão sonhada arrancada para o G4. Gustavo Nery também tem chances de começar jogando pela equipe de Tite. Já Cleiton Xavier, destaque do Figueira, é desfalque - pertence ao Inter. Domingo, às 18h10, no Beira-Rio.

* Ipatinga (20º) x Fluminense (19º) - O famoso confronto de seis pontos. De ânimo novo, o Tricolor busca, enfim, deixar a zona de rebaixamento. Mas precisará de uma combinação improvável de resultados - inclusive derrotar os donos da casa. A vitória sobre o Tigre já é um alento. E Washington parece que irá brigar pela artilharia. Domingo, às 18h10, no Ipatingão.

* Náutico (17º) x Santos (18º) - Outra partida com tons decisivos - no estádio perfeito para o confronto, diga-se. O Santos, ainda sem treinador, vive uma pré-crise. Enquanto o trunfo do Timbu é exatamente a volta de Roberto Fernandes ao comando da equipe. Haja gol de Kleber Pereira, artilheiro do campeonato com 11 gols, para salvar o alvinegro praiano. Domingo, às 18h10, nos Aflitos.

Colaborou Victor Canedo


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