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Triste domingo

Ter, 02/12/08
por Lédio Carmona |
categoria São Paulo

Emerson Gonçalves 

Olhar Crônico Esportivo

O domingo começou cedo no sítio, como sempre. E logo cedo o telefone tocou: era minha filha dando-nos a notícia do falecimento do Marcelo.

Marcelo Portugal Gouvêa, ex-presidente do São Paulo de 2002 a 2006 e diretor de planejamento desde então. Um ser humano maravilhoso, que primava pela educação, pela gentileza, pela elegância no comportamento.

Daí em diante pouca atenção prestei às vacas e ao resto. Corremos com algumas tarefas inadiáveis e pegamos a estrada mais cedo que o previsto, pois agora não era só voltar para ir ao jogo, infelizmente. Era, também, para um último adeus a ele.

Nos quase 300 km do sitio até São Paulo vim pensando na pessoa que admirava como dirigente e passei a gostar como ser humano.

Na Anhanguera, vans e ônibus carregados de torcedores, bandeiras agitadas pelas janelas, alegria nos rostos que víamos rapidamente.
A mesma cena na Bandeirantes e apesar da tristeza que nos dominava, acabava havendo lugar para um pouco daquela festa, buzinando, acenando, colocando três dedos para fora, simbolizando o TRI.

Acompanhamos, ora apreensivos, ora esperançosos, o estado de saúde do Marcelo, torcendo, rezando para que ele superasse mais esta batalha e voltasse ao convívio da família e ao São Paulo. Durante esse tempo não perdi a esperança de ainda voltar a conversar com ele sobre futebol, sobre o São Paulo, desafiando, claro que por pouco tempo, o desejo da família de falar sobre outras coisas, também tão importantes ou até mais que o futebol.

Foi ele o dirigente esportivo que mais admirei, por sua visão, inteligência, comportamento e elegância como presidente de um grande clube, sem perder a combatividade pelo São Paulo e por suas idéias.

Considero sua gestão a síntese de um grande trabalho de direção de um clube que tem no futebol sua razão de ser. O marketing ganhou de vez seu necessário lugar de destaque. A famosa e fantástica estrutura são-paulina foi aprimorada com a inauguração do REFFIS e do Centro de Formação de Atletas de Cotia. Marcelo trouxe Lugano e Falcão e depois de dez anos o clube voltou à Libertadores e não mais saiu.

Falo mais sobre o Marcelo no Olhar Crônico Esportivo. Antes, porém, reproduzo aqui o que o André Kfouri escreveu em seu blog:

Sobre ele, direi apenas o seguinte: foi o único, (repito: o único), dirigente de futebol que encontrei na classe econômica de um vôo internacional. O que serve para diferenciá-lo de seus pares”.

Assino embaixo: isso diz muito sobre quem foi Marcelo Portugal Gouvêa.

Deu tempo para a Rosa costurar uma tarja preta na camisa que escolhi para ir ao jogo, depois de passar pelo cemitério. Uma camisa já velha de sócio-torcedor, mas testemunha e participante de importantes vitórias do São Paulo. Por que não?

O Morumbi estava cheio, os arredores entupidos de gente, carros e automóveis mais de duas horas antes do início da partida. A Rosa já tinha encontrado o Miguel e pego com ele meu ingresso. Dali para o Cemitério São Paulo o trânsito dominical ajudou e lá já estavam os familiares, amigos, companheiros de clube e de profissão e muitos admiradores e torcedores. O palmeirense Zé Serra lá estava, prestando sua homenagem.

Céu azul, o sol forte, queimando, a emoção das pessoas no alto, a simples lembrança marejando meus olhos ainda agora.

A vida seguiu.

Chegamos tarde ao Morumbi, apenas 20 minutos antes do jogo. Conosco, um velho amigo do Marcelo que aproveitou a carona pro estádio.
Estádio ultra-lotado, assisti ao jogo em pé (inadmissível, mas fica para depois).

O Morumbi em festa é lindo. E o torcedor são-paulino é assim mesmo e compete ao time brilhar e levá-lo ao campo. É nosso jeito de ser.

Em campo o Fluminense.

Confesso que considerava o jogo contra o Vasco o mais difícil dessa fase. Confesso que tinha certeza da vitória ontem, mesmo sem pensar pouco do Fluminense, mas ainda assim tinha certeza da vitória.

O começo foi o de sempre, com o Tricolor das Laranjeiras pressionando. Nada preocupante, mas, pouco a pouco, fomos percebendo que o Flu estava muito bem postado. Renê Simões fez com perfeição a lição de casa. Porém, mesmo assim, chances de gol foram criadas pelos dois times.

O segundo tempo começou e logo de cara 1×0 contra. Falem o que quiserem do São Paulo, mas esse é um time que toma um gol e segue em frente.

O grande momento do estádio foi o gol de Borges. Alívio, catarse e esperança, tudo num só grito. O gigante pulsava forte, mas a trave impediu o segundo grito, como já tinha impedido o grito primeiro para os tricolores cariocas.

É fácil falar que o São Paulo jogou mal. Mas não foi bem assim. Se por um lado o time jogou abaixo do que poderia, foi também levado a isso pela postura e determinação do Fluminense, que aproveitou a habitual deficiência de marcação na esquerda são-paulina, problema que surgiu com a ida de Richarlyson para a reserva, e contou também com as descidas perigosas de Junior Cesar, que mesmo sem pegar na bola leva a defesa a tomar cuidado com ele, facilitando para quem vem pelo meio, no caso Conca, velho sonho de Muricy.

No final, um empate que transfere a decisão do título para a última rodada desse Brasileiro emocionante.

O vice-campeão da Libertadores saiu de campo livre do fantasma do rebaixamento. Seu futebol nesse segundo turno é a prova cabal do erro que foi abandonar o Brasileiro como abandonou.

O atual bi-campeão deixou o campo com empate no placar e derrota no espírito, mas tem uma semana para recuperar tudo e enfrentar o Goiás.

Um grande jogo, assistido por 66.888 torcedores, com uma renda bruta de R$ 1.387.775,00. A torcida demorou, mas compareceu.

O título de TRI-campeão não veio ontem, mas confio que virá domingo. Foi um triste domingo, não pelo jogo, mas pela perda que sofremos todos. Títulos a gente conquista, se não for hoje será amanhã, mais dia menos dia virá. Fica, porém, o irreparável da perda do Marcelo. Que descanse em paz.

De nossa parte, a palavra de ordem é uma só:

Rumo ao TRI!

Ninguém está imune

Seg, 01/12/08
por Lédio Carmona |
categoria São Paulo, Série A


André Rocha

Futebol & Arte

festasp.jpg

Antes de qualquer afirmação, é dever confessar que o texto sobre o título são-paulino já estava quase pronto, só dependendo do que acontecesse no gramado do Morumbi. Teria o título de “Imunização Racional”, em homenagem ao grande Tim Maia e uma reverência ao estilo frio e pragmático dos comandados de Muricy, treinador que sabe o que quer e não se deixa envolver por qualquer ambiente de euforia.

Mas nem o time do Morumbi, referência positiva em quase todos os aspectos que envolvem um clube no Brasil, foi capaz de se manter indiferente ao clima de festa que se instalou na torcida e acabou respingando nos profissionais do futebol.

Ainda que o Tricolor paulista não tenha demonstrado soberba e o Fluminense de René Simões possua os méritos de uma ótima atuação, o relaxamento dos donos da casa dentro da sua dinâmica habitual foi nítido. A marcação, sempre sufocante e firme, estava mais frouxa; o volume de jogo também não era o mesmo. A equipe jogava como se o gol fosse questão de tempo, uma mera formalidade dentro de um roteiro pronto, com estádio lotado, torcida em êxtase e uma vantagem folgada na tabela. Ledo engano…

Não parece justo culpar jogadores, comissão técnica e dirigentes. Profissionais vitoriosos de outros esportes também reconhecem a dificuldade de “blindar” os jogadores nesses momentos que antecedem uma conquista teoricamente garantida. Bernardinho, multicampeão com o vôlei masculino e um treinador exigente e detalhista como Muricy, já disse em entrevistas que o timaço de Giba, Ricardinho, Serginho e outras feras perdeu a maioria das finais jogadas no Brasil pela superação e qualidade dos adversários, mas também porque era praticamente impossível fazer o atleta ficar focado apenas na partida enquanto os parentes ligavam pedindo ingressos e amigos organizavam a festa pelo título considerado certo.

É óbvio que não foi nenhum fiasco ou, para os mais dramáticos, um “Morumbizazzo”. Até porque o Flu foi um adversário complicado ao longo da temporada e o empate em campo neutro contra um Goiás perigoso, mas sem maiores pretensões na competição, é mais que provável. Além disso, o chute esquisito de Borges que “matou” Fernando Henrique foi um sinal de que a sorte não virou as costas para o atual bicampeão.

No entanto, é impossível negar que o grito de “Hexacampeão!” ficou engasgado e a frustração estava estampada no rosto de todos os são-paulinos. O “oba-oba”, ainda que discreto, novamente jogou contra e ajudou a adiar as comemorações de um título que tem tudo para ser consolidado na última rodada do mais emocionante Brasileiro disputado na fórmula dos pontos corridos.No Bezerrão, perto do centro do poder, o clube mais forte e vencedor do país, com a lição do domingo assimilada, poderá resgatar o espírito guerreiro e a consciência de outras jornadas e confirmar a hegemonia nacional.

Mas, pelo sim, pelo não, vale o aviso, até para quem já ganhou tanto: humildade nunca é demais.

Só acaba quando termina…

Dom, 30/11/08
por Lédio Carmona |


30borges.jpgChacrinha tinha razão. E ainda dizem que falta emoção ao Campeonato Brasileiro… Mas juro que não voltarei ao tema. Nem tenho porque fazê-lo. É tão evidente quanto a minha falta de capilaridade. O Brasil parou por 10 jogos. Não por um, nem por dois. Por uma dezena. E, melhor, nada ficou decidido. Apenas o carimbo do passaporte do Grêmio para a Taça Libertadores de 2009 e o rebaixamento de Ipatinga e Portuguesa. Mais nada. Tudo ficou para a última e derradeira rodada. Domingo que vem, às 17 horas, apenas duas partidas de nada valerão: Sport x Coritiba, na Ilha do Retiro; e Fluminense x Ipatinga, no Maracanã. De resto, estarão em jogo o título nacional, duas vagas para a Libertadores e dois tronos de ouriço para o rebaixamento. Mais emocionante do que isso, só mesmo torcer pelos primeiros passos (de joelho) do Pequeno Bob.

30festavasco1.jpgNem o Pequeno Bob dormiu essa tarde. Ficou acordado. Não viu jogo algum. Bem que tentei. Mas ele preferiu se concentrar na arte de arremesso de óculos. Enquanto eu lutava para enxergar, ouvia gritos histéricos de vizinhos. Gente torcendo contra o São Paulo; a favor e contra o Vasco; a favor e contra o Flamengo; muito pelo Grêmio. Deve ter sido assim na sua cidade. No seu plantão. No seu bar. No seu engarrafamento. Sei lá mais onde. Evidentemente quevai ter gente mais preocupada em discutir o tal pênalti em Washington no jogaço do Morumbi. Que, realmente, aconteceu. Mas, com certeza, a rodada, como um todo, foi muito mais importante. Evidentemente, tem gosto para tudo. E estômago, também. E imaginação, idem.

30inter.jpgNo Morumbi, não teve campeão. E quase que ficou ainda mais complicado para o São Paulo, que teve 66.888 torcedores a seu favor. O time jogou mal. O Fluminense jogou bem e melhor. Algumas peças do time de Muricy não funcionaram, como Hernânes, Jean, Hugo e Dagoberto. No Fluminense, Tiago Silva e Arouca jogaram demais. André Dias foi outro monstro pelo São Paulo. O garoto Tartá entrou no segundo tempo e fez 1 a 0. Até que um chute errado de Borges entrou. E diminuiu o prejuízo dos tricolores paulistas. Um empate domingo basta contra o Goiás, em Brasília. Se perder, o São Paulo entregará o título para o Grêmio, que recebe o Atlético Mineiro, no Olímpico.

 É bem provável que o São Paulo confirme o tricampeonato. É o meu palpite. Mas não dá para cravar mais nada nesse Brasileirão. Nem quem ficará com as duas vagas finais para a Libertadores. Cruzeiro e Palmeiras dependem deles próprio. E o Flamengo, que conseguiu fez 3 a 0 no Goiás e deixar o adversário empatar, em pleno Maracanã, terá que se virar para ganhar do ameaçado Atlético Paranaense na Arena da Baixada e rezar por tropeços de Palmeiras ou Cruzeiro. É difícil? Sim. Quase impossível? Sim. Mas quem garante que já acabou? Nesse Brasileirão? Eu já aprendi. Não dá para cravar mais nada. Eu passei 37 rodadas cravando… E quase sempre… errando.

30netinho.jpgE a degola? O Vasco conseguiu o que ninguém acreditava. Ganhou do Coritiba, no Couto Pereira. Mas o Botafogo também conseguiu o que ninguém imaginava. Perdeu para o Figueirense no Engenhão. E o Atlético Parananense não agüentou a pressão do Náutico, nos Aflitos, e caiu, de virada. Agora, o Furacão (42) recebe o Flamengo. O Vasco (40) enfrenta o Vitória, em São Januário, E o Náutico joga por um empate contra o Santos, na Vila. Dois desses três caem. Só o Vasco não depende dele. E daí?

Quem quer bancar mais alguma coisa?

Pois é. Nem eu.

Assim foi a 37ª rodada…

Dom, 30/11/08
por Lédio Carmona |

São Paulo 1×1 Fluminense (Morumbi/Gols de Tartá e Borges)

* O palco estava armado, a festa estava pronta, mas esqueceram de avisar ao Fluminense. O São Paulo errou demais. O meio de campo do tricolor paulista ficou imóvel, sem municiar o ataque. Além disso, as jogadas pelas laterais não foram utilizadas, como ocorriam nas partidas anteriores. E, no momento decisivo, a zaga falhou na marcação no gol de Tartá.Ponto positivo para o Fluminense, porque congestionou o meio-de-campo, bloqueando as jogadas de ataque do adversário. Renê Simões apostou em Tartá no intervalo. Com cinco minutos de jogo, o jogador fez um excelente passe para Washington, que perdeu um gol incrível. No rebote, Tartá deixou Rodrigo sentado e abriu o placar.

30dago.jpgMas o time de Muricy Ramalho não é líder à toa. O técnico montou uma blitz no ataque, e, justamente, quando as jogadas pelas laterais foram utilizadas, saiu o gol da equipe paulista, com Borges, livre de marcação. O empate salvou o tricolor carioca do rebaixamento e ainda tem grande possibilidade de conquistar uma vaga na Sul-Americana. Enquanto isso, o outro tricolor precisa ao menos de um empate para ser tricampeão. Será? Ainda acho que sim. Mas…

Ipatinga 1 x 4 Grêmio (Ipatingão/Gols de Pablo Escobar; Marcel (2), Jean e Leo)

30gre.jpgTomar gol de Pablo Escobar deve ser algo meio assustador. Mas o Grêmio não sentiu o golpe. E fez o serviço que, no mínimo, lhe garantiu a volta à Libertadores, em 2009. Goleou, recuperou o moral, a credibilidade e o apoio do torcedor para a última rodada. Agora, resta vencer o Galo, algo que não será tão simples, e secar o São Paulo. Duvidaram do Grêmio e ele chega à ultima rodada com chances de ser campeão. Como dizem seus torcedores, sempre orgulhos, jamais duvide do Grêmio. Eles têm razão.

Flamengo 3×3 Goiás (Maracanã/Gols de Obina (2), Juan; Paulo Baier, Ernando, Thiago Feltri)

30fla.jpg* O Flamengo se despede do Maracanã de forma melancólica. Após fazer 3 a 0 em apenas 35 minutos (gols de Juan e Obina, duas vezes), o rubro-negro voltou a tropeçar e cedeu o empate ao Goiás (gols de Paulo Baier, Ernando e Thiago Feltri). O time goiano dominou amplamente a segunda etapa e poderia ter saído com a vitória. Aos 49, na única jogada de perigo do time carioca na segunda etapa, o último suspiro: Vandinho teve a bola do jogo em seus pés, mas carimbou a trave direita de Harlei.

O Flamengo corre sérios riscos de espirrar da Libertadores. Paga pelos sucessivos erros cometidos ao longo do campeonato. Dos cinco primeiros colocados, é o time que tem a pior campanha em casa. O Goiás, que tem a segunda melhor campanha do returno, encara o São Paulo na próxima rodada. O duelo definirá os rumos do título. Malas brancas vêm aí. PS: o que deu em Fierro? Esqueceu o futebol nos Andes… Quem sabe congelou por lá. Ou derreteu aqui.

Vitória 0×0 Palmeiras (Barradão)

30vitoria.jpg* O Palmeiras bem que tentou, mas não saiu do empate sem gols diante do Vítoria, no Barradão. O alviverde fez uma partida sóbria, sem correr grandes riscos. Na primeira metade, apesar das boas chances criadas por ambos os lados, Viáfara e Marcos fecharam o gol. Na segunda, o ritmo caiu e o Palmeiras, atento aos placares da rodada, só segurou o empate. O time sabia que a igualdade levaria à decisão pela vaga da Libertadores ao Palestra Itália. Marquinhos e Willians, já negociados com a parceira do Palmeiras, superaram as polêmicas e tiveram boa atuação. Ainda bem que eu não vou ter que voltar a tocar nesse assunto ao longo da semana.

Beneficiado por outros resultados, o Palmeiras alcançou a terceira colocação. A presença na Libertadores do ano que vem está bem encaminhada. Mas é preciso bater o Botafogo antes. Vale lembrar que, em 2007, o Verdão entregou a vaga na última rodada, após perder para o Galo, em casa. O Vitória, por sua vez, enfrenta o Vasco, que luta desesperadamente para deixar o G4 do Mal.

Internacional 1×0 Cruzeiro (Beira-Rio/Gol de Gustavo Nery)

30cruze.jpg* O Cruzeiro continua com dificuldades fora de casa. O time mineiro foi derrotado pelos reservas do Internacional, por 1 a 0, e caiu para a quarta colocação da tabela. Foi a quinta derrota consecutiva do time azul fora do Mineirão. O singelo gol da partida foi marcado por Gustavo Nery, aos 14. E o Inter foi soberano na primeira etapa. O Cruzeiro voltou do intervalo disposto a reverter o placar. Mas o pênalti batido por Fernandinho parou nas mãos de Lauro. O goleiro, que hoje é protagonista do Inter, era figurante na Raposa. Coisas do futebol.

O Cruzeiro pega a Lusa, já rebaixada, em casa. Basta vencer para ir à Libertadores. O Inter enfrenta o Figueira, mas os holofotes estarão voltados para a partida desta quarta-feira, contra o Estudiantes, válida pela finalíssima da Sul-Americana.

Coritiba 0 x 2 Vasco (Couto Pereira/Gols de Leandro Amaral)

30coxa.jpgSe o Vasco jogasse sempre dessa maneira no Brasileirão, hoje não correria risco. Se o Coritiba jogasse sempre assim, correria risco. Mas o cenário foi inverso durante todo campeonato. Hoje, sim, foi diferente. O Vasco se impôs, não errou atrás e foi rápido e objetivo na frente. Fez, finalmente, a sua parte. E agora joga e torce na última rodada para evitar o sofrimento e o amargor do rebaixamento. Quanto ao Coritiba, de férias, pouco interesse no jogo. Talvez explique a preguiça de Carlinhso Paraíba durante a partida. Keirrison tentou. E ponto. Era tarde do Vasco no Alto da Glória.

Náutico 2×1 Atlético-PR (Aflitos/Gols de Clodoaldo(2) e Ferreira)

30felipe.jpg*Quem vencesse, complicaria o adversário na tabela do Brasileirão. Assim. emoção não faltou nos Aflitos. Logo nos primeiros minutos, o Náutico pressionou o Furacão, mas a finalização deixou a desejar. E quando o rubro-negro paranaense chegou ao ataque pela primeira vez, Ferreira balançou as redes. Mas o clima ficou tenso para as duas equipes, quando o jogador colombiano foi expulso - quatro minutos depois de ter feito o gol. Com um homem a mais, o Timbu voltou a pressionar o adversário, baseando-se na tática do “chuveirinho”. Depois de tanto insistir, Clodoaldo empatou e, no fim, pôs o alvirubro em vantagem. Vitória histórica. Mas ninguém ainda está a salvo.

Portuguesa 2×2 Sport (Canindé/gols de Márcio Goiano, Edno, Jonas e Fumagalli)

30athirson.jpg*Para não ser degolada, a Portuguesa precisava vencer. Por causa da obrigação dos três pontos, o time de Estevam Soares entrou muito nervoso. Para ilustrar esse nervosismo, o goleiro Gottardi falhou no chute de Márcio Goiano, no primeiro gol do Sport. Além disso, quando sofreu o empate por 2 a 2, a equipe paulista cometeu inúmeros erros de passes. Desta forma, o Sport só agradeceu e mereceu o empate. A Lusa até mostrou garra, quando perdia por 1 a 0, com Edno e Jonas - os melhores jogadores da equipe. Mas os dois empates nas duas últimas rodadas, em casa, foram fatais para que  a Portuguesa fosse rebaixada.

Atlético-MG 0×0 Santos (Mineirão)

30galo.jpg*Deu sono!  59 mil pessoas no Mineirão e umjogo burocrático. Emoção mesmo, só nos chutes no gol de Lima e outro de Castillo. E só! Muito toque de bola e pouca movimentação. O empate bastaria para que os dois times ficassem em posição cômoda na tabela. O Galo garantiu a vaga na Copa AS. O Santos ainda corre risco de ser degolado, mas as chances são irrisórias. Esqueça as combinações matemáticas. O Peixe está livre.

Botafogo 1×3 Figueirense (Engenhão/Gols de Diogo, Jairo, Tadeu e Alexsandro)

* O Figueirense parece ter acordado na hora certa. O time catarinense alcançou a segunda vitória consecutiva, após vencer o Botafogo, por 3 a 1, no Engenhão. Os anfitriões tiveram mais posse de bola e pressionaram o Figueira desde o início. Mas não tiveram tranqüilidade para concluir as oportunidades criadas. E na base dos contra ataques, o Figueira chegou lá. Nos primeiros onze minutos da etapa final, Diogo e Jairo abriram boa vantagem: 2 a 0. Alexsandro ainda descontou, mas Tadeu fechou o placar.

O Figueirense decidirá a permanência na Série A em casa, contra o Internacional. Sem grandes ambições, o Botafogo se despedirá do Brasileirão contra o Palmeiras, fora de casa.

Quem festejará?

Sáb, 29/11/08
por Lédio Carmona |

flags.jpgPenúltima rodada: o que representa para cada um?

*Para o São Paulo, o suficiente para o tricampeonato. Mas, o tricolor paulista não terá Zé Luis, operado nesta semana. O substituto na lateral direita será Joílson. Para o Fluminense, a permanência na Série A. Uma notícia boa para o outro tricolor, porque Junior Cesar se recuperou da contusão no joelho e está escalado. Morumbi, domingo, às 17h.

*Para o Grêmio, a esperança de ainda conquistar o título! Mas Celso Roth vive um dilema. Réver não treinou durante a semana, por causa de uma amigdalite. Será que o técnico escala o zagueiro para a partida decisiva? Para o Ipatinga, a última gota para ainda sobreviver na Série A. Porém, a equipe mineira irá atuar com cinco desfalques, entre eles, está Leandro Salino, que já foi afastado pela diretoria. Ipatingão, domingo, às 17h.

*Para o Cruzeiro, a possibilidade de carimbar o passaporte para a Libertadores. Para isso, basta secar o Palmeiras ou o Flamengo. Mas Adílson Batista não poderá contar com o artilheiro da equipe. Guilherme não se recuperou da lesão e está fora. Para o Internacional, nada acrescenta! Como Guiñazu está suspenso da Copa Sula, os reservas do Colorado ganharam um reforço importante. Beira-Rio, domingo, às 17h.

*Para o Palmeiras, a continuação no G4! Vanderlei Luxemburgo tem problemas para escalar a equipe, já que Leandro e Pierre, suspensos, estão fora. Como o treinador barrou Alex Mineiro, será que sem o artilheiro do time o ataque surtirá algum efeito? Para o Vitória, a confirmação na Copa Sul-Americana.! Mas o rubro-negro baiano terá quatro desfalques. Leonardo Silva, Thiago Gomes e Osmar pertencem ao alviverde e não poderão jogar, e Leandro Domingues está suspenso. Barradão, domingo, às 17h.

*Para o Flamengo, a neutralização de uma possível crise. Uma derrota afastaria as pretensões do rubro-negro carioca na Libertadores, caso Palmeiras e Cruzeiro vençam as respectivas partidas. Caio Júnior terá problemas na escalação da equipe, já que Tardelli e Fábio Luciano, suspensos, além de Leo Moura, machucado, não jogam. Para o Goiás, uma melhora na posição da tabela. Os únicos desfalques do esmeraldino serão Fael e Ramalho, suspensos. Maracanã, domingo, às 17h.

Tri ou Hexa?

Dom, 23/11/08
por Lédio Carmona |


23hugo.jpgPergunta para o torcedor do São Paulo:- Vocês preferem ser chamados de tricampeões brasileiros (o primeiro consecutivo, diga-se de passagem) ou hexa (seis vezes, também inédito, mas sem sequência) ?

Seja qual for a escolha, o São Paulo será tri ou hexa nos próximos 15 dias. Pode ser domingo, no Morumbi, contra o Fluminense. Basta vencer. Ou no outro fim de semana, no Serra Dourada, diante do Goiás. Na verdade, o São Paulo, virtual campeão, só precisa de dois pontos em seis para ser tri (ou hexa). Isso se o Grêmio, único concorrente que restou , ganhar seus dois últimos jogos (Ipatinga, fora, e Atlético Mineiro, em casa).

23taca.jpgEntão, numa boa, resta apenas a espetacular briga pelas três vagas finais para a Taça Libertadores. Grêmio (66), Cruzeiro (64), Palmeiras (64) e Flamengo (63) têm mais duas rodadas para resolverem quem vai passar natal e réveillon em crise. Até o peixe malhado do meu aquário já sabe que aquele que espirrar do G4 amargará dias e noites de inferno por um bom tempo…

Antes, o São Paulo (tri) (ou hexa). Como sei que teremos várias teses a contestar mais um título, anote aí. Não perde um jogo desde 17 de agosto. São três meses e uma semana de supremacia. 11 vitórias e cinco empates. Nessa série de 16 partidas, seis das vitórias foram seguidas - exatamente as últimas. Na série invicta, marcou 31 gols e só levou 13.

Anote mais um pouco… No Campeonato, que teve 81 gols nas duas últimas rodadas, ninguém marcou mais do que o virtual campeão (64). É quem mais venceu (20), junto com o Grêmio.

23spp.jpgNinguém perdeu tão pouco (5 derrotas, mesmo número do ano passado). Por sinal, se somarmos os três títulos, o São Paulo perdeu 16 jogos entre 2006 e 2008. Só esse ano o Vasco perdeu 19…

Sendo assim, e ainda mais dirigido pelo melhor técnico do Brasil, só há duas dúvidas sobre o São Paul, que prova mais uma vez que, hoje em dia, não é obrigatório ter uma timaço para ser campeão. Basta ser competitivo, ter treinador e organização. Ok, quem não gostar, que me ofenda. Tô nem aí.

1. Ele será tri, hexa ou ou dois?

2. Qual será a data oficial da festa: 1º ou 8 de dezembro.

Parabéns, São Paulo.

Na Libertadores

23raposa.jpgAcompanhe meu raciocínio.

Há três vagas para quatro candidatos. Duvido que o Grêmio não fique com uma delas. Sua tabela é a melhor.

Então, sobrariam duas para três. A segunda sequência mais fácil é a do Cruzeiro. Enfrenta os reservas do Internacional, no Beira-Rio, e, na última rodada, recebe a provavelmente rebaixada Portuguesa, no Mineirão. Deve escapar.  

Restaria uma para dois. Palmeiras (64) e Flamengo (63). Os dois têm um jogo relativamente administrável em casa. E outro difícil, fora. A diferença é que o “administrável” do Flamengo, o Goiás, é na penúltima rodada. E o do Palmeiras, no caso o Botafogo, na última.

23palmeiras.jpgSe os dois vencerem… O que decidiria seria o jogo fora de casa. O Flamengo, na última rodada, contra o Atlético Paranaense, ameaçado pelo rebaixamento. O Palmeiras, no próximo fim de semana, no Barradão, contra o Vitória, que hoje ganhou de quatro do Grêmio.

Sei lá. Tantas emoções… Tenho palpite não. Até porque minha tese de que a disputa pela última vaga ficará entre Palmeiras e Flamengo pode estar absolutamente furada. Afinal, é só uma tese. Na verdade, tese no Brasileirão é como calo e unha encravada. Todo mundo tem o seu (ou já teve). E não me venha com mentiras…

No inferno

23flu.jpgAtlético Mineiro (47), Fluminense e Santos, com 43 pontos, não cairão mais. Estão livres.  O Ipatinga já caiu. Faltariam três degolados. Os favoritos são exatamente os que estão, agora, na zona do rebaixamento. Por sinal, os quatro que têm as piores defesas: Ipatinga (62 gols); Portuguesa (64 gols); Vasco (70 gols); Figueirense (71 gols). Os quatro que perderam mais jogos: Figueirense (16, junto com Náutico e Furacão), Vasco (19), Portuguesa (17) e Ipatinga (20).

Sinceramente, eu acho que vai ficar assim. No meu modo de ver, os quatro degolados serão esses. Mas Atlético Paranaense e Náutico, que se enfrentam no próximo fim de semana, nos Aflitos, ainda correm perigo. O quarteto debaixo teria que secá-los e, claro, vencer seus jogos finais. Com certeza, é mais fácil que os tropeços aconteçam do que a turma do G4 do Mal faça o próprio serviço. Assim, a esperança é a última que morre. Mas, efetivamente, eu não acreditaria mais nela.

Vasco 1×2 São Paulo

(Mádson; Jorge Wágner e Hugo)

23vasco.jpg* Apenas seis times grandes brasileiros nunca caíram para a Série B. O Vasco é um deles. Mas a participação neste grupo seleto está prestes a ser a rompida. Isso porque o timede Renato Gaúcho, Odvan, Jorge Luís e Jonílson perdeu para o São Paulo, em São Januário, e se complicou de vez. Mesmo com duas vitórias nos próximos jogos, o Vasco não garante matematicamente a permanência na Série A. O time se esforçou, a torcida fez sua parte, mas o resultado não aconteceu. Edmundo, com toda a experiência, também não poderia ter perdido um gol daqueles. Enquanto isso, o São Paulo ri à toa. O tricolor completa três meses sem saber o que é perder. Os resultados da rodada ajudaram. E agora, a equipe só precisa de dois pontos para conquistar o inédito tricampeonato brasileiro. Convenhamos, a parada já está definida.

Cruzeiro 3×2 Flamengo

(Fernandinho, Thiago Ribeiro e Ramires; Íbson e Obina)

23fla.jpg* Resultado justo no ótimo jogo do Mineirão. Embora o árbitro Carlos Eugênio Simon não tenha dado um pênalti claro a favor do Flamengo, no fim da segunda etapa. Tardelli e Fábio Luciano, revoltados, foram expulsos. Durante a partida, o Cruzeiro foi melhor e teve mais volume de jogo. Além disso, o time azul colocou duas bolas na trave de Bruno e deu muito trabalho ao arqueiro rubro-negro. Nos contra-ataques, o Fla levou perigo, mas Juan perdeu um gol “imperdível”. E Fábio ainda evitou que o time carioca empatasse o jogo, após belo chute de Diego Tardelli, que retornou ao time após lesão.

A derrota empurra o Flamengo para a quinta colocação. O Cruzeiro, de Ramires - que fez mais uma bela partida -, segue no G4, onde esteve fora somente uma vez na competição. E Caio Junior continua vendo um jogo totalmente diferente do meu…

Vitória 4×2 Grêmio

(Leandro Domingues, Willians, Jackson e Marcelo Cordeiros; Anderson Martins (contra) e Souza)

23vitoriaa.jpg* Vágner Mancini, demitido do Grêmio no inicio do ano, se vingou do seu ex-clube e praticamente liquidou as chances de título do tricolor gaúcho. E de quebra encerrou o jejum de vitórias do time baiano, que já durava sete partidas. No Barradão, teve até gol de bicicleta - de Marcelo Cordeiros.

No primeiro tempo, o gol contra de Anderson Martins deixou o Grêmio em vantagem. Mas o Vitória reagiu e empatou logo após o intervalo. Amaral prejudicou o time gaúcho ao ser expulso e a porteira se abriu: 4 a 1 para os mandantes. Souza, de falta, ainda descontou no final. Sejamos realistas. Com a derrota, o Grêmio dá adeus ao título. Agora, a briga é apenas pela Libertadores.

Palmeiras 2×0 Ipatinga

(Kléber e Pierre)

23ipatinga.jpg* O Palmeiras fez apenas o feijão com arroz, necessário para bater o virtualmente rebaixado Ipatinga por 2 a 0, no Palestra Itália. Kléber, que novamente fez uma boa partida, e Pierre marcaram os gols palestrinos ainda na primeira etapa. O domínio alviverde durante a partida poderia ter se traduzido em um placar mais elástico, caso as oportunidades criadas tivessem sido bem aproveitadas. Aos 12 da segunda etapa, Leandro Salino foi expulso e dificultou ainda mais a vida do time do Vale do Aço. E o STJD que lhe aguarde. Que pontapé maldoso! Com a vitória, o time comandado por Vanderlei Luxemburgo retornou ao G4, com 64 pontos e segue brigando com Cruzeiro e Flamengo por uma vaga. O Ipatinga, por sua vez, pode recorrer a qualquer santo, mas a sentença já está definida.

Internacional 0×2 Fluminense

(Romeu e Washington)

23inter.jpg* O Fluminense sobrou na partida. E os gols de Washington, agora vice artilheiro, e Romeu foram suficientes para garantir o triunfo do tricolor carioca por 2 a 0 sobre os reservas do Internacional, em Porto Alegre. O torcedor tricolor já pode comemorar a permanência na Série A. E tem gente nas Laranjeiras já querendo demitir René. O torcedor colorado, por sua vez, aguarda pela final da Sul-Americana. Mas lamenta pelo mau desempenho do galático elenco gaúcho. Talvez o centenário esteja guardando algo melhor.

Sport 3×0 Atlético Mineiro

(Durval e Ciro, duas vezes)

23spor.jpg* Sem grandes ambições no campeonato, Sport e Galo entraram em campo num ritmo pra lá de Lexotan. Os times dormiram até os 37 da segunda etapa. Até que o Sport acordou. E em seis minutos marcou três gols. Ciro e Kássio, gratas revelações do Leão, merecem ser observados com mais atenção. O Sport se prepara para a Libertadores do ano que vem. O Galo, espera acabar encerrar o centenário em uma posição mais digna na tabela.

A rodada

Dom, 16/11/08
por Lédio Carmona |

16borges.jpgPara quem gosta de bola na rede, a 35ª rodada foi excepcional - média de 4,1 gols por partida e com vitória de todos os mandantes. Para o Flamengo, uma rodada maravilhosa, ao ultrapassar dois adversários e derrotar um concorrente pela vaga na Libertadores. Além disso, o rubro-negro ainda tem chances de disputar o título, que são remotas, mas a possibilidade existe. Para o São Paulo, dois adversários a menos para brigar pelo tricampeonato. Para o Grêmio, uma rodada a menos para encostar no tricolor paulista. Para o Palmeiras, uma rodada para ser esquecida - o título é impossível. Para o Cruzeiro, uma rodada para ser apagada, ao cair para a 4ª colocação, e ver o São Paulo só de binóculo. Também não levanta mais a taça.Na parte de baixo, a rodada praticamente livra o Atlético Paranaense do rebaixamento - de acordo com a análise do JA. Embalado, o time fará mais três pontos que faltam. Mesmo que o Furacão jogue duas rodadas na casa do adversário (Botafogo e Náutico) e enfrente o Flamengo, em casa. Para o Santos, esta foi a confirmação na Série A, em 2009. Para o JA, outra certeza: Ipatinga e Figueirense foram rebaixados.

16tcheco.jpgCom isso, quatro equipes tentam se livrar das outras duas vagas. O Fluminense tem dois jogos fora, contra Internacional e São Paulo. Igual ao Náutico, duas rodadas como visitante, diante do Figueirense e Santos. Já para o Vasco são duas rodadas, em casa, contra o São Paulo e Vitória. A Portuguesa também está no mesmo caminho, duas partidas em casa contra Goiás e Sport.

16ibson.jpgEnquanto isso, vamos analisar as chances das equipes serem campeãs:

*O Flamengo só ficará com o caneco, caso vença as três partidas, e se o São Paulo empatasse três partidas, ou perder uma partida e empatar outra. Além disso, o Grêmio também precisa perder uma partida (dependeria do saldo de gols).

*O Grêmio poderá ser tricampeão se vencer os três jogos, e o São Paulo, pelo menos, empatar uma partida. Caso o time de Celso Roth tropeça em um confronto, terá que torcer pelo tricolor paulista empatar e perder, em duas partidas, além do Flamengo, pelo menos, empatar em um jogo.

*O São Paulo só depende dele para ser hexacampeão. Mas se tropeçar em um jogo, resta torcer para que o Grêmio não vença uma partida.

Por isso, a próxima rodada também será fundamental, já que as três equipes jogam fora de casa. O São Paulo visitará São Januário contra o Vasco, que briga para não cair. O Flamengo irá atuar no Mineirão contra o Cruzeiro, na briga pela vaga na Libertadores. O Grêmio jogará no Barradão contra o Vitória, já classificado para a Sul-Americana, sem ambições no Brasileirão.

São Paulo 3×1 Figueirense (Morumbi/gols de Borges(2), Hugo e Cleiton Xavier)

16dago.jpg*O São Paulo foi avassalador, empurrado por 58.648 pagantes. Para ilustrar a avalanche do time de Muricy Ramalho, aos 21 minutos de jogo o tricolor paulista já havia chutado nove vezes, com perigo, em direção ao gol de Wilson. Borges foi fundamental na vitória, com dois gols, mas o grande destaque foi Jorge Wagner, com excepcional participação durante toda a partida.

Com uma equipe extremamente recuada, o Figueirense jogou as fichas na espera do São Paulo. Com isso, abdicou do ataque. Porém, quando foi em busca do gol, Cleiton Xavier conseguiu marcar aos trancos e barrancos. Mas no segundo tempo, Hugo aumentou, para me dar uns pontinhos no Cartola. Ah, Mário Sérgio foi demitido. O quarto degolado. Vai entender!

Grêmio 2×1 Coritiba (Olímpico/gols de Tcheco, Alê (contra) e Ariel)

16magrao.jpg*O Grêmio também cumpriu a missão. Apesar do placar apertado, o tricolor gaúcho se impôs diante do Coritiba. Depois de ter feito dois gols de vantagem, o time relaxou. Nos acréscimos, Ariel descontou, mas já era muito tarde para uma reação. Porque o time de Celso Roth conseguiu o resultado favorável, devido à pressão imposta durante a partida, e também com uma pitada de sorte - que não faz mal a ninguém. No chute de Tcheco, a bola foi desviada e enganou Vanderlei. Já no segundo, depois da boa jogada dos dois zagueiros Réver e Heverto, Alê empurrou para as próprias redes. Com isso, o Grêmio segue no cangote do tricolor paulista.

Flamengo 5×2 Palmeiras  (Maracanã/ gols de Íbson (3), Marcelinho Paraíba e Kléberson; Alex Mineiro e Kléber)

16luxa.jpg* Apesar da faixa colocada pela torcida do Flamengo com os dizeres em preto e vermelho,  ”Luxa, seu lugar é aqui”, a atuação empolgante do time terminou com aplausos e gritos de “Ah, é Caio Júnior!”. Isto é futebol. E tudo isso aconteceu porque, ao contrário da apatia demonstrada nas últimas partidas, o Flamengo venceu e convenceu. O rubro-negro goleou o Palmeiras por 5 a 2 e voltou ao G4 do Bem, diante de quase 60 mil pagantes.

A participação impecável da dupla Íbson-Kléberson contrastou com a atuação catastrófica da defesa palmeirense. Logo aos dois minutos de partida, Kléberson - em dia de verdadeiro penta-campeão - cruzou na medida para Marcelinho abrir o placar, de primeira: 1 a 0. O Verdão empatou, após Jaílton cometer pênalti sobre Kléber. Alex Mineiro converteu. Aí veio o polêmico lance que gerou o segundo gol rubro-negro, mas nada influenciou no resultado, antes que me perguntem. O árbitro Leonardo Gaciba prejudicou o Flamengo ao não conceder vantagem em uma falta sofrida pelo time carioca na intermediária. Mas também se equivocou quando permitiu que a infração fosse cobrada alguns metros adiante. Nada disso, porém, atenua a lentidão na recomposição defensiva do Palmeiras. Melhor para Íbson, que após o bololô na área, aproveitou para recolocar o Flamengo na frente: 2 a 1.

16mp.jpgSe o Palmeiras controlou as ações ofensivas da primeira etapa, na segunda metade não viu a cor da bola. Luxa pôs em campo todos os seus meias à disposição. Caio Júnior lançou Everton no lugar de Juan. O Flamengo sobrou. Após belo passe de Kléberson, Íbson marcou um belo gol e ampliou para os cariocas. Kleber diminuiu. E novamente com Íbson, desta vez de letra, o Flamengo chegou ao quarto gol. Kléberson, de cabeça, finalizou a goleada. O Palmeiras se despede da briga pelo título. O Fla, apesar das remotas chances de título, avança na briga pela Libertadores. Em tempo: em 1980, o Flamengo aplicou 6 a 2 no Palmeiras, no mesmo Maraca, com gols de Zico (2), Tita (2), Toninho e Nunes. Hoje foi tarde de Kleberson e Ibson.

Santos 1×0 Internacional  (Vila Belmiro/ gol de Quiñonez)

16santos.jpg* O Santos bateu os reservas do Inter pelo placar magro de 1 a 0 e praticamente confirmou a permanência na Série A do ano que vem. O time começou a partida se lançando ao ataque, mas aos poucos os ânimos foram contidos pelos jovens valores colorados. Daniel Carvalho infernizou a defesa santista e o Inter passou a controlar a partida. E até marcou um gol, equivocadamente anulado pelo árbitro Héber Roberto Lopes. Na segunda etapa, os times diminuíram o ritmo e a apatia tomou conta da Vila Belmiro. Mas o pitoresco gol do equatoriano Quiñonez, aos 24 da segunda etapa, foi um alívio para o Peixe, que encontrava enormes dificuldades para chegar ao gol adversário. A bola que iria para a linha de fundo, desviou em Gustavo Nery e morreu no fundo do gol de Lauro. Que azar! Enquanto o Inter foca na Sul-Americana, o Santos precisa traçar planos para o ano que vem. Caso contrário, as coisas não melhorarão.  Kléber Pereira segue em dívida com a torcida. O artilheiro não marca há três jogos. Te cuida, Kléber, pois outros estão chegando.

Atlético Paranaense 2×1 Vitória (Arena da Baixada/ gols de Alan Bahia e Rafael Moura; Robert)

16capp.jpg* Geninho assumiu o comando do Atlético Paranaense no dia 4 de setembro. Nos primeiros jogos sob o comando do clube pelo qual foi campeão brasileiro em 2001, o treinador somou uma vitória, dois empates e três derrotas. Parecia não haver luz no fim do túnel. Passadas algumas rodadas, o panorama mudou. Desde então, o Furacão não perde há cinco jogos. Hoje, o time paranaense alcançou o terceiro triunfo consecutivo ao derrotar o Vitória, na Arena, por 2 a 1. Robert abriu o placar para os visitantes. Alan Bahia e Rafael Moura, porém, garantiram a virada atleticana. Aliás, a dupla marcou em sete das onze vitórias rubro-negras no campeonato. Com a suada vitória, o Atlético alcançou 41 pontos e se distanciou do G4 do Mal. O Vitória, por sua vez, não vence desde o dia 2 de outubro - ou sete jogos (cinco derrotas e dois empates). O time baiano estacionou nos 45 pontos, mas será decisivo para mudar os rumos do campeonato. Nas próximas rodadas, o rubro-negro enfrentará Grêmio, Palmeiras e Vasco.

Goiás 3×1 Botafogo (Juscelino Kubitschek/gols de Paulo Baier(3) e Lúcio Flávio)

16baier.jpg*O Goiás poderia resumir o time em apenas um jogador - Paulo Baier. Com o pé direito ou com o esquerdo, de dentro da área ou de fora, o camisa 10 esmeraldino foi o nome da partida. Enquanto isso, o Botafogo jogou desleixado, perdeu inúmeras oportunidades para marcar, e ainda saiu de campo com dois jogadores a menos. Túlio e André Luis, sem necessidade alguma, tiveram a proeza de irem para o chuveiro mais cedo. Lúcio Flávio ainda fez o gol de honra, depois de ter perdido pênalti minutos antes. Assim, o alvinegro, a cada rodada, cai de rendimento, com a quarta derrota seguida. E o Goiás sobe de produção nesta reta final, sempre como mandante.

Carta de Hamburgo

Qui, 13/11/08
por Lédio Carmona |
categoria Hamburgo, São Paulo

envelope.jpgSegue a carta enviada por Alex Silva, agora no Hamburgo. aos jogadores do São Paulo. Um bom exemplo de atleta consciente e que não vira às costas para quem lhe deu oportunidade de ser feliz na vida.

“Hamburgo, 12 de novembro de 2008.

Meus companheiros de São Paulo,

Primeiramente, venho agradecer a todos vocês pelo que fizeram por mim nesses dois anos e meio que fiquei aí. Todos os dias eu agradeço a Deus por ele ter colocado pessoas como vocês em minha vida, que me ajudaram a chegar até aqui.

Não pensem que porque estou aqui na Europa eu me esqueci de vocês. Sinto muita falta de tudo isso aí. Sinto falta das brincadeiras, das duras do Muricy, das preleções, das refeições na concentração. Sinto muita falta!

Mas eu tive que fazer meu pé-de-meia e abrir mão das coisas que eu mais gostava, que era esse elenco aí. Por isso, vim pra cá, pra Alemanha, pra poder começar a construir meu futuro.

alexsilva.jpgMas meu coração está aí, junto com vocês todos os dias, em todos os jogos. Os canais brasileiros ainda não estão instalados em casa pra eu poder ver vocês jogarem, mas estou acompanhando pelo site todos os jogos com uma narração de rádio, o que é horrível, pois o coração sai pela boca!!!!

Hoje, sou um homem realizado porque joguei com vocês, com cada um de vocês, que tem caráter e um profissionalismo enorme. Lembro o que passamos no começo do campeonato, altos e baixos. Então, sei que não foi fácil o que vocês conquistaram pra chegar onde estão, que é no topo da tabela.

Eu me sinto orgulhoso de vocês e falo do São Paulo aqui, de vocês, de cabeça erguida, com o peito estufado. Me sinto orgulhoso de ter feito parte de tudo isso aí, de ter feito amigos como vocês que me ajudaram a chegar até aqui.

Agora falta pouco, e ninguém vai tirar esse título da gente. Só tira se vocês quiserem, coisa que não vai acontecer. Vocês têm talento, nasceram pra brilhar e pra serem campeões. Lembrem-se que isso vai ficar na história de cada um de vocês, três vezes seguidas campeões brasileiros. Isso é emocionante e fantástico pra carreira de um jogador.

Hoje, você pega Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho, Kaká, melhores do mundo… Mas eles não terão e não têm uma coisa que vocês terão em seus currículos, que é por três vezes serem campeões brasileiros. Isso ninguém vai tirar de vocês. Eu estou torcendo muito pra vocês serem campeões, porque eu faço parte disso um pouquinho!

Lembro sempre daquele jogo do Botafogo, que o Lúcio Flávio ia fazendo o gol do empate e eu tirei debaixo do gol. Ali, poderíamos ter perdido dois pontos e hoje estaria fazendo falta. Não fiz nem a metade que vocês fizeram, que foi lutar do jeito que vocês lutaram pra chegar no topo da tabela, mas ainda me sinto parte desse grupo e sei que nada nem ninguém vai tirar esse título da gente, a não ser nós mesmos.

alexsilvaham.jpgTô aqui do outro lado, mas meu coração está aí com esse grupo maravilhoso que eu nunca vou encontrar igual!

Muricy, você me ajudou muito, sou muito grato a você por tudo o que o senhor fez por mim. Você, o Milton Cruz e o Tata, o Carlinhos, o Serjão e o Haroldo. Vocês merecem mais do que todos esse título, porque todo mundo criticou a comissão depois da Libertadores, e mais uma vez estão provando os profissionais que vocês são.

Quero agradecer também à diretoria, seu Juvenal, que apostou em mim junto com o Muricy, o Milton e o Tata. Vocês me pegaram cheio de defeitos e corrigira um por um, desde a indisciplina.

Agradeço ao REFFIS, onde encontrei pessoas que eu nunca vou esquecer, nem do tratamento nem do carinho que me deram quando eu estava machucado. Betinho, Alê, Sasaki, Rosan, Dr. Sanchez, são pessoas que me não me abandonaram em momento algum na minha lesão.

Por isso que meu coração está aí, junto com vocês, rumo ao título, porque vocês me mostraram a realidade da vida, o que é ser profissional.

Meus companheiros, que me deram muitos conselhos quando eu mais precisei… Aqui, o futebol é tão fácil que estou jogando de volante e eles me acham craque. De vez em quando, abaixo a cabeça e dou aquelas arrancadas, a torcida vai ao delírio!

Estou muito feliz por vocês, companheiros!

Ainda não acabou. Continuo na torcida e na net, ouvindo a narração e sofrendo junto com vocês dentro de campo a caba minuto, podem ter certeza.

Gente, paro por aqui, senão vou acabar me emocionando.

Um abraço,

Alex Silva (Pirulito)”

Pelas escadas do Brasileirão

Sáb, 08/11/08
por Lédio Carmona |

Na parte de cima, nada mudou. Mas na parte de baixo, plástica geral. Um empurra-empurra para ver quem irá descer e subir as escadas. Nos degraus da 19ª até a 14ª colocação, todas as posições foram modificadas. Na noite de sábado, os torcedores de Atlético-PR, Vasco e Fluminense podem dormir sossegados. E a intranqüilidade segue para Ipatinga, Figueirense, Portuguesa e Náutico. Mas o tricolor carioca ou o vascaíno poderão cair nos degraus do Brasileirão-08 ainda amanhã. Se o Timbu vencer, a equipe de Renê Simões será deslocada para o piso anterior. Mas se o Fluminense também ganhar a partida diante do Cruzeiro, quem retornará alguns lances de escada será o time de Renato Gaúcho.

Enquanto isso na cobertura da escada da Série A, o São Paulo permanecerá na confortável situação. Na noite de sábado, a diferença para os outros adversários é de: 4 pontos para o Palmeiras; 5 pontos para o Grêmio; e 7 para o Cruzeiro. E ainda assistirá de camarote o duelo entre o 2º e o 3º colocado. A vida para o bicampeão é cômoda, mas não está garantida. Vamos ao panorama das partidas desta noite:

Vasco 1×0 Santos (Edmundo)

* Em São Januário, um jogo dramático e um pênalti polêmico. O Vasco não vencia em casa desde a 20ª rodada, quase três meses de abstinência. Mas o gigante da Colina despertou, incendiado por 21.310 pagantes. E por causa de cinco jogadores específicos: Madson, Leandro Amaral, Rafael, Jonílson e Edmundo. Este quinteto jogou com muita vontade e mereceu a vitória. O resto do time compôs bem e, principalmente, não cometeu erros individuais.

A equipe de Renato Gaúcho conseguiu marcar, justamente no momento mais tenso da partida. Para ilustrar este nervosismo, Leandro Amaral foi cobrar o escanteio com rapidez, e acabou acertando a bola e a bandeira de escanteio. Mas aos 25 minutos da 2ª etapa, o árbitro Elmo Alves Resende Cunha assinalou o tal pênalti.

edkp.jpgEm primeiro lugar, achei dentro da área. Mas, no meu modo de ver, a falta não foi suficiente para derrubar Jonílson, que já estava desequilibrado no momento do choque. Como no Brasil qualquer esbarrão é falta, a interpretação do árbitro não é absurda, porém polêmica. Mais uma pendenga nesse ótimo Brasileirão, suficiente para os “conspirólogos” inventarem e formatarem mais um milhar de teorias estapafúrdias. 

Fora essa discussão, Edmundo cobrou com muita frieza e marcou o 1 a 0. Gol que fez o Vasco dormir relaxado por uma noite, porque amanhã terá que torcer. Enquanto isso no Santos, o destaque foi Kléber Pereira, sempre um tormento para qualquer zagueiro. Só não fez gol. Ponto para a defesa do Vasco, a segunda mais vazada do Brasileirão- o Figueirense assumiu a ponta -, que passou o segundo jogo seguido sem ser vazada.

Portuguesa 2×3 São Paulo (Borges, duas vezes, Jonas, duas vezes, e Zé Luis)

* No último minuto, a Portuguesa poderia ter empatado a partida e sairia da incômoda situação. No último minuto, o São Paulo poderia perder os importantes três pontos. Mas o travessão prejudicou a equipe de Estevam Soares, que buscou o atacante durante toda a partida. Porém o travessão ajudou o time de Muricy Ramalho a ficar a poucos passos do tricampeonato.

joi.jpgNão foi apenas baseado na sorte. O tricolor paulista também foi eficiente na finalização. Até porque a defesa da Lusa não pode deixar um atacante como o Borges sem marcação. Além de o goleiro Rogério Ceni avançar com a bola dominada até o meio-de campo. Desta forma, saíram os dois primeiros gols são-paulinos. Mas o líder do campeonato também tem problemas, e os próximos adversários podem explorar este lado negro tricolor, que é o lado esquerdo. Os dois gols da Portuguesa saíram deste lado. Preto ganhou a batalha contra Jorge Wagner neste espaço do campo. Mas aos 42 min, Zé Luis, de cabeça, deixou a marca. Aliás, nenhum jogador subiu para, ao menos, atrapalhar Zé Luis. Assim, fica fácil para o São Paulo…

Figueirense 0×2 Atlético Paranaense (Alan Bahia e Rafael Moura)

* Outra equipe que subiu na tabela foi o Atlético Paranaense. Uma vitória com autoridade, em plena casa do adversário. Aliás, o Orlando Scarpelli virou vilão para o Figueira. Desde a 20ª rodada, no mês de agosto, o Figueirense não vence em casa. E sair da degola com essa estatística não dá liga. Méritos para o Furacão que nas últimas quatro rodadas conquistou 10 pontos de 12 possíveis. Assim dá para escapar, com os fundamentais Alan Bahia e Rafael Moura, que têm decidido na reta final.

Decisão no Canindé

Sex, 07/11/08
por Lédio Carmona |

1985.jpgEnquanto se perde tempo com discussões menores, mesquinhas e indecentes, como essa ladainha sobre possíveis incentivos de times A para times B na reta final do Campeonato Brasileiro, o sábado promete um jogo empolgante. Portuguesa x São Paulo voltam a fazer uma autêntica decisão, como no Paulistão de 1975 e 1985. Por sinal, os tricolores venceram as duas, com Jose Poy e Pedro Rocha em campo, e, dez anos depois, com os menudos e Careca, bancados por Cilinho (capa ao lado, da Placar).Muita gente secará o São Paulo. A Portuguesa deve jogar tudo que pode. Sabe que uma vitória a deixaria bem longe do rebaixamento. Mas, sinceramente, acho difícil que o time de Muricy tropece. Por que?

A fase é boa (13 jogos invictos), a seriedade é muita, e há três jogadores fazendo a diferença nesse momento. Rogério Ceni, Jean e Hernânes. Fora André Dias, o melhor zagueiro do time na competição, e Dagoberto. Não vejo, também, que o fator-campo seja tão fundamental. Basicamente, o Canidé fica na capital paulista. E, de mais a mais, é abissal a diferença entre os dois times. “Ganhar. Não há outra saída”, banca Muricy. Esse é o espírito.

Posso me estrepar, mas não consigo visualizar o tropeço do São Paulo no Canindé. Mas, evidentemente, minha miopia pode me atrapalhar, Sei lá. Enfim, será o São Paulo contra o resto do Brasil. Menos a turma da secação pelo avesso, que vai é pôr olho grande na Portuguesa.

E, de mais a mais, se o São Paulo vencer… Diferentemente dos adversários, nem precisará perder tempo no domingo secando os outros.