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A bola não pára

Ter, 12/08/08
por Lédio Carmona |

* Excelente jogo na Ressacada entre Corinthians, líder da Série B, com 36 pontos, e Avaí, segundo colocado, com 34. Dois bons times, que jogaram para frente numa partida emocionante, bem disputada e com boa arbitragem (Leandro Vuaden). O Corinthians foi um pouco melhor no primeiro tempo e fez 1 a 0, gol de Douglas. No segundo tempo, recuou demais, deu campo ao Avaí, uma equipe muita bem arrumada por Silas Oliveira, aquele mesmo, velho companheiro de Muller no São Paulo, e cedeu o empate, aos 38 minutos. Belíssimo gol de bicicleta de Evando, diga-se. Resultado justíssimo, num jogo de Série B, mas com jeito de A. Por sinal, aposto que os dois estarão em cima ano que vem.O Corinthians caiu? Não vejo assim não. A Série B é que não é tão fácil quanto parecia. E, mesmo assim, não tem time no planeta que consiga manter o mesmo padrão durante 38 rodadas. Façam uma pesquisa e me provem o contrário.

* Na Arena da Baixada, empate entre titulares do Atlético e reservas do São Paulo na estréia de ambos na Copa Sul-Americana. Pois então: o Furacão A não consegue ganhar do São Paulo B. Depois não entendem porque estão brigando para não cair. Definitivamente, elenco ruim gera time fraco. E ninguém se estabelece com esse cenário. Uma pena.

Meio caminho andado

Sáb, 09/08/08
por Lédio Carmona |

Não há melhor forma para terminar um turno de Campeonato Brasileiro. Líder isolado (41 pontos), melhor ataque (35 gols marcados), melhor defesa (12 gols sofridos), mais vitórias (12), menos derrotas (duas, a última na 9ª rodada) e há quatro jogos sem sofrer um gol sequer. Este é o Grêmio, muito bem na fita para levantar o caneco em dezembro. E que neste sábado deu mais um gigante passo. Vamos aos jogos:

* O resultado de 4 a 0 normalmente sugere um atropelamento. Não foi o que ocorreu no Mineirão. Mas na base da competência, o Grêmio novamente chegou lá. Defende-se como ninguém no campeonato. E dá o bote na hora certa. Como no gol de William Magrão, aos 35 do primeiro tempo. Que tendeu levemente ao Atlético. Embora Victor quase não tenha trabalhado - a trave ajudou em chute de Petkovic. Placar necessário para a equipe de Celso Roth usar mais ainda sua principal arma: o contra-ataque. Perea sofreu pênalti. Tcheco cobrou e fez 2 a 0. O Galo, então, sucumbia diante do desespero. Reinaldo, assim como em Florianópolis, aproveitou e deixou mais dois - na ocasião marcou três vindo do banco. Enquanto o ótimo Victor tratou de se consagrar - melhor goleiro do primeiro turno. Goleada de gente grande sobre quem já foi um dia. Infelizmente, o Atlético ficará satisfeito se fizer figuração na competição. Apesar da melhora com Marcelo Oliveira, a briga, como de hábito, é para escapar da segundona. Não há presente pior para uma instituição centenária - e de muito respeito - como o Clube Atlético Mineiro.

* A crise na Gávea já tomava proporções maiores e inesperadas. O longo jejum - sete jogos sem vitória - incomodava. E não havia melhor adversário para o Flamengo pôr um fim: o Atlético Paranaense, no Maracanã (14.257 pagantes). Mas o rubro-negro precisava de um herói, digamos alternativo. Diante de tantos desfalques, acabou sendo fácil encontrá-lo. Jaílton, o vilão da torcida de outrora, certamente fez o gol mais importante de sua carreira - grata colaboração de Galatto. O magro 1 a 0 - que para o torcedor rubro-negro é um placar gigante - é mais do que suficiente para a tranqüilidade voltar aos comandados de Caio Júnior. O Flamengo continua a dois pontos do G4, muito embora careça de reforços - para o ataque, e, principalmente, o meio-campo. Ou até mesmo um lateral-esquerdo se Juan for atuar como armador. Já o Atlético Paranaense, que de Furacão nada tem, muito provavelmente voltará à ingrata zona de rebaixamento. Futebolzinho feio e nada eficiente. Ao menos se constata a cada rodada que o problema não vem do banco de reservas. Vive acima disso.

* Partida movimentadíssima no Morumbi. O São Paulo jogou para o gasto e venceu o Goiás, por 2 a 1. Talvez a trave de Paulo Baier, já no fim, não fosse esperada, mas o Tricolor Paulista desandou a desperdiçar chances de gol. Dagoberto, inclusive, chegou a marcar, mas o gol foi corretamente anulado - André Lima participou do lance. Bolas na rede, de fato, foram três; Zé Luís e Rodrigo - que petardo! - para o time de Muricy, e Iarley - sempre ele -, de pênalti, para o alviverde goiano. Aliás, penalidade pra lá de discutível - ao menos em nada influenciou. O São Paulo continua em busca de uma regularidade, mas a vaga no G4 está assegurada até o início do returno. Enquanto o Goiás, de Hélio dos Anjos, sofre do sobe-e-desce. E hoje, quando joga fora de casa, a tendência é cair. Embora tenha material necessário - precisa ser bem trabalhado - para escapar da temida segunda divisão.

Colaborou Victor Canedo

Brasileirão às avessas

Dom, 03/08/08
por Lédio Carmona |

Foi a rodada dos visitantes. Seis vitórias, contra apenas quatro dos mandantes. Não houve empate. No total, 32 gols, com média de 3,2 por partida. Rodada que mudou a cara do Brasileirão, de cima para baixo. Em cima, o Grêmio confirmou o primeiro lugar, com Cruzeiro em 2º e, finalmente, dois paulistas no G4 - Palmeiras e São Paulo. O Vitória foi para quinto e o Flamengo, sem vencer há seis jogos, despencou para sexto, a sete pontos do Grêmio. No fundo, Santos, Fluminense e Ipatinga seguem aboletados na zona do rebaixamento, agora na companhia do Atlético Paranaense, que não merece time tão fraco. Segue o resumo do domingão:

* O Grêmio não perde desde a 9ª rodada. Hoje, na 17ª, nada mais natural que seja o líder. Incontestável, por sinal. Em mais um confronto direto, o Tricolor Gaúcho fez o dever de casa diante do Vitória, no abarrotado Olímpico. Triunfo que só veio com a ajuda do ótimo goleiro Victor – defesa épica em cabeçada de Anderson Martins -, quando o time de Celso Roth já vencia por 1 a 0, com William Magrão – achei falta no lance. Vale destacar o belo lançamento de Rafael Carioca para Perea tocar levemente na trave, ainda na primeira etapa. Souza, em sua estréia, também lançou. E Reinaldo não desperdiçou. Resultado que só reforça a superioridade do Grêmio. Melhor ataque, com 30 gols; melhor defesa, com 12; mais vitórias, 10; menos derrotas, 2. Números de um forte favorito ao título. Ao contrário do Vitória, de Vagner Mancini. Desfalcado de Ramón e Willians, a derrota de hoje era aceitável, embora decisiva. E enfrenta outro adversário direto na quinta-feira – Palmeiras. Há qualidade suficiente para cobiçar uma vaga na Libertadores. O título, pelo visto, é demais para o Leão do Barradão.

* O marasmo rubro-negro continua. Para mais de 37 mil pagantes no Maracanã, o Cruzeiro voltou a aprontar das suas e, pela melhor fase que vive, venceu o Flamengo, de virada, por 2 a 1. Sem ter o que fazer com o setor ofensivo, Caio Júnior testou apenas Obina como atacante, e pôs o jovem Erick Flores em campo. Como era de se esperar, não deu resultado. A Raposa não foi brilhante na primeira etapa, mas dava trabalho a Bruno. Vandinho e Diego Tardelli entraram como solução. O primeiro marcou em sua estréia. Mas o Flamengo, perdido, sofreu a virada num intervalo de quatro minutos. Guilherme – que fase vive o garoto! – e Rômulo, livre, marcaram para o Cruzeiro. Fábio Luciano, já no fim, expôs a real situação do Flamengo ao ir para o ataque desesperadamente. E o rubro-negro acumula seis jogos sem uma vitória sequer – sete pontos atrás do líder Grêmio. Há menos de um mês o clube era referência com cinco pontos de vantagem. Esse é o cíclico futebol. Mas para voltar a vencer, Caio Júnior precisa não só reanimar o time, como encaixar as poucas peças que possuí. E torcer por mais contratações – principalmente no setor ofensivo, fragilizado ainda mais com a perda de Tardelli, no mínimo fora por três meses. A vinda de Vandinho ainda é muito pouco para quem almeja(va) o título.

Já o time de Adílson Baptista é só alegria. Três ótimas vitórias consecutivas mantiveram a Raposa na vice-liderança, com 33 pontos. E hoje nem precisou de Wagner, que deixou o gramado lesionado ainda na primeira etapa – não preocupa. Se o Cruzeiro não me convencia há algumas rodadas, aos poucos me faz acreditar que o título é possível. Embora necessite de Ramires – cobiçado agora pelo Werder Bremen.

 

* No início parecia que não daria liga. Ali pela sétima rodada, a sensação é de que não haveria nem namoro. O flerte recomeçou depois da décima. E o início da relação começou hoje. O São Paulo, enfim, conquistou o G4. No Morumbi, 4 a 0 em cima do limitadíssimo, confuso, desunido e mal escalado Vasco, que, pelo segundo domingo consecutivo, levou uma goleada capaz de envergonhar o mais crente e utópico dos vascaínos.

O jogo nunca foi difícil para o São Paulo. O time de Muricy Ramalho foi melhor o tempo todo. André Lima, o estreante, fez 2 a 0 no primeiro tempo. Dois gols polêmicos, ambos num breve impedimento. Lances difíceis de serem vistos. Na dúvida, pró-ataque. Assim eu entendo essas situações. Mas, evidentemente, vai ter gente se enganando e dizendo que o Vasco perdeu por culpa disso. No segundo tempo, após Antonio Lopes tirar Madson e oferecer Allan Kardec para os vascaínos, Rogério Ceni ensinou a bater falta e pênalti: 4 a 0. Massacre anunciado e justo. Sem choro nem vela. O São Paulo está no G4. E o Vasco está a dois pontos do rebaixamento. Doloroso…

* Fácil. O Botafogo nem precisou se esforçar para vencer o Atlético Paranaense, por 3 a 0, em plena Arena da Baixada (16.966 pagantes). Lúcio Flávio, Jorge Henrique e Túlio marcaram ao cantos de “olé” da torcida rubro-negra. Os três, ao lado de Diguinho, têm sido os destaques do ótimo time armado por Ney Franco, que já soma 25 pontos - apenas cinco abaixo do G4. Embora ainda falte algum matador – casos dos empates com Santos e Flamengo, e na derrota para o São Paulo. Mas é um time que cria - privilégio de poucos nesta competição. Se mantiver o ritmo, por que não sonhar com uma vaga na Libertadores? Quem paga o pato é Roberto Fernandes, virtualmente desempregado. O Furacão em sua pior fase no campeonato, na 17ª posição, com 17 pontos. Até que ponto vale à pena investir na estrutura, e, conseqüentemente, abandonar os investimentos no time?

* Longe de apresentar um futebol satisfatório, o Palmeiras jogou o suficiente para vencer o Ipatinga, no Ipatingão, por 2 a 1. Valdívia deixou a polêmica de lado e marcou os dois do alviverde. Alex Mineiro poderia ter assumido a liderança isolada, mas desperdiçou um pênalti. Mas a zaga palmeirense não poderia passar duas partidas sem sofrer um gol sequer. Adeílston, no fim, descontou. Não fez diferença. Ainda que sem brilho, o Palmeiras volta ao G4 na terceira posição, com 31 pontos. Mas é bom Luxemburgo torcer pela volta de Gustavo. Gladstone e Jeci ainda podem atrapalhar as ambições do Palmeiras no Campeonato Brasileiro. Já o Tigre continua segurando a ingrata lanterna. A cada rodada o sonho de permanecer na Série A torna-se cada vez mais utopia.

* Na Vila Belmiro (10.261 pagantes), falou mais alto a irregularidade do Santos. Diante de um Coritiba muito bem organizado, o time de Cuca errou passes demais, esbaldou-se em fazer falta inúteis, ofereceu o contra-ataque ao Coxa e foi derrotado com três gols do ótimo Keirrison. Dois deles em falhas claras do goleiro Douglas. No Santos, destaque apenas para o garoto Maikon Leite, autor do gol, mas que exagerou no individualismo. E, no fim, Kleber, que de novo não jogou nada, pediu desculpas aos torcedores. Fez bem. O Santos, creio, sairá do buraco. Mas a irregularidade atrapalha. Por isso, sonhos são proibidos. Melhor ser prático: escapar do abismo. E ponto final.

* Marcelo Oliveira tratou de apagar mais um incêndio no Atlético Mineiro. Depois da demissão de Gallo na última quinta-feira, o interino comandou a virada do Galo sobre o Sport, por 2 a 1, no Mineirão. Ainda que com dificuldade, o alvinegro faz valer o mando de campo. Roger abriu o placar para o Leão. Perdeu outros tantos gols. E o Atlético Mineiro, com Marques e Gedeon, assumiu a 12ª posição. Nem parece a crise que pintava após a goleada sofrida para o Vasco, com 21 pontos. O Sport, no entanto, caiu para a décima colocação. E não precisa se preocupar com o fantasma do rebaixamento. Muito provavelmente disputará a Libertadores de 2009 na primeira divisão.

Colaborou Victor Canedo

Central de boatos (e verdades) do futebol mundial

Ter, 29/07/08
por Lédio Carmona |

* Muricy Ramalho mostrou-se insatisfeito com o vazamento das informações de que estaria interessado em três meio-campistas. William, ex-Corinthians, Jádson e Lincoln fazem parte da lista elaborada pelo treinador. Mas as negociações são difíceis. Fato é que o São Paulo precisa de um camisa 10. Dentre os três citados, prefiro o último, atualmente no Galatasaray. E você, são-paulino?

* O zagueiro Léo deixará mesmo o Grêmio nesta janela de verão europeu. O PSV, da Holanda, já fez proposta pelo jogador – o próprio empresário confirmou. Mas os valores ainda não foram divulgados. Léo será observado de perto nas próximas partidas do Tricolor Gaúcho. Apesar de já ter vivido melhor fase no Campeonato, a jovem promessa fará falta.

* Antônio Lopes está na corda bamba mais do que nunca. Há quem diga que se um empate diante do Atlético Mineiro – adversário direto na briga contra o rebaixamento -, nesta quinta-feira, já pode custar o cargo do treinador. O Vasco ocupa a 16ª colocação, com apenas 16 pontos. E não tem dinheiro em caixa para reforços – muito menos técnicos de ponta. Você, vascaíno, é a favor ou contra a saída de Lopes? E indicaria quem como sucessor?

* Vanderlei é mais um a deixar o Brasil. Mas o Botafogo não sentirá falta alguma. O atacante, contratado a pedido de Geninho, disputou apenas quatro partidas. E sequer balançou a rede. O União de Leiria, da 2ª divisão de Portugal, será o destino do jogador. Passo e voto nulo.

* A confusão envolvendo Messi e Seleção Argentina já tem data para acabar. O técnico Sérgio Batista estimou até a próxima sexta-feira o prazo para que Messi se apresente. Caso contrário, o atacante estará fora das Olimpíadas de Pequim. O Barcelona, clube do jogador, alega não liberar o jogador por não considerar a competição como data da FIFA. A entidade, aliás, não toma uma posição. Sempre em cima do muro. Bom para o Brasil.

* Rumores na Itália nesta terça-feira colocam uma possível troca entre Inter e Roma em pauta. Os nerazurri teriam interesse na ótima promessa – e meio-campo - Aquilani enquanto o time da capital estaria de olho em Adriano. Mourinho, apesar de gostar do esquema com três atacantes, já conta com Cruz, Crespo, Balotelli e Mancini. Eu prefiro o Adriano a todos esses. E você?

* Apesar de estar fora da Liga dos Campeões, o Milan investe forte no mercado. Depois da contratação de Ronaldinho Gaúcho, a imprensa italiana noticia o interesse do rubro-negro em Shevchenko. A volta do artilheiro – 127 gols em 208 partidas no Milan - estaria condicionada ao ok de Felipão, técnico do Chelsea. Com isso, o ucraniano brigaria por vaga no ataque com Pato. A conferir.

Colaborou Victor Canedo

Fim da sombra e água fresca

Dom, 20/07/08
por Lédio Carmona |

A rodada de domingo teve uma única surpresa. O Vitória já é uma realidade, mas o triunfo diante do líder Flamengo, no Maracanã, surpreendeu. E deixou o Campeonato Brasileiro mais emocionante do que nunca. Aliás, antes que venham com pedradas, não torço contra o Flamengo. E sim a favor do campeonato. Na absoluta imparcialidade. De resto, tudo rigorosamente dentro do script. Públicos razoáveis – exceção feita aos mais de 40 mil no Maracanã -, média de gols razoável – 2,8 gols por jogo -, e muitos jogos ruins pela 13ª rodada. Destaque também para as vitórias dos seis últimos colocados – o que só embola a competição. Vamos às partidas.

* Se na última quinta o Flamengo não merecia a derrota, pagou o preço neste domingo. Apático como há muito não se via, sofreu o segundo revés seguido, para 41.827 pagantes no Maracanã. Claro, o Vitória tem os seus méritos. Muitos, eu diria. Mas os desfalques no rubro-negro carioca expuseram as deficiências até então não comentadas. A começar pelo ataque. Marcinho não fará falta, disseram alguns. Como, se era o artilheiro do time no ano com 17 gols? O segundo, Obina, tem 10. Fominha ou não, deixa o rubro-negro à mercê de Souza, Tardelli – que teve um gol mal anulado, por sinal -, Éder e afins. Além da ausência de Juan, simplesmente o faz tudo na equipe de Caio Júnior. Que hoje mexeu mal. Preteriu Maxi e Obina à Éder e Erick Flores. O rubro-negro baiano, que de bobo não tem nada, aproveitou os espaços e abriu o placar com a dupla Marquinhos-Dinei. Passe do primeiro para a conclusão do segundo. E Vagner Mancini saiu do Maracanã com a quarta colocação na bagagem. Aos flamenguistas: nada está perdido. Assim como há duas rodadas era favorito incontestável, pode mudar o atual panorama rapidamente. A liderança está mantida. Embora precise contratar. A bruxa anda solta. E a maratona de jogos está só começando.

* O São Paulo não jogou bem como na última quarta-feira. Mas manteve a boa fase de resultados ao conquistar a terceira vitória seguida, diante do ajustado Botafogo, no Morumbi (17.598 pagantes). O Tricolor Paulista até começou bem, mas em pouco tempo o alvinegro igualou as ações. O velho problema de fazer gols, porém, continuou a atormentar Ney Franco. Destaque para os gols perdidos por Jorge Henrique no segundo tempo. Rogério Ceni marcou seu primeiro gol no campeonato, em penalidade sofrida por Alex Cazumba. Carlos Alberto até empatou, mas Dagoberto, no último minuto, deixou o São Paulo de Muricy Ramalho em ótimas condições no campeonato, com 23 pontos. Ainda que perca Alex Silva e Hernanes por um bom tempo. Embora fora do G4, a distância para o líder Flamengo é de apenas três pontos. Já o alvinegro mostrou evoluir sob comando de Ney Franco. O Campeonato Brasileiro está longe de ter algo definido.

* Alguém se surpreendeu com a sexta derrota do Vasco no Campeonato Brasileiro? Nem eu. O time é limitado e só tem o mérito, obrigação, diga-se de passagem, de correr e lutar. Mas isso não é tudo. Um bom meio de campo, uma defesa segura e um treinador com o time nas mãos ajudariam. O Vasco não tem isso. E já perdeu o primeiro tempo para o Atlético Paranaense, na Arena da Baixada (17.806 pagantes), por 2 a 0, gols de Joãozinho e Marcio Azevedo. Alex Teixeira e Morais entraram – incrível terem começado no banco – e o time melhorou. Descontou com Allan Kardec e quase empata, com Leandro Amaral (péssima fase) perdendo pênalti. No crepúsculo, como diziam antigamente, gol de Anderson Aquino, 3 a 1 e fim de papo. O Vasco, cheio de limitações, está mais perto da zona do rebaixamento do que de qualquer outro sonho. E o Atlético, mesmo com a vitória, não empolga nem convence ninguém com o mínimo de serenidade. Resta saber agora se Antonio Lopes resistirá a tanta pressão para sua queda na colina. Mas está claro que a nova diretoria precisa fazer algo para chacoalhar o grupo. Não sei se mudar treinador resolve, só não dá para achar normal perder seis partidas em 13 disputadas. Não faz parte do tamanho do Vasco.

* O melhor jogo aconteceu no Serra Dourada (17.316 pagantes). Cheio de gols, mas com uma razão óbvia. Havia cinco zagueiros em campo. Nenhum deles funcionou. Gladstone (fraco!) e Jeci eram os dois do Palmeiras. E, com cara de paisagem, observaram Alex Terra e Paulo Henrique cabecearem sem nenhuma marcação, na cara de Marcos. Aos 11 e 21 min do primeiro tempo o Goiás abria 2 a 0. Aos poucos, depois do susto, o Palmeiras se viu obrigado a sair para o jogo. E aí foi a vez de o trio da retaguarda goiana fazer água. Ernando, Paulo Henrique e Henrique até que não tiveram culpa no primeiro gol verde limão, marcado por Alex Mineiro, artilheiro do Brasileirão com oito gols, após belo passe de Leo Lima. Quatro minutos depois, todos olharam Jeci subir para cabecear. 2 a 2 e fim do primeiro tempo.

Um novo erro de posicionamento da defesa do Palmeiras permitiu aos Alex Terra fizesse 3 a 2 no segundo tempo. E aí, os paulistas não tiveram serenidade, muito menos paciência, para chegar ao empate. E, dessa maneira, o time de Vanderlei Luxemburgo, que um dia foi favorito ao titulo perde sua quarta partida e deixou o G4. Enquanto isso, o Goiás chegou a sair da zona de rebaixamento. Apenas por duas horas. Enfim, o que fica mesmo, após esse jogo cheio de gols e repleto de erros no Serra Dourada, é que o verde anda mais do que desbotado nesse Campeonato Brasileiro.

* Na Vila Belmiro (13.918 pagantes), outra partida com vontade e erros de sobra. E, finalmente, o Santos venceu com Cuca. Após oito jogos, com quatro empates e quatro derrotas, o treinador viu sua equipe ganhar do Sport por 1 a 0, gol de Kleber Pereira, de pênalti. Placar pálido como o jogo, marcado por muita correria, poucas chances e muitos lances brutos. Fabiano Eller melhorou a saída de bola do Santos. Cuevas tem potencial, mas ainda esta fora de forma. E Kleber precisa ser meio de campo, posição na qual jogou hoje. O Sport segue sem ataque, com Carlinhos Bala abusando do direito de perder gols e me atrapalhar no Cartola FC. Na verdade, os dois ataques são fraquíssimos. E os números provam. O Peixe só fez 10 e tem o pior da competição. O Leão marcou apenas 12 em 13 jogos. Uma lastima. Enfim, o Santos segue na zona do rebaixamento. Subiu da ultima para a penúltima posição. E o Sport, ainda de ressaca da Copa do Brasil, é o 14º colocado.

 

* A noite era de protestos no Mineirão. Tanto que boa parte ficou de fora do estádio enquanto apenas 6.569 torcedores acompanharam a ótima – e surpreendente – virada do Atlético Mineiro sobre o Coritiba, por 3 a 2. Em 20 minutos, Keirrison e César Prates, contra, já deixavam o Coxa em grande vantagem. Mas Petkovic tratou de reanimar o Galo. Não só deu o passe para o primeiro como sofreu o pênalti cobrado por ele mesmo. Eduardo, na segunda etapa, virou. Houve tempo ainda para Rubens Cardoso e Marlos serem expulsos. O Coritiba de Dorival Júnior é inconstante demais, embora possua bons jogadores no elenco. Mas ainda é o décimo colocado, com 17 pontos. Já o Galo sobrevive, com 15.

 

* Dois gols irregulares marcaram o jogo equilibrado entre Náutico e Internacional, nos Aflitos (15.431 pagantes). Não houve pênalti no lance que Radamés converteu com êxito – o sétimo contra o Colorado no campeonato. E, a quatro minutos do fim, Nilmar estava impedido quando empatou. Melhor para o Internacional, que arrancou empate em Recife, algo sempre muito difícil. E o Náutico tropeçou dentro de casa, tão incomum quanto. E o sexto jogo invicto do Inter – três vitórias e três empates. A tendência é crescer ainda mais, até porque ótimos reforços não param de chegar. Quanto ao Náutico, tenho minhas duvidas. Não consegue me convencer uma diretoria que muda de treinador de mês em mês. Sem justificativa, por sinal.

Colaborou Victor Canedo

Lá vêm eles

Qua, 16/07/08
por Lédio Carmona |

* Excelente média de gols nas partidas desta quarta-feira. No total, 25 gols em 7 partidas. E um grande público. No Barradão abarrotado (35 mil pagantes), o novamente eficiente São Paulo de Muricy Ramalho voltou a vencer. Não há como negar que o Vitória seja um concorrente direto – o que só aumenta os méritos do Tricolor Paulista, que parecia nem sentir os desfalques de Miranda, André Dias e Borges. Hugo, Dagoberto e Éder Luís – golaços e ótimas atuações dos dois últimos - marcaram na vitória de 3 a 1. Dinei, no fim, descontou – Willians ainda teve um gol mal anulado. Nada que abale a recuperação são-paulina no campeonato. A diferença para o G4 é de apenas um pontinho. E enfrenta o Botafogo, domingo, em casa. Alguém duvida que o São Paulo vá chegar de novo?

* Aos trancos e barrancos, o Cruzeiro conquistou importantíssima vitória diante do Atlético Paranaense, no Mineirão (15.246 pagantes). Essencial não só para o time, mas para a tão desejada emoção nos famigerados pontos corridos. Depois de alguns gols perdidos, o volante Elicarlos marcou o chorado gol, já aos 40 da segunda etapa. É a segunda vitória seguida da Raposa no fim – o que não é demérito algum, para deixar claro. Mas o time de Adílson Baptista já não possuí o mesmo pique de outrora. O Furacão, pelo que vem apresentando, não me convence. Deve mesmo ser figurante ao longo do campeonato. E a culpa não é de Roberto Fernandes.

* O Palmeiras reencontrou o bom futebol. Pelo menos nos 45 minutos finais diante do Fluminense, no Palestra Itália (13.568 pagantes). Kleber também deixou as notas sobre expulsões e cotoveladas e reencontrou o caminho do gol. Gols. Ambos de cabeça na perdida defesa tricolor. Maicosuel – em sua estréia - e Washington completaram. Vale ressaltar que a postura da equipe de Renato Gaúcho é outra fora de casa. E o time é curiosamente o mesmo que joga no Maracanã. O Palmeiras, de Vanderlei Luxemburgo e do volante Sandro Silva – ótima atuação - nada tem a ver com isso. E voltou ao G4 – é o único paulista a habitar a zona da Libertadores desde o início da competição. O Fluminense ainda amarga a zona de rebaixamento. E recebe o embaladíssimo Figueirense, sábado, no Maracanã. É bom Renato Gaúcho abrir o olho.* O adversário era o lanterna Ipatinga, no Engenhão (10.007 pagantes), mas enfim o Botafogo pôde fazer uma apresentação convincente. Thiaguinho não marcou gol. Apenas detalhe. O volante foi o grande destaque da goleada de 4 a 0, com passes rápidos e decisivos. Zé Carlos, Wellington Paulista e Jorge Henrique, duas vezes, anotaram para o alvinegro, que no famoso lá e cá do Campeonato Brasileiro é o 10º, com 15 pontos. No entanto, não há cá para o Ipatinga, que ocupa a zona de rebaixamento da competição há um bom tempo – e de lá não deve sair tão cedo.

* O Santos é o retrato do desastre no Campeonato Brasileiro. Não se acerta. Disputou 36 pontos e só ganhou 8. Não sai da zona do rebaixamento desde a quinta rodada. E agora está arriscado a perder o pouco que ainda tem de bom no elenco. Cuca ainda não venceu desde que estreou. Em oito partidas, quatro derrotas e quatro empates. Mas encontrou um time retalhado, disperso e sem vibração. Cobrar do treinador, agora, só mesmo o fato de ainda não ter conseguido recuperar a garra do grupo. Mas, às vezes, nem o Mago Merlim é capaz desse truque. Hoje, no Orlando Scarpelli, mais um sapeca. O Figueirense fez 3 a0, com sobras: dois gols de Edu Salles e um de Tadeu. O Figueira vai bem com PC Gusmão. Desde que o polêmico técnico assumiu, foram três vitórias e dois empates. Números que levaram a equipe do excelente meia Cleiton Xavier, talvez o melhor até agora do Brasileirão, à sétima colocação. 

* Na Ilha do Retiro, um jogo com duas caras. O primeiro tempo de Sport x Grêmio foi pavoroso. Ruim de doer. O segundo foi delicioso de tão bom. Melhor para o Grêmio, que arrancou empate de 2 a 2 e continuou em terceiro lugar. Pior para o Leão, que tropeçou pela terceira vez em seis jogos na Ilha e ficou no 11º lugar. O campeão da Copa do Brasil vive uma crise de gols – apenas 12 em 12 jogos – e a defesa tem falhado muito. No Grêmio, Tcheco entrou muito bem na vaga de Roger e o time parece não ter perdido equilíbrio. William Magrão fez 1 a 0, Durval empatou, Rodrigo Mendes pôs o Grêmio de novo na frente, mas Durval fez o seu segundo e fechou a conta. Uma boa partida de 45 minutos em Recife.

* Uma pena que apenas 2.266 torcedores tenham acompanhado a histórica virada da Portuguesa sobre o Náutico, no Canindé. Depois de três derrotas seguidas, Vagner Benazzi assinava sua demissão após os 45 minutos iniciais quando o Timbu fez 2 a 0 (Felipe e Gilmar). Mas Edno, Patrício e Jonas, aos 45 do segundo tempo, decretaram a heróica vitória da Lusa. Que respira. Mas ainda sem qualidade suficiente para almejar vôos maiores. Já o Náutico deve pagar pelo erro da demissão injusta de Leandro Machado. Pintado assumirá o time pressionado. Inclusive o alvirrubro já caiu duas posições na tabela – e pode terminar a rodada em 9º, caso o Internacional vença o Atlético Mineiro nesta quinta-feira.Colaborou Victor Canedo

Líder com sobras

Dom, 13/07/08
por Lédio Carmona |

13ibson.jpgO Flamengo é melhor do que todos os adversários do Campeonato Brasileiro. Por isso está há oito rodadas na liderança, tem cinco pontos de vantagem sobre Grêmio e Cruzeiro e apresenta aproveitamento de 78% após a 11ª volta. Não há time com padrão tático semelhante ao rubro-negro. Caio Junior tem o grupo nas mãos. E os jogadores confiam nele. Além disso, não há goleiro em melhor fase do que Bruno hoje em dia; a zaga é a mais forte do país, com Fábio Luciano e Ronaldo Angelim; o lateral-esquerdo é o melhor do Brasil – só Dunga ignora Juan; os volantes são bons. Faltam um bom meia de ligação e centroavante. O Flamengo não tem um camisa 9 à altura da ótima equipe montada. Mas, assim mesmo, a superioridade é flagrante. Se será campeão, ninguém sabe. O Campeonato Brasileiro é longo, muita coisa pode acontecer em 27 rodadas; Caio Junior, com ótima proposta do Catar pode sair; e o oba-oba da Gávea é sempre perigoso. Porém, hoje, ninguém pode questionar que o Flamengo é favorito, com justiça e louvor, à conquista do hexacampeonato - sim, considero Flamengo e Sport os campeões de 1987.

13bobbraga.jpgO Flamengo tem equipe muito melhor do que a do Vasco. Tão superior que essa possível dor já nem incomoda os vascaínos lúcidos. Melhor esperar que uma futura equipe possa ser adversária do eterno rival. A de hoje, lamentavelmente, só vai correr, lutar, de vez em quando ganhar e, na maioria das vezes, perder. Hoje os rubro-negros atropelaram. Por méritos próprios e por erros escancarados do Vasco. Que nasceram na escalação e aumentaram com a incompetência de alguns em campo. Antonio Lopes apostou em Jean, Edmundo e Leandro Amaral, deixando o meio de campo com Jonílson, Beto e Jean, além dos “alas” Wagner Diniz e Pablo. Um buraco em forma de avenida surgiu no setor. E foi por ali, naquele vazio, aumentado pela inércia de Edmundo, Leandro Amaral, Wagner Diniz e Beto para combater, que o Flamengo ganhou quando e como quis.

13ed.jpgWagner Diniz um dia atacou. Nunca defendeu. Hoje, ele nem atacou. E deixou um buraco para o ótimo Juan fazer fila no primeiro tempo. E ainda fez um pênalti inútil no próprio Juan logo aos 7min. Gol de Ibson. O passeio continuou. O Flamengo jogava bem. E com liberdade. Até que Eduardo Luís errou mais uma vez. A bola era de Tiago. O zagueiro se meteu e deu o gol para Fábio Luciano. No segundo tempo, Beto saiu (se é que entrou). E Alex Teixeira melhorou um pouco o time. Mas não o suficiente para diminuir ou evitar o lindo gol de Cristian, após belo chute de fora da área. Alex Teixeira descontou no fim. Foi até pouco pela diferença de qualidade dos times. O Flamengo está quase pronto. E Roberto Dinamite, nobre presidente, e ídolo supremo dos vascaínos, sabe tudo que é preciso reformular. Só falta o dinheiro, é claro. Que ontem até pingou, com a grande renda e o recorde de público do Brasileirão no Maracanã, com 63. 611 pagantes.

São Paulo 2 x 1 Palmeiras

13sp.jpgGanhou o São Paulo. Jogou bem 20 minutos do primeiro tempo e mais ou menos o resto da partida, com apenas 22.235 torcedores no Morumbi. A diferença é que o Palmeiras esteve mal o tempo todo. Sem brilho, sem penetração, sem chegada, sem surpresa alguma. O São Paulo começou muito rápido. A fim de jogo. Com meio de campo ligado na partida, marcando pressão e com Dagoberto deixando o ataque mais leve, ao lado do pouco valorizado Borges. Além disso, alguns jogadores de meio de campo do tricolor estavam muito bem, como Joílson, Jorge Wagner e, principalmente, Hernanes. Dominavam o setor, enquanto Leo Lima, Martinez e, principalmente, Valdívia olhavam a partida. André Dias fez 1 a 0, logo aos sete minutos.

13spp.jpgNo segundo tempo, o Palmeiras cresceu um pouco, mas não suficiente para reverter nada. Mas sim de levar o segundo gol, com Eder Luis. O gol de Jeci, já nos acréscimos, nada mudou no cenário e no resultado final. Lições do clássico:

a) Os dois elencos já foram melhores. Precisam de mais para ter fôlego e brigar contra o Flamengo, principalmente.

b) Na minha visão, é mais fácil Muricy Ramalho arrumar o elenco do que Vanderlei Luxemburgo. No geral, eu ainda acho o grupo do São Paulo superior.

c) A zaga do Palmeiras é fraca.

d) Valdívia continua de férias.

Atlético Mineiro 1 x 2 Cruzeiro

13ramires.jpgNão pude ver esse clássico com 37.644 pagantes. Afinal de contas, tenho quatro olhos, não seis, ou oito. Pelo que li, foi equilibrado e acabou decidido no detalhe, com o gol de Ramires, aos 46 minutos do segundo tempo. Até achava que, pelas últimas atuações, o Galo, pudesse surpreender a Raposa. Fiquei ainda mais desconfiado quando Danilinho fez 1 a 0, aos 33 minutos do primeiro tempo. Só que, logo em seguida, Tiago Martinelli empatou. O equilíbrio foi mantido no segundo tempo, até que Ramires virou herói azul. O Cruzeiro mantém o segundo lugar, tem um bom elenco, mas não consegue me convencer. Falta regularidade. E o Atlético, infelizmente, não consegue se impor. O treinador é bom, a garotada corre e tem algum talento, mas falta muita, muita coisa para quem sonhou com vitórias no ano do Centenário.

Náutico 0 x 2 Sport

13bala.jpgGrande resultado do campeão da Copa do Brasil. Ganhar do rival nos Aflitos é algo para ser comemorado, principalmente porque o resultado dá moral ao time e o afasta das proximidades da zona do rebaixamento. Com os gols de Carlinhos Bala e Durval, o Leão chegou aos 14 pontos e ficou no bolo, na 11ª posição. O Náutico perdeu, mas conservou a sexta colocação. Vai bem o futebol pernambucano, que mais uma vez contribuiu com a média de público: 19.141 torcedores viram o clássico.

Grêmio 2 x 1 Portuguesa

13marcel.jpgO Grêmio passou por um sufoco que não esperava, mas derrotou a Portuguesa, por 2 a 1, de virada, no Olímpico (22.257 pagantes). Rogério abriu o placar após falha de Léo. E Marcel, duas vezes, decretou a vitória na reestréia de Tcheco – que cobrou escanteio na cabeça do atacante. Halisson ainda foi expulso no fim. O Tricolor Gaúcho alcançou os mesmos 21 pontos do Cruzeiro – continua atrás no quesito gols marcados. A campanha do time de Celso Roth é até certo ponto surpreendente, porém ótima. Já a Lusa cai consideravelmente. Depois de três derrotas seguidas, o time de Vagner Benazzi amarga a 14ª colocação.

Santos 2 x 2 Botafogo

13fogosant.jpgAcreditem: o empate em 2 a 2 entre Santos e Botafogo ficou barato. Não fosse o caminhão de gols perdidos por ambos e a média de gols da rodada teria sido a maior do Campeonato Brasileiro. O time de Ney Franco abriu 2 a 0 logo no início – Zé Carlos e Wellington Paulista - e poderia até ter matado o jogo na primeira etapa – Jorge Henrique perdeu um gol incrível. Mas Kleber Pereira – como um banquinho faz bem! - mudou a partida no segundo tempo ao marcar os dois gols da equipe santista – o último em impedimento. Porém, a situação de Cuca ainda é ruim. O Santos ocupa a penúltima posição do campeonato, à frente apenas do Ipatinga, com 8 pontos. Já o Botafogo, que hoje perdeu dois pontos, deve evoluir com Ney Franco no comando. Até porque 12 pontos conquistados em 11 rodadas não é algo que deve ser comemorado. Pelo contrário. Na Vila Belmiro, 10.088 pagantes.

Atlético-PR 1 x 1 Internacional

13cap.jpgEm jogo morno tecnicamente e polêmico, Atlético Paranaense e Internacional empataram em 1 a 1, na Arena da Baixada (18.068 pagantes). Alan Bahia – num pênalti inventado por Giuliano Bozzano – e Índio anotaram os gols da partida. Roberto Fernandes já balança no cargo. Mas não tem ataque para trabalhar. A distância do Colorado para a zona da Libertadores voltou aos seis pontos. Que também carece de um reforço ou outro. O aproveitamento de Tite ainda é muito bom.

Ipatinga 0 x 1 Figueirense

O Figueirense de Paulo César Gusmão continua em franca evolução no Campeonato Brasileiro. Nas últimas quatro partidas, duas vitórias e dois empates. Neste domingo, o gol de Cleiton Xavier – um dos artilheiros da Série A, com Marcinho e Alex Mineiro, com sete gols – foi suficiente para o triunfo diante do Ipatinga, no Ipatingão (2.371 pagantes). O Tigre já assumiu a lanterna da competição, com apenas sete pontos. E precisa de mais cinco para deixar a zona de rebaixamento. Difícil crer numa reação tamanha em Ipatinga.

Colaborou Victor Canedo 

Central de boatos (e verdades) do futebol mundial

Qui, 10/07/08
por Lédio Carmona |

Com Victor Canedo

Quinta-feira movimentada na Europa. Vamos às novas:

* O Real Madrid pretende aumentar sua colônia holandesa no elenco. Rafael Van der Vaart, ótimo meia do Hamburgo, já negocia com os merengues. A contratação gira em torno de € 20 milhões. Somado aos já presentes Sneijder, Robben e Van Nistelrooy, a camisa reserva bem que poderia ser laranja. Que Robinho e Raúl se cuidem. A titularidade de ambos está ameaçadíssima.

* Mancini é o novo reforço da Inter de Milão. O clube do agora técnico Mourinho pagou cerca de € 15 milhões pelo jogador. Vale ressaltar que Mancini joga na frente há tempos. Mas a Inter quer mais. Lampard e Quaresma ainda são especulados. O jogador marcou 40 gols em 154 jogos disputados pela Roma, sendo 13 na última temporada.

* Além de Adebayor (Milan) e Hleb (Barcelona), quem deve sair do Arsenal é o brasileiro Gilberto Silva. O Panathinaikos, que desembolsará apenas € 2,5 milhões, é o provável destino do volante. Gilberto Silva praticamente descartável na Inglaterra. Mineiro sem contrato na Alemanha… Essa é a nossa dupla de volantes titular da Seleção.

* Mehmet Aurélio, brasileiro naturalizado turco e destaque da Uefa Euro 2008, foi contratado pelo Bétis. O volante de 30 anos assinou por três anos. Poderia ter escolhido melhor opção. Há algum tempo o clube espanhol não tem ambições maiores do que escapar do rebaixamento.

* O Lyon divulgou em seu site oficial estar negociando o zagueiro Anderson, ex-Corinthians, com o São Paulo. O jogador viria por empréstimo para suprir a ausência de Alex Silva, ou até mesmo a venda do mesmo ou de Miranda. Trata-se de uma boa opção, embora a diretoria são-paulina negue.

* Gil foi anunciado como novo reforço para o ataque botafoguense. Deixa o Internacional por empréstimo até o fim do ano. Uma boa sombra para Jorge Henrique e Wellington Paulista. E só. Pois aquele ótimo jogador que surgiu no Corinthians parece distante. O último já deixou o seu ontem. O primeiro continua na seca. É bom a bola começar a entrar. Aguardemos.

* Dispensado do Atlético Paranaense, Marcelo Ramos acertaria volta ao Santa Cruz, clube que defendeu em 2007. Mas mudou de idéia de última hora. O atacante de 36 anos aceitou a proposta do Bahia e agora jogará a Série B, terra de Túlio Maravilha. Já não prometo os gols que faria na Série C.

Desavenças

Dom, 06/07/08
por Lédio Carmona |

A nona rodada foi perfeita para um time: Flamengo. Com os tropeços de Palmeiras e Grêmio no domingo, o rubro-negro abriu cinco pontos de vantagem na liderança. O também vermelho e preto Vitória festeja. O quarto lugar é uma grata surpresa. Conseqüência da vitória fora de casa sobre a Portuguesa – com o gol mais rápido do campeonato, marcado por Dinei. Aliás, o único triunfo dos visitantes na rodada. De resto, dois empates e sete vitórias dos mandantes. Entre os empates, a grande decepção da rodada no Morumbi, que também contou com as desilusões em Belo Horizonte e Goiânia. O fato é que gerou discórdia. Novamente. Excelente para alguns, insossa para outros e péssima para o restante. É a rotina do Campeonato Brasileiro. Neste fim-de-semana, apenas 21 gols em 30 jogos. A média voltou a baixar. Mas ao menos tivemos bons públicos, especialmente no Maracanã e no Mineirão. Vamos aos jogos.

* O Internacional confirmou a boa fase ao golear o Coritiba, por 3 a 0, no Beira-Rio (23.829 pagantes). Alex, destaque do Colorado no ano, marcou os três – um de pênalti e dois golaços. E o jovem Taison infernizou a equipe de Dorival Junior desde o início. Pressionado, o Coxa só deu a primeira finalização já no fim da primeira etapa, com Keirrison. O panorama foi o mesmo no segundo tempo. Dominado, o Coritiba errava muitos passes. Méritos para Tite, que não precisou de Nilmar para construir o placar. Aos poucos, o Internacional se aproxima do tão desejado equilíbrio. Seis pontos o separam da zona de classificação para a Libertadores. Já o Coritiba, promissor no início, é justamente o primeiro acima da zona de rebaixamento.

* Quando parecia engrenar, o São Paulo tropeçou. Um empate em 1 a 1 nada agradável diante do Ipatinga, no Morumbi (13.421 pagantes). O esperado massacre esteve longe de acontecer. Explorando os espaços das alas, o Ipatinga atacava com perigo na base dos contra-ataques, principalmente com Adeílson. Apesar de recuado, jogava de igual para igual com a equipe de Muricy Ramalho. Numa das poucas chances do primeiro tempo, Borges, sempre oportunista, marcou. Rogério Ceni passou a ser figura importante na segunda etapa. Mas não pôde impedir o gol de Luciano Mandi, aos 44. Merecido, por sinal. Problemas de criação voltaram a aparecer. Dois pontos que certamente farão muita falta ao São Paulo. O sentimento é de melancolia. Embora seja cedo para fazer qualquer previsão acerca do Tricolor Paulista.

* Diante de seis desfalques, o Palmeiras tinha muitas dificuldades no Mineirão (31.570). O Atlético Mineiro vencia por 1 a 0 (Eduardo) e já havia desperdiçado pênalti com Renan. Pressionou Marcos durante boa parte do jogo. Mas aos 36 minutos do segundo tempo, já com um a mais – César Prates foi expulso infantilmente - surgiu uma falta para o alviverde. Diego Souza cobrou com perfeição. E a equipe de Vanderlei Luxemburgo escapou do pior. Saiu da zona de classificação para a Libertadores, mas com os mesmos 17 pontos que o quarto colocado Vitória. Já o Galo acumula mais uma rodada sem vitória. Os reforços melhoraram, de fato, a equipe do técnico Gallo. Mas ainda é pouco para quem completa 100 anos. E a torcida, embora sempre presente, já está desacreditada.

* Situação pior vive o Fluminense. Vice-campeão da Libertadores, o Tricolor voltou a jogar o futebol melancólico que costuma apresentar no Campeonato Brasileiro – apenas 4 gols em 9 jogos. O problema é que nem os titulares puderam evitar mais uma derrota. O Goiás, com Iarley, venceu por 1 a 0, no Serra Dourada (6.529 pagantes). Chegou aos 9 pontos, à espera de outra chance para escapar da zona de rebaixamento. O time de Renato Gaúcho, no entanto, continua com a lanterna na mão. Faltam 29 rodadas, mas é preciso enxergar evolução. Os volantes não marcam nem apóiam. E invariavelmente dois ou três jogadores do sistema ofensivo não jogam bem. A ligação direta não funciona e o time é dominado. Hélio dos Anjos soube aproveitar e o alviverde saiu de campo com merecida vitória.

* Enfim uma vitória do Botafogo. Disposto – e sem Carlos Alberto -, o alvinegro venceu o Grêmio por 2 a 0, no Engenhão (7.436 pagantes), e respirou na competição. A facilidade tem explicação. Sem Roger – leia-se criatividade -, Celso Roth não pensou duas vezes ao colocar jogadores defensivos no time. Pressionado, o Tricolor Gaúcho mal conseguia trocar passes. Perea, isolado, mal tocava na bola. Túlio aproveitou e deixou o seu, aos 15 minutos da primeira etapa. E Zé Carlos – quebrando o longo jejum -, de falta, no segundo tempo, ampliou. A partir daí, o Botafogo cozinhou. Falta ainda o de Wellington Paulista. Ao menos Geninho respira aliviado.

* Tiago foi o destaque do Vasco. Ainda assim, a vitória foi do Figueirense, de virada, por 2 a 1, no Orlando Scarpelli (12.370 pagantes). Com uma pequena ajuda da trave, diga-se de passagem – e grande contribuição de Cleiton Xavier. O goleiro vascaíno fez grandes defesas na primeira etapa, inclusive a de um penalti cobrado por Cleiton Xavier. Já no fim, o time de Antonio Lopes abriu o marcador em lance confuso. Rodrigo Antonio marcou após Leandro Amaral acertar a trave – já o havia feito em lance anterior. No segundo tempo, Edmundo voltou a carimbar a barra. Faltavam os gols da virada. Ambos marcados por Cleiton Xavier. O Figueira segue invicto em casa. Assim como o Vasco segue sem vencer fora. Times caseiros, como tantos outros no campeonato.

* O Vitória é a grande surpresa do Campeonato Brasileiro 2008. Ao vencer a Portuguesa, por 2 a 1, no Canindé (4.420 pagantes), o rubro-negro assumiu a quarta colocação, com 17 pontos. E já detém um recorde: o gol mais rápido do campeonato. Dinei, aos 9 segundos, e o veterano Ramón, aos 15 minutos, colocaram o Leão em vantagem. Vandinho, impedido, descontou na segunda etapa, quando o Vitória já tinha 10 em campo – Marcos Aurélio foi expulso. Mas a reação parou por aí. Dos times que subiram na Série B em 2007, é o de Vagner Mancini que melhor se apresenta. E que também vence fora de casa. Já a Lusa sofreu com o desfalque de Diogo. Falta elenco. Embora seja deficiência de tantos outros clubes nesta Série A. Os privilegiados certamente estarão no topo em dezembro. Enquanto isso, assisto, critico e me divirto com o Campeonato Brasileiro. Com ressalvas, é claro.

Colaborou Victor Canedo

Central de boatos (e verdades) do futebol mundial

Ter, 01/07/08
por Lédio Carmona |

* As novidades no Vasco não param em Roberto Dinamite. É bem provável que até o fim da semana o clube acerte com Felipe e Pedrinho, dois dos heróis da conquista do Campeonato Brasileiro de 97. Em contrapartida, a notícia de que Leandro Amaral receberá mesmo proposta do Qatar é quente. O Al Rayan, de Paulo Autuori, quer o jogador. E como tem contrato até o fim do ano, a multa – atual de R$ 9 milhões – deve cair. Você opina.

* “O destino de Íbson”. Esta é a nova novela do futebol brasileiro – e português. Kleber Leite, vice-presidente do Flamengo, está em Portugal negociando a compra do jogador. O Porto exige € 4 milhões (R$ 10 milhões). O São Paulo, de Muricy Ramalho, também declarou interesse no jogador. E dinheiro para isso não é problema. Ainda mais com a possível venda de Hernanes. Só espero que termine logo. Odeio novelas, minisséries e afins. O final feliz? Apostaria no rubro-negro. Mero chute.

* Quem também tem proposta de fora é Guiñazu. O volante argentino interessa ao Al-Jazira, time do agora técnico Abel Braga, dos Emirados Árabes. Há quem diga que a grana é alta. Guiñazu é aquele jogador essencial ao time, mas que não aparece tanto. Uma possível perda do nível de Fernandão para o Internacional. Ao menos o zagueiro Bolívar, campeão da Libertadores em 2006, está de volta.

* O lateral-direito Diogo deve ir mesmo para o Santos. Depois de abandonar a concentração do Sport para a partida diante do Flamengo – completaria sete partidas -, sequer foi ao treino desta terça-feira, em Recife. Tanto a boa revelação Diogo como Apodi podem desempenhar bom papel nas mãos de Cuca.

* Christian sendo marcado por Ferdinand? É uma realidade. O veterano atacante acertou a ida para o Pachuca, que já tem vaga no Mundial de clubes da FIFA, em dezembro. A Portuguesa, que utilizava Washington e Diogo, não lamenta.

* Enquanto isso, na Europa os valores continuam a assustar. , ex-Corinthians, foi vendido ao Manchester City por incríveis U$ 37,6 milhões (R$ 60,5 milhões). O CSKA agradece. E o Corinthians receberá apenas 3% (R$ 1,65 milhão) como clube formador – a FIFA considera até os 23 anos para um jogador se formar por completo.

Colaborou Victor Canedo


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