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Incontestável

Dom, 17/08/08
por Lédio Carmona |

17gremio.jpgDa mesma maneira que a alma despeitada do brasileiro tripudia dos resultados dos nossos atletas em Pequim, fazemos de tudo para botar para baixo quem merece elogios e uma melhor observação no Campeonato Brasileiro. Mas não. Preferimos simplificar, com nossas mentes obtusas, a vitória do Grêmio sobre o São Paulo por 1 a 0, no Olímpico (40.256 pagantes), gol de Perea, sob o simplório ponto de vista de que o lance decisivo do colombiano foi marcado em impedimento e que, dessa maneira, os gaúchos ganharam graças à arbitragem. Simplesmente patético.

O Grêmio ganhou do São Paulo por 1 a 0, gol de Perea, de fato, impedido, porque jogou melhor. Porque tem um meio de campo muito melhor do que o do adversário. Porque tem uma defesa tão boa quanto a do São Paulo, no ano passado, e que só levou 12 gols em 20 jogos. Por que tem um goleiraço. Porque tem William Magrão, volante que poucos dão valor, mas que corre o campo inteiro, marca e chega na frente. Porque tem um time disciplinado taticamente, que não joga bonito, mas sabe o que precisa para vencer, ou, no mínimo, chegar perto da vitória. Por tudo isso, o Grêmio ganhou um jogo chatíssimo, disputado num gramado encharcado, mas que, mesmo no cenário ruim, teve o vencedor correto.

O Grêmio não perde desde o dia 6 de julho. São 12 jogos invictos no Brasileiro. Venceu os últimos cinco jogos, dois deles fora de casa. O que o torcedor exigente quer mais? Ah, esqueci que o Grêmio tem o ataque mais positivo (36 gols) e é o time que mais ganhou (13). Eficiência ofensiva, sem ter um artilheiro brigando nas primeiras posições. Sinal de que o jogo é coletivo. Ainda não convenci vocês? Então, para fechar, com 73% de aproveitamento, o Grêmio precisará, segundo meus cálculos, de ganhar 50% dos pontos que tem a disputar para ser campeão. Nada mal para um time que não convence a tanta gente…

* O São Paulo? Esse sim, por mais que respeite e admire sua história e seu ótimo treinador, jamais me convenceu em 2008. Espirrou do G4 após perder uma partida da qual jamais deu pinta de que reagiria. Terá que jogar muito mais para jogar a Libertadores em 2009. Ainda dá? Claro que sim. Mas do jeito que está, não dará.

Há casamentos que, antes mesmo de serem consumados, davam pinta de que poderiam ter final feliz. Eu, pelo menos, sempre achei que Ney Franco tinha caixa para dar jeito no Botafogo. E que a Estrela Solitária poderia fazer do treinador um sujeito satisfeito com a relação. Não deu outra. Desde que houve o “sim” entre as duas partes, os alvinegros jogaram 10 partidas no Brasileirão. Ganharam 7, empataram 2 e só perderam 1 (São Paulo, no Morumbi). São cinco vitórias seguidas, a quinta hoje, na Ilha do Retiro, contra o Sport (1 a 0, gol de Jorge Henrique). E, vejam só, Ney Franco e o Botafogo dormirão os próximos dias no G4 (4º, com 34 pontos). Lua de mel mais do que perfeita.

* Sobre o jogo, confesso que já vi o Botafogo, de Ney Franco, jogar mais. Mas, como também já observei o Sport, de Nelsinho Baptista, funcionar melhor, ganharia quem marcasse primeiro. Foi o Botafogo, com Jorge Henrique. Pois é: quando a fase é boa, até Jorge Henrique acerta o gol. Que fase. Que amor. Que momento…

* Jogo duríssimo no Parque Antarctica (15.210 pagantes). É muito bem arrumado e treinado esse Coritiba, de Dorival Junior. Controla o jogo, não se desespera, sabe ficar com a posse de bola, e arrisca bem nos contra-ataques. Mas é duro fazer resultado na casa do Palmeiras. Lá, em 10 partidas, o time de Vanderlei Luxemburgo venceu nove. Hoje foi a nona: 1 a 0, gol de Alex Mineiro, de cabeça, na reta final da partida. Quando tudo parecia ainda mais difícil, pois os anfitriões jogavam com 10 (Fabinho Capixaba foi expulso). Mas veio o gol de Alex Mineiro. E, com ele, os três pontos.

O problema é que a equipe não tem regularidade. Fora de casa é um fracasso (30% de aproveitamento). Por isso está a sete pontos do Grêmio (3º, com 37). Mas o fator-campo lhe garante uma vaga no G4. Se o Palmeiras terá força para ir além, deixemos para responder mais à frente. Com a atual irregularidade, será difícil. Já o Coxa segue em oitavo, com 32. Uma ótima campanha para um clube que (está na cara) tem organização, planejamento e bom-senso.

* O empate invariavelmente é ruim para ambos. O Flamengo, no entanto, não tem do que se queixar depois do ponto conquistado (2×2) diante do Santos, na Vila Belmiro (15.359 pagantes). Saiu ganhando, aos sete minutos, num lance isolado - e sortudo - de Léo Moura. E só. Passou o resto do primeiro tempo acuado, sem opções ofensivas. Inclua aí Marcelinho Paraíba, apagado em sua estréia- talvez pela falta de ritmo. Não à toa Bruno foi o grande destaque da partida, mesmo com os dois gols de Kleber Pereira. A expulsão de Cristian no segundo tempo só reforça a satisfação rubro-negra ao conquistar o empate com o mesmo Léo Moura, de pênalti - estupidamente cometido por Domingos.

A lamentar a grave contusão sofrida pelo jovem promissor Maikon Leite. E, claro, a péssima fase santista. Já são quatro jogos sem vitória e quinze rodadas na zona de rebaixamento. Enquanto o time de Caio Júnior, mesmo sem vencer, manteve os dois pontos e distância do G4. E terá Juan de volta contra o Grêmio, no jogão de quinta-feira, no Maracanã.

* Tita deve estar querendo uma estátua em São Januário (5.387 pagantes). Ele conseguiu fazer com que a pavorosa defesa do Vasco jogasse bem contra o Internacional. Quase não falhou. O meio de campo esteve bem, principalmente Alex Teixeira e Madson. E o ataque, bem ou mal, sempre funcionou.

Soma-se tudo isso, ao bizarro lance de Clemer, que cometeu uma das furadas mais ridículas da história octogenária de São Januário, e chegamos à goleada de 4 a 0 do Vasco sobre o Internacional (Bolivar, contra, Edmundo, Eduardo Luís e Jean). Após três domingos sendo surrado, chegou o dia de o Vasco dar a sua coça! E foi de jeito. Tão forte que o tirou da zona do rebaixamento (15º, com 22). Que aproveite a fase e o bom astral de Tita para sair do buraco de vez por todas.

O Internacional cheio de novos jogadores é uma confusão só. Falta entrosamento, falta ritmo de jogo para os novos, como Daniel Carvalho e D´Alessandro, falta força física, falta liga com Tite. Infelizmente, o Internacional tem muitos bons jogadores, mas ainda não tem um time. Se terá um time a tempo de levá-lo à Libertadores, só um trabalho rápido e bem-feito garantirá. Eu, sinceramente, não acredito mais.

* A primeira etapa no Maracanã (12.666 pagantes) mostrou porque Fluminense e Atlético Mineiro habitam a parte debaixo da tabela há tantas rodadas. Passes errados a esmo, total falta de criatividade, faltas bobas… O tempo demorava a passar. Cuca então trocou o apagado Eduardo Ratinho pelo também ex-corinthiano Everton Santos. O Tricolor Carioca não melhorou. Mas, como atacava um pouco mais, marcou com Dodô, aos 16 da segunda etapa, após belo passe de Washington - um dos raros momentos de qualidade da dupla. A melhor chance do Atlético Mineiro veio com Petkovic, em escanteio cobrado na trave. Muito pouco. Somália ainda teve tempo para desperdiçar boas chances. O segundo tempo da equipe de Cuca não foi animador, porém eficiente. Justamente o que o Fluminense mais necessita. Já o Galo manteve a rotina de maus resultados longe de casa. Se o objetivo for somente escapar da segundona, o Atlético deve consegui-lo após algum esforço. Lamentável para um clube centenário e de muita tradição.

* O Goiás parece mesmo disposto a alçar vôos maiores. Mais uma boa vitória no Serra Dourada (4.083 pagantes). Dessa vez sobre o Náutico, de Roberto Fernandes, por 3 a 0. O alviverde não precisou nem de boas atuações de Iarley e Romerito - destaques até então. Gols de Paulo Baier, Paulo Henrique e Vítor - por pouco não o coloquei no Cartola FC. E 26 pontos somados, já na 11ª colocação - hoje estaria classificado para a Sul Americana. O Timbu, sem qualquer reação, voltou à zona de rebaixamento. Possuí o pior ataque da competição, com apenas 20 gols marcados. É bom vencer o jogo-chave diante do Fluminense, quarta-feira, nos Aflitos.

Colaborou Victor Canedo

Tudo azul

Qua, 30/07/08
por Lédio Carmona |

A quarta-feira não teve muitas novidades. Foram 19 gols em sete jogos (média de 2,7), públicos razoáveis e alguns destaques. A começar pelo novo líder Cruzeiro. Ao menos até as 22h30 de quinta-feira. Para recuperar a liderança, somente a vitória é necessária ao Grêmio. E o campeonato agora tem seis clubes na briga pelo G4. Palmeiras e São Paulo ainda batem na porta. Enquanto o sobe-e-desce prevalece no meio da tabela para baixo. Façam as suas apostas. Vamos às partidas:

* O Cruzeiro voltou a jogar bem. Contra o Náutico, no Mineirão (19.209 pagantes), nada mais natural que a vitória. Em noite de Guilherme, a Raposa fez 4 a 2 – dois em cada tempo - até com certa facilidade no Timbu. O jovem atacante marcou dois – chegou aos nove no campeonato - e deu passe para o de Wagner. Henrique completou. Para o decadente Náutico, Wellington e Geraldo – de pênalti. Por sinal, foi a terceira derrota consecutiva da equipe do técnico Pintado. Do lado cruzeirense, vale destacar a ótima atuação de Marquinhos Paraná – talvez a melhor com a camisa azul celeste. Movimentação, desarmes e até sofreu pênalti…. Só faltou o gol. Mas a zaga ainda vacila. E poderá custar alguns pontos no futuro. Nada que abale a quarta-feira perfeita do Cruzeiro. Dormirá na liderança ao som da canção de ninar. Feliz e sorrindo.

* O Vitória não esteve nos seus melhores dias, mas ainda assim conseguiu o triunfo diante do Atlético Paranaense, no Barradão (13.942 pagantes). Nei, ainda no primeiro tempo – com um gol olímpico, diga-se -, abriu o placar. Marquinhos e Ramón, no finzinho, decretaram a virada do rubro-negro baiano. Em casa, o time de Vagner Mancini é muito difícil de ser batido – sete vitórias e apenas duas derrotas. É outro que dormirá em bons lençóis – ao contrário da famosa expressão -, na vice-liderança, com 29 pontos. Já a situação do Furacão é preocupante. Nem quando a equipe de Roberto Fernandes tem jogado melhor o resultado é positivo. E, com o terrível retrospecto fora de casa – uma vitória e sete derrotas -, pode terminar a rodada na 16ª posição, apenas uma acima da zona de rebaixamento.

* Palmeiras e Flamengo não fizeram uma partida brilhante, como era esperado, no Palestra Itália (26.854 pagantes). Mas a vitória do eficiente Palmeiras, de Vanderlei Luxemburgo – que adora partidas decisivas -, acabou por merecida. O singelo 1 a 0 colocou o alviverde com a mesma pontuação do que o rubro-negro (28 pontos), porém em desvantagem no saldo de gols. A ser comemorada pelos palmeirenses a volta do bom futebol de Valdívia, como pôde ser visto na assistência para o gol do volante Sandro Silva. Aliás, a ótima atuação do outro volante, Jumar, possibilitou os avanços de Élder Granja e Leandro, perigos constantes ao gol de Bruno. Já o Flamengo, de Caio Júnior, até fez Marcos trabalhar. Mas a qualidade ofensiva de outrora simplesmente desapareceu com Marcinho, Souza e Renato Augusto. O rubro-negro completou cinco partidas sem vitória. Quatro dessas sem sequer marcar um gol. Fato mais do que preocupante para quem almeja o título.

* Papéis invertidos no Orlando Scarpelli (12.814 presentes). O empate em 1 a 1 entre Figueirense e São Paulo foi ruim para ambos, que desceram uma posição. Mas o mandante parecia ser o Tricolor Paulista. Talvez pelo fato do gol de Tadeu logo aos 7 minutos para o Figueira. Acuado, resistiu durante mais de uma hora. Encontrava ainda espaços para ameaçar nos contra-ataques. Em um deles, o juiz Evandro Rogério Roman não marcou pênalti de Richarlyson em Edu Sales. Wilson novamente se destacou com boas defesas. Embora nada pudesse fazer no petardo de Hugo, aos 34. Um ponto apenas separa o time de Muricy Ramalho do G4. Já os comandados de Paulo César Gusmão não vivem a melhor fase no campeonato – não vencem desde a 12ª rodada.

* O Botafogo de Ney Franco demonstrou novamente estar em ascensão. No Engenhão (15.798 pagantes), os números são expressivos – seis vitórias, um empate e uma derrota. A última delas conquistada sobre o Goiás, por 2 a 0. Túlio, revelado no alviverde, marcou ambos de fora da área. A defesa mostrou segurança durante boa parte do jogo, enquanto o ataque voltou a apresentar deficiência nas conclusões. Sob comando do treinador mineiro – três vitórias, dois empates e uma derrota -, o elevador alvinegro volta a subir. Já a instável equipe de Hélio dos Anjos nada fez de relevante. O novo revés ocasionou a volta para a zona de rebaixamento. Duas derrotas consecutivas pesam. E a tabela ainda reserva Flamengo e São Paulo no primeiro turno.

* O Santos aproveitou os importantes desfalques do Internacional e conquistou sua primeira vitória fora de casa, no Beira-Rio (19.952 pagantes). Maikon Leite – veloz e habilidoso -, destaque já do último domingo, anotou o único gol da partida. Promete ser, de fato, mais uma das tantas revelações do campeonato. Ponto positivo para Cuca, que depois de ter a demissão recusada, parece ter acertado o time. Tanto que o alvinegro abandonou a zona de rebaixamento. Talvez para não mais voltar. O Colorado, que conheceu sua primeira derrota como mandante, depende exclusivamente de sua força ofensiva. Sem Nilmar e Alex – além de Daniel Carvalho e D’Alessandro sem condições de estréia -, não há muito que Tite possa fazer. O Internacional que eu espero ver ainda não entrou em campo. Mas é bom correr contra o tempo.

* Vitória tranqüila da Portuguesa – fato raro – diante do Fluminense, numa noite de belos gols no Canindé (2.701 pagantes). Conca abriu o placar para o Tricolor, que teve ainda de lutar contra o nervosismo de seus jogadores. Tartá, descontrolado, foi expulso ainda no primeiro tempo, logo após o golaço de Jonas. Muito embora o cartão vermelho de Washington, na segunda etapa, tenha sido exagerado. 11×9. A virada era mera questão de tempo. Não tardou a vir com Preto. Jonas, no fim, fechou o caixão. Renato Gaúcho balança no cargo. Dá a cada jogo a impressão de que o ciclo está para se encerrar. E, há 15 rodadas na zona de rebaixamento, o Fluminense agoniza. Enquanto a Lusa de Valdir Espinoza sobrevive. E amanhecerá na 12ª colocação – subiu cinco posições -, com 19 pontos.

O Jogo Aberto pede desculpas pelo ocorrido durante as partidas de ontem. Tudo reestabelecido em sua normalidade.

Colaborou Victor Canedo

Faltou inspiração

Dom, 27/07/08
por Lédio Carmona |

A 15ª rodada até que não deixou a desejar – foram 28 gols em 10 partidas, um pouco acima da média atual de 2,66 -, mas os dois grandes jogos da rodada – ao menos na teoria - decepcionaram. Grêmio e Palmeiras até podem pôr a culpa na chuva que castigou severamente o Olímpico, mas não há explicações para tantos gols perdidos no clássico carioca. Uma pena que a bola não tenha balançado as redes no Maracanã. Ou mais ainda em Porto Alegre. Embora o Campeonato Brasileiro continue equilibradíssimo. E com qualidade até surpreendente. Vamos às partidas:

* Pressão. Tensão. E nada de gol. Flamengo e Botafogo fizeram um clássico de tempos distintos no Maracanã (35.915 pagantes). O primeiro teve domínio rubro-negro. Já a segunda etapa foi praticamente absoluta alvinegra. Em comum as inúmeras chances desperdiçadas ou salvas pelas respectivas defesas. Íbson, Maxi, Obina, Cristian, Éder, Wellington Paulista, Jorge Henrique, Carlos Alberto, Lúcio Flávio, Diguinho… Personagens para heróis não faltaram. O problema já é de conhecimento geral. Logo o gol, êxtase do futebol, impedido por quem deveria fazê-lo. A equipe de Caio Júnior carece de reforços no sistema ofensivo com certa urgência – não duvido que contrate bons jogadores, embora o tempo seja precioso. Não vence há quatro jogos pela tamanha dificuldade de marcar gols. Mas a campanha ainda é muito satisfatória – encontra-se apenas um ponto atrás do líder Grêmio. Já o Botafogo de Ney Franco, apesar da 11ª colocação, dá sinais de melhora a cada rodada. E é candidato a uma boa campanha no segundo turno.

* Tempo ruim refletido no campo alagado do Olímpico (34.062 pagantes). Não sou rígido a ponto de cobrar um grande espetáculo com as situações mais que adversas, mas Grêmio e Palmeiras empataram em 1 a 1 sem muita empolgação. Destaque para o jovem Felipe Mattione, válvula de escape da equipe de Celso Roth durante boa parte do jogo. Foi dele a melhor chance do Tricolor Gaúcho na primeira etapa, ao cabecear na trave. Perea também carimbou a baliza de Marcos. O time de Vanderlei Luxemburgo pouco ameaçou Victor – finalizou para fora as melhores oportunidades. O Grêmio voltou melhor na segunda etapa, mas foi o Palmeiras quem marcou. Alex Mineiro, de pênalti, deixou o seu 10º na competição – artilheiro ao lado de Kleber Pereira. Ânderson Pico não tardou a igualar. E foi só. Resultado que manteve o Tricolor na liderança, com 29, mas afastou o alviverde do G4. Muito embora o empate de hoje deva ser comemorado.

* Fiquei surpreso ao tomar conhecimento do gol do bom Edno, da Portuguesa, aos 3 minutos do segundo tempo – depois de vaias na primeira etapa -, no Morumbi (12.373 pagantes). Sem Diogo, a Portuguesa não deveria ser tão resistente para a equipe de Muricy Ramalho. Mas a zaga são-paulina voltou a falhar. Coube ao trio Hugo-Dagoberto-Éder Luís garantir mais uma vitória para o Tricolor Paulista - maior destaque ao segundo, que além do seu, deu o passe para o do primeiro. E o São Paulo já colou no Vitória – possuí os mesmos 26 pontos do rubro-negro, mas perde no critério de desempate. A Lusa, no entanto, tem qualidade para se livrar da segunda divisão. E faz um jogo de seis pontos na próxima quarta-feira, diante do Fluminense, no Canindé.

* Esperança para o santista. Com autoridade e atuação irrepreensível do garoto Maikon Leite, que sofreu três penâltis e fez a jogada de mais um gol, o Santos massacrou o Vasco por 5 a 2, na Vila Belmiro (10.738 pagantes). Cuca começa a dar jeito ao time. Claro, não dá para ser campeão. Nem para brigar por vaga na Libertadores. Mas dá para sair do sufoco e da zona do rebaixamento, até com certo conforto. O jogo foi resolvido no primeiro tempo. A defesa do Vasco conseguiu ser enganada após arremesso lateral de Kléber. Molina fez 1 a 0. Depois, três pênaltis bobos - falhas de Byro, Edu e Rodrigo Antônio e três gols de Kleber Pereira, agora artilheiro do Campeonato Brasileiro, ao lado de Alex Mineiro, com 10 gols. Para piorar, Thiago foi expulso no lance da terceira penalidade. Assim foi o primeiro tempo: 4 a 1 - Leandro Amaral chegou a descontar, quando o Peixe vencia por 2 a 0.

No segundo, o Santos só administrou e o Vasco até melhorou. Mas sem conseguir assustar, ainda mais com 10. Com um arremedo de time, só conseguiu descontar com um gol sem querer de Madson, após cobrança de falta mal feita, desviada na barriga de Domingo. E, no fim, Maikon Leite passeou de novo e só passou para Molina encher o pé: 5 a 2. Placar que deixa claro o vazio de esperanças para os vascaínos, cada vez mais ensandecidos com a proximidade da zona do rebaixamento. E que deixa os santistas certos de que dias melhores virão. Mas, com todo respeito, também não dá para ter sonhos muito ousados. Apesar da audácia de Maikon leite e da regularidade do ótimo Kleber Pereira.

* O Atlético Mineiro afastou as preocupações após a goleada sofrida no meio de semana. Vitória importantíssima diante do Vitória, no Mineirão (7.099 pagantes), palco ainda invicto para o Galo contra times de fora do estado (só perdeu para o Cruzeiro) – quatro vitórias e três empates. Petkovic, novamente, fez a diferença. O meio campista originou as jogadas dos gols de Marques e Gedeon. Mas o sérvio cansou. E o Vitória cresceu. Porém, só coube o gol curioso de Rodrigão. A equipe de Vagner Mancini permanece no G4, embora a sombra de São Paulo e Palmeiras comece a incomodar. Já o Galo, apesar do elenco limitado, mostrou poder de recuperação. E terá jogo-chave diante do Vasco, em São Januário, na próxima quinta-feira.

* Grande vitória do Sport sobre o Goiás (2×1), no Serra Dourada (6.665 pagantes) – a primeira fora de Recife do rubro-negro no campeonato. O Leão, que parecia desanimado, conquistou o segundo triunfo consecutivo, e já ocupa a 9ª colocação. Júnior Maranhão e Durval – sempre ele – marcaram. Vítor, num petardo, anotou para o alviverde. Que poderia até ter mantido a boa seqüência de resultados, mas a frente com Iarley, Romerito e Alex Terra não funcionou. E deixa o Goiás ainda em alerta. No mais, olho em Moacir, apoiador que fez sua estréia pelo Sport – era destaque do Central. Pareceu-me bom jogador.

* 17.528 torcedores provavelmente se arrependeram de terem pagado o caro ingresso da Arena da Baixada neste domingo. O modorrento empate em 0 a 0 desagradou tanto ao Atlético Paranaense quanto ao Figueirense. O rubro-negro, apesar do empate, subiu duas posições na tabela – 13º, com 17 pontos. Mas esbarrou na total falta de competência de criação. E já há quem peça a cabeça de Roberto Fernandes – a torcida gritou por Geninho. Já o Figueirense, que pouco assustou, manteve-se entre os 10 primeiros, mas encara a pedreira São Paulo na próxima rodada, em casa.

Colaborou Victor Canedo

O líder é o Grêmio

Qui, 24/07/08
por Lédio Carmona |

24perea.jpgPlacar final: 7 x 1. Não é conta de mentiroso. Muito pelo contrário. Verdade pura. O Grêmio herdou a liderança do Campeonato Brasileiro do Flamengo, após nove rodadas, com uma retumbante e irretocável goleada sobre o Figueirense, no Orlando Scarpelli. Atuação perfeita. Marcação adiantada e na pressão, bom passe e velocidade no meio, alas participativos e ataque inspirado. Todo mundo mostrou serviço: Perea fez três gols, Reinaldo outros três e Marcel, um, de cabeça.

Qual é o segredo do Grêmio? Trata-se do equilíbrio e da regularidade. O momento mais brilhante foi hoje, com esse placar sonoro. Mas repare os números. 8 vitórias (Flamengo e Vitória, também), 4 empates e 2 derrotas (Vasco e Botafogo, ambas no Rio). Tem 26 gols (segundo melhor ataque do Brasileirão, com um gol a menos do Flamengo), e a melhor defesa (11 gols sofridos em 14 partidas). E, além de vários jogadores conhecidos, tem pelo menos três que podem ser chamados de revelação: Victor, belo goleiro, Leo, grande zagueiro e que hoje ficou de fora, e Rafael Carioca, meia de qualidade.

24figueira.jpgCelso Roth, com um bom time, mas que ainda carece de um banco mais farto, está por cima. Superou as críticas de sempre e outras tantas, movidas pela intempestiva demissão de Wagner Mancini, em março. E faz mais um trabalho bom. Agora, lhe resta quebrar mais um gelo. A turma da ranhetice, munida de suas pranchetas, gosta de dizer que Celso arranca bem e não fecha o trabalho da mesma maneira. Pode até ser. Mas esse Grêmio tem números que merecem ser respeitados. Números de líder.

24palmeiras1.jpg• Claro, o Palmeiras fez uma boa partida. Jogou fácil, com velocidade, troca de posição e a defesa errou pouco. Mas os equívocos do Santos facilitaram as coisas. Defesa desastrada e meio de campo sem a menor noção de posicionamento. E tudo ficou mais tranqüilo para o mundo verde. Sem forçar, o Palmeiras já vencia por 2 a 0 (Leandro e Alex Mineiro), aos 14 minutos do primeiro tempo. Aos 28 min, Felipe,o jovem goleiro, foi inventar e falhou no terceiro gol, novamente de Leandro.

• Aos 33 min, num lance isolado, Kleber Pereira diminuiu. Aos 38min, Apodi chutou tudo e fez 3 a 2. O Santos se empolgou. Mas… E aí… Nova falha defesa e de Felipe. Gol de Gladstone. Não deve ser fácil tomar gol de Gladstone. No segundo tempo, o Palmeiras só administrou a correria do esquizofrênico primeiro tempo. E nada mais aconteceu, além da expulsão do desconsolado Cuca, é claro. Enfim, o Palmeiras chega pela terceira vez ao G4 – o Cruzeiro espirrou para o quinto lugar. E o Santos completa 10 rodadas na zona do rebaixamento. E, se não tiver paciência e serenidade, será difícil sair dela.

24spo.jpg• Na Ilha do Retiro, a velha dificuldade de Sport e Atlético Paranaense para fazer gol. Saiu unzinho só: de Luciano Henrique. Suficiente para chegar aos 18 pontos e chegar ao 12º lugar. A três posições do Atlético Paranaense, que não faz gol nenhum fora de casa. Dois com cara de meio de tabela. Não deve subir muito. Nem descer. Muito pelo contrário. Duro é que tem gente que se conforma com isso.

Fim da sombra e água fresca

Dom, 20/07/08
por Lédio Carmona |

A rodada de domingo teve uma única surpresa. O Vitória já é uma realidade, mas o triunfo diante do líder Flamengo, no Maracanã, surpreendeu. E deixou o Campeonato Brasileiro mais emocionante do que nunca. Aliás, antes que venham com pedradas, não torço contra o Flamengo. E sim a favor do campeonato. Na absoluta imparcialidade. De resto, tudo rigorosamente dentro do script. Públicos razoáveis – exceção feita aos mais de 40 mil no Maracanã -, média de gols razoável – 2,8 gols por jogo -, e muitos jogos ruins pela 13ª rodada. Destaque também para as vitórias dos seis últimos colocados – o que só embola a competição. Vamos às partidas.

* Se na última quinta o Flamengo não merecia a derrota, pagou o preço neste domingo. Apático como há muito não se via, sofreu o segundo revés seguido, para 41.827 pagantes no Maracanã. Claro, o Vitória tem os seus méritos. Muitos, eu diria. Mas os desfalques no rubro-negro carioca expuseram as deficiências até então não comentadas. A começar pelo ataque. Marcinho não fará falta, disseram alguns. Como, se era o artilheiro do time no ano com 17 gols? O segundo, Obina, tem 10. Fominha ou não, deixa o rubro-negro à mercê de Souza, Tardelli – que teve um gol mal anulado, por sinal -, Éder e afins. Além da ausência de Juan, simplesmente o faz tudo na equipe de Caio Júnior. Que hoje mexeu mal. Preteriu Maxi e Obina à Éder e Erick Flores. O rubro-negro baiano, que de bobo não tem nada, aproveitou os espaços e abriu o placar com a dupla Marquinhos-Dinei. Passe do primeiro para a conclusão do segundo. E Vagner Mancini saiu do Maracanã com a quarta colocação na bagagem. Aos flamenguistas: nada está perdido. Assim como há duas rodadas era favorito incontestável, pode mudar o atual panorama rapidamente. A liderança está mantida. Embora precise contratar. A bruxa anda solta. E a maratona de jogos está só começando.

* O São Paulo não jogou bem como na última quarta-feira. Mas manteve a boa fase de resultados ao conquistar a terceira vitória seguida, diante do ajustado Botafogo, no Morumbi (17.598 pagantes). O Tricolor Paulista até começou bem, mas em pouco tempo o alvinegro igualou as ações. O velho problema de fazer gols, porém, continuou a atormentar Ney Franco. Destaque para os gols perdidos por Jorge Henrique no segundo tempo. Rogério Ceni marcou seu primeiro gol no campeonato, em penalidade sofrida por Alex Cazumba. Carlos Alberto até empatou, mas Dagoberto, no último minuto, deixou o São Paulo de Muricy Ramalho em ótimas condições no campeonato, com 23 pontos. Ainda que perca Alex Silva e Hernanes por um bom tempo. Embora fora do G4, a distância para o líder Flamengo é de apenas três pontos. Já o alvinegro mostrou evoluir sob comando de Ney Franco. O Campeonato Brasileiro está longe de ter algo definido.

* Alguém se surpreendeu com a sexta derrota do Vasco no Campeonato Brasileiro? Nem eu. O time é limitado e só tem o mérito, obrigação, diga-se de passagem, de correr e lutar. Mas isso não é tudo. Um bom meio de campo, uma defesa segura e um treinador com o time nas mãos ajudariam. O Vasco não tem isso. E já perdeu o primeiro tempo para o Atlético Paranaense, na Arena da Baixada (17.806 pagantes), por 2 a 0, gols de Joãozinho e Marcio Azevedo. Alex Teixeira e Morais entraram – incrível terem começado no banco – e o time melhorou. Descontou com Allan Kardec e quase empata, com Leandro Amaral (péssima fase) perdendo pênalti. No crepúsculo, como diziam antigamente, gol de Anderson Aquino, 3 a 1 e fim de papo. O Vasco, cheio de limitações, está mais perto da zona do rebaixamento do que de qualquer outro sonho. E o Atlético, mesmo com a vitória, não empolga nem convence ninguém com o mínimo de serenidade. Resta saber agora se Antonio Lopes resistirá a tanta pressão para sua queda na colina. Mas está claro que a nova diretoria precisa fazer algo para chacoalhar o grupo. Não sei se mudar treinador resolve, só não dá para achar normal perder seis partidas em 13 disputadas. Não faz parte do tamanho do Vasco.

* O melhor jogo aconteceu no Serra Dourada (17.316 pagantes). Cheio de gols, mas com uma razão óbvia. Havia cinco zagueiros em campo. Nenhum deles funcionou. Gladstone (fraco!) e Jeci eram os dois do Palmeiras. E, com cara de paisagem, observaram Alex Terra e Paulo Henrique cabecearem sem nenhuma marcação, na cara de Marcos. Aos 11 e 21 min do primeiro tempo o Goiás abria 2 a 0. Aos poucos, depois do susto, o Palmeiras se viu obrigado a sair para o jogo. E aí foi a vez de o trio da retaguarda goiana fazer água. Ernando, Paulo Henrique e Henrique até que não tiveram culpa no primeiro gol verde limão, marcado por Alex Mineiro, artilheiro do Brasileirão com oito gols, após belo passe de Leo Lima. Quatro minutos depois, todos olharam Jeci subir para cabecear. 2 a 2 e fim do primeiro tempo.

Um novo erro de posicionamento da defesa do Palmeiras permitiu aos Alex Terra fizesse 3 a 2 no segundo tempo. E aí, os paulistas não tiveram serenidade, muito menos paciência, para chegar ao empate. E, dessa maneira, o time de Vanderlei Luxemburgo, que um dia foi favorito ao titulo perde sua quarta partida e deixou o G4. Enquanto isso, o Goiás chegou a sair da zona de rebaixamento. Apenas por duas horas. Enfim, o que fica mesmo, após esse jogo cheio de gols e repleto de erros no Serra Dourada, é que o verde anda mais do que desbotado nesse Campeonato Brasileiro.

* Na Vila Belmiro (13.918 pagantes), outra partida com vontade e erros de sobra. E, finalmente, o Santos venceu com Cuca. Após oito jogos, com quatro empates e quatro derrotas, o treinador viu sua equipe ganhar do Sport por 1 a 0, gol de Kleber Pereira, de pênalti. Placar pálido como o jogo, marcado por muita correria, poucas chances e muitos lances brutos. Fabiano Eller melhorou a saída de bola do Santos. Cuevas tem potencial, mas ainda esta fora de forma. E Kleber precisa ser meio de campo, posição na qual jogou hoje. O Sport segue sem ataque, com Carlinhos Bala abusando do direito de perder gols e me atrapalhar no Cartola FC. Na verdade, os dois ataques são fraquíssimos. E os números provam. O Peixe só fez 10 e tem o pior da competição. O Leão marcou apenas 12 em 13 jogos. Uma lastima. Enfim, o Santos segue na zona do rebaixamento. Subiu da ultima para a penúltima posição. E o Sport, ainda de ressaca da Copa do Brasil, é o 14º colocado.

 

* A noite era de protestos no Mineirão. Tanto que boa parte ficou de fora do estádio enquanto apenas 6.569 torcedores acompanharam a ótima – e surpreendente – virada do Atlético Mineiro sobre o Coritiba, por 3 a 2. Em 20 minutos, Keirrison e César Prates, contra, já deixavam o Coxa em grande vantagem. Mas Petkovic tratou de reanimar o Galo. Não só deu o passe para o primeiro como sofreu o pênalti cobrado por ele mesmo. Eduardo, na segunda etapa, virou. Houve tempo ainda para Rubens Cardoso e Marlos serem expulsos. O Coritiba de Dorival Júnior é inconstante demais, embora possua bons jogadores no elenco. Mas ainda é o décimo colocado, com 17 pontos. Já o Galo sobrevive, com 15.

 

* Dois gols irregulares marcaram o jogo equilibrado entre Náutico e Internacional, nos Aflitos (15.431 pagantes). Não houve pênalti no lance que Radamés converteu com êxito – o sétimo contra o Colorado no campeonato. E, a quatro minutos do fim, Nilmar estava impedido quando empatou. Melhor para o Internacional, que arrancou empate em Recife, algo sempre muito difícil. E o Náutico tropeçou dentro de casa, tão incomum quanto. E o sexto jogo invicto do Inter – três vitórias e três empates. A tendência é crescer ainda mais, até porque ótimos reforços não param de chegar. Quanto ao Náutico, tenho minhas duvidas. Não consegue me convencer uma diretoria que muda de treinador de mês em mês. Sem justificativa, por sinal.

Colaborou Victor Canedo

Central de boatos (e verdades) do futebol mundial

Qui, 17/07/08
por Lédio Carmona |

* O que o dinheiro não faz. Eto’o vai mesmo estudar proposta do Kuruvchi, do Uzbequistão, da antiga União Soviética. Valores? Algo em torno de R$ 101 milhões por ano. Ou, se preferir, R$ 276 mil por dia. Incrível, não? Você aceitaria uma proposta dessas? Vale ressaltar o bom time que o Barcelona vem formando para a atual temporada. Daniel Alves e Hleb - € 15 milhões acertados ao Arsenal na última quarta-feira - chegam para o time titular. Além de Keita, Cáceres e Piqué para completar o ótimo elenco. E ainda tem a possível contratação Arshavin, revelação do Zenit e da Uefa Euro 2008. O Barça vem forte para a próxima temporada.

* Renato Augusto já foi apresentado ao também rubro-negro Bayer Leverkusen. E tem data para estrear: 20 de julho, quando o Bayer encara o Alemannia Aachen, da Segunda Divisão do país. E deve ter como companheiro o brasileiro Henrique, negociado com o Barcelona, mas prestes a ser emprestado ao próprio Bayer Leverkusen. Até que a camisa lhe caiu bem. Resta saber se vai engrenar no futebol alemão. Até acredito que possa ser destaque, mas precisa melhorar ainda alguns fundamentos, como o chute. Diego o fez. E hoje é estrela no país do chopp.

* Aliás, enquanto Ronaldinho anunciou que vai mesmo defender a Seleção Brasileira nas Olimpíadas, o Werder Bremen prometeu não liberar o próprio Diego. Cabe à CBF obrigar o clube a liberá-lo. Embora Diego não faça tanta falta assim - as últimas atuções falam por si só.

* Pablo Aimar foi oficialmente apresentado como reforço do Benfica nesta quinta-feira. O clube português pagou € 6,5 milhões pelo meio campista argentino. Que andava sumido no Zaragoza, convenhamos. E sequer era convocado para a seleção. Mas tem futebol. Desde os tempos de River Plate. E o Benfica, do técnico espanhol Quique Sanchez Flores, deve conquistar bons resultados. Voltar à Liga dos Campeões é prioridade.* As boas atuações de André Santos ao longo da temporada devem ser suficientes para tirar o jogador do Corinthians. Embora o lateral-esquerdo, de 27 anos, tenha declarado não ter interesse em partir para centros menores. Mas a crise financeira no Timão não proporciona muitas opções. A conferir os próximos capítulos.

* Um novo Escalada no Botafogo? Leandro Zárate, de 1,87m e 93kg, assinou contrato nesta quinta-feira com o alvinegro e viajou para a Argentina para acertar os últimos detalhes da mudança. Marcou 19 gols em 37 partidas na Segunda Divisão do Campeonato Argentino. Não é solução, para deixar claro, mas deve ajudar Ney Franco. Embora Wellington Paulista e Jorge Henrique tenham reencontrado o caminho do gol.

* Cuca continua no Santos. Ambos fizeram bem. Mesmo com os péssimos resultados – 4 pontos em 24 disputados -, não há gente melhor no mercado. Cuca é competente. E costuma sempre trabalhar em médio prazo. Ainda há vida em Santos. Ainda mais porque o time titular não atuou junto.

Colaborou Victor Canedo

Sábado em vermelho e preto

Sáb, 05/07/08
por Lédio Carmona |

A nona rodada começou com total domínio dos mandantes. Rubro-negros. Três jogos e três vitórias. O sábado de futebol no Brasil também contou com bons públicos. Somente a média de gols (1.6/jogo) deixou a desejar. Vamos às partidas.

* A até então surpresa Náutico foi presa fácil para o Flamengo, em mais uma noite de bom futebol e Maracanã cheio. Senão brilhante, ao menos a vitória por 3 a 0 convenceu Zico e os 44.434 pagantes presentes no estádio. Leonardo Moura, Marcinho e Kléberson marcaram. Aliás, grande atuação do lateral direito rubro-negro. Tanto ele como Juan se revezam a cada partida e são as peças-chaves da ótima campanha do Flamengo. O quarto gol não saiu por detalhe, mas o que de fato importa é a liderança isolada. Caso Palmeiras e Grêmio tropecem amanhã, a equipe de Caio Júnior poderá abrir cinco pontos para o vice-colocado. Exatamente a mesma vantagem que tem o Corinthians, hoje, na Série B. Que os adversários se cuidem. O Flamengo se acertou.

Já o Timbu pouco ameaçou. E ainda contou com as falhas de Eduardo. Em duas partidas difíceis fora de casa, não fez algo que pudesse animar o escritor aqui. Uma vaga na Sul Americana estaria de ótimo tamanho para o time de Leandro Machado.

* Atlético Paranaense não vencia desde a quinta rodada. Mas o Santos, que não vence desde a segunda, apareceu no caminho do Furacão. O solitário gol de Alan Bahia, aos 33 do segundo tempo, na Arena da Baixada (18.180 pagantes) deixou o Atlético na provisória oitava colocação, com 12 pontos. Aliás, o ataque continua sendo o ponto fraco da equipe de Roberto Fernandes. Alan Bahia marcou quatro dos 10 gols do time na competição. Já o sistema defensivo continua bem servido. O Santos de Cuca, no entanto, ainda tem problemas. Até deu trabalho a Galatto. Kleber, aos poucos, parece ter reencontrado o futebol. Mas ainda é pouco. Que agosto chegue logo. Porque a atual situação não é nada boa – 6 pontos em 27 possíveis.

* Quem também reencontrou o caminho da vitória foi o Sport. Após três derrotas consecutivas, o rubro-negro derrubou o bom Cruzeiro, na Ilha do Retiro (18.732 pagantes), por 1 a 0. O único gol da partida foi marcado pelo improvisado Marquinhos Paraná, contra. Fumagalli, o estreante, também marcou. Mas teve o gol corretamente anulado. Wagner ainda soltou uma bomba no travessão. Mas depois de um primeiro tempo ruim, o Sport passou a tomar conta do jogo, principalmente com a boa atuação de Luciano Henrique. Vitória importante, que já livra o Leão de problemas com o rebaixamento. Já a torcida cruzeirense não costuma perdoar Adílson Baptista nos jogos fora de casa. E já vê o time se distanciar da liderança.

Colaborou Victor Canedo

Central de boatos (e verdades) do futebol mundial

Sex, 04/07/08
por Lédio Carmona |

* Roger não deve mais vestir a camisa do Grêmio. O meia recebeu proposta milionária do Qatar Esporte Clube, de Doha, e deve optar pelas altas cifras – o contrato permite quebra unilateral. A negociação foi feita pelo Corinthians, detentor dos direitos do jogador. Acalmem-se, torcedores. A debandada está só começando. E o pior, o destino que assombra os brasileiros não é mais a Europa. Uma pena. Enquanto isso, o Tricolor Gaúcho fica de mãos atadas.

* O rival Internacional também tem novidades. Enquanto Rosinei está próximo de acerto, que seria contratado em definitivo, o volante Guiñazu deve mesmo deixar o clube. O destino do argentino, que receberia U$ 3 milhões em mãos, será o futebol árabe. Especificamente o Al-Jazira, de Abel Braga. Apenas mais um no meio da multidão que irá rondar as salas de embarque internacional.

* Nelson Cuevas é o novo reforço do Santos. Aquele mesmo, paraguaio que disputou as Copas de 2002 e 2006. O atacante estava na reserva do Libertad, do Paraguai. Porém, é veloz e habilidoso. Mas não o vejo jogar com regularidade há tempos. Aposta válida, mas com ressalvas.

* Miranda é outro destaque brasileiro que interessa aos europeus. Ao menos sua iminente saída não seria para os Emirados Árabes. Miranda é ótimo zagueiro – um dos melhores por aqui -, e diz ter propostas da Espanha e Itália. Fala-se em Milan, que possuí uma zaga envelhecida. A conferir os próximos capítulos.

* Arshavin, destaque da Rússia na Eurocopa, tem sido especulado em meio mundo. Mas o Chelsea, do russo Roman Abramovich, parece ter investido para valer. Segundo a imprensa russa, os Blues fizeram uma proposta irrecusável de R$ 38 milhões ao Zenit, campeão da Copa Uefa. O jogador teria aceitado a proposta para jogar ao lado de Deco, Ballack e companhia. Eu não duvido de mais nada.

* A saída de Diego Cavalieri era iminente, mas o destino do jogador ainda não era conhecido. O goleiro viaja na tarde desta sexta-feira a Inglaterra, onde irá acertar provavelmente com o Liverpool. Os valores? R$ 9,5 milhões. Até aceitável para um reserva – muito bom, por sinal.

* O goleiro Coupet acertou sua saída do Lyon. O Atlético de Madrid, agora na Liga dos Campeões, o contratou por €1,5 milhão. Não fez lá uma boa Eurocopa – sofreu gols defensáveis -, e já vai para os seus 36 anos. Tenho minhas dúvidas.

Colaborou Victor Canedo 

Central de boatos (e verdades) do futebol mundial

Qua, 02/07/08
por Lédio Carmona |

* Ídolo no Sevilla, Daniel Alves tornou-se o jogador mais caro da história do Barcelona. O clube catalão pagou incríveis € 35,5 milhões para ter o lateral-direito, que já até se apresentou com a sempre linda camisa grená e azul. Levando-se em conta todas as transferências mundiais, o brasileiro só ficaria atrás de Rio Ferdinand (€ 46 milhões ao Manchester United) e Lilian Thuram (€ 36,5 milhões à Juventus).

* Frank Lampard deverá mesmo acompanhar José Mourinho, na Inter de Milão. Jornais ingleses já noticiam a contratação do jogador por cerca de € 9 milhões. Um ótimo jogador em um time que promete na temporada 2008/2009.

* Celsinho, de apenas 19 anos, estava encostado no Sporting. Era reserva do reserva. Ainda assim, o Santos mostrou interesse na contratação do jogador por empréstimo de 1 ano. Tudo leva a crer que o jogador vestirá mesmo a camisa alvinegra até o fim da semana. Talvez novos ares façam bem ao meia-atacante. Eu, honestamente, não acredito. Enquanto isso, o clube deseja negociar Tabata com o exterior. O futebol turco deve ser o destino do meia, que não se firmou desde que chegou ao Santos, em 2006.

* O Grêmio aguarda apenas a liberação do PSG para contratar o meia Souza, ex-São Paulo, por empréstimo. Uma boa para Celso Roth. Souza tem qualidade, bom passe, é coringa… Além de que Vampeta está longe de Porto Alegre.

* Coelho está deixando o Galo. O Corinthians, detentor de 60% dos direitos do jogador, aceitou a proposta de empréstimo do Bologna, da Itália, por 1 ano. Quem perde é o Atlético Mineiro. Primeiro porque não receberá um centavo. E segundo porque o lateral-direito contratado para repor o desfalque é fraco (Mariano, ex-Ipatinga). E ainda teve de ceder Marinho por empréstimo na troca. Ô centenário difícil, sô.

* O Palmeiras vive semana decisiva. Enquanto o zagueiro Jeci e o meia Maicosuel devem ser apresentados até sexta-feira, o alviverde pode perder Leandro e Diego Cavalieri. A negociação com o Porto não evolui e o impasse continua sobre a renovação do contrato do lateral. Já o goleiro deve mesmo ser vendido para o exterior. Fala-se em € 4 milhões. Acho pouco. Diego poderia ser melhor aproveitado. O valor seria dividido entre Traffic e Palmeiras. Modificar o elenco é tudo que Vanderlei Luxemburgo não quer. Mas cada parceria tem o seu preço.

* Já o Atlético Paranaense também pode perder jogadores. Pedro Oldoni, recentemente convocado para a seleção olímpica (!), recebeu uma proposta de empréstimo do Bétis. De fato, € 1,5 milhão por 1 ano é muita grana. Aceitaria na hora. Outro convocado que pode sair é o lateral-direito Nei. Especula-se que o Panathinaikos esteja interessado no jogador. Outra perda que pode atrapalhar os planos de Roberto Fernandes. Aos poucos, o Furacão vinha se acertando em campo.

* Notas em Santa Catarina. A pedido de PC Gusmão, o Figueirense trouxe Leandro Carvalho, ex-Botafogo. Já o veteraníssimo Jardel acertou com o Criciúma. Que situação… Passo e voto nulo em ambas.

Colaborou Victor Canedo

Central de boatos (e verdades) do futebol mundial

Ter, 01/07/08
por Lédio Carmona |

* As novidades no Vasco não param em Roberto Dinamite. É bem provável que até o fim da semana o clube acerte com Felipe e Pedrinho, dois dos heróis da conquista do Campeonato Brasileiro de 97. Em contrapartida, a notícia de que Leandro Amaral receberá mesmo proposta do Qatar é quente. O Al Rayan, de Paulo Autuori, quer o jogador. E como tem contrato até o fim do ano, a multa – atual de R$ 9 milhões – deve cair. Você opina.

* “O destino de Íbson”. Esta é a nova novela do futebol brasileiro – e português. Kleber Leite, vice-presidente do Flamengo, está em Portugal negociando a compra do jogador. O Porto exige € 4 milhões (R$ 10 milhões). O São Paulo, de Muricy Ramalho, também declarou interesse no jogador. E dinheiro para isso não é problema. Ainda mais com a possível venda de Hernanes. Só espero que termine logo. Odeio novelas, minisséries e afins. O final feliz? Apostaria no rubro-negro. Mero chute.

* Quem também tem proposta de fora é Guiñazu. O volante argentino interessa ao Al-Jazira, time do agora técnico Abel Braga, dos Emirados Árabes. Há quem diga que a grana é alta. Guiñazu é aquele jogador essencial ao time, mas que não aparece tanto. Uma possível perda do nível de Fernandão para o Internacional. Ao menos o zagueiro Bolívar, campeão da Libertadores em 2006, está de volta.

* O lateral-direito Diogo deve ir mesmo para o Santos. Depois de abandonar a concentração do Sport para a partida diante do Flamengo – completaria sete partidas -, sequer foi ao treino desta terça-feira, em Recife. Tanto a boa revelação Diogo como Apodi podem desempenhar bom papel nas mãos de Cuca.

* Christian sendo marcado por Ferdinand? É uma realidade. O veterano atacante acertou a ida para o Pachuca, que já tem vaga no Mundial de clubes da FIFA, em dezembro. A Portuguesa, que utilizava Washington e Diogo, não lamenta.

* Enquanto isso, na Europa os valores continuam a assustar. , ex-Corinthians, foi vendido ao Manchester City por incríveis U$ 37,6 milhões (R$ 60,5 milhões). O CSKA agradece. E o Corinthians receberá apenas 3% (R$ 1,65 milhão) como clube formador – a FIFA considera até os 23 anos para um jogador se formar por completo.

Colaborou Victor Canedo


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