O real Barça
Dia de clássico mundial entre Barcelona e Real Madrid. E o JA apresenta duas análises de colaboradores sobre a vitória de 2 a 0 do Barça, mais líder do que nunca, gols de Eto’o e Messi, no Camp Nou.
Alexandre Massi
O ataque e defesa de Barcelona x Real Madrid
O Camp Nou abrigou neste 13 de dezembro o grande clássico do futebol espanhol.
Mas nem parecia.
Ao fim da primeira etapa, as estatísticas registravam 69% de posse de bola para o Barcelona.
45 minutos mais tarde, o número - que já era impressionante - subiu ainda mais. Foi para 73%.
A explicação é simples. Enquanto o Barça entrou em campo com três atacantes (sem contar Gudjohnsen, que jogou mais recuado), o Real atuou apenas com Higuaín na frente.
Três infrações cometeu o Barcelona no primeiro tempo. Três cartões amarelos recebeu o Real Madrid no mesmo período.
Só mesmo com falta - e até pênalti - para parar Messi e companhia. Aliás, penalidade máxima cometida por Michel Salgado (sempre ele!) aos 25 da segunda etapa e defendida por Casillas.
A esta altura o placar ainda não havia sido aberto, apesar do amplo domínio dos catalães. Não por acaso Casillas era o destaque da partida, com 13 defesas.
Porém, faltando oito minutos para o apito do árbitro, ele deixou passar uma. Escanteio cobrado por Xavi, cabeçada de Puyol e antecipação de Eto’o, que se redimia do pênalti perdido.
O Real não tinha como reagir. Higuaín já não estava mais em campo. Raúl estava cansado e o único que tentava algo era Palanca, garoto vindo do Castilla (espécie de Real Madrid B), que fazia sua estréia pela equipe principal e disputava apenas sua segunda partida de liga espanhola.
Como o mundo dá voltas.
O time mais rico do mundo sem opções para escalar sua equipe e precisando puxar quatro jogadores da base para completar o banco de reservas em um Barça x Real.
Robinho deve estar gargalhando nesse momento.
Voltando ao jogo, ainda deu tempo do Barcelona adotar a tática imposta pelo adversário durante o jogo, o contra-ataque. Em rápida jogada, Henry deu toque açucarado para Messi definir o placar.
O camisa 10 marcou seu décimo gol na temporada e coroou a atuação nota 10 de seu time.
E Schuster, demitido no início da semana, estava certo. O Real não tinha como levar essa.
Carlos Gustavo
Para ilustrar o clássico Barcelona x Real Madrid, voltemos aos jornais espanhóis…
A capa do Marca, de Madrid, dizia a seguinte pergunta: “Missão Impossível?” Em compensação, o Sport, de Barcelona, escreveu a seguinte frase “Yes, We can!” Desta forma, resumiu-se o clássico. De um lado, uma equipe cheia de dúvidas. De outro, um time repleto de convicção.
Por isso, venceu a certeza. No Camp Nou, o placar foi de 2 x 0. Vamos conferir o motivo da vitória… Para começar, os merengues já não deveriam ter escalado o meia Sneijder. O holandês estava contundido e atou no sacrifício, durante boa parte do 1º tempo. Parecia que os blancos estavam jogando com um homem a menos e “pedindo” para que o árbitro apitasse o final da partida o mais rápido possível, porque o ataque azul-grená dava trabalho para a defesa do adversário.
Quando Drenthé perdeu um gol na cara do goleiro Valdés, o panorama da partida foi modificado. Com a hipótese de a certeza perder para a dúvida, o Barcelona foi ao ataque com mais ímpeto e até poderia definir o resultado com o pênalti mal cobrado por Eto’o.
Pois bem, o Real Madrid cansou e não conseguiu agüentar os 90 minutos. Sobraram apenas oito minutos para o time de Pep Guardiola marcar dois gols (Eto’o e Messi) e ratificar a todos, porque é líder e porque tem a melhor média de gols no campeonato espanhol. Com a vitória, oito pontos de vantagem sobre o 2º colocado, Valencia, e para o Real são 12 difíceis pontos de serem superados.
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Neste sábado, o mundo se curvará ao maior clássico do futebol mundial. Muito mais que uma simples partida de futebol. Um campeonato à parte. Duelo que mobiliza paixões e pára a Espanha, a Europa, o Mundo. E explica a divisão cultural e histórica do país através do esporte. De um lado, o gigante da Catalunha. Do outro, a força da elite merengue. Barcelona e Real Madrid.
Pep Guardiola venceu a desconfiança. Montou uma equipe sólida, que marca sob pressão o tempo todo. Mas, ao mesmo tempo, não abandona as raízes e joga de forma ofensiva, apresentando um futebol vistoso. Como nos bons tempos do Barça de Rijkaard. A equipe azul-grená passeou na Champions League. Na Liga, é líder com 35 pontos - nove a frente do rival - e já balançou as redes 44 vezes em 14 jogos. Eto’o já marcou 14 gols e é o artilheiro da Liga. Messi deixou sua marca em nove ocasiões. E Henry anotou sete tentos. Além de ter o melhor ataque disparado, a equipe sofreu apenas nove gols - possui a melhor defesa da competição. Não poderia ser diferente. O retrospecto recente credencia o time catalão a ser favorito, mesmo que Guardiola refute o rótulo.
Na capital espanhola - para variar um pouco -, o momento é de crise. Mesmo com a conquista do bicampeonato espanhol, o Real Madrid não convence. Para a elitista e insaciável torcida madrilenha “no basta ganar, hay que jugar bonito”. Schuster foi sincero ao dizer que, no momento, o time não seria capaz de bater os rivais no Camp Nou. A frase, porém, custou seu cargo. Agora, sob o comando de Juande Ramos, a equipe tenta superar a instabilidade que vem dando o tom na atual temporada e voltar a brigar pelo título. Mas, por conta das lesões e suspensões, o time merengue vai a campo muito desfalcado. Marcelo, Pepe, Heinze, Torres, Diarra e Van Nistelrooy estão fora. Sneijder foi relacionado, mas não começa jogando. A equipe possui a quarta pior defesa da competição, com 24 gols sofridos em 14 jogos. E ocupa apenas a quinta colocação, com 26 pontos.
A última rodada da Champions League para os Grupos E, F, G e H apenas definiu quem ficaria com as primeiras colocações de cada chave. Portanto, nenhuma surpresa e tudo dentro dos conformes. Confira a rodada:
*Lyon e Bayern de Munique disputaram quem ficaria com o 1º lugar do grupo F. Pois bem, cada equipe dominou uma etapa da partida. Excelente para o time da Baviera, porque no 1º tempo chutou três vezes em direção ao gol e marcou três gols – Ribéry e Klose (2). Que eficiência! Vale destacar que teve uma colaboração da defesa, quantos erros em apenas 45 minutos de partida! Na etapa seguinte, os franceses não venderiam a 1ª colocação tão facilmente. Sem Juninho Pernambucano, suspenso, Benzema e Govou diminuíram o placar. Fred ainda teve outras oportunidades para empatar. Mas sem sucesso. A derrota em casa, no Gerland, custará caro para os franceses, pois poderá enfrentar equipes como o Man Utd, Barcelona ou Juventus.
* Diferentemente das últimas apresentações na Champions League, o Porto apresentou um bom futebol e venceu o Arsenal, por 2 a 0, no estádio do Dragão. Na primeira etapa, Bruno Alves, sem marcação e de cabeça, inaugurou o placar. Na etapa derradeira, após contra-ataque, Lisandro López fuzilou o gol de Almunia e sacramentou a vitória. Com o resultado, os portugueses se garantem no topo do Grupo G. O Arsenal avança em segundo. O time de Arsène Wenger continua sem me convencer.
*Como a troca de treinadores muda os ares de um clube. Depois de seguidos tropeços com Bernd Schuster, Juande Ramos estreou com o pé direito no Real Madrid ao vencer, com facilidade, o Zenit por 3 a 0, no Santiago Bernabéu. Raúl (2) e Robben marcaram para os madridistas e deram um gostinho de esperança para a partida decisiva contra o Barcelona, no La Liga, no próximo sábado. Pelo menos, o resultado garantiu os russos na Copa da Uefa. Mas quem dizia que a “zebra” iria surpreender ficou decepcionado – apenas cinco pontos em seis jogos. A vitória dos merengues só não garantiu a 1ª colocação do grupo…
Jan Klaas Huntelaar é o novo reforço para o ataque do Real Madrid. O “Caçador” é a esperança de gols merengues e chegou ao clube para substituir os lesionados Higuaín e Van Nistelrooy - de fora até o fim da temporada por conta de uma lesão no tornozelo. A boa notícia é que o atacante poderá jogar a Champions League, já que neste semestre atuou pelo Ajax na Copa da Uefa.
A temporada ainda não terminou, mas as especulações sobre venda e compra de jogadores não param de surgir no mercado europeu.
Alegrias e decepções marcaram a 1ª parte da 5ª rodada da Champions League. Zenit e Fenerbahçe ficaram devendo. Porém, festas nas ruas de Manchester, Villarreal, Lyon, Munique, Porto, Londres e Madrid, que garantiram a classificação antecipada.
Grupo F
*Dois gols em nove minutos. E o argentino Lisandro Lopez garantiu o Porto nas oitavas-de-finais. Em Istambul, boa partida da equipe portuguesa, que conseguiu suportar a pressão feita pelo Fenerbahçe. Mas a derrota por 2 a 1 eliminou os turcos com uma rodada de antecedência. O curioso é que o técnico é Luis Aragonés, campeão europeu com a Espanha. E de elenco reforçado com o artilheiro Güiza. Ainda assim, um adeus melancólico para quem chegou às quartas-de-final na temporada passada.
*Considerado “a zebra do Grupo H”, o Zenit não avançou para a fase de mata-mata. Com o empate sem gols diante da Juventus, no Petrovsky, o time russo pelo menos se classificou para a Copa da Uefa, no qual Arshavin & Cia. tentarão o bicampeonato. Contra a Vecchia Signora, até que a partida foi bastante movimentada. No total, três bolas na trave e mais um caminhão de chutes para fora. O zero a zero foi injusto, talvez o empate com gols fosse uma melhor despedida para os russos.

O mundo do futebol está um pouco estranho. Notícias diferentes, e até curiosas, estampam as páginas dos diários esportivos. Só de pensar na hipótese dessa moda se espalhar pelo mundo do esporte. Deixa para lá…
* Goleada, vitórias no sufoco e muito empate. De oito jogos, quatro terminaram empatados. Confira como foi a 2ª rodada da fase de grupos da Champions League nesta terça-feira:
* Marcos Senna salvou o Villarreal. Com uma bela cobrança de falta, o brasileiro naturalizado espanhol marcou o gol da vitória por 1 a 0 sobre o Celtic, no El Madrigal. Em jogo franco, qualquer equipe poderia sair com os três pontos, mas o Submarino Amarelo, de falta, alcançou a vice-liderança do grupo E, atrás do Manchester United.
* Que decepção! Esperava mais do Porto no Emirates Stadium. Mas, apanhou do Arsenal por 4 a 0. Hélton não conseguiu frear Van Persie e Adebayor. Em noite do togolês e do holandês, com dois cada, os Gunners assumiram a liderança do grupo G, com quatro pontos. Mesmo com a derrota e não jogando nada, a segunda colocação é do Porto.
* Que pressão! O Real Madrid venceu, mas passou sufoco. A vitória por 2 a 1 diante do Zenit, em São Petesburgo, foi o suficiente para os merengues alcançarem a liderança do grupo H. Logo aos três minutos, Hubocan fez gol contra. O gol fez com que os russos acordassem, e aos 24 min, Danny empatou. E quando o Madrid era pressionado, saiu o gol de Van Nistelrooy, aos 30 min. E no segundo tempo, só pressão do Zenit, mas a bola, realmente, não queria entrar.