A metade (muito) boa
De maio a agosto. Longas e até interessantes 19 jornadas marcaram o primeiro turno do campeonato. Gols, bons jogos, estádios cheios… A 19ª rodada – em especial o domingo -, no entanto, fugiu um pouco à regra. Foram 26 gols (2,73 é a média geral do campeonato, enquanto 2007 teve 2,76 gols por jogo) – muitos em virtudes de falhas alheias -, públicos razoáveis - a média do campeonato é de 15.486 pagantes -, gramados ruins, jogos piores e uma exceção: Botafogo x Palmeiras. O duelo mais aguardado do fim-de-semana teve apenas um golzinho, porém, de importância gigantesca. O Grêmio, campeão do turno, somou 41 pontos – 71% de aproveitamento, um recorde na era dos pontos corridos. Mas que na reta final teve a agradável companhia do alvinegro. Para azar dos cariocas, o Tricolor Gaúcho portou-se tão bem nas dez primeiras rodadas – esteve em sete na zona da Libertadores -, que lidera o campeonato com cinco pontos sobre o vice-líder. No entanto, há muita gente de olho. O que deixa a metade restante do campeonato como, no mínimo, promissora. Vamos às partidas deste belo dia dos pais:
* Ney Franco assumiu o Botafogo na 11ª rodada. O decepcionante empate diante do Santos – vencia por
* O Vasco conseguiu terminar o primeiro turno na zona do rebaixamento. E o torcedor amargou seu terceiro domingo seguido com uma goleada nas costas: Santos
Enquanto isso, o Vitória só orgulha o seu torcedor. Foi um massacre no Barradão, com um inapelável
* Após quatro vitórias seguidas, o Cruzeiro tropeçou no gramado ruim do Canindé (3.489 pagantes) e numa aplicada Portuguesa:
* Todos os aplausos para a campanha do excelente time do Coritiba – o melhor, disparado, do Paraná. Terminou o 1º turno em 6º lugar, com 9 vitórias, 5 empates e 5 derrotas. Dos primeiros colocados, o Coritiba só perdeu para o Grêmio. Ganhou do Palmeiras e do Flamengo e empatou com Cruzeiro, São Paulo e Vitória. O time é bom, bem armado por Dorival Junior, tem padrão tático, um bom meio de campo, com Carlinhos Paraíba, Alê e Guaru, e um atacante de ponta como Keirrison, autor de 2 gols no
* Em outro terrível confronto da rodada, vitória do Ipatinga sobre o Fluminense, de virada, no Ipatingão (3.788 presentes). Até a expulsão de Fabinho – carrinho criminoso -, a equipe de Renato Gaúcho vencia e tinha o jogo nos pés – muito pela fraqueza do adversário. Tartá, ainda no primeiro tempo, havia marcado. O Tricolor, que desperdiçou outras chances – leia-se Somália e Washington -, viu a situação de promissora voltar ao antigo sofrimento em apenas três minutos. Depois de tanto pressionar, Adeílson e Kempes anotaram os gols da virada. Até merecida. Acostumado a sofrer mais faltas do que fazê-las, o Fluminense hoje é um time descontrolado emocionalmente. Enquanto isso, a situação é refletida no campo e na tabela: 16 pontos em 57 possíveis. O tempo de brincadeira se esgotou. É hora de voltar à sala de aula.
* Mais uma atuação sofrível do Santos. Novo resultado decepcionante. Nada parece ter mudado no alvinegro praiano, agora com o interino Márcio Fernandes. Apesar de não ter feito uma partida brilhante – longe disso -, o adversário Náutico ao menos voltou a vencer – acumulava jejum desde a 10ª rodada, na vitória sobre o São Paulo. Curiosamente – ou não -, na reestréia de Roberto Fernandes no comando do Timbu. Nos Aflitos (13.711 torcedores),
* Vaga na Libertadores é o máximo que o bom time (no papel) do Internacional pode almejar nesse Campeonato Brasileiro – se bem que não esteve nela durante todo turno. Não engrena. Hoje, na estréia de Daniel Carvalho, tropeçou mais uma vez no Beira-Rio (23.234 pagantes). Depois de perder para o Santos, ficou no empate de
* Marcelinho Paraíba, aos 33 anos, chega como incógnita ao Flamengo. Pode ser útil, mas sempre dependeu do corpo, do estado físico para render. Vamos ver como ele está. Suas ultimas temporadas na Europa foram decepcionantes. Talvez por isso o Wolfsburg o tenha liberado tão facilmente. Amanhã eu volto ao tema. Por ora, garanto: Marcelinho Paraíba pode ajudar, mas está longe de ser a solução. Aguardemos. Amanhã eu explico melhor.
* Renato Gaúcho não é mais o técnico do Fluminense. O treinador foi demitido após mais uma derrota no Campeonato Brasileiro - dessa vez sobre o lanterna Ipatinga, no Ipatingão. Permaneceu aproximadamente um ano e quatro meses no cargo - e conquistou a Copa do Brasil de 2007. Mas o ciclo parecia ter acabado desde a derrota na final da Libertadores. Cuca e Carlos Alberto Parreira surgem como possibilidades. E você, aposta em quem como comandante do tricolor?
Nada melhor do que ser pai. Só não foi um domingo perfeito pelo fato de não ter mais o meu pai. Mas sei que está feliz em saber que tenho o meu filho, minha família, minha mãe, meus amigos, meus leitores, minha vida. É muito bom ser pai. Saudades do meu. Que eu seja tão bom e importante para o Pequeno Bob quanto o Grande Carmona foi para mim. Um ótimo fim de domingo e semana melhor ainda para todos.
Colaborou Victor Canedo
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* Andrés D’Alessandro está mesmo próximo de acerto com o Internacional. Mas a sua vinda é condicionada à saída de Guiñazu. O volante tem proposta do Al-Jazira, time de Abel Braga. O Internacional exige R$ 7,2 milhões para liberá-lo. Enquanto isso, o meia argentino já acertou as bases salariais com o Internacional, que compraria 50% do passe do jogador. Depois de um começo apagado na Libertadores, ajudou ao Ciclón na boa campanha até as quartas-de-final. Além de fundamental na arrancada do San Lorenzo no Clausura. Uma troca até interessante para Tite.
* O Fluminense deve conhecer o seu primeiro desfalque após a Libertadores: Gabriel. O Panathinaikos, da Grécia, está interessado no jogador. E até pagaria a multa de € 1,3 milhão ao Tricolor para contar com o jogador. Gabriel tem recursos ofensivos, mas costuma falhar na marcação. O problema é que Renato Gaúcho não conta com reservas à altura. Hora de ir às compras.
* O Hertha Berlim dispensou nesta segunda-feira o volante brasileiro Mineiro. Já com os seus 32 anos, o jogador aguarda propostas. Disputou, desde janeiro de 2007, 38 partidas pelo clube alemão. E ainda é convocado com freqüência à seleção – sabe-se lá porquê. Você, blogueiro, gostaria de contar com Mineiro no seu time?