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A noite dos hermanos

Qua, 05/11/08
por Lédio Carmona |

fuera.jpg* Não gosto de comparações, mas o Botafogo parece o Pequeno Bob FC. Quase fechado para balanço. Eliminado da Copa Sul-Americana e com remotíssimas possibilidades de disputar uma vaga para a Libertadores, o alvinegro carioca precisa projetar o ano de 2009. A organização será fundamental, já que terá eleições presidenciais no clube, ainda no final deste mês.

Organização, porque precisa rever conceitos. Como pode um jogador de futebol, mesmo no calor da partida, ter uma atitude irracional daquela? André Luis tomou o cartão amarelo do árbitro, justamente, quando a equipe reagia. Depois de estar perdendo por 2 a 0, o alvinegro empatou a partida, e o zagueiro faz o quê? Arranca o cartão da mão do juiz chileno e mostra uma absoluta falta de postura, educação e controle. Foi expulso. De novo.  Com isto, o time se desestabilizou, sem nenhuma possibilidade de reação. Para piorar, o Botafogo, que lutou durante todo o jogo e não havia desistido, partiu para a agressão, desnecessária. E clima ainda continuou tenso, quando Carlos Alberto, que agora acha que é líder, deu uma “peitada” em Verón, que joga muito mais bola do que Carlos Alberto.

Para uma equipe se classificar é necessário não apresentar falhas defensivas. Logo nos primeiros três minutos o Botafogo errou na marcação. Com isso, saiu o primeiro gol argentino. Já o segundo foi erro de posicionamento da defesa. Assim, estava difícil buscar o resultado, já que precisava de cinco gols. Como  já havia escrito, a equipe lutou, e até buscou o empate, com Lúcio Flávio e André Luis. Talvez, o alvinegro não estivesse classificado, mas venceria a partida, se não fosse o destempero do zagueiro. Aquele zagueiro…

* No Estádio Diego Armando Maradona, o Argentinos Juniors venceu o Palmeiras por 2 a 0 e avançou na competição. O time portenho deu continuidade ao que já havia sido praticamente decidido na primeira partida, e não teve dificuldades para construir o resultado. Bastaram míseros 17 minutos. Foram duas bolas alçadas na área. Na primeira, aos 9, o zagueiro uruguaio Scotti desviou sutilmente para dentro do gol de Bruno - que fez sua estréia em partidas internacionais pelo time. Na segunda foi a vez de o bom atacante Pavlovich se antecipar à defesa alviverde - que por sinal perdeu todas pelo alto - e cabecear para as redes: 2 a 0. A partir daí, foi só cozinhar a partida até o final sem sofrer grandes riscos. O Palmeiras, conformado com a eliminação e composto basicamente por jogadores reservas, acatou passivamente.

Na segunda etapa, Nei Pandolfo, substituto de Vanderlei Luxemburgo - que ficou em São Paulo, preparando a equipe titular para enfrentar o Grêmio -, pôs em campo os únicos suplentes disponíveis: Lenny entrou no lugar de Maicosuel e, posteriormente, Kléber - que foi à Argentina por estar suspenso no Brasileirão - cedeu lugar a Thiago Cunha. Sem sucesso. Apesar do esforço de Martinez - belo chute na trave de Torrico -, que chamou o jogo para si na segunda etapa, o time palmeirense demonstrava ineficiência, em função do claro desentrosamento. Além disso, Léo Lima errava muitos passes curtos e Denílson, com toques de efeito, era pouco produtivo.  A partida começou a esquentar perto do fim, mas o árbitro soube conter os excesso.  

No fim das contas, melhor para Escudero, do Argentinos Juniors, que nem precisou pôr a faca entre os dentes para chegar à vitória. E Vanderlei Luxemburgo conseguiu o que queria. Afinal, o treinador havia dito na coletiva, após a primeira partida, que ”a sul-americana é uma competição muito boa para atrapalhar”. Quem nunca valorizou a competição, nela não poderia continuar. Avançou quem quis, e com justiça, diga-se de passagem.

Agora, só o Inter para salvar a pátria!

A conspiração da bola

Dom, 02/11/08
por Lédio Carmona |

sherlock.jpgE viva a esquizofrenia do futebol. Quem ganha, dá cambalhotas. Quem perde fala mal do treinador, apresenta mirabolantes teorias conspiratórias,  dá lições semanais sobre arbitragem e alguns simplesmente desistem do futebol. É bonito esse sentimento. Enquanto isso, o Brasileirão-2008 segue empolgante para quem, de fato, gosta mesmo é de futebol. Algo, por sinal, meio raro hoje dia nesse mundo tupiniquim cheio de verdades absolutas, decretos irremovíveis e teses inquestionáveis.

Como sou mortal e não entendo de conspirações, vamos aos fatos esportivos. O São Paulo atropela na reta final. São 13 jogos invictos, time eficiente, técnico muito bom. E a arrancada no momento certo. Virou líder e favorito, com justiça. O placar de 3 a 0 sobre o Internacional é tão inquestionável quanto as teorias dos adversários sobre suas vitórias (quem sou eu para questionar?).

O Palmeiras não jogou absolutamente nada contra o Santos. Mas tem um técnico bom e sortudo. O gol de Leo Lima (meu Deus, Leo Lima!), aos 44 minutos, deu a vitória de 2 a 1, na Vila Belmiro, e levou o time à vice-liderança. Á frente do Grêmio, que desce a ladeira e cai para terceiro após o empate de 1 a 1 com o Figueirense, no Olímpico.

02borges.jpgO Cruzeiro perdeu em Goiânia (3 a 0) e segue irregular. E o Flamengo… empatou com a Portuguesa, no Maracanã. Como castigo, caiu párea quinto e viu as chances de título diminuírem.

Na parte debaixo, incerteza e pânico. Degolado mesmo, no meu entender, só o Ipatinga (31 pontos). O fim de semana foi péssimo para o Fluminense, que perdeu para o Vasco e viu todos os seus concorrentes pontuarem. É isso mesmo: Ipatinga, Vasco, Atlético Paranaense e Náutico venceram. Portuguesa e Figueirense empataram. Só os tricolores perderam. Quem vai cair? Sei lá. Mas, quem sabe, os conspirólogos podem ajudar na resolução do mistério… Afinal, eles têm explicação para tudo.

São Paulo 3 x 0 Internacional (Borges, Dagoberto e Hugo/54.160 pagantes)

2hugo.jpgAtuação perfeita do São Paulo, talvez a melhor na série invicta de 13 jogos (8 vitórias e 5 empates). A última derrota foi no dia 17 de agosto - Grêmio 1 a 0. O time encaixou, jogadores que não decolavam acertaram, como Borges, Dagoberto e Hugo, a defesa está segura e, como sempre, os dois volantes fazem a diferença. Em 2006, Mineiro e Josué. No ano seguinte, Hernanes e Richarlysson. Agora, Jean e Hernanes. O misto do Internacional até começou bem o jogo, mas não segurou os donos da casa após o primeiro gol. Vitória de líder, por sinal, é a primeira vez na competição. Incontestável. Apesar dos “conspirólogos

Grêmio 1 x 1 Figueirense (Marquinhos e Reinaldo)

02perea.jpgAfobado, tenso, dispersivo e confuso, o Grêmio tropeçou de novo. E dentro do Olímpico, ainda mais grave. Nos últimos quatro jogos, uma vitória, duas derrotas e um empate. Um segundo turno sofrível. Entre setembro e outubro, o Grêmio fez 10 jogos, com 12 pontos conquistados. Foram 3 vitórias, 3 empates e 4 derrotas. Fez 8 gols e levou 13. O Grêmio levou 12 gols no 1º turno e já tomou 17 no returno. Fez 40 gols no 1º turno e apenas 8 no 2º. Ganhou 14 jogos no 1º turno e 3 no 2º. Desde a 13ª rodada o time era 1º ou 2º, agora caiu para 3º. Assim não vai dar para ser tricampeão… E o Figueirense, pela primeira vez, entra na zona da degola. Apesar do empate, o time tem a pior campanha do segundo turno.

Santos 1×2 Palmeiras

(Bruno (contra); Kléber e Léo Lima)

02kp.jpgDe vilão a herói. Assim sempre foi a carreira de Léo Lima. E hoje, mais uma vez, o jogador foi decisivo, ao marcar o gol que garantiu a vitória do Palmeiras, aos 45 da segunda etapa, por 2 a 1. O Verdão saiu na frente logo no primeiro minuto de jogo. Kléber - melhor jogador em campo - recebeu livre e tocou entre as pernas de Fábio Costa.  A partir daí, só deu Santos, que dominou amplamente o primeiro tempo. Mas o goleiro Bruno - substituto de Marcos, que não atuou por causa do falecimento do pai - pegou tudo!

E no mesmo minuto inicial, mas desta vez da segunda etapa, Bruno se atrapalhou com Kleber Pereira e mandou o escanteio cobrado por Molina contra sua própria meta: 1 a 1. O bandeirinha anulou o lance, mas o juiz Wilson Luiz Seneme legitimou corretamente o gol santista. Protestos de Vanderlei Luxemburgo, que invadiu o campo e foi expulso. A partida ficou quente. Kleber Pereira poderia ter feito o gol da virada santista, mas perdeu. Do vestiário, Luxa pôs Léo Lima em campo. Aos 45, Leandro cruzou e… o final, você já sabe.

O Verdão chega à 2ª posição e conquista a 18ª vitória na competição. Enquanto isso, o Peixe lamenta as chances perdidas, e cai para a 13ª posição. Mas é bom que fique claro. Ganhar é bom, mas o Palmeiras  não jogou bem. Longe disso.

Goiás 3×0 Cruzeiro (Paulo Baier, duas vezes, e Henrique)

02pb.jpgDezesseis minutos bastaram para que o Goiás liquidasse a partida diante do Cruzeiro. Os 3 a 0 caiu como uma ducha de água congelada no ânimo dos torcedores. Porém, a derrota não foi por causa apenas da displicência da equipe mineira, até porque o time de Adílson Batista chegou com perigo ao gol de Harlei. Mas os méritos vão todos para Hélio dos Anjos.

O técnico montou o esquema tático do time baseado na atual deficiência celeste. O lado esquerdo. Jadílson, que fazia bom campeonato, se contundiu nesta semana, e ficará de fora por um mês. Com isso, todos os três gols do esmeraldino saíram do lado esquerdo da defesa da Raposa. Henrique e Paulo Baier, duas vezes, praticamente, decretaram a classificação do Goiás na Sul-Americana do ano que vem. Enquanto que o Cruzeiro ainda não está fora da disputa, mas precisa tirar a diferença de quatro pontos do líder São Paulo. Com essa defesa (o que é Espinosa?) a vida do Cruzeiro será uma eterna montanha-russa.

Fluminense 0×1 Vasco (Wagner Diniz)

02flu.jpgUma partida de muita entrega, de muita luta. No quesito técnica, nota zero, e na vontade, nota 10. Abraçados na zona do G4 do Mal, as duas equipes precisavam do resultado favorável de qualquer maneira. No 1º tempo, o Fluminense dominou a equipe vascaína, já que o sistema defensivo de Renato Gaúcho apresentou falhas atrás de falhas (quanta novidade!). E quando o Vasco errava na defesa, os atacantes do tricolor abusavam de perder gols ou, então, Rafael defendia. Aliás, que noite do goleiro cruzmaltino!

 O momento crucial da partida foi quando o volante Fabinho foi substituído. Com isso, a organização do meio-de-campo do time de Renê Simões foi por água abaixo. E o Vasco aproveitou da fragilidade do adversário. Madson, o melhor em campo, carregou o time de São Januário para o ataque. E na base da raça, a equipe conseguiu marcar o gol. O novo baixinho vascaíno cruzou, e a bola sobrou para Wagner Diniz, que estufou para as redes. Depois do gol sofrido, o Fluminense partiu para o ataque, já que com o resultado a equipe não iria sair da zona de rebaixamento.

 Com isso, o tricolor apostou no chuveirinho, até chegou com perigo, mas sem sucesso. Os três pontos fizeram com que a equipe de São Januário subisse um degrau na tabela, na 18ª colocação, ultrapassando o tricolor, agora a uma posição atrás do Vasco. Mas vale lembrar que o Fluminense ainda está com um jogo a menos. Se vencer o Figueirense, na quarta-feira, a equipe de Renê Simões sairá da degola.

Atlético-MG 2×1 Botafogo (Leandro Almeida (2) e Carlos Alberto)

02galo.jpgEnfim, o Atlético Mineiro venceu o Botafogo e encerrou o jejum de vitórias em Brasileiros, que já durava sete anos. No primeiro tempo, equilíbrio e muita correria de ambos os lados. Mas, foi o Galo que inaugurou o marcador, aos 20. O zagueirão Welton se mandou para o ataque e sofreu pênalti de Renan. Aliás, Evandro Rogério Roman assinalou, mas o goleiro sequer encostou no jogador. Leandro Almeida converteu: 1 a 0. Na etapa final, o cenário da primeira etapa permaneceu. Mas, a arbitragem novamente prejudicou o time carioca. Rodrigo Sá puxou a camisa de Márcio Araújo em um contra-ataque do Galo, mas o juiz expulsou o botafoguense por interpretar que era uma chance “clara e manifesta de gol”. Mesmo com um homem a menos, o Botafogo chegou ao empate, com Carlos Alberto - o melhor em campo, diga-se. O dia, porém, era mesmo do Galo. Pet entrou em campo e, aos 31, cruzou na medida para Leandro Almeida marcar seu segundo gol e selar a vitória atleticana. Apesar do centenário não corresponder à grandeza do clube, os jovens valores são um alento para o futuro. Ao Botafogo, resta pensar no Estudiantes. E que fase, hein Wellington Paulista?

Atlético-PR 1×0 Sport

(Rafael Moura)

02rafa.jpgO Atlético venceu o Sport por 1 a 0 e deixou o G4 do Mal. Em Curitiba, a chuva deixou o campo pesado e prejudicou a partida tecnicamente. Mas ambos os times também não estavam em dias inspirados. O placar se desenhava para um empate sem gols, até que, aos 46 da segunda etapa, Rafael Moura desencantou. “Pedi a Deus para que ele nos ajudasse”, disse o atacante. “He-man” teve seu pedido atendido, após aproveitar o cruzamento de Netinho vindo da esquerda e cabecear direto para as redes. Festa na Arena, e fuga momentânea do “G4 do Mal”. Com o placar magro, o Furacão respira mais aliviado. O Leão, porém, acumula uma série de oitos jogos sem vencer.

Só no photochart…

Qua, 29/10/08
por Lédio Carmona |

A 32ª rodada equilibrou ainda mais a disputa pelo título.  A gordura que o Grêmio havia aculado, por exemplo, não existe mais.  E a corrida para chegar na linha de chegada continua empolgante e aberta. Agora, são duas equipes que dividem a liderança. A disputa está cabeça a cabeça. Mas por causa do quesito vitórias, o Grêmio continua na 1ª colocação, com uma vitória a mais que o São Paulo. Já a diferença para o 3º, Cruzeiro, e 4º colocado, Palmeiras, é de apenas, mas fundamental, 1 ponto. Para o 5º colocado, Flamengo, é de míseros três pontos. Até a 38ª rodada, o rodízio das cinco primeiras posições deverá continuar. Pode apostar que o troca-troca será constante nos últimos seis jogos.

Quer um exemplo? Sábado, o Flamengo será o único representante do G5 a entrar em campo. Pois bem: se vencer a Portuguesa, no Maracanã, o time rubro-negro assumirá a liderança provisória e nela dormirá, até o fim da tarde de domingo. Pode ser algo transitório, tudo leva a crer que sim, mas não deixa de chamar a atenção.

E a cada partida as equipes não podem pensar em aliviar. Tirar o pé na reta final é pedir para desistir do caneco. Pontuar é fundamental. Qualquer pontinho a mais será precioso. E o campeonato será decidido nos confrontos na casa do adversário. Como há tanto equilíbrio entre os cinco melhores, resolvemos fazer uma comparação neste fator que será decisivo neste Brasileirão:

O Flamengo leva uma ligeira vantagem para os demais adversários. De 16 jogos como visitantes, somou 23 pontos. Enquanto que Grêmio, Cruzeiro e São Paulo estão empatados, totalizando 20 pontos nos jogos fora-de-casa.  Já o Palmeiras vem logo atrás, com apenas 17 pts. Para conquistar o título, as equipes precisam elevar esta média. Caso o contrário…

Cada vez mais, está difícil definir quem será o campeão. Mais difícil ainda decidir quem será os três últimos rebaixados – (o Ipatinga eu já considerei na lista da Série B). E a briga pelas três últimas colocações segue amanhã. Enquanto isso, vamos ao panorama das partidas desta quarta-feira:

Cruzeiro 3×0 Grêmio (Mineirão)

(Wagner, Jonathan e Guilherme)

* Uma exibição impecável! Tudo que o Cruzeiro não jogou diante do Atlético-PR na última rodada deu certo nesta noite. Quem saiu da frente da tv nos primeiros 15 segundos de jogo, perdeu um golaço. Um lapso na zaga do Grêmio, com erro na saída de bola. Guilherme fez uma linda jogada e Wagner não desperdiçou. E a avalanche mineira seguiu desabando os gaúchos. Jonathan e Guilherme, o nome do jogo, completaram os 3 a 0. O resultado foi importantíssimo para Adílson Batista, já que a equipe não desistiu de atacar em nenhum minuto. Enquanto que o Grêmio, recuado demais, não resistiu a pressão celeste. Uma vitória justíssima para a Raposa.

Botafogo 1×2 São Paulo (Engenhão)

(Jean e Hernanes; Wellington Paulista)

* Deram brecha e ele chegou. O São Paulo, com 12 jogos invictos - sete vitórias e cinco empates - está mais vivo do que nunca na luta pelo tri consecutivo do Brasileirão – feito jamais alcançado por uma equipe. A vitória por 2 a 1 sobre o Botafogo, no Engenhão, foi cercada de muita polêmica. Após falha na reposição do goleiro Renan, Jean, com um chute de cobertura, não perdoou: 1 a 0 para os visitantes. Cinco minutos depois, Wellington Paulista empatou para o alvinegro. Aos 29, Diguinho não dominou bem a bola e proporcionou um contra-ataque que Hernanes aproveitou para pôr os tricolores novamente em vantagem.

O Botafogo empataria com Lucas Silva, mas o bandeirinha Renato Vieira sinalizou o impedimento e anulou o gol. Para ele, houve participação direta de Wellington Paulista, através de um corta luz que influenciou decisivamente na jogada. O presidente do Botafogo, Bebeto de Freitas, entrou em campo para protestar, mas foi contido pela turma do “deixa-disso”.

Minha opinião: gol mal anulado. Wellington Paulista levantou o pé no susto e, em nenhum momento, atrapalhou Rogério Ceni. Eu não teria anulado. Mas é uma questão de interpretação. Como a maioria das regras de futebol.

Pela primeira vez, o São Paulo continua na 2ª colocação na tabela, agora colado com o líder Grêmio. E o Botafogo se despediu da última gota que restava para chegar à Libertadores.

Palmeiras 1×0 Goiás (Parque Antarctica)

(Alex Mineiro)

* Depois de três partidas sem vencer e do vexame diante do Fluminense na última rodada, o Palmeiras entrou no Parque Antarctica mordido para conquistar os três pontos e voltar para o G4. A equipe de Vanderlei Luxemburgo forçou o Goiás a se defender. E os goianos, passivamente, aceitaram a pressão. Mesmo com Diego Souza apagado, Pierre foi fundamental. Roubava bolas com facilidade e dava o toque de qualidade no meio-de-campo palmeirense. Porém, o único gol da partida só saiu através de pênalti. Bem marcado e bem cobrado. Alex Mineiro voltou a marcar. Era justamente o que o Palmeiras precisava. Gol e vitória, mesmo que fosse de meio a zero. O 1 a 0 foi o suficiente.

Vitória 0×0 Flamengo (Barradão)

* Chances não faltaram. Disposição, também não. Aliás, o que faltou foi luz. O jogo foi paralisado durante 25 minutos por falta de energia nos geradores do Barradão. Após um longo atraso, muita correria e luta. Os rubro-negros Flamengo e Vitória, de mãos dadas, foram cúmplices em perder gols. Por conta disso, o resultado não poderia ter sido outro, senão um empate sem gols. Realmente impressionante a falta de poder de conclusão de ambos os times. Gols que certamente farão falta mais pra frente. Mas há de se ressaltar que as condições oferecidas pelo gramado do Barradão não fazem prevalecer o bom futebol. Pior para o Fla, que apesar de ter comandado a maior parte do jogo, retorna à quinta colocação. Já o Vitória, permanece na zona da marola.

Inter 1×1 Náutico (Beira-Rio)

(Ângelo e Vágner Silva)

* De nada adiantou a pressão feita pelo Inter durante o jogo. O empate de 1 a 1 frente ao Náutico não foi bom para ambos os lados. Enquanto os gaúchos lamentam e dão adeus à Libertadores, os pernambucanos permanecem com a corda no pescoço. Sem alguns de seus principais titulares, o Colorado abriu a contagem com Ângelo, a cinco minutos do fim do jogo. E o placar magro que parecia garantir a vitória dos mandantes não se sustentou. Já nos acréscimos, o goleiro Eduardo - que já havia marcado um gol quando atuava pelo Bangu - subiu ao ataque e deu um leve toque que, sobrou para o atabalhoado Vágner Silva empatar. Empate heróico. Agora, só resta ao “galático” elenco colorado a Copa Sulamericana.

Coritiba 2 x 1 Atlético Mineiro

(Ricardinho e Maurício; Renan Oliveira)

* O torcedor do Coxa, enfim, vê o time voltar a somar três pontos na tabela. Após três maus resultados, o Coritiba venceu o Galo por 2 a 1 (7.622 pagantes) e ainda sonha com a possibilidade de conquistar uma vaga na Libertadores do ano que vem. No primeiro tempo, de bom só o gol do ótimo Renan Oliveira, grata revelação por sinal. O insatisfeito Dorival Júnior mudou. E as mudanças surtiram efeito imediato quando Ricardinho, destaque do jogo, empatou aos 9 min. Aos 28, Maurício, impedido, completou o cruzamento de Marlos e selou a virada do alviverde. Com a vitória, o Coxa pula para a sétima colocação

Portuguesa 2×0 Ipatinga (Canindé)

(Fellype Gabriel, duas vezes)

* Que jogada estranha! Estevam Soares deve ter ensaiado exaustivamente durante toda a semana. Na reposição de bola, o goleiro Gottardi deu um chutão, a redonda foi escorada no meio-de-campo e sobrou para Fellype Gabriel marcar. Os dois gols da Lusa foram praticamente idênticos! O resultado fez com que a Portuguesa saísse da degola nesta rodada. Mas terá que depender de outras jogadas ensaiadas para sair deste sufoco. Enquanto que o Ipatinga recebeu o comprovante da Série B, em 2009.

Que venha a próxima rodada!

Sáb, 25/10/08
por Lédio Carmona |

25carlinhos.jpgQuinta-feira à noite, três dos cinco times que lutam pelo título do melhor Campeonato Brasileiro da era dos pontos corridos venceram. Hoje, os dois outros times perderam. E a emoção continua… O equilíbrio, também. E fiquem certos de alguma coisa. Duas coisas decidirão o título: os quatro confrontos diretos e aqueles que somarem mais pontos nos jogos fora de casa. Será um fim arrebatador nas sete rodadas restantes. E, nesse ponto, já projetando a próxima, no meio de semana, é bom lembrar que Flamengo e São Paulo serão visitantes. O Grêmio, maior beneficiado da rodada, também, no choque decisivo contra o Cruzeiro. E o Palmeiras enfrentará, em casa, o Goiás. Então, meus caros, fiquem certos. Quarta-feira, à meia-noite, tudo pode estar bem diferente…

Fluminense 3 x 0 Palmeiras (Maracanã, com 31.973 pagantes)

(Carlinhos, Maurício, contra, e Júnior Cesar)

25jc.jpgUm sacode do Fluminense, invicto há cinco jogos - três empates e duas vitórias. Uma recuperação suficiente para, pelo menos por enquanto, livrá-lo da zona do rebaixamento - subiu para o 14º lugar, à frente de Náutico, Figueirense, Portuguesa, Atlético-PR, Vasco e Ipatinga. Muito pelo trabalho de Renê Simões, que recuperou a auto-estima do time, resgatou confiança e personalidade e deu consistência tática.

25marcos.jpgAssim, o Fluminense atropelou o Palmeiras, com um bloqueio defensivo quase perfeito, atuação magnífica de Tiago Silva, outra muito boa de Fabinho, sem esquecer de Everton Santos e Arouca, principalmente. Tudo isso, aliado a contra-ataques rapidíssimos, mataram a equipe de Vanderlei Luxemburgo.

Sobre o Palmeiras, o time só venceu um dos cinco últimos jogos - 3 a 1 no Atlético Mineiro. Empatou com Figueirense, Náutico e São Paulo e perdeu para o Fluminense. Hoje, sem Elder Granja, Roque Junior e, principalmente, Diego Souza, o time perdeu a ligação, o contra-ataque não funcionou, e a marcação esteve frouxa. Parecia que o Palmeiras entrou para um jogo qualquer. E não era bem assim. Como castigo, espirrou do G4. Bem que eu avisei que os tropeços contra Náutico e Figueirense seriam cobrados mais tarde. O pagamento veio antes do que imaginava.

Atlético Paranaense 1 x 0 Cruzeiro (Arena da Baixada)

(Rafael Moura)

25rafa.jpgAo Atlético Paranaense, ameaçado pela degola, restava jogar com garra, marcar muito, aproveitar a força da torcida e errar pouco. E, basicamente, torcer para que o Cruzeiro não estivesse numa noite inspirada. Tudo isso aconteceu, num jogo disputado, mas de nível técnico abaixo do que eu esperava. Se sobrou garra ao Furacão, faltou talento. Mas assim mesmo o time fez 1 a 0, com Rafael Moura, e soube se fechar. E ao Cruzeiro, com bom time, o que não esteve em falta foi uma boa atuação do meio de campo e acerto nos contra-ataques. Ainda perdeu Thiago Heleno, expulso, no primeiro tempo, agravando o cenário. Poucas bolas chegaram com qualidade para Tiago Ribeiro e Guilherme. Talvez pelo fato de Wagner ter ficado no banco para que Fernandinho jogasse. Enfim, o Cruzeiro perdeu a chance de encostar no Grêmio. Caiu para terceiro. E agora terá que vencer os gaúchos, quarta-feira, no Mineirão, para recuperar os pontos perdidos. Bom lembrar que a Raposa já perdeu para Palmeiras e empatou com o São Paulo, em casa.

Náutico 1 x 1 Portuguesa (Aflitos)

(Felipe e Heverton)

25nauticolusa.jpgNão vi esse jogo. Nem em partes. Assim, o pouco que escreverei será baseado no que li. E consta que foi uma ótima partida, aberta, com dois times no desespero, ambos voltados para o gol. O Náutico fez 1 a 0, no primeiro tempo, com o bom centroavante Felipe, A Lusa não se entregou, foi para cima e, para angústia do Timbu e dos seus torcedores, empatou a quatro minutos do fim, com Heverton, ex-Corinthians, Um resultado ruim para os dois, mais para o Náutico, que está fora da zona do rebaixamento, mas tropeçou pela terceira vez seguida em casa. Resultado ótima para a turma da secação, caso de vascaínos, rubro-negros paranaenses e catarinenses. E a guerra na parte inferior segue firme.  

Ipatinga 0 x 3 Botafogo (Ipatingão)

(Leandro Guerreiro, Diguinho e Tiaguinho)

25dig.jpgNada muito imprevisível. O Ipatinga não inspira nenhuma confiança. Se fosse bom e seguro, não teria ficado 28 rodadas na zona do rebaixamento. Hoje, pegou pela frente um Botafogo mordido pela boca nervosa de Caros Augusto Montenegro, e, mesmo com um sol escaldante, tomou de 3 a 0. Um resultado que mantém escassas chances de o Botafogo chegar á Libertadores em 2008. Que comprovou o quanto Renan é melhor do que Castillo. E só refrescou a memória de quem acha que o Ipatinga não cairá.

Atlético Mineiro 2 x 2 Internacional (Mineirão)

(Castillo, Alex, Sandro e Pedro Paulo)

25galo.jpgSó uma coisa não interessava a Atlético Mineiro e Internacional no bom jogo disputado hoje, em Belo Horizonte. Eles só não podiam empatar e, evidentemente, perder. E quanto foi o jogo? 2 a 2, meus nobres companheiros, Ambos tiveram a chance de vencer. Ambos estiveram à frente. Ambos não conseguiram manter o placar. Ambos foram marcados, na maioria das rodadas, pela hesitação em momentos decisivos. Por isso, ambos não evoluem. O Galo ainda não carimbou oficialmente sua fuga da Série B, muito embora esteja bem longe dela. E o Inter já pode se despedir da Libertadores-2009.

Santos 3 x 0 Figueirense (Vila Belmiro)

(Molina, Bida e Rodrigo Souto)

25molina.jpgSábado estranho na Vila. O Santos ganhou, mas Kleber Pereira, o artilheiro do Brasileirão, não fez gol. Poderia ter sido pior, se Tadeu não tivesse batido tão mal o pênalti, quando o jogo estava empatado, e permitido a defesa de Fábio Costa. Era a chance de o Figueira escapar bem na luta para não cair. O atacante perdeu e acordou o Peixe. Aí, veio o passeio: 3 a 0, sem direito a gol de Kleber Pereira. O Santos não corre mais risco de queda. Já o Figueira…

Ecos da noite

Qui, 23/10/08
por Lédio Carmona |


yesterday.jpgAlguns pitacos sobre a noite de ontem:

1.   Vanderlei Luxemburgo e todo time do Palmeiras tem razão de reclamar do árbitro José Buitrago. Ele só não errou ao mandar voltar o pênalti, cobrado com a odiosa paradinha por Diego Souza. Repito: paradinha, do jeito que é feita no Brasil, é a arte da malandragem barata e da covardia contra o goleiro.

2.   De resto, o árbitro errou muito. Não deu o gol de falta de Leo Lima (a bola entrou totalmente); não mandou voltar a segunda cobrança de pênalti de Diego Souza; não expulsou Caruzzo,  que deu dois carrinhos maldosos (apesar de, corretamente, ter mostrado vermelho para Evandro e Gladstone); não coibiu outras entradas duras dos argentinos, muito menos a cera. O árbitro era ruim.

3.   Gladstone é fraquíssimo e inconseqüente. Não pode ser zagueiro do Palmeiras.

4.   Vanderlei Luxemburgo disse que jamais terá comportamento de treinador inglês, impassíveis e imóveis no banco de reservas. Mas perguntem a ele se não mudaria o comportamento se fosse convidado para trabalhar no futebol… inglês.

5.   Inconseqüentes, levianas, irresponsáveis e imbecis todas as hipóteses criadas sobre a derrota do Goiás para o Vasco ontem. Tenho vergonha de ler tanta asneira. Trata-se do país do denuncismo vazio.

6.   Se o Vasco jogasse sempre como ontem, mesmo com o time fraco que tem, estaria numa posição mais confortável. Por que o ser humano, na maioria, só consegue agir sob pressão? Enfim, há esperanças.

7.   Alex é o melhor jogador em atividade no futebol brasileiro. Joga muito, é inteligente, é articulado, é sincero. Não é hipócrita, cínico e mentiroso. Alex é um exemplo. Como jogador e como gente.

8.   Vou torcer para o Internacional ser campeão da Copa Sul-Americana. Sim, vou. Só o clube gaúcho e o Botafogo se interessaram pelo evento. Ninguém olhou tão à vera para o torneio. Merece. Até dezembro, serei Internacional. E espero ser campeão. E, com o time que montou, precisa mesmo ser campeão para que os arautos da mediocridade não venham detonar um dos poucos projetos sérios e bem planejados do futebol brasileiro.

Noites opostas

Qua, 22/10/08
por Lédio Carmona |

* Depois de uma belíssima atuação contra o Atlético-PR, no sábado, pelo Brasileirão, o camisa 10 do Inter voltou a decidir. Com duas canhotas precisas, Alex marcou os dois gols na vitória por 2 a 0 diante do Boca Juniors, no Beira-Rio. Aliás, os gols só saíram com os chutes de longa distância, porque a equipe argentina marcava forte na defesa. Como estava difícil entrar na área dos Xeneizes, Alex resolveu o problema.

E mesmo com um time de jovens, até que o Boca não se intimidou. Poderia ter jogado melhor, mas precisa ter paciência e cabeça fria. O bom atacante Noir não pode perder a cabeça justo no momento crucial da partida, quando perdia por um gol de diferença, e foi expulso. Porém, os Colorados foram superiores, dominaram a partida. Prova disso é que o destaque da equipe argentina foi o goleiro Javier García, com ótimas defesas. No La Bombonera, no dia 6 de novembro, o Inter pode até perder por um gol de diferença, que estará com a classificação assegurada para a próxima fase. A situação é muito boa, mas se relaxar, a eliminação é certa.

* Até quando a paradinha irá continuar? Diego Souza utilizou-se deste artifício, e o árbitro José Buitrago entendeu como uma jogada debochada do jogador. Por isso, a dificuldade de se compreender se o recurso é válido ou não? Além disso, a arbitragem continuou no centro das atenções. Antes do pênalti, no 1º tempo, na cobrança de falta do Léo Lima, a bola, depois de ter acertado o travessão, cruzou toda a extensão da linha do gol do Torrico. Mas o árbitro não validou o lance.

Porém, quando Escudero, sem marcação, marcou o gol para o Argentinos Jrs, a equipe de Vanderlei Luxemburgo ficou ainda mais nervosa. Como não encontrava o resultado favorável, os jogadores perderam o rumo. Prova disso, foi a expulsão desnecessária de Gladstone e a confusão no final de jogo. E nada disso iria acrescentar para o Palmeiras, mas apenas iria estragar o clima do jogo. Com um time misto, a equipe não soube controlar a partida, para tocar a bola com mais facilidade, e sair com qualidade para o ataque. E o resultado nada agradável precisa ser revertido no dia cinco de novembro. A vitória por 1 a 0 leva a decisão para os pênaltis, já a vantagem por dois gols classifica a equipe automaticamente para a próxima fase. E o Palmeiras tem condições suficientes de reverter o placar.

* A fase do River Plate é desastrosa. Em penúltimo no Torneio Apertura, os Millonarios repetem a campanha ruim na Sul-Americana. Em pleno Monumental de Nunez, o Chivas Guadalajara venceu os argentinos por 2 a 1, no jogo de ida. O jogo da volta será no dia 6 de novembro, no Estádio Jalisco. E os mexicanos podem até perder por um 1 a 0, que estarão classificados.

Domingo clássico

Dom, 19/10/08
por Lédio Carmona |

19pal.jpgCinco times na luta pelo título. Para não cair, os envolvidos são sete. O Brasileirão-2008 está aberto. E só deverá ser resolvido nas duas últimas rodadas. Na trigésima rodada foram marcados 25 gols, com média de 2,5 por partida. Muitos empates (5 no total). Apenas duas vitórias de mandantes e três de visitantes.

Embaixo, a briga está mais indefinida do que em cima. A situação mais dramática é a do Vasco, lanterna, que, hoje, precisaria de pelo menos duas rodadas e um combinação de resultados para sair do G4 do mal.

19flainteirira.jpgEm cima, cinco candidatos em momentos diferentes. O Grêmio lidera, mas, com apenas oito pontos, entre setembro e outubro, é o time que menos tem rendido. Flamengo e Cruzeiro, com cinco vitórias e duas derrotas, são os melhores nesses período. Bom lembrar que a Raposa tem dois confrontos diretos (só ela joga dois, em casa, contra Grêmio e Flamengo). Depois, São Paulo, quatro vitórias e três empates, mas com a maior invencibilidade (10 partidas), enquanto o Palmeiras seria o quarto(três vitórias, três empates e só uma derrota). Quem será campeão? Sei lá…

19pal1.jpg* Que jogo no Palestra Itália! O melhor do Brasileirão-2008. Bem disputado, com belos lances, tensão, guerra tática e, claro, evidente, óbvio, a polêmica não poderia ficar de fora. Vale lembrar que a bola cabeceada por Alex Mineiro não cruzou toda a linha no gol do Rogério Ceni. Outro fator a ser destacado são as expulsões de Borges e Diego Souza. Me pareceu exagerado. Um cartão amarelo para cada um, no meu entender, seria mais cabível. Mas pelo menos Sálvio Fagundes Espíndola tomou uma posição. Melhor do que nada. O plantão já deve ter sido acionado no STJD…

Ah, sim, o resultado. O empate de 2 a 2 foi bom para o Palmeiras, que perdia por 2 a 0, parecia abatido e se recuperou em dois iluminados minutos (gols de Kleber e Dagoberto, contra). No máximo, razoável para o São Paulo. Não dá para considerar bom um placar final de empate para um time que fez 2 a 0 no primeiro tempo e parecia firme no segundo (Rogério Ceni, após pênalti inútil de Leo Lima, e Dagoberto marcaram). Mas, pelo menos, o São Paulo manteve o quarto lugar, a um ponto do Flamengo, e pela segunda semana seguida fica no G4. E poderia ter ido mas longe se Hernânes não perdesse gol inacreditável no minuto final.

19dago.jpgPrimeiro tempo melhor para o São Paulo, mais organizado e jogando nos (muitos) erros do Palmeiras. No segundo, o Choque-Rei se equilibrou. Ainda no primeiro tempo, Vanderlei Luxemburgo tirou um zagueiro Maurício e pôs um meia Evandro para suprir a perda de Diego Souza. Depois, sacou um volante e lançou Denílson, um atacante. E, melhor de tudo, liberou-se de Leo Lima e arrumou a proteção aos zagueiros, com Pierre. E o empate, até mesmo com um pouco de sorte, foi conseguido, resultado que faz o Palmeiras ficar bem colocado, mas uma posição abaixo. Era segundo. Agora é terceiro.

Enfim, pode não ter sido bom para A, B, ou C. Mas foi excelente para quem gosta de futebol. Jogaço! E ainda dizem que não tem jogo bom no Brasileirão.

19cruzeiro.jpg* No Mineirão, resultado excepcional para o Cruzeiro. A vitória por 2 a 0 foi merecida. E o Atlético não repetiu o feito na última rodada e sucumbiu diante da Raposa. Aliás, em 2008 os clássicos contra o maior rival precisam ser apagados pelo Galo. De cinco jogos, quatro triunfos para a equipe celeste.

19gao.jpgMéritos para o Cruzeiro. Soube se impôr desde o primeiro minuto. E o Atlético apenas assistia o passeio azul. Para ter uma noção, aos 12 minutos de jogo a equipe de Adílson Baptista havia concluído oito vezes ao gol, enquanto que o Galo não havia arriscado nenhuma vez. Com esta avalanche celeste, a equipe de Marcelo Oliveira, praticamente, desistiu de atacar, e ficou recuada.

E o castigo veio no final do primeiro tempo. Fernandinho, que substituía Wagner, tocou com precisão para Jonathan abrir o placar. Porém, o alvinegro voltou para o segundo tempo com uma modificação ousada: Marcelo Oliveira sacou Denílson e colocou Raphael Aguiar. É fato que o time melhorou, mas o lado esquerdo ficou comprometido. E foi deste lado que saiu a jogada, que acabou em pênalti para o Cruzeiro. Guilherme cobrou e marcou. E o Cruzeiro, com este jeito mineirinho de ser, sem fazer alarde, já é o 2º colocado.

19vascofla.jpg* O pior clássico da tarde foi disputado no Maracanã. 37.074 torcedores pagaram para ver um jogo horroroso entre Vasco e Flamengo. Terrível. Sucessão de passes errados, lances individuais grotescos, poucas chances de gol. E, claro, quando um jogo como esse não termina em 0 a 0 só tem outra fórmula de resultado. Adivinhe qual? 1 a 0, com um gol de contra. Melhor para o Flamengo, que fez o placar magro, graças à oferta de Jorge Luís, o zagueiro que é ruim, mas que muita gente em São Januário (até mesmo torcedores) jura que é bom. Pois é… Aí está. Jorge Luís prestou mais um serviço à comunidade vascaína.

19re.jpgCom o resultado, o Flamengo encosta de novo no G4. Está a um ponto do São Paulo, quarto colocado. E, como ficou a quatro do líder Grêmio, tem, sim, chances razoáveis até de brigar pelo título. Mas precisa jogar mais. Hoje foi mal, muito mal. De novo, a defesa cometeu erros (Fábio Luciano foi expulso no início do segundo tempo), o meio de campo continua inoperante e o ataque não funcionou, apesar da menção honrosa para Obina, que brigou muito no lance do gol. Mas, definitivamente, quem deseja ser campeão não pode ser dominado por uma equipe tão fraca quanto a do Vasco. Foi o que aconteceu no segundo tempo.

O Vasco, diante de suas limitações, até que fez uma atuação razoável e corajosa. Quis jogo, lutou, se esforçou. Mas, de novo, perdeu uma partida por culpa dos erros individuais de alguns jogadores. De Jorge Luís, já falei. Jonílson, outro que vive sendo poupado por muitos vascaínos, errou o passe que resultou no contra-ataque do Flamengo no lance fatal. Madson corre, corre, corre e pouco faz de prático. Baiano, Valmir… É duro. Fernando quase empatou de cabeça. Mas Bruno fez um milagre. Enfim, o Vasco perdeu seu 17º jogo no campeonato. Ninguém foi derrotado tantas vezes. E, agora, de volta à lanterna, o clube está a quatro pontos do primeiro time na zona do rebaixamento. Ou seja, o que era difícil ficou ainda mais. Dramático. Triste. Desalentador. Impossível, não é. Mas é difícil ter esperanças.

19gremio.jpg* Tropeço do Grêmio no Canindé. Um primeiro tempo razoável do Grêmio contra a Portuguesa, de Celso Roth. No segundo tempo, a partir da saída de Rafael Carioca, lesionado, os gaúchos se perderam totalmente. Orteman entrou mal e o time perdeu o meio de campo. Aí, não teve jeito. Ediglê, de cabeça, e o ótimo Edno mataram a partida. O Grêmio, dos cinco que lutam pelo título, é o que o menos somou pontos entre setembro e outubro (8, com apenas duas vitórias, dois empates e três derrotas). Se manter essa média, não será campeão. Trata-se de uma questão matemática. Mas a vantagem ainda é boa…

E a Portuguesa voltou a encaixar sob comando de Estevão Soares. Agora, nas duas próximas rodadas, dois confrontos decisivos. Nos Aflitos, contra o Náutico. No Canindé, contra o Ipatinga. Aí, nesses confrontos, a Lusa decidirá sua vida.

19flu.jpg* Em pleno horário de verão, o calor de Salvador castigou os jogadores de Fluminense e Vitória. O empate por 2 a 2 foi ruim para as duas equipes. Para a equipe baiana porque jogava em casa e caiu para a 10ª colocação, se afastando do G4. Para o tricolor carioca porque poderia sair de campo com os três pontos e fora da zona da degola, se não fosse tantas oportunidades desperdiçadas - e se não fosse o braço de Leonardo Silva impedindo o segundo gol de Washington. Detalhe que o árbitro Leandro Pedro Vuaden estava muito próximo do lance e não marcou.

A equipe de Vágner Mancini não consegue atuar da mesma forma como foi o primeiro turno do Brasileirão, quando foi uma das sensações do campeonato. E depois da chegada do Renê Simões, o Fluminense evoluiu. Boas atuações de Washington, premiado com o gol, e de Thiago Silva, que voltou da Seleção e foi decisivo, com participação ativa nos dois gols tricolores. Aliás, que bomba acertou o zagueiro.

19flu1.jpg* Na Ilha do Retiro, uma partida igual. Sport e Náutico não venciam há quatro partidas. E as duas equipes não deixaram de atacar em nenhum minuto. Talvez por isso o empate por 2 a 2 foi merecido. O primeiro tempo foi de correria, com oportunidades para ambos concluírem ao gol. O alvirrubro saiu na frente com Gilmar. Mas como o rubro-negro não desistiu do ataque, foi premiado com a virada do placar. No início da 2ª etapa, já vencia por 2 a 1. E o Náutico no mesmo ritmo empatou logo em seguida. A partir daí, o clima na Ilha ficou tenso. As faltas começaram a ser destaque na partida. E o empate foi decretado. A equipe de Roberto Fernandes segue fora da degola, na 15ª colocação, mas ainda não pode relaxar. E Nelsinho Baptista mesmo com a Libertadores garantida, precisa definir o esquema da equipe. Porque a cada rodada, Carlinhos Bala é escalado de forma diferente.

19coxa.jpg* Coritiba e Goiás tinham tudo para sair do Couto Pereira com os três pontos. Por isso, precisando do resultado positivo para alcançar o G4, as duas equipes partiram para o ataque. Romerito, sempre eficiente, marcou o dele. Aliás, o gol foi válido, já que o atacante, mesmo impedido, não recebeu o passe de Paulo Baier. O lance prosseguiu para, depois, Romerito concluir bem e abrir o placar. No segundo tempo, o Coxa foi premiado com o empate, depois de muita insistência. Méritos para Keirrison, que foi inteligente ao deixar Felipe chutar para igualar a partida. Depois do gol sofrido, Hélio dos Anjos apostou no contra-ataque. O Coxa pressionava. Mas a falta de pontaria nas finalizações foi essencial para que as duas equipes ficassem apenas no empate por 1 a 1, bem distantes do tão sonhado G4. 

Artilheiro: Kléber Pereira (Santos) - 20 gols

Confira a classificação da Série A

Agenda da 31ª rodada: 22/10, às 22h - Goiás x Vasco. 23/10, às 20h30 - Grêmio x Sport; São Paulo x Vitória; Flamengo x Coritiba. 25/10, às 16h - Ipatinga x Botafogo; Fluminense x Palmeiras; Santos x Figueirense; Atlético-MG x Internacional; Atlético-PR x Cruzeiro; Náutico x Portuguesa.

Estranha matemática

Qui, 09/10/08
por Lédio Carmona |


cacul1.jpgNão entendo bem os cálculos de Vanderlei Luxemburgo. Após perder ponto para mais um time que só luta para fugir do rebaixamento - foram dois empates de 0 a 0 praticamente seguidos contra Náutico e, ontem, contra o Figueirense -, ele admitiu a vantagem do Grêmio. Mas… Sempre tem um mas… Disse que, em relação aos outros concorrentes pelo título, fica tudo “praticamente igual”. Como assim?

 Só se for no Reino de Luxemburgo. O Palmeiras só se sustentou duas rodadas na liderança. E entregou o primeiro lugar ao Grêmio, que já soma 14 rodadas na frente. Agora, vejam só. Caso Cruzeiro, São Paulo e Flamengo confirmem suas vitórias, hoje e no sábado, chegarão aos 52 pontos. Ficarão a apenas dois do Palmeiras. Ou seja, façam as contas comigo. Se o Palmeiras empata o clássico do outro domingo, contra o São Paulo, pode ser ultrapassado por Flamengo e Cruzeiro. Cairia para quarto. E se perder, também vai para trás do São Paulo. Seria o quinto. Ou seja, ao empatar com Náutico e Figueirense, até com uma atuação razoável e que quase resultou em vitória, o Palmeiras tornou obrigatória a vitória no Choque-Rei (Palmeiras x São Paulo). Então, caro Luxemburgo, o resultado foi ruim. E não adianta botar a culpa no árbitro. O mesmo arbitro (Leonardo Gaciba) que não viu a cotovelada de Kleber (sempre ele) em Asprilla.

O jogo do Olímpico foi tão dramático quanto os outros da rodada. O Grêmio, todo remendado, teve a sorte de fazer um gol logo no início, com Richard Morales, em posição legal. O jogo ficou duríssimo. O Santos fazia boa partida, dava trabalho, Kleber Pereira, principalmente no segundo tempo, quando chutou uma bola na trave. Enquanto isso, Marcelo de Lima Henrique cometia os erros de sempre. Não que ele seja contra A ou B. Ele só não é bom árbitro. E azarado. Pois a bola na mão de Helder, aos 45 min, é um lance polêmico e difícil de avaliar. Eu, mesmo, não consegui ter uma certeza a respeito. E a falta de Fabiano Eller, que foi expulso, em Reinaldo, no meu modo de ver, não pegou. Ou seja, foi mal expulso. De resto, um jogo equilibrado, mas que, na soma dos pontos, foi melhor para o Grêmio, que teve, mais uma vez, o mérito de saber jogar em casa e explorar o delírio do seu torcedor. O Grêmio está de volta à liderança. Jogos-chave:contra Cruzeiro e Palmeiras, fora de casa. Se conseguir pelo menos dois empates… Sei não…

PS: Como joga esse Douglas Costa!!!

calcull.gifE, na Ilha do Retiro, mais drama. O Sport foi melhor o tempo todo. Kássio fez 1 a 0. Mas o Vasco acordou e, no fim do primeiro tempo, Leandro Amaral fez dois gols. Aí, no segundo tempo, o óbvio. O time de Renato Gaúcho recuou. O de Nelsinho Baptista só pressionou. Ataque contra defesa, Por 45 minutos. Até que Cyro, aos 46 min, empatou. Foi justo. O Leão não merecia perder. E o Vasco merecia uma noite de sorte. Não ficou tão ruim para nenhum dos dois. Principalmente para o Vasco (e para Renato Gaúcho), que deve ter descoberto que time fraco tem que jogar defensivamente, à espera do adversário, consiciente de suas limitações. Tudo que Renato deve ter aprendido na fatídica noite de sábado passado, em São Januário.

Tudo mudou!

Qua, 08/10/08
por Lédio Carmona |

Com Carlos Gustavo

Uma coisa é certa: a reta final do Brasileirão será emocionante. Na 1ª parte da 29ª rodada ocorreram modificações importantes nas duas pontas da tabela. Na parte de cima, o Grêmio assumiu a posição do Palmeiras e agora é o novo líder isolado. Já na parte debaixo, o Vasco passou a lanterna para o Fluminense. Vamos aos jogos desta quarta-feira elétrica:

* Que jogo! Perdi a conta de quantos lances foram desperdiçados pelas duas equipes, e quantas defesas salvadoras fizeram Victor e Douglas. Porém, mesmo o Grêmio, com vários desfalques, foi mais eficiente e marcou o 2 a 0 diante do Santos, no Olímpico. A equipe santista apenas confirma uma teoria. Time caseiro. Apenas uma vitória, fora de casa, em todo o Brasileirão - contra o Internacional, na 13ª rodada. Antes e depois, só apanhou. A 13ª colocação e a vaga na Sul-Americana estão de bom tamanho. O Peixe até chegou a assustar, mas o gol do Grêmio, logo nos primeiros minutos, com Morales - em condição legal -, deu confiança à equipe. Essa mesma confiança demonstrada por Douglas Costa. Grata revelação! Soares ainda marcou aos 49 min do 2º tempo, para demonstrar que a fase de queda do tricolor gaúcho passou. Será difícil segurar esta equipe. Eu disse difícil! Não impossível! Porém terá que conservar um peso difícil de carregar: a liderança.

* O mesmo peso que o Palmeiras não conseguiu resistir. Em apenas duas rodadas, o Verdão entregou de bandeja a primeira colocação para o Grêmio. Tudo por causa, do empate diante do valente Figueirense por zero a zero. Para não sair de campo derrotado e também não cair para a degola, a equipe de Mário Sérgio apostou no ataque no primeiro tempo. No Orlando Scarpelli, era um jogo de xadrez. Enquanto o Palmeiras desperdiçava gols, principalmente no segundo tempo, o Figueira perdia outros tantos. Faltou calma na hora da finalização. Faltou sorte também!  Tadeu, por exemplo. O atacante estava debaixo da trave e a bola saiu. O que dizer de Alex Bruno? Estava em cima da linha para salvar a equipe catarinense. Restou para Luxemburgo a 2ª posição, mas ainda sem motivo para pânico. Para Mário Sérgio, um alívio, a seis pontos do G4 do mal.

* Parecia final de campeonato. Nos últimos dez minutos de partida, os jogadores do banco de reservas do Vasco se abraçavam em campo, pediam o final da partida. Era um momento épico. O time vencia o Sport por 2 a 1, dentro da Ilha do Retiro. E com o resultado, ultrapassava a fronteira da zona. Mas no meio do caminho havia um Leão, ainda brigador, lutador. E o nome era Ciro. Aos 46 min do segundo tempo, mesmo mancando, o jovem de 19 anos - grande promessa - marcou o gol de empate que acabaria com toda a alegria vascaína. Enquanto isso os rubro-negros pulavam de felicidade com o empate heróico, porém já classificados para a Libertadores, e na 11ª posição.

* Mas o resultado não é para desespero. Depois de muito tempo, a equipe cruzmaltina jogou com a cabeça erguida. Leandro Amaral atuou com gana, balançou a rede duas vezes – o segundo, então, foi um “bate-pronto”, lindo! O goleiro Rafael foi um gigante. E Edmundo? Quando ele não atua, a equipe joga bem! Hoje, o Vasco passou a lanterna, já está na 17ª posição. Mas a fase ainda é ruim! Espera-se definir até quando ela irá terminar? Será que foi hoje?

Confira a classificação da Série A

Artilheiro: Kléber Pereira (Santos) – 20 gols

Agenda de quinta-feira: São Paulo x Náutico, Cruzeiro x Ipatinga; e Botafogo x Vitória, às 20h.

Na linha de fogo (29ª rodada/1ª parte)

Ter, 07/10/08
por Lédio Carmona |