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Data-Arcanjo

Qua, 07/01/09
por Lédio Carmona |
categoria Goiás, Mídia, Sport

O Data-Arcanjo está de volta ao JA, e mostra os números de Paulo Baier, recém contratado pelo Sport, artilheiro da era dos pontos corridos.

Nesta segunda-feira, quando o novo presidente do Sport Club do Recife, Silvio Guimarães, tomou posse, o mandatário do Leão confirmou o principal reforço para a disputa da Copa Libertadores.

Após forte especulação durante os últimos dias, o meia Paulo Baier acabou concretizando sua transferência para a equipe pernambucana. Guimarães anunciou o jogador como primeiro ato do novo mandato e mostrou-se muito exaltado com a novidade. Além de confirmar Baier, o cartola avançou e declarou que o atleta rejeitou uma proposta com o dobro do salário para atuar no Leão.

O empresário de Paulo Baier, Neco Cirne, confirmou que a Libertadores foi o fator chave para o atleta atuar no Recife.
“O Paulo Baier já está acertado com o Sport. Serão dois anos de contrato. Para ele, jogar a Libertadores será muito importante e fez diferença na escolha. O Paulo se apresenta na quarta-feira”, afirmou.

Paulo Baier, 34 anos, chega para ser titular da equipe, pelo menos esse é o discurso de Nelsinho Baptista.  O treinador confirmou que o atleta atuará no meio-campo, função que exerceu na última temporada no Goiás.

Ex-jogador do Palmeiras, gaúcho de Ijuí e torcedor do Grêmio na infância, Paulo Baier é o maior goleador da era dos pontos corridos do Brasileirão, com 68 gols anotados desde 2003. Foram 49 gols pelo Goiás em 2004, 2005, 2007 e 2008. Além disso, ele marcou nove gols pelo Criciúma em 2003 e 10 pelo Palmeiras em 2006.
0000:

68 gols de Paulo Baier nos pontos corridos:
2003: 09 gols pelo Criciúma-SC
2004: 15 gols pelo Goiás-GO
2005: 08 gols pelo Goiás-GO
2006: 10 gols pelo Palmeiras-SP
2007: 13 gols pelo Goiás-GO
2008: 13 gols pelo Goiás-GO

Lego & L’Équipe Junior

Sex, 02/01/09
por Lédio Carmona |
categoria Mídia

Para quem não conhece o blog do Massi não sabe o que está perdendo. Uma verdadeira aula de como fazer um belo blog. Por isso, separei dois textos: um sobre o brinquedo Lego e outro sobre o L’Équipe Junior.

Alexandre Massi

Blog do Massi

*Depois do sucesso com os estádios de futebol, eis que encontro o LEGO do gol de mão de Maradona na Copa de 1986.

E também a réplica da taça entregue ao campeão do mundo.

* Desde 20 de fevereiro, o francês “L’Équipe” vem realizando, duas vezes por semana, um jornal dedicado exclusivamente às crianças.

São oito páginas com todo o tipo de informação.

O garoto - ou a garota - acessa http://www.lequipejunior.fr/, faz um pequeno cadastro e lê o conteúdo no próprio site. Se assemelha ao sistema de PDF, mas com recursos simplificados.

Dentro do jornal, são abordados os principais temas esportivos - como os jogos da Ligue 1, os torneios de tênis e as competições de rúgbi -, mas também são elaboradas matérias especiais.

Na edição do dia 13 de dezembro, por exemplo, a capa é destinada aos nadadores franceses. Mas tem também uma entrevista exclusiva com Morgan Parra, do rúgbi, um informativo sobre tênis de mesa (com gráfico multimídia do esporte)e um vídeo de rally.

Agora, você deve estar me perguntando: “como é possível um vídeo dentro de um jornal?”

Essa é a vantagem do L’Équipe Junior. Eles conseguem explorar todos os recursos que o computador oferece.

A todo momento, estão buscando diferentes métodos da criança não apenas ter conhecimento esportivo como também aprender de diversas maneiras (vídeos, imagens, charges, infográficos são algumas delas).

Este formato inaugurado pelo L’Équipe, que já conta com 22.618 crianças, faz com que as crianças adquiram o hábito da leitura desde cedo, de forma moderada, e ainda aprendam sobre esporte.

A realidade americana e os primatas brasileiros

Dom, 21/12/08
por Lédio Carmona |
categoria Mídia, Negócios

Mauren Piucco
Gainesville, Flórida (EUA)

Futebol. O mais popular esporte no Brasil, uma das paixões nacionais. A América, por sua vez, idolatra o futebol americano. Ambos os países apreciam também esportes como basquete e voleyball, entre outros. Cada torcedor ou fã pode enumerar diversas razões para apreciar o esporte, como lazer, competição, orgulho do time de sua terra, apreciador de táticas e jogadas executadas por talentosos jogadores, um drible, uma jogada de efeito. No Brasil, entretanto, parece-nos que existem alguns motivos a mais que em outros lugares: o prazer insaciável pelo vandalismo e a violência. Tive a oportunidade de assistir alguns jogos nos estádios americanos, sempre beirando a lotação máxima, com média de público superior a 80.000 pessoas. Ao público, são oferecidas diversas opções de locomoção, amplas vagas de estacionamento, policiamento ativo na instrução e organização do evento, lugares numerados por todo o confortável estádio. A torcida adversária tem lugar reservado em local decente e não são atirados num canto do estádio. Geralmente, as bandas de ambos os times tem a oportunidade de se apresentarem no intervalo do jogo, dentro do campo. Não se assiste a um jogo, mas sim, a um espetáculo, um show. A divisão das torcidas, quando existem, são feitas sem cercas, cordas ou policiais, mas somente uma linha imaginária. Torcedores pintados e uniformizados gritam, vibram e comemoram lado a lado, sem brigas, sem tumultos. Assistem ao evento rindo, vibrando, cantando, chorando. “Tiram onda” dos adversários quando ganham. Quando o time perde, objetos não voam. Assentos, banheiros e estádio são preservados, nada é quebrado. Todos sabem que se brigar, vai preso. Se depredar, vai pagar a conta do conserto. Foram ao estádio se divertir, são cidadãos, não são vândalos. Acima de tudo compreendem que no esporte se ganha hoje, se perde amanhã. Hoje é dia de diversão, amanhã se estuda, trabalha, sustenta-se a família.

Campeonato brasileiro foi emocionante, dizem os principais jornais e canais da televisão brasileira. Somente na ultima rodada foi possível definir o campeão, quais times seriam rebaixados ou quem iria para a Copa Libertadores em 2009. A média de público subiu. De 2003 até 2008, púbico pagante subiu de 10.400 para 17.400 torcedores em 2007, em média. As cotas de transmissão pagas pela televisão aos clubes também subiram, e muito. Estas cotas de transmissão pagas baseiam-se na quantidade de espectadores que a televisão irá alcançar em canal aberto e nas assinaturas de pay per view. De 140 milhões em 2003, hoje se pagam 320 milhões por ano. O futebol americano, só para comparar, tem um público médio de 67.000 pessoas, 4 vezes maior. Quais seriam os motivos de se ter um aumento de público de 70% em média e as cotas televisivas subirem quase 150% no campeonato brasileiro? Muito provavelmente, vários fatores influenciam neste índice. Em casa, certamente não há o risco de levar pedradas, de ser atingido por uma bomba caseira ou até mesmo levar um tiro. O torcedor não precisa correr de baderneiros ou policiais de cassetete. O torcedor pode ir a um banheiro limpo, apreciar um petisco e degustar sua cerveja preferida. O vandalismo, a insegurança e as condições precárias fazem parte do dicionário futebolístico brasileiro. Mortes, agressões, depredações ao patrimônio público e privado. Em ambos os casos, ele (nós) mesmo paga a conta, seja através de impostos, ingressos ou mensalidades ao clube. O torcedor primata não pensa ou imagina (será?), mas o telefone público será fixado, a placa de trânsito pintada, o banheiro do estádio consertado, o assento arrancado será substituído. Infelizmente, estamos distantes de nos tornarmos um país de primeiro mundo. Não somos um país em desenvolvimento, como muitos acreditam. Definitivamente, nossa sociedade está retrocedendo. Sentimos saudades dos tempos de Pelé, Zico, Falcão. Ir ao estádio era sinônimo de arte, cultura, e programa para toda a família.

Sem dúvida, o futebol é uma das paixões nacionais. É lindo assistir a uma partida, ainda mais quando se fala do futebol brasileiro. Mas também é triste ter que admitir nossa realidade. Agimos como pessoas de terceiro mundo. Não basta ao nosso querido Brasil conquistar estabilidade econômica. Não bastam novas políticas de inclusão social. Não será suficiente para nossos clubes se organizarem como empresas. A sociedade tem participação na evolução deste país. Somos o país do futuro porque nós somos a sociedade do futuro. Num futuro próximo, não iremos tirar vantagem, não aceitaremos propinas, não venderemos nosso voto. Num futuro próximo, não vamos atirar lixo nas ruas, não picharemos monumentos, não mataremos por um par de sapatos. Nossa sociedade irá respeitar o próximo, seja ele corintiano ou são paulino. As pedras, bombas ou tiros não estamparão capas de jornais. Brutalidade ficará na lembrança dos primatas. E a capa do jornal da segunda feira terá a foto da nova estrela que surge aos 16 anos fazendo um gol de bicicleta, aplaudido de pé, por Palmeirenses e Colorados.

Mauren Piucco é gaúcho, mestre em Direito Comparado pela Universidade da Flórida e busca comparar aspectos da sociedade americana e brasileira.

Como se faz uma torcida?

Sáb, 20/12/08
por Lédio Carmona |

Eric Luis Carvalho 

Sempre me perguntei quais as razões para se escolher porque time torcer. Em Salvador, desde que passei a entender futebol percebi que a torcida do Bahia era muito maior que a do maior rival, o Vitória. Porém, o tempo passou e nos últimos anos o Barradão passou a receber um público cada vez maior, mais camisas rubro-negras passaram a serem vistas pelas ruas da Bahia e mais e mais gente passou a ter orgulho de ser rubro-negro. A resposta para tanto? Títulos.

Nos últimos 20 estaduais disputados, o Vitória venceu 14, e o Bahia apenas 5 - levando em conta que o campeonato de 99 teve os dois time considerados como campeões. Isso não significa que a torcida do Bahia virou a casaca. Alguns talvez, mas a grande maioria da “nova torcida” do Vitória é jovem. Jovens que cresceram aprendendo a gritar “é campeão”. Jovens que viram ídolos com Petkovic, Túlio, Bebeto e Aristizábal levantar troféus dentro do Barradão.

Minha infância foi vivida na era do São Paulo papa-tudo de Telê e do expressinho de Muricy, por isso não me assusto quando vez ou outra topo com a camisa tricolor no fundo do meu guarda-roupa tendo nas costas o nome “Raí”, símbolo daquela geração vitoriosa. Também não me espanta que tantos amigos baianos tenham se reunido em Salvador para comemorar o hexa tricolor.

Outro dia, enquanto perdia horas escolhendo uma camisa de uns dos clubes europeus em uma loja de departamento, um garoto que aparentava uns 15 anos de idade entrou e foi direto à atendente. - Você tem a camisa do Inter com o nome do D’Alessandro? Perguntou o rapaz, que parecia ser um baiano original, sem sotaques, mas baiano. Antes de levar a bela camisa colorada com o nome do argentino, o garoto ainda comentou que já possuía uma com o nome de Fernandão e outra com o de Nilmar e queixou-se pelo fato da loja não dispor de um modelo da camisa “Campeão de tudo”.

E era justamente essa frase que explicava a procura. O “campeão de tudo” começa a formar uma torcida fiel pelo resto do país e que só deve crescer nos próximos anos. Sequer os 3.090 quilômetros que separam Salvador de Porto Alegre são os bastante para impedir uma paixão, quando tudo o que se deseja é comemorar títulos. A torcida do São Paulo parece ser o maior exemplo, em alguns anos estará muito maior do que atualmente. E esta parece ser a receita, ou melhor, o bônus pelo profissionalismo, investimento em estrutura e competência, afinal os títulos não caem do céu.

Eric Luis Carvalho é soterapolitano, estudante de jornalismo e dono do deleitável blog Receptáculo, no qual, como o próprio explica, escreve crônicas e quiproquós esportivos

PS: Antes que me chamem de “rubro-negro” e afins, explico: A primeira foto não casa com o texto, mas exprime muito do que ele quer dizer.

Detalhes Olímpicos

Sex, 19/12/08
por Lédio Carmona |

Rodrigo Gutuzo

“Pensamos em generalidades, mas vivemos nos detalhes.” (Alfred North Whitehead, filósofo e matemático britânico)

O que é um centímetro em nossa vida? E um segundo? Ou pior, qual a importância de um milésimo ou centésimo deste? É estranho como tais coisas mudam de aspecto em certas situações da vida. Se essas perguntas podem ter a resposta de “irrelevante” para nós, a de um atleta olímpico deve ser “precioso”. As duas medalhas individuais de ouro do Brasil em Pequim simbolizam tudo isso.

Por um “insignificante” centímetro, a saltadora Maurrem Maggi chegou ao topo. Ah, esse precioso centímetro! Este pode não apagar os dois anos de suspensão por causa de uma pomada. Mas pode transformar um fardo pesado em leve, transformar o sentido de uma lágrima que escorre pelo rosto. Tudo por causa de um centímetro. Um pequeno detalhe tem o poder de fazer alguém ser campeão olímpico. E faz também um perdedor pela falta dele. Mas, escrevendo este texto, entendo qual foi a diferença. Era de um nome que cabe nesse espaço tão despercebido a alguns e importante a outros. Esse nome é Maurrem. E cabe certinho nesse pequeno e dourado espaço para ela.

Se algo visível quase não é notado por nós, imagine o que não pode ser visto. Um tempo: 15 centésimos de segundo. Qual a relevância disso em uma sociedade no qual não se vê mais o tempo passar. Ou melhor, em certas situações torce para ele passar depressa. Em outras, vá devagar, quase parando. Esse curtíssimo espaço temporal fez diferença para o nadador César Cielo. Fez o “Cesão muito doido” ficar realmente louco de alegria. Não sabia se gritava, chorava, ria ou até se nadava de novo. Somente tinha uma certeza: era o mais rápido da história dos Jogos. E uma convicção: campeão olímpico. Ao ver seu nome no placar, demorou mais para piscar os olhos do que a diferença dele para o segundo colocado. Quinze centésimos.

Tem quem diga que Olimpíadas é perda de tempo, não ensina nada a ninguém, é coisa de desocupado ou coisa parecida. Para alguns sim, isso é fato. Porém, ao ver essas duas medalhas históricas no esporte brasileiro, temos um ensinamento para a vida. O de que cada detalhe faz muita diferença. Seja um centímetro. Seja quinze centésimos de segundo. Eles têm poder de transformar uma vida quando aproveitados da melhor maneira.

Rodrigo Gutuzo é paranaense, estudante de jornalismo e possui um blog, o Pitacos da Bola, que inclusive faz parte da Turma do JA

Tempo de sugestões

Qui, 18/12/08
por Lédio Carmona |
categoria Mídia, Série A


1325.jpgA Revista Placar de dezembro traz algumas propostas para melhorar o Campeonato Brasileiro de pontos corridos. Concordo com eles. Vamos a duas delas:

1. Jogo-extra em caso de empate entre dois times com o mesmo número de pontos ganhos. Exatamente como no Campeonato Argentino. A Revista ainda prega que, com um calendário mais flexível, valeria ter dois jogos.

2. A questão do rebaixamento. A revista sugere que os dois primeiros da B subam automaticamente que os dois últimos da A também despenquem. E sugere um mini-play-off, com o 17º da A contra o 4º da B; e entre o 18º da A contra o 3º da B. Não é uma má idéia. É até legal. Mas, por enquanto, eu não mexeria no critério de rebaixamento. Alguns clubes merecem sofrer o susto da degola para valorizar a primeira. E respeitar seus torcedores.

E você, o que acha?

Os finalistas

Dom, 14/12/08
por Lédio Carmona |

Uma semana depois do fim do Brasileirão, o JA publica dois textos de torcedores dos times finalistas da competição: os tricolores, gaúcho e paulista, respectivamente.

Um feudo chamado futebol
Fernando Horta

Durante os anos 1000 d.C. O mundo era regido por uma série de senhores que brandiam suas espadas defendendo seus servos. Lá era tudo permitido, a violência era a marca explícita da força. Pois atualmente algo continua e algo radicalmente é mudado. Ainda senhores que podem brandir suas ‘espadas’ defendem os seus, hoje as espadas de antes são o poder financeiro. Hoje também vale tudo, ética não combina com capitalismo. Futebol combina, e muito. Mas hoje o silêncio é a marca explícita da força. A violência está na mordaça e não mais nos golpes de machado. O futebol brasileiro já vive o problema da saída prematura de jogadores (que podem ou não tornarem-se craques), vive o problema do baixo poder aquisitivo da sociedade como um todo para sustentar o futebol, somos como os servos do ano 1000 d.C. mas o senhor do futebol continua lá, incólome desde que me conheço por gente. Enquanto o senhor Ricardo Teixeira mandar financeiramente, politicamente e definitivamente no futebol brasileiro o princípio mais básico da democracia é afetado e com ela todo o castelo de cartas cai.

O caso Tardelli não é mais rumoroso que a vergonha de 2005 mas todos dois são apenas pontas de iceberg. Nosso futebol já é suprimido de craques que não seja de idoneidade. Os craques nós fazemos aos montes mas a idoneidade, embora presente majoritariamente no povo brasileiro, não chega nem aos postos de comando da nação quanto mais do futebol. Temos que investigar, não podemos aceitar a mordaça sórdida dos interesses econômicos, ao menos não no nosso amado futebol, por um futebol brasileiro limpo e transparente. Nossa paixão merece!

Fernando Horta é gaúcho, gremista, professor de história, redator e ghost-writter

***

Itinerário de um hexacampeão
Pedro Felizola

5 (horas na fila para comprar o ingresso) + 9 (horas gastas no domingo entre sair de casa e chegar em casa) = 14 horas investidas no hexacampeonato tricolor. Como são-paulino e morador de Brasília, não poderia ficar de fora da decisão do título brasileiro de 2008. Foi um dia para entrar na História.

Saí de casa com minha irmã às 13hs em direção ao Gama, que fica a cerca de 35 km de onde moro. Cheguei ao estádio por volta de 14:15hs, após uma parada para buscar alguns amigos são-paulinos.  Na chegada ao Bezerrão, já vi que a tarde seria de festa. Um mar de pessoas já fazia fila para entrar no estádio de R$ 55 milhões de reais, reformado às custas do dinheiro público para ser usado por um time de 3ª divisão e servir de campo de treino durante a Copa de 2014.

Voltando à decisão: foram horas de muita expectativa até a entrada dos times em campo. O calor era enorme e a ansiedade, ainda maior. Tudo valeu a pena. Inclusive a chuva do segundo tempo, que alagou o estacionamento a ponto de atolar diversos carros. Nada tirou o brilho da conquista do São Paulo.

O ápice da festa foi o gol de Borges. Uma explosão! O pequeno estádio parecia o Morumbi (ou Moruntri, se preferirem), lotado de são-paulinos empurrando o time sem parar. Aí entram os chorões e corneteiros de plantão, reclamando do impedimento não marcado pelo homem de preto. Como se esse fosse o fato responsável pelo título ir para o São Paulo, e não para o Grêmio. Poupem-nos. Os gaúchos não foram capazes de manter a liderança e se desesperaram com o crescimento do Maior do Brasil na reta final. Nada de estranho, afinal é de se assustar mesmo ver o São Paulo no retrovisor, sustando uma invencibilidade crescente e absolutamente fantástica no segundo turno.

A equipe fez um jogo firme e comprometido com a marcação. Não foi genial, mas foi determinada ao extremo. O Goiás teve poucas chances, quase todas criadas pelo ótimo lateral-direito Vítor (abre o olho, JJ!). Tudo sob controle. Nem o gol do Grêmio, comunicado pelo meu amigo Túlio (que acompanhava tudo pelo seu radinho de pilha cheio d’água), tirou a nossa confiança no título.

Ao final, a alegria foi completa. Volta olímpica, lágrimas, cantos de vitória. Rogério, o mito, aproximava-se do alambrado e levava a torcida à loucura. Os gritos de “Ah, é Muricy” ecoavam por todos os lados. À minha esquerda, um jovem torcedor chorava copiosamente abraçado ao pai. Um pouco abaixo, um outro gritava: “Eu vi meu time ser campeão!!!!”. À minha frente, um grupo de são-paulinos que tinham vindo de Rondônia para ver o jogo vibrava com o título. De todos os lados, o hino do clube mais vencedor do país reverberava a emoção generalizada.

As notas finais: André Dias foi um monstro! Jogou demais, assim como durante todo o campeonato. Melhor zagueiro do torneio, mesmo não sendo tão talentoso quanto Miranda. Ao término da partida, o grande Rodrigo parecia muito emocionado. Abraçou o médico tricolor José Sanchez, um dos maiores responsáveis por sua recuperação. Se o Mengo não te quis, azar deles, Rodrigão! Você é tricolor!

O trânsito para deixar o Gama, após a partida, foi incrível. Uma lentidão absoluta, incapaz, porém, de tirar a animação da nação são-paulina do DF, que comemorava o hexa nas ruas.

O São Paulo demonstrou, sem dúvida, ter uma torcida apaixonada e vibrante em Brasília, capaz de proporcionar espetáculos sensacionais. Infelizmente, emoção como a de ontem será difícil de viver por estas bandas. Mas uma verdade ficará guardada para sempre na memória dos são-paulinos que foram ao Bezerrão no dia 07 de dezembro de 2008: “Eu vi meu time ser campeão!”. 14 horas? Foi pouco.

Pedro Felizola é são-paulino e foi testemunha ocular do hexacampeonato conquistado no Bezerrão

O melhor da temporada

Sex, 05/12/08
por Lédio Carmona |

Antes tarde do que nunca. O JA tardou, mas não se esqueceu de Cristiano Ronaldo, que confirmou as expectativas e levou a Bola de Ouro, em 2008. Como já era de se esperar, o português recebeu o voto de 77 dos 96 jurados e foi eleito o grande nome da temporada. O prêmio é oferecido anualmente pela revista France Football ao melhor jogador de futebol da temporada européia.

Muitos dizem que Ronaldo se destacou em função das lesões e das quedas de produção dos principais concorrentes. Balela. O atacante fez uma temporada impecável e mereceu a recompensa.

Quando chegou à Manchester, em 2003, Ronaldo tinha apenas 18 anos. Seu talento era evidente. Mas no inicio, o jogador sofreu com as críticas da impiedosa mídia inglesa, que o reprimia por cavar muitas faltas e abusar das firulas.

Com o amadurecimento, Ronaldo superou sua paixão pelos dribles em demasia e se tornou um jogador vertical e objetivo. Ganhou força, potência e explosão. O atacante mudou a forma de jogar e se aproximou do gol. Com sucesso. Na temporada passada, o jogador atingiu o ápice. Foi campeão e artilheiro da Liga dos Campões, com 8 gols. E repetiu o feito no Campeonato Inglês. Além dos 31 gols marcados e do bicampeonato conquistado, Ronaldo também levou a Chuteira de Ouro - premiação dada ao maior artilheiro da Europa.

Cristiano Ronaldo se tornou o terceiro português e quarto atleta do Manchester United a receber o prêmio. Agora, só resta ao craque manter a regularidade e melhorar seu jeito mimado de ser. Um pouco de humildade não custa nada a ninguém.

Confira como ficou a classificação final da premiação…

1º Cristiano Ronaldo (Manchester United/ING), 446 pts
2º Lionel Messi (Barcelona/ESP), 281 pts
3º Fernando Torres (Liverpool/ING), 179 pts
4º Iker Casillas (Real Madrid/ESP), 133 pts
5º Xavi Hernández (Barcelona/ESP), 79 pts
6º Andriy Arshavin (Zenit/RUS), 64 pts
7º David Villa (Valencia/ESP), 55 pts
8º Kaká (Milan/ITA), 31 pts
9º Zlatan Ibrahimovic (Inter de Milão/ITA), 30 pts
10º Steven Gerrard (Liverpool/ING), 28 pts

… e os últimos vencedores do prêmio:

2007/Kaká (Milan/ITA)
2006/Cannavaro (Real Madrid/ESP)
2005/Ronaldinho (Barcelona/ESP)
2004/Shevchenko (Milan/ITA)
2003/Nedved (Juventus/ITA)
2002/Ronaldo (Real Madrid/ESP)
2001/Michael Owen (Liverpool/ING)
2000/Figo (Real Madrid/ESP)
1999/Rivaldo (Barcelona/ESP)
1998/Zidane (Juventus/ITA)
1997/Ronaldo Internazionale/ITA)

Craque solidário às vítimas da enchente em Santa Catarina

Colaborou Pedro Bevilaqua

Trivela, 10 anos

Qua, 19/11/08
por Lédio Carmona |
categoria Mídia

tridez1.jpgRápida passagem por São Paulo na terça-feira para a festa da Trivela, uma década de ótimo jornalismo esportivo.

No Bar Boleiros, reencontrei amigos, bati papo sobre futebol, rimos muito.

E ainda rolou uma mesa-redonda, ancorada pelo diretor da revista, Caio Maia, e com a presença de Maurício Noriega, Mauro Cezar Pereira, Juca Kfouri, Mauro Betting e do síndico do JA.

triva10.jpg Foi um grande prazer, como diria aquele amigo-locutor, um grande barato.

E muito obrigado pelo carinho do pessoal da Trivela, super-simpático.

Caio Maia, Ubiratan Leal, Luciana Zambuzi, Ricardo Espina, Leonardo Bertozzi, Márcio Kohara. Turma boa e muito competente.

Enfim, foi um grande prazer.

E todo sucesso do mundo para a Trivela.

Leia na Trivela

Ter, 11/11/08
por Lédio Carmona |
categoria Mídia


tridez.jpgJá está nas bancas a Revista Trivela, edição de dezembro. São duas capas. Para o Estado de São Paulo, o tema é o Corinthians e sua volta à Série A. A outra vai para todo Brasil (inclusive São Paulo), com Luís Felipe Scolari na primeira página. Por sinal, ótima reportagem, na qual Felipão avisa que não pretende trabalhar no Brasil novamente. Faz sentido, até porque eu faria a mesma coisa.

Outros temas:

*Os erros e fracassos dos clubes no ano do centenário.

*Matéria especial analisando o por que de os brasileiros andarem em baixa no futebol espanhol.

*Entrevista com Luís Fabiano.

*Ranking das camisas mais feias do futebol brasileiro (garanto que meu time não faz parte disso).

Boa leitura e parabéns à Trivela pelos 10 anos de vida.


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