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O momento de Dunga

Qua, 20/08/08
por Lédio Carmona |


seldunga.jpgPelo que se comenta nos bastidores do poder, Dunga está por um novo fracasso. Se a Seleção tropeçar dia 7, em Santiago, contra o Chile; ou dia 10, no Engenhão, contra a Bolívia, nada nem ninguém o manteria no cargo. Se for bem, ganha fôlego e tempo. E seria testado mais uma vez, dias 11 e 14 de novembro, contra Venezuela e Colômbia. Enquanto isso, Ricardo Teixeira, que gosta e ainda confia no treinador serenaria os ânimos, avaliaria Dunga mais uma vez e tomaria uma decisão com a cabeça menos quente. Nome preferido, como sempre: Vanderlei Luxemburgo. Opção que ganha força: Muricy Ramalho.

Aguardemos os próximos acontecimentos, mas será muito difícil Dunga dar a volta por cima. Ele já conseguiu várias vezes, inclusive como jogador e capitão, mas, desta vez, terá que ser mais forte do que nunca.

Repito o que escrevi ontem. Dunga é inocente no capítulo olímpico. Cometeu alguns erros, mas não foram esses os responsáveis pela derrota em Pequim. A razão é uma só e tem nove letras: A-R-G-E-N-T-I-N-A.

Ecos da derrota

Qua, 20/08/08
por Lédio Carmona |

Frases como a de Maradona, que diz que nunca ter visto “um Brasil tão pequeno e defensivo” como o de ontem, em Pequim. Ou de Ronaldinho Gaúcho, que “nós, brasileiros, não estamos acostumados a perder” ecoam pela mídia mundial na quarta-feira. O Olé, como sempre, faz a farra. Enquanto isso, recomendo a leitura do texto abaixo.

Pedro Costa

Há alguns anos, li um livro de Júlio Dinis chamado Os Fidalgos da Casa Mourisca (um pouco chato para se ler, mas não é esse o ponto).

Nesse livro, há uma família da nobreza que está falida. A sua casa está deteriorada, não tem dinheiro para fazer viagens, os negócios estão mal. Na casa ao lado, em excelente estado, mora uma família da burguesia, que fez fortuna resultante do empreendedorismo imprimido nos negócios. No entanto, os fidalgos, apesar de estarem em decadência, não perdem a sua pose.

Assim ocorre no futebol brasileiro. O campeonato tem um nível técnico sofrível, mas, no entanto, é o melhor do Mundo. Tem mais Kick and Rush que o campeonato inglês, por exemplo, mas o campeonato inglês é horrível, quando, na realidade, é um campeonato com um nível técnico muito superior ao do Brão e onde o Kick and Rush foi abandonado. Basta comparar o futebol praticado por Man Utd e São Paulo.

Tem, também, a história que o jogador brasileiro é diferenciado e que os culpados por estes perderem estas características diferenciadoras são, claro está, os europeus que todos contratam. Se é assim, porque é que Kaká se tornou num dos melhores jogadores do Mundo e manteve as suas características, apesar de estar no campeonato em que se defende mais e melhor no Mundo? Seguindo essa lógica, seria caso para ele ter regredido.

Os clubes têm, quase todos, gestão amadora (ou até pior que isso…), não têm boas instalações, não apostam, de forma séria e profissional, na formação e, por isto, cada vez menos aparecem bons jogadores. Facto notório na selecção brasileira, onde não aparece uma geração para substituir, imediatamente, a anterior geração vencedora.

E… há os outros. O nível do futebol mundial subiu, substancialmente, nos últimos 15 anos e muitas selecções aproximaram-se do nível da selecção brasileira e, em alguns casos, ultrapassaram-no. Houve uma grande aposta, um pouco por todo o Mundo, na formação e na qualificação das instalações desportivas.

Mas, claro, o futebol brasileiro, apesar de estar mal, segue orgulhoso, tal como o nobre falido, e desdenhando, arrogantemente, do futebol dos outros países, que, tal como o burguês, trabalharam bem e subiram bastante no seu meio e que, em alguns casos, já são melhores.

Com este panorama, acho errado culpar Dunga. Uma eventual demissão de Dunga serviria apenas para encobrir os verdadeiros problemas do futebol brasileiro.

Quando vencem os melhores…

Ter, 19/08/08
por Lédio Carmona |


ague.jpgA marra do brasileiro quando o assunto é futebol não permite que se enxergue o óbvio: há pelo menos quatro anos a Argentina é melhor do que a Seleção. A superioridade foi camuflada por alguns resultados isolados que, nos últimos três anos, criaram uma escrita ilusória, na qual nossos hermanos não conseguiam nos vencer. Ganhamos a final da Copa das Confederações. Ganhamos a Copa América. Boas atuações, muito embora nossos rivais tenham jogado tão mal quanto o Brasil se exibira bem.

Hoje, no confronto mais importante entre as duas seleções desde a Copa de 1990, fomos derrotados com flagrante facilidade: 3 a 0, dois gols de Aguero e um de Riquelme, de pênalti. O time de Dunga terminou com 9 jogadores - Thiago Neves e Lucas foram expulsos -, prova cabal de que, o tempo passa, o tempo voa, e ainda não aprendemos a aceitar derrotas. Nem fora nem dentro de campo.Foi inapelável. A Argentina jogou como quis. Tocou a bola, envolveu o Brasil, que marcava à distância, como sempre não tinha chegada na frente e parecia tonto diante da movimentação dos adversários. Rafael Sóbis, como sempre, sozinho no ataque. E Ronaldinho Gaúcho, como de praxe, encostado no canto esquerdo. O Brasil só não levou gol no primeiro tempo porque a Argentina tem o pecado, constante, de chutar pouco a gol. Toca demais e executa de menos.

19diego.jpgNo segundo tempo, nada mudou. Ou melhor, a Argentina resolveu ser mais objetiva.  E aí, o ouro sonhado derreteu rapidamente. Aos sete, gol de Aguero (foto abaixo). Aos 12m, mais um gol de Aguero. Aos 31 min, pênalti de Breno, perdido e sem tempo de bola, em Aguero. Riquelme bateu: 3 a 0. Só não foi de quatro porque eles tiveram pena. Devem ter tido o respeito que sempre mostraram pelo Brasil. E tiraram o pél. Ou ficaram receosos de perder algum jogador, diante dos pontapés dos brasileiros, razão para a expulsão de Lucas e Thiago Neves.

kum.jpgA Argentina hoje só não é melhor do que o futebol brasileiro no feminino. Ganha mais as competições com clubes, tem seleções superiores, da base à principal, passando pela olímpica. Por isso, vai bem nas eliminatórias, bateu o recorde de vitórias seguidas em Jogos Olímpicos - 11, entre Atenas e Pequim - e disputará o bicampeonato, sábado, contra a Nigéria, que hoje goleou a Bélgica por 4 a 1. Por sinal, reedição da final de Atlanta, vencida pelos africanos.

Já nós, brasileiros, vamos ficar discutindo porque perdemos para a Argentina. E não enxergaremos o óbvio. Hoje somos piores. Temos uma boa seleção, mas que é inferior a deles. E, sinceramente,  Dunga não é o maior culpado desta vez. Convocou um bom grupo e, reconheço,  cometeu erros, como não escalar os dois Thiagos, além de não ter conseguido dar padrão tático adequado ao time. Mas perdemos porque, infelizmente, em condições normais, estamos muito mais perto disso atualmente, nos confrontos contra os argentinos. Nos falta a humildade para reconhecer isso. E a simplicidade de entender que o futebol é cíclico e não tem dono. Quem joga melhor, ganha. E hoje, a Argentina foi (e é) melhor.

Assim mesmo, as Olimpíadas foram úteis para mostrar que temos jogadores jovens de muito potencial, principalmente para o meio de campo. Se existe um legado do fracasso de Pequim, é saber que temos volantes olímpicos superiores aos da seleção principal. Hernanes, Anderson e Lucas merecem uma promoção. Urgentemente.

19rg.jpgQue nossos jogadores tenham fair-play para ganhar o bronze contra a Bélgica. Receio que nossa tradicional pose e marra atrapalhem esse projeto. O ouro ficará para outra vez. Quem sabe quando o Brasil tenha, de fato, uma Seleção melhor do que a dos principais adversários. Hoje está longe de ter.

Desempate de ouro

Seg, 18/08/08
por Lédio Carmona |

Brasil e Argentina se encontrarão pela 88º vez nesta terça-feira - 33 vitórias de cada um e 21 empates. Confronto que já teve sede em Londres, Hannover, Frankfurt, Turin, Maracaibo, Lima, Buenos Aires, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte… E agora no Estádio dos Trabalhadores, em Pequim. Certamente o duelo mais importante dos últimos 18 anos para a Seleção Brasileira. O porquê todos devem saber. A medalha de ouro é o que resta à nossa extensa galeria de títulos - os hermanos a conquistaram há quatro anos, em Atenas, portanto, têm “apenas” a missão de acabar com a má fase diante do Brasil.

Dessa vez não há favoritos. Tanto Brasil quanto Argentina venceram, mas não convenceram. No papel, aliás, é o que temos de melhor nos últimos tempos - há quem diga que a seleção olímpica é melhor que a principal. Os eternos rivais, no entanto, possuem jogadores decisivos. Sinto a falta de alguém com as mesmas características de Messi e Riquelme. Nada que impeça mais um triunfo verde-e-amarelo. Até porque estamos invictos há três anos - a última derrota ocorreu nas Eliminatórias-2006, no Monumental de Nuñez. Amanhã, às 10h (horário de Brasília), será de roer as unhas.

Eis as escalações:

Argentina: Romero; Zabaleta, Pareja, Garay, Monzón; Gago, Mascherano, Di María, Riquelme; Messi e Agüero. Técnico: Sergio Batista

Brasil: Renan; Rafinha, Breno, Alex Silva, Marcelo; Hernanes, Lucas, Anderson, Diego; Ronaldinho Gaúcho e Rafael Sobis. Técnico: Dunga

As comparações são livres. Na minha modesta opinião, a Argentina venceu por 7×4.

PS: dados oficiais do site zerozero.pt.

Colaborou Victor Canedo

Imagine se fosse no Brasil…

Seg, 18/08/08
por Lédio Carmona |
categoria Jogos de Pequim

O sumiço da vara de Fabiano Murer é uma vergonha para a organização dos Jogos de Pequim. Constrangedor e angustiante observarmos o sofrimento da brasileira, em busca do seu principal material de trabalho, em plena arena do Ninho do Pássaro. Evidentemente, Fabiana não venceria Yelena Isinbayeva, detentora de 24 recordes mundiais, mas carregava consigo esperanças de medalha de bronze.

Esperar mais quatro anos não é nada fácil. Enquanto isso, nenhum pronunciamento por parte da (des) organização dos Jogos. Ninguém sabe ninguém viu. Imagine se acontecesse no Brasil. Cia, KGB e Interpol já estariam por aqui, cheios de pose e marra, em busca da vara da atleta. Lamentável.

Seleção JA

Seg, 18/08/08
por Lédio Carmona |

Eis os selecionados da 20ª rodada:
Bruno (Flamengo); Nei (CAP), Pereira (Grêmio), Danilo (CAP) e Júlio César (Goiás); Túlio (Botafogo), William Magrão (Grêmio), Mádson (Vasco) e Ferreira (CAP); Kleber Pereira (Santos) e Pedro Oldoni (CAP). Técnico: Ney Franco (Botafogo)

Destaque para o pequenino Mádson, que mesmo sem marcar, comandou a goleada do Vasco sobre o Internacional, em São Januário. Menção honrosa para Vanderlei (Coritiba), Vítor (Goiás), Léo Moura (Flamengo)… Monte sua seleção. A selebaba também está valendo. E, por incrível que pareça, Eduardo Luiz não tem vaga.

PS: conhecia Fernandinha Oliveira, em 2000, durante uma reportagem em Porto Alegre para a TV Globo. Na época, às vésperas dos Jogos de Sidney, a gaúcha já sonhava com uma medalha. Demorou, mas chegou. Parabéns, mocinhas!

Elas conseguiram!!!

Seg, 18/08/08
por Lédio Carmona |

As meninas conseguiram. Depois de um início terrível, quando Prinz aproveitou-se do erro de Ericka para fazer 1 a 0, e Mittag e Behringer quase aumentaram, Martha, Cristiane & Cia conseguiram se estabilizar em campo, foram para cima das alemãs e chegaram ao empate ainda no primeiro tempo. Exatamente aos 43 min, quando Cristiane fez boa jogada pela esquerda, Marta tentou chutar tudo e Formiga, de primeira, empatou, finalmente vazando a quase instransponível Angerer, que não levara gol nem na Copa do Mundo, ano passado, e até hoje, nos Jogos de Pequim.

No segundo tempo, o Brasil voltou com personalidade, confiança e muito rimo de jogo. Movimentação, troca de posições e rapidez absolutas. Daniela Alves, Simone, Formiga, Cristiane e Marta jogavam demais. Aos 4 min, passe de Marta para Cristiane: 2 a 1 - décimo gol de Cristiane nos Jogos. Mesmo número de Prinz, ambas são as recordistas. Aos 8 min, golaço de Marta, sem ângulo, surpreendendo Angerer. Uma atuação perfeita.

As alemãs tontearam. Ainda tentaram reagir. Mas não tinham mais forças. Só para levar mais um golaço de Cristiane, consumando a sua marca olímpica. Placar: 4 a 1. Goleada histórica. Finalmente vencemos a Alemanha, de Prinz, em grande e definitivo estilo. Vamos à final em Pequim contra os Estados Unidos, que golearam o Japão por 4 a 2.

As meninas nunca estiveram tão perto da glória definitiva. A hora é essa. Queremos a revanche, por causa da perda da medalha de ouro para as americanas, em 2004. Elas querem a forra, em resposta à surra que levaram na semifinal da Copa do Mundo, ano passado. Jogaço.

Que Marta, Cristiane & Cia se consagrem e vençam de vez a má vontade da turma que nada faz para que o futebol feminino cresça dentro do país.

Elas merecem.

Foi lindo!

Oito ouros de Phelps

Dom, 17/08/08
por Lédio Carmona |
categoria Jogos de Pequim

Rafael Rafic

Editor Olímpico JA

Michael Phelps terminou de vez de fazer história em Pequim. Na última prova da natação, o revezamento  4×100 m medley, os Estados Unidos ganharam, como esperado, com 3:29.34 e novo recorde mundial. Assim Phelps ganhou a sua oitava medalha nessas Olimpíadas, todas de ouro, com 7 recordes mundiais, deixando Spitz de vez para trás.

Porém não foi o passeio que se estava esperando e Phelps, diferentemente do 4×100m livre, foi fundamental para esse ouro. Brendon Hansen fez uma parcial de peito horrível (no revezamento medley a ordem é diferente do nado medley, sendo costas, peito, borboleta e livre) e entregou para Phelps em 3°. Sem problemas, o aquaman passou todo mundo e entregou para o amigão Lezak fechar com uma diferença bem adiministrável de 0.81. Isso não impediu um ataque de Eamon Sullivan nos últimos 50m, mas nada que o escudeiro Lezak não pudesse responder para terminar 0.70 a frente do time australiano.

No pódio, com Phelps segurando o choro e rindo ao mesmo tempo, uma cena que nunca vi em uma prova de revezamento: ao fim da premiação o sistema de som do Cubo d’água pediu atenção especial e uma salma de palmas ao recordista de ouro em uma edição dos Jogos. O que se seguiu um uma longa saudação com todos os presentes de pé. Após a saudação foi entregue uma placa comemorativa do grande feito.

Realizado o feito, Phelps ganhará de seus patrocinadores o bônus de 1 milhão de dólares. Por justiça e gratidão ele poderia dar uns 50 ou 70 mil desse bônus para Jason Lezak, já que sem ele e sua arrancada espetacular no fim dos 4×100m livre, além do controle de Sullivan hoje, nada disso seria possível.

Qual será o próximo passo de Phelps? Segundo o próprio, será uma férias de 6 meses em uma praia. Após isso ele provavelmente diminuirá o ritmo e deverá escolher 4 ou 5 provas para nadar. Há especulações que ele mudaria totalmente seu plano de provas e disputaria provas de velocidade, entre elas o 100m livre para se juntar a Cielo, Bernard e Sullivan.

É com essa imagem de alegria e superação que a natação se despede dos Jogos Olímpicos de 2008 e já começa a pensar em Londres.

O homem mais rápido do mundo

Sáb, 16/08/08
por Lédio Carmona |
categoria Jogos de Pequim

bolt.jpg

Em Jogos Olímpicos, não me lembro de ter visto tal façanha. Usain Bolt transformou a prova mais nobre do atletismo e a mais aguardada em Pequim, num grande show particular. A figuraça não só ganhou a prova dos 100 metros rasos, como quebrou o recorde mundial (9s69) e, como tinha folga considerável sobre o segundo colocado, Richard Thompson, de Trinidad & Tobago (9s89), cruzou a linha de chegada batendo no próprio peito. Humilhante para os adversários. Era como se o jamaicano dissesse. ” Batam palmas para mim. Eu sou o cara”.

Eu bato. Bolt, como disse Lauter Nogueira, comentarista do SporTV, deve ser de outro planeta.

O esporte é mesmo fantástico e não comporta limites.

Dia de Ciello. De Bolt. De heróis.

A guerra de Shenyang

Sáb, 16/08/08
por Lédio Carmona |

Guerra em Shenyang. Assim foi o confronto entre Brasil e Camarões pelas quartas-de-final dos Jogos de Pequim. No fim, 12 cartões amarelos, um vermelho (Banning), 0 a 0 no tempo normal e uma corajosa vitória brasileira na prorrogação: 2 a 0, gols de Rafael Sobis, após belíssimo lançamento de Diego, e Marcelo, completando meio sem jeito, mas com estilo inusitado, uma boa tabela entre Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves.

O Brasil está nas semifinais. O adversário será a Argentina, que, também na prorrogação, fez 2 a1 na Holanda (Messi, Bakkal e Di Maria). Um clássico, como sempre, espetacular e sem favoritos. Enquanto isso, a Itália se foi ao perder por 3 a 2 para a Bélgica. O adversário dos belgas é a Nigéria (2 a 0 na Costa do Marfim, gols de Odemwingie e Obinna.

Mais uma vez o Brasil não fez uma grande partida. Mas jogou mais. Quis mais. Procurou mais. Camarões passou o jogo distribuindo bordoada, provocando os brasileiros e pouco foi à frente. Tem um time pobre tecnicamente, bem inferior aquele, comandado por Geremi e Eto´o, que venceu e eliminou o Brasil nos Jogos de Sidney. Todo fechado, o time camaronês se defendia como dava. E atacava a conta-gotas.

A questão é que o Brasil segue com controle das partidas, mas lento, sem abrir o jogo pelos lados, com Ronaldinho Gaúcho ainda vivendo de lampejos e com um centroavante isolado. Hoje, após a barracão de Pato, a bola da vez foi Rafael Sóbis. Insisto que Thiago Neves deveria ser titular. E que Diego e Ronaldinho Gaúcho, limitado ao lado esquerdo, deveriam encostar mais na frente. E os laterais, principalmente Rafinha, deveriam arquivar de vez a timidez.

Mesmo assim, o Brasil foi melhor. E venceu os desleais camaroneses na prorrogação e conseguimos a tal revanche por causa de 2000 (muita embora eu dê importância zero a isso). E, mesmo assim, seguimos em frente. Com um pouco mais de ajustes e coragem, dá para sonhar. É possível. E mais do que viável.


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