Formulário de Busca

Incontestável

Dom, 17/08/08
por Lédio Carmona |

17gremio.jpgDa mesma maneira que a alma despeitada do brasileiro tripudia dos resultados dos nossos atletas em Pequim, fazemos de tudo para botar para baixo quem merece elogios e uma melhor observação no Campeonato Brasileiro. Mas não. Preferimos simplificar, com nossas mentes obtusas, a vitória do Grêmio sobre o São Paulo por 1 a 0, no Olímpico (40.256 pagantes), gol de Perea, sob o simplório ponto de vista de que o lance decisivo do colombiano foi marcado em impedimento e que, dessa maneira, os gaúchos ganharam graças à arbitragem. Simplesmente patético.

O Grêmio ganhou do São Paulo por 1 a 0, gol de Perea, de fato, impedido, porque jogou melhor. Porque tem um meio de campo muito melhor do que o do adversário. Porque tem uma defesa tão boa quanto a do São Paulo, no ano passado, e que só levou 12 gols em 20 jogos. Por que tem um goleiraço. Porque tem William Magrão, volante que poucos dão valor, mas que corre o campo inteiro, marca e chega na frente. Porque tem um time disciplinado taticamente, que não joga bonito, mas sabe o que precisa para vencer, ou, no mínimo, chegar perto da vitória. Por tudo isso, o Grêmio ganhou um jogo chatíssimo, disputado num gramado encharcado, mas que, mesmo no cenário ruim, teve o vencedor correto.

O Grêmio não perde desde o dia 6 de julho. São 12 jogos invictos no Brasileiro. Venceu os últimos cinco jogos, dois deles fora de casa. O que o torcedor exigente quer mais? Ah, esqueci que o Grêmio tem o ataque mais positivo (36 gols) e é o time que mais ganhou (13). Eficiência ofensiva, sem ter um artilheiro brigando nas primeiras posições. Sinal de que o jogo é coletivo. Ainda não convenci vocês? Então, para fechar, com 73% de aproveitamento, o Grêmio precisará, segundo meus cálculos, de ganhar 50% dos pontos que tem a disputar para ser campeão. Nada mal para um time que não convence a tanta gente…

* O São Paulo? Esse sim, por mais que respeite e admire sua história e seu ótimo treinador, jamais me convenceu em 2008. Espirrou do G4 após perder uma partida da qual jamais deu pinta de que reagiria. Terá que jogar muito mais para jogar a Libertadores em 2009. Ainda dá? Claro que sim. Mas do jeito que está, não dará.

Há casamentos que, antes mesmo de serem consumados, davam pinta de que poderiam ter final feliz. Eu, pelo menos, sempre achei que Ney Franco tinha caixa para dar jeito no Botafogo. E que a Estrela Solitária poderia fazer do treinador um sujeito satisfeito com a relação. Não deu outra. Desde que houve o “sim” entre as duas partes, os alvinegros jogaram 10 partidas no Brasileirão. Ganharam 7, empataram 2 e só perderam 1 (São Paulo, no Morumbi). São cinco vitórias seguidas, a quinta hoje, na Ilha do Retiro, contra o Sport (1 a 0, gol de Jorge Henrique). E, vejam só, Ney Franco e o Botafogo dormirão os próximos dias no G4 (4º, com 34 pontos). Lua de mel mais do que perfeita.

* Sobre o jogo, confesso que já vi o Botafogo, de Ney Franco, jogar mais. Mas, como também já observei o Sport, de Nelsinho Baptista, funcionar melhor, ganharia quem marcasse primeiro. Foi o Botafogo, com Jorge Henrique. Pois é: quando a fase é boa, até Jorge Henrique acerta o gol. Que fase. Que amor. Que momento…

* Jogo duríssimo no Parque Antarctica (15.210 pagantes). É muito bem arrumado e treinado esse Coritiba, de Dorival Junior. Controla o jogo, não se desespera, sabe ficar com a posse de bola, e arrisca bem nos contra-ataques. Mas é duro fazer resultado na casa do Palmeiras. Lá, em 10 partidas, o time de Vanderlei Luxemburgo venceu nove. Hoje foi a nona: 1 a 0, gol de Alex Mineiro, de cabeça, na reta final da partida. Quando tudo parecia ainda mais difícil, pois os anfitriões jogavam com 10 (Fabinho Capixaba foi expulso). Mas veio o gol de Alex Mineiro. E, com ele, os três pontos.

O problema é que a equipe não tem regularidade. Fora de casa é um fracasso (30% de aproveitamento). Por isso está a sete pontos do Grêmio (3º, com 37). Mas o fator-campo lhe garante uma vaga no G4. Se o Palmeiras terá força para ir além, deixemos para responder mais à frente. Com a atual irregularidade, será difícil. Já o Coxa segue em oitavo, com 32. Uma ótima campanha para um clube que (está na cara) tem organização, planejamento e bom-senso.

* O empate invariavelmente é ruim para ambos. O Flamengo, no entanto, não tem do que se queixar depois do ponto conquistado (2×2) diante do Santos, na Vila Belmiro (15.359 pagantes). Saiu ganhando, aos sete minutos, num lance isolado - e sortudo - de Léo Moura. E só. Passou o resto do primeiro tempo acuado, sem opções ofensivas. Inclua aí Marcelinho Paraíba, apagado em sua estréia- talvez pela falta de ritmo. Não à toa Bruno foi o grande destaque da partida, mesmo com os dois gols de Kleber Pereira. A expulsão de Cristian no segundo tempo só reforça a satisfação rubro-negra ao conquistar o empate com o mesmo Léo Moura, de pênalti - estupidamente cometido por Domingos.

A lamentar a grave contusão sofrida pelo jovem promissor Maikon Leite. E, claro, a péssima fase santista. Já são quatro jogos sem vitória e quinze rodadas na zona de rebaixamento. Enquanto o time de Caio Júnior, mesmo sem vencer, manteve os dois pontos e distância do G4. E terá Juan de volta contra o Grêmio, no jogão de quinta-feira, no Maracanã.

* Tita deve estar querendo uma estátua em São Januário (5.387 pagantes). Ele conseguiu fazer com que a pavorosa defesa do Vasco jogasse bem contra o Internacional. Quase não falhou. O meio de campo esteve bem, principalmente Alex Teixeira e Madson. E o ataque, bem ou mal, sempre funcionou.

Soma-se tudo isso, ao bizarro lance de Clemer, que cometeu uma das furadas mais ridículas da história octogenária de São Januário, e chegamos à goleada de 4 a 0 do Vasco sobre o Internacional (Bolivar, contra, Edmundo, Eduardo Luís e Jean). Após três domingos sendo surrado, chegou o dia de o Vasco dar a sua coça! E foi de jeito. Tão forte que o tirou da zona do rebaixamento (15º, com 22). Que aproveite a fase e o bom astral de Tita para sair do buraco de vez por todas.

O Internacional cheio de novos jogadores é uma confusão só. Falta entrosamento, falta ritmo de jogo para os novos, como Daniel Carvalho e D´Alessandro, falta força física, falta liga com Tite. Infelizmente, o Internacional tem muitos bons jogadores, mas ainda não tem um time. Se terá um time a tempo de levá-lo à Libertadores, só um trabalho rápido e bem-feito garantirá. Eu, sinceramente, não acredito mais.

* A primeira etapa no Maracanã (12.666 pagantes) mostrou porque Fluminense e Atlético Mineiro habitam a parte debaixo da tabela há tantas rodadas. Passes errados a esmo, total falta de criatividade, faltas bobas… O tempo demorava a passar. Cuca então trocou o apagado Eduardo Ratinho pelo também ex-corinthiano Everton Santos. O Tricolor Carioca não melhorou. Mas, como atacava um pouco mais, marcou com Dodô, aos 16 da segunda etapa, após belo passe de Washington - um dos raros momentos de qualidade da dupla. A melhor chance do Atlético Mineiro veio com Petkovic, em escanteio cobrado na trave. Muito pouco. Somália ainda teve tempo para desperdiçar boas chances. O segundo tempo da equipe de Cuca não foi animador, porém eficiente. Justamente o que o Fluminense mais necessita. Já o Galo manteve a rotina de maus resultados longe de casa. Se o objetivo for somente escapar da segundona, o Atlético deve consegui-lo após algum esforço. Lamentável para um clube centenário e de muita tradição.

* O Goiás parece mesmo disposto a alçar vôos maiores. Mais uma boa vitória no Serra Dourada (4.083 pagantes). Dessa vez sobre o Náutico, de Roberto Fernandes, por 3 a 0. O alviverde não precisou nem de boas atuações de Iarley e Romerito - destaques até então. Gols de Paulo Baier, Paulo Henrique e Vítor - por pouco não o coloquei no Cartola FC. E 26 pontos somados, já na 11ª colocação - hoje estaria classificado para a Sul Americana. O Timbu, sem qualquer reação, voltou à zona de rebaixamento. Possuí o pior ataque da competição, com apenas 20 gols marcados. É bom vencer o jogo-chave diante do Fluminense, quarta-feira, nos Aflitos.

Colaborou Victor Canedo

Papo com Manolo Epelbaum

Qui, 14/08/08
por Lédio Carmona |

Tive o imenso prazer de conversar hoje com o mais brasileiro dos argentinos: Manolo Epelbaum, argentino radicado no Rio de Janeiro e comentarista do Sportv. Não à toa é meu fornecedor oficial do El Gráfico e Olé. Papo vai, conversa vem e o assunto principal foi a contratação por empréstimo de um ano do argentino Rubens Sambueza (assista ao vídeo acima) pelo Flamengo, por R$ 400 mil.

O Flamengo acertou em contratar Sambueza?
Eu gostei, mas não é o que o rubro-negro espera de imediato. Rubens Sambueza, de 24 anos, é um jogador muitíssimo voluntarioso. Confiável para todo técnico - como a maioria dos argentinos, é um guerreiro em campo. Mas não é lá de marcar muitos gols - a maior carência do time atualmente. Fez apenas dois em 16 jogos que disputou pelo River Plate nas Libertadores recentes. E mais cinco no restante da carreira. No Pumas, do México, sofreu o problema de todo jogador que é emprestado. Comparando-o no cenário nacional, está mais para Guiñazu do que Conca, pelo poder de marcação que tem. E, como ambos os citados, sabe jogar.

E quanto ao volante uruguaio Orteman, agora do Grêmio?
Volante que sabe marcar muito bem. A cara do Celso Roth (risos). Mas por incrível que pareça o time desse ano tem volantes que sabem jogar. Não à toa são líderes com todos os méritos. O banco do Grêmio está fortalecido.

D’Alessandro é a maior contratação do futebol brasileiro nos últimos tempos?
Sim. Claro que Tevez é Tevez, e está pelo menos dois degraus acima. Mas Andres irá se destacar em Terra Brasilis. É valente, e foi um dos destaques da boa campanha do San Lorenzo na última Libertadores e na arrancada do Clausura 2008. Sem contar, é claro, as atuações pelo River Plate em 2003.

Manolo ainda destacou os jovens Lavezzi e Buonanotte na Seleção Olímpica argentina. O primeiro já é titular do Nápoli, enquanto o segundo brilha no River Plate. Mas que dificilmente permanecerá algum tempo na Argentina. Lamentou a saída das jovens promessas - e até realidades - para a Europa. Culpa dos empresários que assolam a América do Sul.

* Enquanto isso, por nove milhões de euros, a Roma tirou Julio Baptista do Real. Um negócio concluído com atraso de um ano. JB era para ter trocado paella por pizza em agosto do ano passado. Agora, finalmente houve o acordo. Que, na prática, é bom para as três partes.

Colaborou Victor Canedo

Cielo, o craque da noite

Qua, 13/08/08
por Lédio Carmona |

Numa noite de Gre-Nal movimentado em Porto Alegre, e da vitória do Vasco em São Januário às moscas, foi um jovem nadador de 21 anos que brilhou. O nome dele é César Cielo, medalhista de bronze nos 100m livre. Pouco importa para nós o fato de Alain Bernard ter se recuperado do revezamento há duas noites e conquistado o ouro. Ou Eamon Sullivan decepcionado com a prata. Jason Lezak, detentor do menor tempo da história no 100m livre - porém não computado como recorde mundial -, ainda empatou com o nosso prodígio. E, como disse na emocionante declaração: que venha o ouro nos 50m livre.

* Gre-Nal reúne quase sempre os mesmos ingredientes: poucos gols, jogo pegado, e principalmente, equilibrado - o que não quer dizer que é uma fórmula ruim. Assim como no primeiro turno do Campeonato Brasileiro, Grêmio e Internacional saíram de campo com um empate. No Beira-Rio (28.921 presentes), 1 a 1. Daniel Carvalho, de pênalti, - primeiro gol no retorno ao Colorado - e Léo - único titular do Tricolor Gaúcho - marcaram na segunda etapa.

O fator casa e o time titular já deveriam ser o suficiente para uma vitória dos comandados de Tite. Mas a fase não é boa. Poucas chances reais de gol foram criadas - Rosinei, Índio… D’Alessandro teve estréia apenas regular. E a defesa quase reserva do Grêmio só foi furada pelo pênalti cometido em Guiñazu. Preocupante para o Internacional não só o fato de não ter vencido - o empate soa como uma derrota -, mas por novamente não encaixar o seu jogo, ainda que sem Nilmar e Alex. Já a equipe de Celso Roth sai satisfeitíssima com o resultado conquistado pelos reservas. Joga por um empate sem gols ao lado de sua torcida. E embalado para mais uma final antecipada diante do São Paulo, domingo, no Olímpico.

* Reservas do Vasco contra os reservas do Palmeiras. Assim começou a Sul-Americana para esses dois representantes brasileiros. Tinha Madson de um lado; Elder Granja, do outro. E até que jogo, disputado num São Januário às moscas, foi razoável. Aberto, franco e divertido. Equilibrado no primeiro tempo, com leve superioridade do Palmeiras: 1 a 1 nessa parte, gols de Allan Kardec e Jefferson. No segundo tempo, o Vasco melhorou, o Palmeiras parou de jogar e, com justiça, o time de Tita fez 3 a 1, gols de Matheus e Madson, de pênalti. Agora, na volta, em São Paulo, o Vasco pode perder até por um gol de vantagem que estará classificado. Será que o Palmeiras terá fora (e vontade) para reverter?

Em tempo: creio que o jogo serviu para Tita distribuir gente boa para o meio de campo do Vasco. Matheus, melhor jogador em campo, Bruno Gallo e Madson fizeram ótima partida. Vale a pena insistir com o trio.

Colaborou Victor Canedo

Eles não aprendem

Ter, 12/08/08
por Lédio Carmona |

Confesso que não consigo entender. A Copa Sul-Americana oferece 75 mil dólares por jogo aos seus participantes. O campeão, além das cotas, ganha mais 1 milhão de dólares. E o que faz a maioria dos nossos clubes, amparada por seus iluminados cartolas? Desdenha do evento e enche de reservas suas equipes.Começa hoje para os brasileiros. Na Arena da Baixada, titulares do Atlético Paranaense contra um misto do São Paulo.

Amanhã, em Porto Alegre, reservas do Grêmio contra o principal do Internacional.

Botafogo e Atlético Mineiro devem usar o que têm de melhor, descontados os desfalques, amanhã, no Engenhão.

E o Vasco, o Super-Vasco, aquela máquina cheia de craques, vai com reservas (!?!?!?) contra o Palmeiras, em São Januário.

Se o time principal já é ruim, imagine o que será reserva!

Se o Vasco tem uma fagulha de chance de ganhar algo em 2008 seria a Sul-Americana. Pelo jeito, dirigentes e comissão técnica não entenderam isso.

Confesso que não entendo a lógica desse pessoal.

Aí, quando chegarmos em dezembro, e com cara triste observamos festa de argentinos ou mexicanos, todos com os bolsos cheios, faremos cara de arrependimento.

Não tem jeito. Todo ano é a mesma ladainha.

Meio caminho andado

Sáb, 09/08/08
por Lédio Carmona |

Não há melhor forma para terminar um turno de Campeonato Brasileiro. Líder isolado (41 pontos), melhor ataque (35 gols marcados), melhor defesa (12 gols sofridos), mais vitórias (12), menos derrotas (duas, a última na 9ª rodada) e há quatro jogos sem sofrer um gol sequer. Este é o Grêmio, muito bem na fita para levantar o caneco em dezembro. E que neste sábado deu mais um gigante passo. Vamos aos jogos:

* O resultado de 4 a 0 normalmente sugere um atropelamento. Não foi o que ocorreu no Mineirão. Mas na base da competência, o Grêmio novamente chegou lá. Defende-se como ninguém no campeonato. E dá o bote na hora certa. Como no gol de William Magrão, aos 35 do primeiro tempo. Que tendeu levemente ao Atlético. Embora Victor quase não tenha trabalhado - a trave ajudou em chute de Petkovic. Placar necessário para a equipe de Celso Roth usar mais ainda sua principal arma: o contra-ataque. Perea sofreu pênalti. Tcheco cobrou e fez 2 a 0. O Galo, então, sucumbia diante do desespero. Reinaldo, assim como em Florianópolis, aproveitou e deixou mais dois - na ocasião marcou três vindo do banco. Enquanto o ótimo Victor tratou de se consagrar - melhor goleiro do primeiro turno. Goleada de gente grande sobre quem já foi um dia. Infelizmente, o Atlético ficará satisfeito se fizer figuração na competição. Apesar da melhora com Marcelo Oliveira, a briga, como de hábito, é para escapar da segundona. Não há presente pior para uma instituição centenária - e de muito respeito - como o Clube Atlético Mineiro.

* A crise na Gávea já tomava proporções maiores e inesperadas. O longo jejum - sete jogos sem vitória - incomodava. E não havia melhor adversário para o Flamengo pôr um fim: o Atlético Paranaense, no Maracanã (14.257 pagantes). Mas o rubro-negro precisava de um herói, digamos alternativo. Diante de tantos desfalques, acabou sendo fácil encontrá-lo. Jaílton, o vilão da torcida de outrora, certamente fez o gol mais importante de sua carreira - grata colaboração de Galatto. O magro 1 a 0 - que para o torcedor rubro-negro é um placar gigante - é mais do que suficiente para a tranqüilidade voltar aos comandados de Caio Júnior. O Flamengo continua a dois pontos do G4, muito embora careça de reforços - para o ataque, e, principalmente, o meio-campo. Ou até mesmo um lateral-esquerdo se Juan for atuar como armador. Já o Atlético Paranaense, que de Furacão nada tem, muito provavelmente voltará à ingrata zona de rebaixamento. Futebolzinho feio e nada eficiente. Ao menos se constata a cada rodada que o problema não vem do banco de reservas. Vive acima disso.

* Partida movimentadíssima no Morumbi. O São Paulo jogou para o gasto e venceu o Goiás, por 2 a 1. Talvez a trave de Paulo Baier, já no fim, não fosse esperada, mas o Tricolor Paulista desandou a desperdiçar chances de gol. Dagoberto, inclusive, chegou a marcar, mas o gol foi corretamente anulado - André Lima participou do lance. Bolas na rede, de fato, foram três; Zé Luís e Rodrigo - que petardo! - para o time de Muricy, e Iarley - sempre ele -, de pênalti, para o alviverde goiano. Aliás, penalidade pra lá de discutível - ao menos em nada influenciou. O São Paulo continua em busca de uma regularidade, mas a vaga no G4 está assegurada até o início do returno. Enquanto o Goiás, de Hélio dos Anjos, sofre do sobe-e-desce. E hoje, quando joga fora de casa, a tendência é cair. Embora tenha material necessário - precisa ser bem trabalhado - para escapar da temida segunda divisão.

Colaborou Victor Canedo

Jogo dos contrastes

Qua, 06/08/08
por Lédio Carmona |

Quarta-feira nada agradável para Santos, Vasco e Flamengo. Crises, lesões e ao menos duas quedas de técnicos – Antonio Lopes e Cuca; Pintado na corda bamba – marcaram a última noite. Que também teve gente sorrindo. Casos de Grêmio, Fluminense e Atlético Mineiro. Os empates estão cada vez mais escassos. Nada mais natural que o jogo dos contrastes entre em cena no Brasileirão. Vamos aos jogos:

*Pobre torcedor do Vasco. Sofre em busca de dias melhores. Pede mudanças. Quer time. E, em compensação, ganha uma defesa com Anderson (quem indicou?), Jorge Luis e Vitor; e um inacreditável meio de campo, com Marquinho, Rodrigo Antonio e Madson. Feliz torcedor do Coritiba. O time é bom, bem treinado, tem padrão tático, bons apoiadores, como Carlinhos Paraíba e Alê, e um atacante excelente, chamado Keirrison, autor do segundo gol na vitória por 2 a 0, em São Januário (6.657 pagantes). João Henrique marcou o primeiro.

Pobre torcedor do Vasco. Amarga as escalações erradas de Antonio Lopes, não entende como Alex Teixeira pode ser reserva de Marquinho. E talvez, a partir daí, entenda melhor como seu time perdeu 9 jogos em 18 disputados e está perto da zona do rebaixamento. Entrar nela é questão de tempo. Feliz torcedor do Coritiba. Com a terceira vitória seguida fora de casa (Náutico, Santos e Vasco), o time chegou aos 29 pontos e, além de provar ser o melhor do Paraná, está muito perto do G4. Feliz torcedor do Vasco, que comemora a saída de Antônio Lopes. O elenco, como de conhecimento geral, é fraco. Não possibilita muitas pretensões, no máximo um meio de tabela. Mas não havia mais espaço para erros do ex-técnico vascaíno. Resta saber o substituto - Tita é um dos mais cotados. Trabalho, certamente, ele terá.

* 14 jogos: 3 vitórias, 4 empates e 7 derrotas. Este terrível retrospecto é referente à passagem de Cuca no Santos. Hoje, após mais uma decepção, o treinador não resistiu no cargo. Decepção que tem significado inverso para o Atlético Mineiro. Com gols de Jael, Márcio Araújo e Rafael Aguiar, o Galo virou para cima do Santos - Kleber Pereira e Vinicius (contra) -, por 3 a 2, em plena Vila Belmiro (6.657 torcedores). E não só conquistou sua primeira vitória fora de casa, como se distanciou da temida zona de rebaixamento. Um alento à equipe do efetivado Marcelo Oliveira.

O mesmo não vale para o alvinegro praiano, que há uma semana ameaçava uma tímida reação. Mas as duas derrotas seguidas em casa expuseram – novamente - as fraquezas do elenco santista, estacionado nos 17 pontos. A zaga, mesmo com a chegada de Fabiano Eller, continua fraquíssima – vide terceiro gol do Atlético. O ataque continua a perder gols. E, Kleber, destaque das boas campanhas de 2006 e 2007, é o símbolo da desilusão. Seja no meio-campo ou na lateral. Fala-se em Gallo como solução. Enquanto isso, rios de dinheiro são desperdiçados em jogadores inúteis no elenco. Só não pergunte sobre reforços aos vândalos que se dizem torcedores. O estrago pode ainda ser maior.

* O empate no Serra Dourada (39.200 pagantes) já não agradava o Flamengo, abalado com os recentes acontecimentos. Mas a fase é tão ruim que o Goiás encontrou o gol da vitória com Iarley, aos 46 minutos da segunda etapa. Gol que só agrava a crise rubro-negra. Já são sete jogos sem vitória, e no próximo sábado terá de enfrentar o Atlético Paranaense com oito desfalques. Ao menos Juan, um dos únicos lúcidos do time ao lado de Airton, jogará. Ontem, o lateral não só sofreu o pênalti – bem cobrado pelo apagado Léo Moura -, como participou das principais chances de perigo do Flamengo. Mas a zaga já havia falhado no primeiro gol de Iarley – idêntico ao de Guilherme no último domingo – e erraria no segundo. A equipe de Caio Júnior ainda encontrou a trave em duas oportunidades – Jaílton e Henrique (contra) -, mas não resistiu à pressão.

O rubro-negro vive, de longe, o pior momento em sua fase recente. Só não se sabe até quando a bruxa – ou bruxos que soltam bombas – irão rondar a Gávea. Acreditem, há como ficar pior. Embora eu não acredite que a diretoria irá ficar de mãos atadas. Já o instável Goiás aproveita o fator casa. Até agora, suficiente para deixá-lo afastado da zona de rebaixamento.

* Esperava-se mais do líder diante do lanterna, em casa. O Grêmio esteve longe de mostrar o bom futebol de outrora, foi pressionado durante parte do jogo, mas conquistou mais três importantíssimos pontos na luta pelo simbólico título do primeiro turno. Perea – a dúvida fica se Marcel tocou na bola, caracterizando o impedimento -, logo aos três minutos, marcou o único gol da partida. O Ipatinga parecia não se importar. Por incrível que pareça, impôs o seu ritmo e por pouco não empatou – Victor, assim como no domingo passado, fez grande defesa. A equipe de Celso Roth acordou na segunda etapa. As entradas de Souza e Felipe Mattione – que gol perdido! - melhoraram consideravelmente o Grêmio, mas o magro resultado satisfez os 28.137 pagantes no Olímpico. Bom para o Tricolor Gaúcho, ainda soberano na liderança – oito pontos à frente do quarto colocado. Já o Tigre, apesar da melhora dentro de campo, perdeu como (quase) sempre. E permanece com os míseros 13 pontos, ostentando a lanterna. Como é difícil imaginar o Ipatinga na Série A em 2009…

* Renato Gaúcho abdicou dos três volantes. Não mais improvisou na lateral. E com Washington novamente inspirado, o Fluminense repetiu o placar do duelo das quartas-de-final da Libertadores: 3 a 1, no mesmo Maracanã (8.515 pagantes). Hugo abriu o placar no início de uma movimentada segunda etapa. Já o primeiro tempo só foi notado quando a torcida tricolor protestou – pacificamente, diga-se – ao adentrar a arquibancada carregando caixões e cruzes. O resultado, até certo ponto surpreendente, tem lá suas justificativas. Muricy errou tanto na escalação como nas substituições – o lateral-direito Éder cometeu pênalti prá lá de infantil. Jean, que teve boa atuação diante do Vasco, só foi entrar na segunda etapa. Richarlyson continua errando e muito. E o hoje acomodado São Paulo pode deixar o G4 caso o Vitória empate com o Palmeiras, no Palestra Itália. Enquanto o por ora ofensivo Fluminense vê uma luz no fim do túnel – acesa pela lanterna do Ipatinga, rival de domingo.

* Sobrevida ao Atlético Paranaense. No duelo dos desesperados, o Furacão derrotou o Náutico, por 2 a 0 – um em cada tempo -, na Arena da Baixada (12.142 pagantes). Rafael Moura – pasmem! – e Danilo anotaram. Maurinho – aquele mesmo – ainda foi expulso no Timbu. Enquanto um novo técnico não é anunciado, o interino Tico tem de se virar com o que tem. A sorte foi ter enfrentado uma equipe tão desqualificada quanto o rubro-negro da baixada. Ambos não me convencem. E Pintado já balança no cargo. Nunca é demais ressaltar o erro da direção alvirrubra ao demitir Leandro Machado – na época, o Náutico disputava uma vaga no G4. Hoje, ocupa a primeira vaga da zona de rebaixamento. Erros que não são perdoados.

* O Sport apenas exerceu o mando de campo para vencer a abatida Portuguesa, na Ilha do Retiro. Resultado até previsível. A Lusa já acumula sete derrotas fora de casa, enquanto o Leão alcançou o sexto triunfo como mandante. Roger e Bruno Rodrigo (contra) marcaram em cada tempo. Inúmeras chances desperdiçadas. Sérgio ainda defendeu pênalti de Luciano Henrique. Pouco para a equipe de Valdir Espinosa, que, sem Diogo, não aspira confiança alguma – e vai brigar contra o rebaixamento. No tamanho para o time de Nelsinho, na oitava colocação – e já na Libertadores de 2009.

Colaborou Victor Canedo

Brasileirão às avessas

Dom, 03/08/08
por Lédio Carmona |

Foi a rodada dos visitantes. Seis vitórias, contra apenas quatro dos mandantes. Não houve empate. No total, 32 gols, com média de 3,2 por partida. Rodada que mudou a cara do Brasileirão, de cima para baixo. Em cima, o Grêmio confirmou o primeiro lugar, com Cruzeiro em 2º e, finalmente, dois paulistas no G4 - Palmeiras e São Paulo. O Vitória foi para quinto e o Flamengo, sem vencer há seis jogos, despencou para sexto, a sete pontos do Grêmio. No fundo, Santos, Fluminense e Ipatinga seguem aboletados na zona do rebaixamento, agora na companhia do Atlético Paranaense, que não merece time tão fraco. Segue o resumo do domingão:

* O Grêmio não perde desde a 9ª rodada. Hoje, na 17ª, nada mais natural que seja o líder. Incontestável, por sinal. Em mais um confronto direto, o Tricolor Gaúcho fez o dever de casa diante do Vitória, no abarrotado Olímpico. Triunfo que só veio com a ajuda do ótimo goleiro Victor – defesa épica em cabeçada de Anderson Martins -, quando o time de Celso Roth já vencia por 1 a 0, com William Magrão – achei falta no lance. Vale destacar o belo lançamento de Rafael Carioca para Perea tocar levemente na trave, ainda na primeira etapa. Souza, em sua estréia, também lançou. E Reinaldo não desperdiçou. Resultado que só reforça a superioridade do Grêmio. Melhor ataque, com 30 gols; melhor defesa, com 12; mais vitórias, 10; menos derrotas, 2. Números de um forte favorito ao título. Ao contrário do Vitória, de Vagner Mancini. Desfalcado de Ramón e Willians, a derrota de hoje era aceitável, embora decisiva. E enfrenta outro adversário direto na quinta-feira – Palmeiras. Há qualidade suficiente para cobiçar uma vaga na Libertadores. O título, pelo visto, é demais para o Leão do Barradão.

* O marasmo rubro-negro continua. Para mais de 37 mil pagantes no Maracanã, o Cruzeiro voltou a aprontar das suas e, pela melhor fase que vive, venceu o Flamengo, de virada, por 2 a 1. Sem ter o que fazer com o setor ofensivo, Caio Júnior testou apenas Obina como atacante, e pôs o jovem Erick Flores em campo. Como era de se esperar, não deu resultado. A Raposa não foi brilhante na primeira etapa, mas dava trabalho a Bruno. Vandinho e Diego Tardelli entraram como solução. O primeiro marcou em sua estréia. Mas o Flamengo, perdido, sofreu a virada num intervalo de quatro minutos. Guilherme – que fase vive o garoto! – e Rômulo, livre, marcaram para o Cruzeiro. Fábio Luciano, já no fim, expôs a real situação do Flamengo ao ir para o ataque desesperadamente. E o rubro-negro acumula seis jogos sem uma vitória sequer – sete pontos atrás do líder Grêmio. Há menos de um mês o clube era referência com cinco pontos de vantagem. Esse é o cíclico futebol. Mas para voltar a vencer, Caio Júnior precisa não só reanimar o time, como encaixar as poucas peças que possuí. E torcer por mais contratações – principalmente no setor ofensivo, fragilizado ainda mais com a perda de Tardelli, no mínimo fora por três meses. A vinda de Vandinho ainda é muito pouco para quem almeja(va) o título.

Já o time de Adílson Baptista é só alegria. Três ótimas vitórias consecutivas mantiveram a Raposa na vice-liderança, com 33 pontos. E hoje nem precisou de Wagner, que deixou o gramado lesionado ainda na primeira etapa – não preocupa. Se o Cruzeiro não me convencia há algumas rodadas, aos poucos me faz acreditar que o título é possível. Embora necessite de Ramires – cobiçado agora pelo Werder Bremen.

 

* No início parecia que não daria liga. Ali pela sétima rodada, a sensação é de que não haveria nem namoro. O flerte recomeçou depois da décima. E o início da relação começou hoje. O São Paulo, enfim, conquistou o G4. No Morumbi, 4 a 0 em cima do limitadíssimo, confuso, desunido e mal escalado Vasco, que, pelo segundo domingo consecutivo, levou uma goleada capaz de envergonhar o mais crente e utópico dos vascaínos.

O jogo nunca foi difícil para o São Paulo. O time de Muricy Ramalho foi melhor o tempo todo. André Lima, o estreante, fez 2 a 0 no primeiro tempo. Dois gols polêmicos, ambos num breve impedimento. Lances difíceis de serem vistos. Na dúvida, pró-ataque. Assim eu entendo essas situações. Mas, evidentemente, vai ter gente se enganando e dizendo que o Vasco perdeu por culpa disso. No segundo tempo, após Antonio Lopes tirar Madson e oferecer Allan Kardec para os vascaínos, Rogério Ceni ensinou a bater falta e pênalti: 4 a 0. Massacre anunciado e justo. Sem choro nem vela. O São Paulo está no G4. E o Vasco está a dois pontos do rebaixamento. Doloroso…

* Fácil. O Botafogo nem precisou se esforçar para vencer o Atlético Paranaense, por 3 a 0, em plena Arena da Baixada (16.966 pagantes). Lúcio Flávio, Jorge Henrique e Túlio marcaram ao cantos de “olé” da torcida rubro-negra. Os três, ao lado de Diguinho, têm sido os destaques do ótimo time armado por Ney Franco, que já soma 25 pontos - apenas cinco abaixo do G4. Embora ainda falte algum matador – casos dos empates com Santos e Flamengo, e na derrota para o São Paulo. Mas é um time que cria - privilégio de poucos nesta competição. Se mantiver o ritmo, por que não sonhar com uma vaga na Libertadores? Quem paga o pato é Roberto Fernandes, virtualmente desempregado. O Furacão em sua pior fase no campeonato, na 17ª posição, com 17 pontos. Até que ponto vale à pena investir na estrutura, e, conseqüentemente, abandonar os investimentos no time?

* Longe de apresentar um futebol satisfatório, o Palmeiras jogou o suficiente para vencer o Ipatinga, no Ipatingão, por 2 a 1. Valdívia deixou a polêmica de lado e marcou os dois do alviverde. Alex Mineiro poderia ter assumido a liderança isolada, mas desperdiçou um pênalti. Mas a zaga palmeirense não poderia passar duas partidas sem sofrer um gol sequer. Adeílston, no fim, descontou. Não fez diferença. Ainda que sem brilho, o Palmeiras volta ao G4 na terceira posição, com 31 pontos. Mas é bom Luxemburgo torcer pela volta de Gustavo. Gladstone e Jeci ainda podem atrapalhar as ambições do Palmeiras no Campeonato Brasileiro. Já o Tigre continua segurando a ingrata lanterna. A cada rodada o sonho de permanecer na Série A torna-se cada vez mais utopia.

* Na Vila Belmiro (10.261 pagantes), falou mais alto a irregularidade do Santos. Diante de um Coritiba muito bem organizado, o time de Cuca errou passes demais, esbaldou-se em fazer falta inúteis, ofereceu o contra-ataque ao Coxa e foi derrotado com três gols do ótimo Keirrison. Dois deles em falhas claras do goleiro Douglas. No Santos, destaque apenas para o garoto Maikon Leite, autor do gol, mas que exagerou no individualismo. E, no fim, Kleber, que de novo não jogou nada, pediu desculpas aos torcedores. Fez bem. O Santos, creio, sairá do buraco. Mas a irregularidade atrapalha. Por isso, sonhos são proibidos. Melhor ser prático: escapar do abismo. E ponto final.

* Marcelo Oliveira tratou de apagar mais um incêndio no Atlético Mineiro. Depois da demissão de Gallo na última quinta-feira, o interino comandou a virada do Galo sobre o Sport, por 2 a 1, no Mineirão. Ainda que com dificuldade, o alvinegro faz valer o mando de campo. Roger abriu o placar para o Leão. Perdeu outros tantos gols. E o Atlético Mineiro, com Marques e Gedeon, assumiu a 12ª posição. Nem parece a crise que pintava após a goleada sofrida para o Vasco, com 21 pontos. O Sport, no entanto, caiu para a décima colocação. E não precisa se preocupar com o fantasma do rebaixamento. Muito provavelmente disputará a Libertadores de 2009 na primeira divisão.

Colaborou Victor Canedo

Azul de tricolor

Qui, 31/07/08
por Lédio Carmona |

Não me surpreendi com mais um resultado positivo do time de Celso Roth. Enquanto outros pensam em reforços, o Tricolor Gaúcho acumula pontos. A liderança é mais do que merecida. E com um quê de preto e branco somado ao azul da quarta-feira. Mas a quinta-feira não foi só agitada no Couto Pereira – e na tabela. Vamos aos jogos:

* O Grêmio tinha pela frente um adversário ainda invicto em seus domínios. O Coritiba já havia vencido Palmeiras e Flamengo – e empatado com o Cruzeiro - no Couto Pereira. Mas o gol de Marcel, no início da segunda etapa, de cabeça, e uma defesa quase intransponível garantiram mais três pontos ao Tricolor Gaúcho. Tanto que o muito bom Victor sequer trabalhou - Hugo e Keirrison jogaram para fora as chances de um resultado positivo. Méritos do ótimo sistema defensivo da equipe de Celso Roth – apenas 12 gols sofridos. E, claro, de um time que sabe vencer também fora de casa – possuí quatro vitórias longe do Olímpico, uma a mais que Ipatinga e Fluminense no geral. O Coxa, no entanto, desperdiçou a oportunidade de encostar no G4. Dorival Júnior tem qualidade em mãos, mas o meio da tabela parece ser inevitável tamanha a quantidade de times equilibrados.

* A tensão que pairava em São Januário e a péssima situação na tabela talvez não permitissem acreditar em uma noite tão boa – dentro de campo, diga-se – para o Vasco. O Atlético Mineiro, no entanto, até começou melhor. Levou o primeiro, de Edmundo, mas empatou em seguida, com Jael. A partir daí a equipe de Antonio Lopes – que sobrevive no comando vascaíno – cresceu nos erros do Galo. Eduardo Luiz e Mádson – belíssimo gol – ampliaram. Em dezessete minutos de segundo tempo já vencia pelo humilhante placar de 6 a 1 - Wagner Diniz, duas vezes, e Leandro Amaral. Aliás, melhores em campo ao lado de Edmundo. Resultado expressivo, mas longe de empolgar. Até porque o elenco vascaíno não permite tal aventura. Assim como o Atlético, o time é fraco. E as defesas juntas somam 58 gols sofridos. Não há Gallo que resista. O treinador é mais um ter seu nome na ingrata lista que assombra os técnicos. Muito embora Marcelo Oliveira dê conta do recado sempre que assume a função de bombeiro. Fato que foi encoberto pela grande polêmica da noite: Edmundo. Novamente.

O atacante vascaíno, que já havia reclamado de Antonio Lopes pela substituição, disparou contra Leandro Bomfim e Jean, acusando-os de terem pedido para não entrar em campo, assim como Morais, no dia anterior. Ambos declararam ao SportvNews – aliás, jornalismo de primeira linha – não estarem em condições de jogo. E me convenceram. E você, torcedor vascaíno, está do lado de quem?

* Seria até normal um relaxamento do Sport após o título da Copa do Brasil. Mas o rubro-negro joga com a torcida. E sobe na tabela. Ontem, depois de um primeiro tempo em dificuldades, o Leão deslanchou na segunda etapa, na Ilha do Retiro (23.086 pagantes) Carlinhos Bala, Luciano Henrique – de pênalti – e Ciro – jovem promessa - marcaram na vitória de 3 a 1 sobre o Ipatinga. Beto ainda descontou quando o placar apontava 2 a 1. Nada que assustasse de fato a equipe de Nelsinho Baptista, líder na maratona de julho. Foram 16 pontos em oito jogos. A atual sétima colocação é algo natural. Já o Tigre está solitário na lanterna, com 15 pontos. Ainda que não tenha o pior ataque e defesa da competição, são remotas as chances de um milagre.

Colaborou Victor Canedo

25 anos de azul, branco e preto

Ter, 29/07/08
por Lédio Carmona |

O Jogo Aberto não se esqueceu. O dia de ontem, 28/07/2008, foi um marco para o Grêmio. A conquista da Libertadores de 1983 completou 25 anos. E, conseqüentemente, possibilitou o título mundial em dezembro. Uma época de glórias para o Tricolor Gaúcho.

Assista ao vídeo abaixo e reveja os gols da grande final diante do Peñarol, no abarrotado Olímpico. Faz bem para memória. E para o coração gremista. Incorporado em Hugo De León, Mário Sérgio, Renato Gaúcho, ou Caio e César, heróis da grande noite do dia 28/07/1983.

Aproveite e conte a sua história. Onde você estava no dia? O que fazia? Exercício mais que saudável.

Central de boatos (e verdades) do futebol mundial

Ter, 29/07/08
por Lédio Carmona |

* Muricy Ramalho mostrou-se insatisfeito com o vazamento das informações de que estaria interessado em três meio-campistas. William, ex-Corinthians, Jádson e Lincoln fazem parte da lista elaborada pelo treinador. Mas as negociações são difíceis. Fato é que o São Paulo precisa de um camisa 10. Dentre os três citados, prefiro o último, atualmente no Galatasaray. E você, são-paulino?

* O zagueiro Léo deixará mesmo o Grêmio nesta janela de verão europeu. O PSV, da Holanda, já fez proposta pelo jogador – o próprio empresário confirmou. Mas os valores ainda não foram divulgados. Léo será observado de perto nas próximas partidas do Tricolor Gaúcho. Apesar de já ter vivido melhor fase no Campeonato, a jovem promessa fará falta.

* Antônio Lopes está na corda bamba mais do que nunca. Há quem diga que se um empate diante do Atlético Mineiro – adversário direto na briga contra o rebaixamento -, nesta quinta-feira, já pode custar o cargo do treinador. O Vasco ocupa a 16ª colocação, com apenas 16 pontos. E não tem dinheiro em caixa para reforços – muito menos técnicos de ponta. Você, vascaíno, é a favor ou contra a saída de Lopes? E indicaria quem como sucessor?

* Vanderlei é mais um a deixar o Brasil. Mas o Botafogo não sentirá falta alguma. O atacante, contratado a pedido de Geninho, disputou apenas quatro partidas. E sequer balançou a rede. O União de Leiria, da 2ª divisão de Portugal, será o destino do jogador. Passo e voto nulo.

* A confusão envolvendo Messi e Seleção Argentina já tem data para acabar. O técnico Sérgio Batista estimou até a próxima sexta-feira o prazo para que Messi se apresente. Caso contrário, o atacante estará fora das Olimpíadas de Pequim. O Barcelona, clube do jogador, alega não liberar o jogador por não considerar a competição como data da FIFA. A entidade, aliás, não toma uma posição. Sempre em cima do muro. Bom para o Brasil.

* Rumores na Itália nesta terça-feira colocam uma possível troca entre Inter e Roma em pauta. Os nerazurri teriam interesse na ótima promessa – e meio-campo - Aquilani enquanto o time da capital estaria de olho em Adriano. Mourinho, apesar de gostar do esquema com três atacantes, já conta com Cruz, Crespo, Balotelli e Mancini. Eu prefiro o Adriano a todos esses. E você?

* Apesar de estar fora da Liga dos Campeões, o Milan investe forte no mercado. Depois da contratação de Ronaldinho Gaúcho, a imprensa italiana noticia o interesse do rubro-negro em Shevchenko. A volta do artilheiro – 127 gols em 208 partidas no Milan - estaria condicionada ao ok de Felipão, técnico do Chelsea. Com isso, o ucraniano brigaria por vaga no ataque com Pato. A conferir.

Colaborou Victor Canedo


Formulário de Busca


2000-2008 globo.com Todos os direitos reservados. Política de privacidade