Incontestável
Da mesma maneira que a alma despeitada do brasileiro tripudia dos resultados dos nossos atletas em Pequim, fazemos de tudo para botar para baixo quem merece elogios e uma melhor observação no Campeonato Brasileiro. Mas não. Preferimos simplificar, com nossas mentes obtusas, a vitória do Grêmio sobre o São Paulo por 1 a 0, no Olímpico (40.256 pagantes), gol de Perea, sob o simplório ponto de vista de que o lance decisivo do colombiano foi marcado em impedimento e que, dessa maneira, os gaúchos ganharam graças à arbitragem. Simplesmente patético.
O Grêmio ganhou do São Paulo por 1 a 0, gol de Perea, de fato, impedido, porque jogou melhor. Porque tem um meio de campo muito melhor do que o do adversário. Porque tem uma defesa tão boa quanto a do São Paulo, no ano passado, e que só levou 12 gols em 20 jogos. Por que tem um goleiraço. Porque tem William Magrão, volante que poucos dão valor, mas que corre o campo inteiro, marca e chega na frente. Porque tem um time disciplinado taticamente, que não joga bonito, mas sabe o que precisa para vencer, ou, no mínimo, chegar perto da vitória. Por tudo isso, o Grêmio ganhou um jogo chatíssimo, disputado num gramado encharcado, mas que, mesmo no cenário ruim, teve o vencedor correto.
O Grêmio não perde desde o dia 6 de julho. São 12 jogos invictos no Brasileiro. Venceu os últimos cinco jogos, dois deles fora de casa. O que o torcedor exigente quer mais? Ah, esqueci que o Grêmio tem o ataque mais positivo (36 gols) e é o time que mais ganhou (13). Eficiência ofensiva, sem ter um artilheiro brigando nas primeiras posições. Sinal de que o jogo é coletivo. Ainda não convenci vocês? Então, para fechar, com 73% de aproveitamento, o Grêmio precisará, segundo meus cálculos, de ganhar 50% dos pontos que tem a disputar para ser campeão. Nada mal para um time que não convence a tanta gente…
* O São Paulo? Esse sim, por mais que respeite e admire sua história e seu ótimo treinador, jamais me convenceu em 2008. Espirrou do G4 após perder uma partida da qual jamais deu pinta de que reagiria. Terá que jogar muito mais para jogar a Libertadores em 2009. Ainda dá? Claro que sim. Mas do jeito que está, não dará.
Há casamentos que, antes mesmo de serem consumados, davam pinta de que poderiam ter final feliz. Eu, pelo menos, sempre achei que Ney Franco tinha caixa para dar jeito no Botafogo. E que a Estrela Solitária poderia fazer do treinador um sujeito satisfeito com a relação. Não deu outra. Desde que houve o “sim” entre as duas partes, os alvinegros jogaram 10 partidas no Brasileirão. Ganharam 7, empataram 2 e só perderam 1 (São Paulo, no Morumbi). São cinco vitórias seguidas, a quinta hoje, na Ilha do Retiro, contra o Sport (1 a 0, gol de Jorge Henrique). E, vejam só, Ney Franco e o Botafogo dormirão os próximos dias no G4 (4º, com 34 pontos). Lua de mel mais do que perfeita.
* Sobre o jogo, confesso que já vi o Botafogo, de Ney Franco, jogar mais. Mas, como também já observei o Sport, de Nelsinho Baptista, funcionar melhor, ganharia quem marcasse primeiro. Foi o Botafogo, com Jorge Henrique. Pois é: quando a fase é boa, até Jorge Henrique acerta o gol. Que fase. Que amor. Que momento…
* Jogo duríssimo no Parque Antarctica (15.210 pagantes). É muito bem arrumado e treinado esse Coritiba, de Dorival Junior. Controla o jogo, não se desespera, sabe ficar com a posse de bola, e arrisca bem nos contra-ataques. Mas é duro fazer resultado na casa do Palmeiras. Lá, em 10 partidas, o time de Vanderlei Luxemburgo venceu nove. Hoje foi a nona: 1 a 0, gol de Alex Mineiro, de cabeça, na reta final da partida. Quando tudo parecia ainda mais difícil, pois os anfitriões jogavam com 10 (Fabinho Capixaba foi expulso). Mas veio o gol de Alex Mineiro. E, com ele, os três pontos.
O problema é que a equipe não tem regularidade. Fora de casa é um fracasso (30% de aproveitamento). Por isso está a sete pontos do Grêmio (3º, com 37). Mas o fator-campo lhe garante uma vaga no G4. Se o Palmeiras terá força para ir além, deixemos para responder mais à frente. Com a atual irregularidade, será difícil. Já o Coxa segue em oitavo, com 32. Uma ótima campanha para um clube que (está na cara) tem organização, planejamento e bom-senso.
* O empate invariavelmente é ruim para ambos. O Flamengo, no entanto, não tem do que se queixar depois do ponto conquistado (2×2) diante do Santos, na Vila Belmiro (15.359 pagantes). Saiu ganhando, aos sete minutos, num lance isolado - e sortudo - de Léo Moura. E só. Passou o resto do primeiro tempo acuado, sem opções ofensivas. Inclua aí Marcelinho Paraíba, apagado em sua estréia- talvez pela falta de ritmo. Não à toa Bruno foi o grande destaque da partida, mesmo com os dois gols de Kleber Pereira. A expulsão de Cristian no segundo tempo só reforça a satisfação rubro-negra ao conquistar o empate com o mesmo Léo Moura, de pênalti - estupidamente cometido por Domingos.
A lamentar a grave contusão sofrida pelo jovem promissor Maikon Leite. E, claro, a péssima fase santista. Já são quatro jogos sem vitória e quinze rodadas na zona de rebaixamento. Enquanto o time de Caio Júnior, mesmo sem vencer, manteve os dois pontos e distância do G4. E terá Juan de volta contra o Grêmio, no jogão de quinta-feira, no Maracanã.
* Tita deve estar querendo uma estátua em São Januário (5.387 pagantes). Ele conseguiu fazer com que a pavorosa defesa do Vasco jogasse bem contra o Internacional. Quase não falhou. O meio de campo esteve bem, principalmente Alex Teixeira e Madson. E o ataque, bem ou mal, sempre funcionou.
Soma-se tudo isso, ao bizarro lance de Clemer, que cometeu uma das furadas mais ridículas da história octogenária de São Januário, e chegamos à goleada de 4 a 0 do Vasco sobre o Internacional (Bolivar, contra, Edmundo, Eduardo Luís e Jean). Após três domingos sendo surrado, chegou o dia de o Vasco dar a sua coça! E foi de jeito. Tão forte que o tirou da zona do rebaixamento (15º, com 22). Que aproveite a fase e o bom astral de Tita para sair do buraco de vez por todas.
O Internacional cheio de novos jogadores é uma confusão só. Falta entrosamento, falta ritmo de jogo para os novos, como Daniel Carvalho e D´Alessandro, falta força física, falta liga com Tite. Infelizmente, o Internacional tem muitos bons jogadores, mas ainda não tem um time. Se terá um time a tempo de levá-lo à Libertadores, só um trabalho rápido e bem-feito garantirá. Eu, sinceramente, não acredito mais.
* A primeira etapa no Maracanã (12.666 pagantes) mostrou porque Fluminense e Atlético Mineiro habitam a parte debaixo da tabela há tantas rodadas. Passes errados a esmo, total falta de criatividade, faltas bobas… O tempo demorava a passar. Cuca então trocou o apagado Eduardo Ratinho pelo também ex-corinthiano Everton Santos. O Tricolor Carioca não melhorou. Mas, como atacava um pouco mais, marcou com Dodô, aos 16 da segunda etapa, após belo passe de Washington - um dos raros momentos de qualidade da dupla. A melhor chance do Atlético Mineiro veio com Petkovic, em escanteio cobrado na trave. Muito pouco. Somália ainda teve tempo para desperdiçar boas chances. O segundo tempo da equipe de Cuca não foi animador, porém eficiente. Justamente o que o Fluminense mais necessita. Já o Galo manteve a rotina de maus resultados longe de casa. Se o objetivo for somente escapar da segundona, o Atlético deve consegui-lo após algum esforço. Lamentável para um clube centenário e de muita tradição.
* O Goiás parece mesmo disposto a alçar vôos maiores. Mais uma boa vitória no Serra Dourada (4.083 pagantes). Dessa vez sobre o Náutico, de Roberto Fernandes, por 3 a 0. O alviverde não precisou nem de boas atuações de Iarley e Romerito - destaques até então. Gols de Paulo Baier, Paulo Henrique e Vítor - por pouco não o coloquei no Cartola FC. E 26 pontos somados, já na 11ª colocação - hoje estaria classificado para a Sul Americana. O Timbu, sem qualquer reação, voltou à zona de rebaixamento. Possuí o pior ataque da competição, com apenas 20 gols marcados. É bom vencer o jogo-chave diante do Fluminense, quarta-feira, nos Aflitos.
Colaborou Victor Canedo
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Não há melhor forma para terminar um turno de Campeonato Brasileiro. Líder isolado (41 pontos), melhor ataque (35 gols marcados), melhor defesa (12 gols sofridos), mais vitórias (12), menos derrotas (duas, a última na 9ª rodada) e há quatro jogos sem sofrer um gol sequer. Este é o Grêmio, muito bem na fita para levantar o caneco em dezembro. E que neste sábado deu mais um gigante passo. Vamos aos jogos:
* O resultado de 4 a 0 normalmente sugere um atropelamento. Não foi o que ocorreu no Mineirão. Mas na base da competência, o Grêmio novamente chegou lá. Defende-se como ninguém no campeonato. E dá o bote na hora certa. Como no gol de William Magrão, aos 35 do primeiro tempo. Que tendeu levemente ao Atlético. Embora Victor quase não tenha trabalhado - a trave ajudou em chute de Petkovic. Placar necessário para a equipe de Celso Roth usar mais ainda sua principal arma: o contra-ataque. Perea sofreu pênalti. Tcheco cobrou e fez 2 a 0. O Galo, então, sucumbia diante do desespero. Reinaldo, assim como em Florianópolis, aproveitou e deixou mais dois - na ocasião marcou três vindo do banco. Enquanto o ótimo Victor tratou de se consagrar - melhor goleiro do primeiro turno. Goleada de gente grande sobre quem já foi um dia. Infelizmente, o Atlético ficará satisfeito se fizer figuração na competição. Apesar da melhora com Marcelo Oliveira, a briga, como de hábito, é para escapar da segundona. Não há presente pior para uma instituição centenária - e de muito respeito - como o Clube Atlético Mineiro.
* A crise na Gávea já tomava proporções maiores e inesperadas. O longo jejum - sete jogos sem vitória - incomodava. E não havia melhor adversário para o Flamengo pôr um fim: o Atlético Paranaense, no Maracanã (14.257 pagantes). Mas o rubro-negro precisava de um herói, digamos alternativo. Diante de tantos desfalques, acabou sendo fácil encontrá-lo. Jaílton, o vilão da torcida de outrora, certamente fez o gol mais importante de sua carreira - grata colaboração de Galatto. O magro 1 a 0 - que para o torcedor rubro-negro é um placar gigante - é mais do que suficiente para a tranqüilidade voltar aos comandados de Caio Júnior. O Flamengo continua a dois pontos do G4, muito embora careça de reforços - para o ataque, e, principalmente, o meio-campo. Ou até mesmo um lateral-esquerdo se Juan for atuar como armador. Já o Atlético Paranaense, que de Furacão nada tem, muito provavelmente voltará à ingrata zona de rebaixamento. Futebolzinho feio e nada eficiente. Ao menos se constata a cada rodada que o problema não vem do banco de reservas. Vive acima disso.
* Partida movimentadíssima no Morumbi. O São Paulo jogou para o gasto e venceu o Goiás, por 2 a 1. Talvez a trave de Paulo Baier, já no fim, não fosse esperada, mas o Tricolor Paulista desandou a desperdiçar chances de gol. Dagoberto, inclusive, chegou a marcar, mas o gol foi corretamente anulado - André Lima participou do lance. Bolas na rede, de fato, foram três; Zé Luís e Rodrigo - que petardo! - para o time de Muricy, e Iarley - sempre ele -, de pênalti, para o alviverde goiano. Aliás, penalidade pra lá de discutível - ao menos em nada influenciou. O São Paulo continua em busca de uma regularidade, mas a vaga no G4 está assegurada até o início do returno. Enquanto o Goiás, de Hélio dos Anjos, sofre do sobe-e-desce. E hoje, quando joga fora de casa, a tendência é cair. Embora tenha material necessário - precisa ser bem trabalhado - para escapar da temida segunda divisão.



































Uma virada com cara de recuperação no Maracanã (13.860 pagantes). O muitíssimo bem armado Vitória tentou – principalmente nos contra-ataques -, abriu o placar com a ótima revelação Marquinhos, mas permitiu a virada do Fluminense. Rafael e Dodô – que novamente desperdiçou um pênalti – marcaram os gols do Tricolor. Gols que já livram a equipe de Renato Gaúcho da lanterna – 9 pontos e duas vitórias seguidas.
Mas a vitória esteve longe de ser fácil. O time só melhorou com as entradas de Tartá e Somália. Washington continua brigando com a bola. E sua saída de campo expôs uma fraqueza ainda não vista. Parecia não se importar com o resultado – negativo até então. É bom voltar a jogar bola. Tartá assumiu o posto de sombra do atacante, já que Cícero foi negociado. Já o rubro-negro não há com o que se preocupar. Uma derrota senão prevista, normal. A vice-liderança deve ser comemorada. Fruto do bom trabalho de Vágner Mancini.
A partida no Serra Dourada (2.844 pagantes) caminhava-se para outra virada no sábado, mas o gol de Bernardi, aos 42 minutos, acabou sendo justo. Depois de muitos gols perdidos, Goiás e Coritiba empataram em 2 a 2. Keirrison, Romerito e Paulo Henrique completaram o placar. O alviverde goiano continua na zona de rebaixamento, embora tenha mostrado alguma evolução. O Coxa, no entanto, é o 10º - deve cair algumas posições neste domingo. E aguarda pela volta de Carlinhos Paraíba. Há qualidade no time.
A nona rodada foi perfeita para um time: Flamengo. Com os tropeços de Palmeiras e Grêmio no domingo, o rubro-negro abriu cinco pontos de vantagem na liderança. O também vermelho e preto Vitória festeja. O quarto lugar é uma grata surpresa. Conseqüência da vitória fora de casa sobre a Portuguesa – com o gol mais rápido do campeonato, marcado por Dinei. Aliás, o único triunfo dos visitantes na rodada. De resto, dois empates e sete vitórias dos mandantes. Entre os empates, a grande decepção da rodada no Morumbi, que também contou com as desilusões em Belo Horizonte e Goiânia. O fato é que gerou discórdia. Novamente. Excelente para alguns, insossa para outros e péssima para o restante. É a rotina do Campeonato Brasileiro. Neste fim-de-semana, apenas 21 gols em 30 jogos. A média voltou a baixar. Mas ao menos tivemos bons públicos, especialmente no Maracanã e no Mineirão. Vamos aos jogos.
* O Internacional confirmou a boa fase ao golear o Coritiba, por 3 a 0, no Beira-Rio (23.829 pagantes). Alex, destaque do Colorado no ano, marcou os três – um de pênalti e dois golaços. E o jovem Taison infernizou a equipe de Dorival Junior desde o início. Pressionado, o Coxa só deu a primeira finalização já no fim da primeira etapa, com Keirrison. O panorama foi o mesmo no segundo tempo. Dominado, o Coritiba errava muitos passes. Méritos para Tite, que não precisou de Nilmar para construir o placar. Aos poucos, o Internacional se aproxima do tão desejado equilíbrio. Seis pontos o separam da zona de classificação para a Libertadores. Já o Coritiba, promissor no início, é justamente o primeiro acima da zona de rebaixamento.
* Quando parecia engrenar, o São Paulo tropeçou. Um empate em 1 a 1 nada agradável diante do Ipatinga, no Morumbi (13.421 pagantes). O esperado massacre esteve longe de acontecer. Explorando os espaços das alas, o Ipatinga atacava com perigo na base dos contra-ataques, principalmente com Adeílson. Apesar de recuado, jogava de igual para igual com a equipe de Muricy Ramalho. Numa das poucas chances do primeiro tempo, Borges, sempre oportunista, marcou. Rogério Ceni passou a ser figura importante na segunda etapa. Mas não pôde impedir o gol de Luciano Mandi, aos 44. Merecido, por sinal. Problemas de criação voltaram a aparecer. Dois pontos que certamente farão muita falta ao São Paulo. O sentimento é de melancolia. Embora seja cedo para fazer qualquer previsão acerca do Tricolor Paulista.
* Situação pior vive o Fluminense. Vice-campeão da Libertadores, o Tricolor voltou a jogar o futebol melancólico que costuma apresentar no Campeonato Brasileiro – apenas 4 gols em 9 jogos. O problema é que nem os titulares puderam evitar mais uma derrota. O Goiás, com Iarley, venceu por 1 a 0, no Serra Dourada (6.529 pagantes). Chegou aos 9 pontos, à espera de outra chance para escapar da zona de rebaixamento. O time de Renato Gaúcho, no entanto, continua com a lanterna na mão. Faltam 29 rodadas, mas é preciso enxergar evolução. Os volantes não marcam nem apóiam. E invariavelmente dois ou três jogadores do sistema ofensivo não jogam bem. A ligação direta não funciona e o time é dominado. Hélio dos Anjos soube aproveitar e o alviverde saiu de campo com merecida vitória.
* Enfim uma vitória do Botafogo. Disposto – e sem Carlos Alberto -, o alvinegro venceu o Grêmio por 2 a 0, no Engenhão (7.436 pagantes), e respirou na competição. A facilidade tem explicação. Sem Roger – leia-se criatividade -, Celso Roth não pensou duas vezes ao colocar jogadores defensivos no time. Pressionado, o Tricolor Gaúcho mal conseguia trocar passes. Perea, isolado, mal tocava na bola. Túlio aproveitou e deixou o seu, aos 15 minutos da primeira etapa. E Zé Carlos – quebrando o longo jejum -, de falta, no segundo tempo, ampliou. A partir daí, o Botafogo cozinhou. Falta ainda o de Wellington Paulista. Ao menos Geninho respira aliviado.
* Tiago foi o destaque do Vasco. Ainda assim, a vitória foi do Figueirense, de virada, por 2 a 1, no Orlando Scarpelli (12.370 pagantes). Com uma pequena ajuda da trave, diga-se de passagem – e grande contribuição de Cleiton Xavier. O goleiro vascaíno fez grandes defesas na primeira etapa, inclusive a de um penalti cobrado por Cleiton Xavier. Já no fim, o time de Antonio Lopes abriu o marcador em lance confuso. Rodrigo Antonio marcou após Leandro Amaral acertar a trave – já o havia feito em lance anterior. No segundo tempo, Edmundo voltou a carimbar a barra. Faltavam os gols da virada. Ambos marcados por Cleiton Xavier. O Figueira segue invicto em casa. Assim como o Vasco segue sem vencer fora. Times caseiros, como tantos outros no campeonato.
* O Vitória é a grande surpresa do Campeonato Brasileiro 2008. Ao vencer a Portuguesa, por 2 a 1, no Canindé (4.420 pagantes), o rubro-negro assumiu a quarta colocação, com 17 pontos. E já detém um recorde: o gol mais rápido do campeonato. Dinei, aos 9 segundos, e o veterano Ramón, aos 15 minutos, colocaram o Leão em vantagem. Vandinho, impedido, descontou na segunda etapa, quando o Vitória já tinha 10 em campo – Marcos Aurélio foi expulso. Mas a reação parou por aí. Dos times que subiram na Série B em 2007, é o de Vagner Mancini que melhor se apresenta. E que também vence fora de casa. Já a Lusa sofreu com o desfalque de Diogo. Falta elenco. Embora seja deficiência de tantos outros clubes nesta Série A. Os privilegiados certamente estarão no topo em dezembro. Enquanto isso, assisto, critico e me divirto com o Campeonato Brasileiro. Com ressalvas, é claro.
Faltam jogadores. O talento vive nas salas de embarque. Mas o Campeonato Brasileiro resiste. A edição de 2008 está marcada pelo equilíbrio. Três times estão na frente com 16 pontos (cinco vitórias, um empate e apenas uma derrota). São Flamengo, Grêmio e Cruzeiro. A vantagem dos cariocas, líderes, em relação aos gaúchos é o número de gols marcados (16 x 12), pois o saldo é igual. O Cruzeiro, terceiro, tem um gol a menos no saldo.
Alguns detalhes: * das sete rodadas, o Flamengo foi líder em quatro.
* Tríplice divisão também na artilharia: Marcinho, Alex Mineiro e Guilherme dividem o poder com cinco gols.
Derrotar o Vasco em São Januário (5.348 pagantes) não é uma tarefa nada fácil. O Palmeiras, que aos poucos se reencontra, o fez. Alex Mineiro – artilheiro do campeonato com 5 gols – e Kleber, num belo gol, marcaram na importantíssima vitória por 2 a 0. A técnica alviverde sobressaiu diante do quase time misto vascaíno – foram cinco desfalques, no total. Muitos erros de passe e finalização por parte da equipe de Antonio Lopes. Luxemburgo agradece. E o Palmeiras já é o quinto.
Não é difícil constatar que o Santos é a grande decepção do campeonato. Seja o de Leão ou de Cuca. O Goiás, que nada tinha a ver com isso, conquistou não só a primeira vitória, como aplicou uma sonora goleada de 4 a 0 em plena Vila Belmiro (3.848 pagantes). Alex Terra, Iarley (2) e Romerito anotaram. Três dos quatro gols vindos de reforços. Bom presságio para o também estreante Hélio dos Anjos. E que não demitam o Cuca logo. Não costuma negar trabalho. Mas treinar o atual vice-lanterna é mais do que uma aventura. Tudo fruto do mau planejamento desde o início do ano, quando Leão pediu reforços e não foi atendido. Ou vocês consideram Quiñonez e cia bons jogadores. Até Molina já perdeu todo o crédito conquistado há alguns meses. Que os santistas abram o olho.
É inegável que o Internacional seja outra decepção até agora. Nem a volta de Alex impediu nova derrota, dessa vez diante do Vitória, por 2 a 1, no Barradão. Marquinhos e William marcaram para o rubro-negro, já na surpreendente 7ª posição. Nilmar, o solitário, descontou. E o Colorado não mais ameaçou. Pelo contrário. O time de Vagner Mancini acertou a trave de Clemer duas vezes. Na teoria, Tite precisaria apenas de um bom atacante. Mas na prática erros ocorrem em demasia. O Internacional já está a 7 pontos da Libertadores. E a 9 dos líderes.
O Náutico é a surpresa da tabela após 7 rodadas. Grata surpresa, por sinal. Perdeu Roberto Fernandes, mas a boa revelação Leandro Machado tem dado conta. O Timbu venceu o Atlético Mineiro, no Arruda (15.104 pagantes), por 2 a 1, e chegou aos 14 pontos. Continua na quarta posição, a frente de Palmeiras e São Paulo. Warley e Wellington anotaram para o Náutico. Vinícius, de cabeça, marcou para o Galo. É notória a dificuldade da equipe do técnico Gallo em fazer gols. Muito por não ter material para tal. O Atlético Mineiro passará o centenário em branco, para a tristeza da massa.