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JA enquete

Seg, 30/06/08
por Lédio Carmona |
categoria Chelsea, Eurocopa

Infelizmente a Eurocopa teve o seu fim neste último domingo. Ao menos muita coisa boa pôde ser vista e acompanhada de perto no SporTV e aqui no Jogo Aberto.

Vamos à votação:

Seleção: Casillas (Espanha); Sergio Ramos (Espanha), Marchena (Espanha), Mathijsen (Holanda) e Zhirkov (Rússia); Marcos Senna (Espanha), Xavi (Espanha), Sneijder (Holanda), Schweinsteiger (Alemanha) e Arshavin (Rússia); David Villa (Espanha).

Técnico: Luís Aragonés (Espanha)

Craque: Xavi

Revelação: Pavlyuchenko (Rússia) e David Silva (Espanha)

Decepção: França

Golaço: Sneijder x França (4 x 1)

Árbitro: Roberto Rossetti (Itália)

Agora a vez é de vocês, blogueiros. Participem.

* Deco não consta na lista dos melhores, mas acertou nesta segunda-feira a transação para o Chelsea. O clube do técnico Felipão pagou cerca de € 10 milhões.

Geração de Reis

Dom, 29/06/08
por Lédio Carmona |
categoria Eurocopa

Victor Canedo

Juan Carlos I foi coroado rei da Espanha em 1975. Não acompanhou de perto a primeira conquista da seleção espanhola, em 1964. Desde então, sequer viu a Fúria se tornar campeã de algum torneio relevante. Decepções e mais decepções. Mas hoje estava confiante nas tribunas do estádio Ernst Happel, em Viena, ao lado de Michel Platini. Não era por menos. A Espanha tinha a melhor campanha de toda a competição. E jogava bonito. A final não foi diferente. Os selecionados de Luis Aragonés engoliram a Alemanha e abocanharam o merecido caneco. Pareciam jogar com uma coroa sobre a cabeça. O placar pouco importa. A magra vitória de 1 a 0 – gol de Fernando Torres - foi mais do que suficiente para Juan Carlos I se sentir muito bem substituído nesta noite de 29 de junho.

A Alemanha imprimiu forte ritmo nos minutos iniciais, assim como contra Portugal. Mas a tentativa de blitz não funcionou. Aos poucos, a Espanha saía para o jogo e fugia da pressão. O contra-ataque também era uma válvula de escape bastante utilizada. Envolvente na maior parte do tempo, a Fúria chegava com perigo. Aos 22, Fernando Torres, de cabeça, acertou a trave de Lehmann. A equipe de Luís Aragonés já era superior. Onze minutos depois, o mesmo Niño Torres, com cara de príncipe, mas futebol de rei ganhou na corrida de Lahm e Lehmann. 1 a 0. Justo para um primeiro tempo de domínio espanhol. Principalmente no meio campo, que teve Xavi como peça-chave.

A segunda etapa começou como o fim da primeira. Joachim Löw não estava nada satisfeito com a fraca apresentação de seus comandados. Ballack, Schweinsteiger e Podolski não eram nem de perto os bons jogadores das fases anteriores. Klose, isolado, pouco pôde fazer. A entrada de Jansen não surtiu efeito. Muito menos a do brasileiro Kevin Kuranyi. Dominada, a Alemanha não via sequer oportunidades para forçar uma prorrogação. Já a Espanha sobrava fisicamente. Luís Aragonés lançou Guiza, Carzola e Xabi Alonso. Sabe-se lá como a Fúria não ampliou o placar na base dos contra-ataques. Marcos Senna, soberbo na marcação, quase deixou o seu. Não fez falta. O apito final sentenciou uma vitória do futebol.

Quarenta e quatro anos de espera. Gerações e gerações acumulando insucessos. Nada que os comandados de Luís Agaronés e Iker Casillas – por que não? - não pudessem fazer. Estes são os verdadeiros Reis da Europa. De verdade.

Grand finale

Sáb, 28/06/08
por Lédio Carmona |
categoria Eurocopa

Victor Canedo

Buscar o gol. Jogar para frente. A Uefa Euro 2008 renovou este espírito. Quatro anos depois de uma retranqueira Grécia sagrar-se campeã. Adeptos do futebol ofensivo, Alemanha e Espanha chegam à final com todos os méritos. Mas sem favoritismo.

A Espanha empatou apenas um jogo, diante da Itália. Venceu os outros quatro. De forma inapelável, eliminou a grata surpresa Rússia na semifinal. Poderiam dizer que a equipe de Luís Aragonés tem leve vantagem. Eu discordo. Villa, o artilheiro da competição com quatro gols, é desfalque certo. E o fator camisa ainda assusta. Por mais que o futebol apresentado pela Fúria desmistifique qualquer suposição.

A Alemanha até que surpreendeu. Era raro constar na lista de favoritos de muita gente. Os que acreditavam baseavam-se mais no poder de chegada do que alguma esperança de bom futebol. Mas a equipe de Joachim Löw os contrariou. Perdeu para a Croácia ainda na fase de grupos. E só. Venceu outros quatro jogos – entre os adversários, Portugal de Felipão. Só não foi brilhante. Há quem ache isso decisivo para o título. Decisiva seria a possível ausência de Ballack, com dores na panturrilha. A história prova a importância da eficiência. E não há como negar que Podolski & Cia têm capacidade para decidir.

Uma final que ainda conta com Fàbregas, Casillas, Klose, Schweinsteiger e Fernado Torres. Qualidade é o que não falta. Pelo contrário. Sobra. Preparem-se, porque a Euro se encerrará da melhor maneira possível. Com chave de ouro. É o que espero. E você, blogueiro, aposta em quem como detentor desta bela taça?

Méritos

Qui, 26/06/08
por Lédio Carmona |
categoria Eurocopa

Colaborou Victor Canedo

A Espanha voltou a apresentar o futebol da estréia, logo diante da mesma Rússia, em Viena. O resultado não poderia ser diferente. Vitória incontestável de 3 a 0, com grande atuação no segundo tempo. E a Fúria nem precisou dos gols de David Villa. O artilheiro da Euro saiu machucado na ainda primeira etapa. Fàbregas em campo. O que acabou sendo fundamental.

A Rússia não criou, praticamente. Marcos Senna anulou Arshavin, destaque no confronto diante da Holanda. A válvula de escape passou a ser Pavlyuchenko, que, isolado, apenas assustou. Faltou maior qualidade individual à equipe de Guus Hiddink. Exatamente o que sobrou à Fúria, especialmente na segunda etapa.

Logo aos 5 minutos de segunda etapa, a eficiência apareceu. Iniesta chutou mal. Xavi apareceu e concluiu. 1 a 0. A partir daí, o meio campo espanhol passou a ter o domínio territorial. Iniesta cresceu em campo. Guus Hiddink resolveu mexer. Sem sucesso. O contra-ataque espanhol passou a ser um perigo constante. Em um deles, aos 28 minutos, a Espanha ampliou. Merecidamente, diga-se de passagem. Fàbregas, craque como é, deixou Güiza na cara de Akinfeev. 2 a 0. E o caixão estava quase fechado.

O golpe final veio com David Silva, outro bom destaque espanhol, em outro contra-ataque de Fàbregas. A Espanha, pelo futebol apresentado, chega à final como favorita. David Villa é praticamente desfalque. Mas como o substituto será Cesc Fàbregas, prefiro continuar em cima do muro. Ainda há o último desafio perante a tradicionalíssima Alemanha, mas a Fúria já superou as campanhas dos últimos 24 anos. E desmistificou a fama de amarelona. Méritos de uma seleção finalista.

Os verdadeiros feiticeiros

Qua, 25/06/08
por Lédio Carmona |
categoria Eurocopa

Garra, suor, emoção. A Alemanha fez uso de todos os artifícios - ou feitiços, como queiram - apresentados pela Turquia até então e mais um pouco de futebol para chegar à sua 6ª final da competição européia. Um 3 a 2 autêntico, assinado com a marca da Uefa Euro 2008.

Aliás, a atual edição da Eurocopa criou mais um clichê: só há qualidade. Seja na torcida ou no futebol jogado. É difícil puxar pela memória algum jogo ruim. Ou então alguma partida sem requintes de emoção. Sobra do outro lado do mundo o que às vezes falta por aqui.

Sem incríveis 10 jogadores (4 suspensos e 6 contundidos), a Turquia até surpreendeu ao atacar desde o início. Kazim Kazim colocou duas bolas no travessão. No rebote da segunda, aos 22 minutos, Boral completou. Faltou reflexo ao Lehmann. E os turcos estavam na frente do placar – algo raro na competição.

O gol soou como despertador para a Alemanha. Em apenas quatro minutos, Schweinsteiger completou cruzamento de Podolski. Uma dupla muito mais da seleção do que do Bayern de Munique. A Turquia dominava. Ao fim do primeiro tempo, foram quinze finalizações turcas contra apenas três do Nacionalef.

Joachim Löw pôs Frings na segunda etapa. E a Alemanha, se não criava tanto, ao menos impedia o perigo adversário. Lahm sofreu pênalti – eu achei - ignorado por Massimo Busacca. Kazim Kazim também experimentou um pouco da noite infeliz do árbitro. Aos 34, Rüstü voltou a falhar. Klose estava lá para anotar a virada.

Parecia definido. Mas, no fundo, havia uma esperança em vermelho. A notícia de que Semih Senturk havia marcado o gol de empate aos 40 minutos não me surpreendeu – problemas da geradora da transmissão impediram de assistir aos minutos finais. Só que Lahm, até então um dos vilões, resolveu aparecer como herói. Um golaço, aos 45 minutos, para selar a classificação para a final. A Turquia caiu de pé. Ninguém esperava uma semifinal da Eurocopa. Já a Alemanha aguarda Rússia ou Espanha. Eu não levo fé. Mas não duvidem se no domingo tivermos um tetracampeão.

Com Victor Canedo

O peso feminino na Eurocopa

Seg, 23/06/08
por Lédio Carmona |
categoria Eurocopa

Emerson Gonçalves

http://www.olharcronicoesportivo.blogspot.com/

german.jpgAs mulheres têm um grande peso nos números referentes ao giro financeiro da Euro: respondem por despesas na ordem de 140 milhões de euros, segundo estudo da Mastercard, patrocinador oficial da competição.

O público feminino é responsável por um movimento superior a 4 milhões de euros por jogo, de acordo com o estudo. Esse valor inclui todos os itens relacionados ao futebol e ao jogo em si, como produtos licenciados, alimentos e bebidas, acomodações e transporte. Esse levantamento mostra, também, que as despesas femininas com entretenimento, viagens e “retail therapy” aumentaram durante a disputa da Euro. “Retail therapy” é o nome dado a compras, geralmente em shoppings, feitas em momentos de crise, depressão, comemoração ou como compensação. Para bons entendendores, meia explicação basta, não?

Esse estudo indica que as mulheres, considerando as diferenças sócio-culturais entre as nações européias, responderão por aproximadamente 10% do impacto econômico da Copa, no valor total estimado pela Mastercard em 1,4 bilhão de euros. Em países como Suécia e Alemanha, entretanto, esse impacto da participação feminina pode chegar e até ultrapassar a marca de 30% do total.

A pesquisa buscou destacar o papel feminino porque o futebol está acordando para o potencial comercial do esporte junto a esse público. Além do consumo de itens diversos e da presença crescente de grandes jogadores em campanhas comerciais que têm o público feminino como target, as mulheres estão presentes, também, cada vez mais, nos estádios e nas “Fan Zones” nos locais dos jogos.

Em estudo anterior, na época da Euro 2004, em Portugal, constatou que os grandes itens de despesas foram ingressos, alimentação, hospedagem e transporte. Essa pesquisa identificou dois novos e grandes itens de despesas do público feminino: produtos licenciados dos clubes e seleções e despesas com entretenimento nas cidades-sede da competição.

O estudo prevê gastos crescentes desse público na compra de produtos e serviços dos patrocinadores, mídia (impressa e eletrônica), telecomunicações e novas mídias, aparelhos e equipamentos esportivos, e até mesmo incremento nas apostas e loterias ligadas ao futebol.

croatian.jpgComentando a pesquisa, Paul Meulendijk, Diretor da MasterCard Europe e responsável pelas ações ligadas a esse patrocínio, disse que “a UEFA Euro 2008 está provando mais uma vez que o futebol é verdadeiramente o esporte universal, assistido por homens e mulheres na Europa e em todo o mundo. Nossa pesquisa no coração do comércio ligado ao futebol mostra que as mulheres estão fazendo uma importante e significativa contribuição econômica – mais de 4 milhões de euros a cada jogo – graças à UEFA Euro 2008.

Um dos responsáveis pelo estudo e reputado entre os maiores experts do mundo em “sport business”, o Prof. Simon Chadwick, disse: “Essa pesquisa demonstra claramente a crescente importância financeira das mulheres na indústria do futebol. … A indústria do futebol está acordando para o poder financeiro das torcedoras e está adaptando seus produtos de forma a agradá-las e atraí-las ainda mais.”

Enquanto isso…

…num grande e bobo país tropical, tido e havido como a “terra do futebol”, pensar em atrair o público feminino chega a ser uma piada de péssimo gosto, já que a realidade é repudiar, repelir mesmo, o próprio e tradicional público masculino.

Será que 2014 ajudará a mudar esse panorama?

Já era hora

Dom, 22/06/08
por Lédio Carmona |
categoria Eurocopa

Finalmente. Desde 1984 a Espanha não chegava a uma semifinal da Eurocopa. Também quebrou um estigma de seleção amarelona. Ao menos por agora, a Seleção Espanhola continua vermelha. De fúria. Depois de longos 120 minutos sem gols, a equipe de Luís Aragonés eliminou a grande Itália nas penalidades, por 4 a 2. Muito graças ao herói Iker Casillas, um goleiro que deixou nada menos que Buffon como coadjuvante neste domingo.

Os desfalques de Pirlo e Gattuso enfraqueceram a Itália. Donadoni pôs Aquilani e Ambrosini. Mas o meio campo perdeu em qualidade. Nada que afetasse a retaguarda da equipe. A Espanha chegava à base dos chutes de média distância. Não empolgava. A partida só foi mudar com a entrada de Camoranesi, já no segundo tempo. Casillas operou um milagre com o pé. Enquanto isso, Buffon quase entregava a classificação, ao contar com a sorte – e a trave – em chute de Marcos Senna. Veio então a prorrogação.

Ao contrário de ontem, as equipes pareciam se estudar todo o tempo. Ambos os times de fato confiavam em seus goleiros. Mas a noite só podia ser de um. Casillas não só acertou todos os lados das cobranças, como defendeu as de De Rossi e Di Natale. Buffon “apenas” pegou a penalidade cobrada por Guiza. A Itália se despede com o arrependimento de que poderia ter feito mais. Afinal, é nada menos que a campeã mundial. Na fase de Grupos, a Espanha goleou a Rússia por 4 a 1. Um placar até enganoso. Provavelmente o duelo de quinta-feira será mais equilibrado. Porém, não menos emocionante. Quem só tem a ganhar é o espectador.

Com Victor Canedo

Revolução Russa

Sáb, 21/06/08
por Lédio Carmona |
categoria Eurocopa

“Se tenho que ser um traidor, quero ser o maior deles”. A frase é do holandês Guus Hiddink, atual técnico da Rússia. E foi. A Seleção Russa reinventou uma revolução 91 anos depois. Aliou o toco e me voy argentino à molecagem brasileira. E, claro, sem deixar de ser ofensiva. Não à toa, a Holanda, até então a melhor seleção do torneio, acabou dominada na maior parte do tempo - na prorrogação, um verdadeiro massacre. No fim, 3 a 1, com show do meia Arshavin, destaque do Zenit, campeão da Copa Uefa.

Van der Sar já era o destaque da partida desde a primeira etapa. A Rússia tentava principalmente com chutes de longa distância. Esbarrava no ótimo goleiro holandês. A Holanda rapidamente fez duas modificações no segundo tempo. Heitinga e Van Persie em campo. Nada adiantou. Os comandados de Guus Hiddink abriram o placar com Pavlyuchenko, aos 11. Parecia mais um confronto definido. Até que Van Nistelrooy, de cabeça, empatou, aos 41.

Agradeço desde já às seleções da Euro por me proporcionarem jogo do ano atrás de jogo do ano. A prorrogação foi simplesmente fantástica. Fosse em outros tempos, e veríamos dois times completamente amarrados, à espera das penalidades. Pelo contrário. Chances em demasia. Duas delas – Torbinski e Arshavin – entraram. Van Basten deixa o comando da Holanda sem títulos – comandará o Ajax -, mas com a certeza de um trabalho bem feito. E a Rússia, na base da surpresa, está numa semifinal de Eurocopa. Méritos de Guus Hiddink, o traidor perfeito. Vladimir Lênin bate palmas.

Victor Canedo 

O que é o futebol…

Sex, 20/06/08
por Lédio Carmona |
categoria Eurocopa

Parecia que o gol de Klasnic, aos 29 minutos da prorrogação, teria definido uma classificação sem brilho, porém esperada, da Croácia. Mas o futebol resolveu aprontar mais uma. A Turquia chegou ao gol de empate com Semih Senturk, aos 31. Dois minutos que valeram pelos outros 118. Nos pênaltis, venceu quem teve o melhor emocional (3×1). E a fraca Turquia chegou à semifinal de uma Uefa Euro de tão alto nível. Difícil crer que passe pela Alemanha, mas eu não coloco minha mão no fogo por nada. Ainda mais depois de três verdadeiros milagres demonstrados pelos turcos. Já a Croácia, com três vitórias e um empate, está eliminada.

O início de jogo levava a crer que teríamos outra boa partida. Boas chances marcaram o primeiro tempo, como o incrível gol perdido por Olic, aos 18. A Croácia mandava na partida. Mas caiu de rendimento inexplicavelmente. Passou longe de demonstrar o bom futebol da fase de grupos. E a equipe de Fatih Terim pouco ameaçava. Nada mais justo do que o 0 a 0. Mas faltava a dose de emoção quase que diária nessa Uefa Euro 2008. O final da história vocês já sabem. A Turquia acaba de criar mais um surpreendente capítulo na sua recente história no cenário mundial.

Com Victor Canedo

Futebol de verdade

Qui, 19/06/08
por Lédio Carmona |
categoria Eurocopa

swis.jpgMais um grande jogo na Euro. Jogado tufo a tufo do campo. Teve um pouco de tudo que gera êxito. Três itens claros: ritmo, técnica e força. Sem medo. Muito diferente daquele modorrento clássico de ontem, no Mineirão, quando a bola foi surrada diante de milhões de testemunhas. A Alemanha venceu Portugal. Placar de clássico: 3 a 2. É o fim da Era Scolari em Portugal. Não ganhou títulos, mas, definitivamente, fez um bom trabalho.

É o começo da nova lenga-lenga do futebol mundial, que consistirá na bravata de que Cristiano Ronaldo falha em jogos decisivos. E é mais um atestado de que não se brinca nem se desdenha da Die Nationalelf. Não tem craques, mas tem gente que resolve. Que joga à vera. Sem chororô. Sem melindre. Como se faz com profissionais bem resolvidos. A Alemanha foi grande. De novo. E vai para as semifinais contra Croácia ou Turquia. E querem saber: eu vou torcer para chegar à final.

Portugal foi atropelado na primeira parte do jogo. Nesse momento, a classificação se escafedeu. Os lusos marcavam à distância. Jogavam com lentidão. E eram massacrados pela Alemanha, que corria, atacava e marcava com a velocidade de um TGV. Aos 21min, Bosingwa não acompanhou Podolski. O cruzamento foi perfeito, até porque a zaga estava aberta e Paulo Ferreira, fraco, comeu poeira para o ótimo Schweinsteiger, o melhor em campo: 1 a 0. Aos 26min, erro recorrente da zaga portuguesa. Schweinsteiger cobra falta e Klose fez 2 a 0, de cabeça.

crrona.jpgAí, uma estratégica à alemã que quase torra o Bockwurst. O time de branco recuou. E o Portugal cresceu. Cristiano Ronaldo, aquele que todo mundo gosta de falar mal, mas que para mim joga bem até quando parece mal, recebeu lindo lançamento de Simão. Bateu mal. Lehmann rebateu e Nuno Gomes, todo torto, descontou.

Portugal parecia vivo. E estava. Raul Meirelles deu dinâmica ao meio. Só que, após outra cobrança de falta, Schweinsteiger bateu falta. Balack atropelou Paulo Ferreira e fez 3 a 1, com ajuda de Ricardo. Helder Postiga ainda diminuiu. A Alemanha recuou de novo e se agüentou. É um bom time. Corajoso. E que joga futebol competitivo. Portugal tem mais craques, tem mais técnica, também é uma boa equipa. Mas falhou quando não podia. Principalmente quando o adversário veste branco e quase não sorri.

Não brinque. Não durma. Não pense. Jogue. Se não, eles atropelam. Aconteceu hoje. A Alemanha passou. E pode acontecer domingo, com a Itália diante da Espanha. Tão previsível quanto os vellhos discursos de lei.


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