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Raposa, Furacão, Figueira & Timão

Sáb, 16/08/08
por Lédio Carmona |


16crucru.jpgPara fechar a noite, vamos ao Brasileirão nosso de cada dia, Séries A, com o início do segundo turno, e B, com o fim do primeiro. Tudo, rigorosamente, dentro do esperado.

Cruzeiro 2 x 1 Vitória

No primeiro tempo, mesmo sem Marcelo Cordeiro, Marquinhos e Dinei, o Vitória jogou mais. Controlou o jogo, criou chances, ganhou o meio de campo. Mas, no primeiro chute a gol, no fim dessa etapa, Charles, o bom volante da Raposa, acertou um lindo chute no ângulo direito de Viáfara. Sorte de quem só passou uma rodada das 20 disputadas até agora fora do G4. No segundo tempo, o Cruzeiro voltou melhor, se impôs e Guilherme, que estava meio devagar, fez um gol de quem sabe jogar: chute rasteiro e colocado, de fora da área, daqueles que entram colados à trave. O jogo ficou relativamente tranqüilo, até que Ricardinho, no fim, descontou. Mas os mineiros seguraram o placar e o segundo lugar, com 39 pontos, a apenas dois (e um jogo a mais) do Grêmio. O Vitória, o bom time de Wagner Mancini, continua em quinto lugar (32). Duvido que caia muito. Os baianos são ótimos e ainda farão muitos estragos nesse Brasileirão.

Atlético Paranaense 5 x 0 Ipatinga

16cap.jpgNa reestréia de Mario Sergio à frente do Atlético Paranaense, nada melhor do que um Ipatinga como adversário. O novo técnico do Furacão fez mudanças - Danilo foi ala direito, Nei foi deslocado para a esquerda, por exemplo - e o massacre foi consumado: 5 a 0, com três gols de Pedro Oldoni, um de Danilo e outro de Ferreira. Resultado que deixa o Atlético mais tranqüilo - 13º, com 23 pontos - e conserva o Ipatinga na lanterna. Os mineiros cairão. Trata-se de uma verdade inapelável.

Figueirense 2 x 1 Portuguesa

16fig.jpgPor falar em queda, a cada rodada que passa estou mais convicto de que a Portuguesa também cairá. Hoje até deu trabalho ao Figueira, em Florianópolis, mas…. perdeu seu 10º jogo: 2 a 1, gols de Ricardinho e Wellington Amorim, descontando Washington, gol que só serviu para me atrapalhar no Cartola FC. A Lusa (15ª, com 22) dorme fora da zona do rebaixamento, mas pode terminar o domingo aboletada nela. E o Figueira, com 28 pontos, repousa num confortável 9º lugar. Tranquilo, como costumam ser as campanhas dos catarinenses.

Série B

ti.jpgPúblico no Pacaembu para acompanhar a 11ª vitória do Corinthians na Série B e o título simbólico do primeiro turno (39 pontos, a 4 do Avaí, 6 do Santo André e 7 da Ponte Preta): 18.949. Douglas e Anderson Bill, contra, fizeram os gols da vitória de 2 a 0 sobre o América de Natal. O Timão já vive a contagem regressiva. Creio que lá pela 12ª rodada do returno o Corinthians estará matematicamente classificado para a primeira divisão. Grande previsão! Todo mundo sabe disso (ou deveria saber!). E banco também, anote aí: o Avaí subirá também. As outras duas vagas? Ainda preciso de mais algumas rodadas. Calma…

Os convincentes

Qui, 07/08/08
por Lédio Carmona |

Parece nome de filme. E é. Noite de complemento da 18ª rodada sem muitos gols, mas com vitórias pra lá de agradáveis. Foram 27 redes balançadas, alguns bons públicos e muito bom futebol, principalmente nesta quinta-feira. Cruzeiro, Palmeiras e Botafogo só ratificaram a ótima fase. Os dois primeiros estão cada vez mais fixos no G4, enquanto o alvinegro definitivamente chegou para brigar. E o mais importante: convencem um público sempre exigente. Vamos aos jogos:

* Carlos Alberto conseguiu a proeza de ser expulso aos 25 minutos de jogo. Apenas mais um desafio cumprido da melhor forma possível pelo Botafogo de Ney Franco. Túlio – belíssimo gol – e Thiaguinho marcaram na vitória diante do Figueirense, fora de casa, por 2 a 1, no Orlando Scarpelli (8.570 pagantes). Rafael Coelho descontou. Na medida para um time de meio de tabela, como é o Figueirense de Paulo César Gusmão. Ney Franco, ao contrário, possuí ambições. Com 13 pontos nos últimos 15 disputados, o alvinegro carioca já pode dizer que chegou. Atuais dois pontos o separam do São Paulo, quarto colocado, com 30. A destacar grande melhora da zaga botafoguense, hoje segura com Renato Silva e André Luís. Um gol sofrido nas últimas cinco partidas. E a última rodada do turno promete: Botafogo x Palmeiras, no provavelmente lotado Engenhão. Eu é que não perco mais um grande jogo deste Campeonato Brasileiro.

* Nem a chuva, nem o bem armado Vitória. Nada pôde atrapalhar mais uma noite de futebol vistoso e eficiente do Palmeiras, no Palestra Itália (18.190 pagantes). 3 a 0. Gols de Valdívia, Alex Mineiro e Sandro Silva. Resultado que, além de manter o alviverde na briga pelo título – agora quatro pontos atrás do Grêmio, deu ao time de Vanderlei Luxemburgo o melhor ataque da competição, com 32 gols. Mas o grande destaque do time tem sido os volantes Sandro Silva e Jumar. Duas contratações nada badaladas que deram retorno. Ainda há Pierre e Léo Lima para atuar na posição. É na base do equilibrado elenco que o Palmeiras não se distancia. E parece ter reservado uma vaga no grupo dos quatro primeiros. Tirá-lo dali não será nada fácil. Já o Vitória não resistiu a uma semana atípica – Grêmio e Palmeiras fora de casa. Duas derrotas que o afastam, por ora, do G4. Mas Vagner Mancini faz um ótimo trabalho. Ontem, a zaga, desfalcada, bateu cabeça. Embora a frente com Marquinhos, Ramon e Dinei continue sempre perigosa. Que o Vasco se cuide no próximo domingo.

* O Cruzeiro teve apenas mais dificuldade que o Palmeiras. Temporária. Até Fábio, quando o placar apontava 1 a 0, buscar pênalti bem cobrado por Nilmar. O Mineirão (30.861 presentes) estava em êxtase. A Raposa, com Gerson Magrão, vencia merecidamente. Possuía mais volume de jogo e chances em relação a um Internacional privado de criatividade – Alex, Daniel Carvalho e D’Alessandro estiveram de fora. Sorondo, contra, aumentou a vantagem azul celeste logo no início da segunda etapa. Aí ficou fácil para a equipe de Adílson Baptista administrar. O jogo melhorou. Na frente, o ataque cruzeirense desperdiçava oportunidades, enquanto Fábio, em grande noite, salvava as esporádicas chances do Colorado. E olha que Wagner e Ramires estiveram de fora. Hoje, coloco minha mão no fogo pelo Cruzeiro. Ainda não faço o mesmo pelo time de Tite, que ainda deve boas atuações – em especial fora de casa. Mas é muito cedo para excluí-lo do páreo. E, no domingo, a previsão é de estréias no Beira-Rio, contra o Figueirense.

* Roberto Fernandes está de volta ao Náutico. Conseguirá nova reação – assim como em 2007? O tempo dirá. A certeza é que terá de extrair o máximo do fraco elenco do Timbu.

Colaborou Victor Canedo

Brasileirão às avessas

Dom, 03/08/08
por Lédio Carmona |

Foi a rodada dos visitantes. Seis vitórias, contra apenas quatro dos mandantes. Não houve empate. No total, 32 gols, com média de 3,2 por partida. Rodada que mudou a cara do Brasileirão, de cima para baixo. Em cima, o Grêmio confirmou o primeiro lugar, com Cruzeiro em 2º e, finalmente, dois paulistas no G4 - Palmeiras e São Paulo. O Vitória foi para quinto e o Flamengo, sem vencer há seis jogos, despencou para sexto, a sete pontos do Grêmio. No fundo, Santos, Fluminense e Ipatinga seguem aboletados na zona do rebaixamento, agora na companhia do Atlético Paranaense, que não merece time tão fraco. Segue o resumo do domingão:

* O Grêmio não perde desde a 9ª rodada. Hoje, na 17ª, nada mais natural que seja o líder. Incontestável, por sinal. Em mais um confronto direto, o Tricolor Gaúcho fez o dever de casa diante do Vitória, no abarrotado Olímpico. Triunfo que só veio com a ajuda do ótimo goleiro Victor – defesa épica em cabeçada de Anderson Martins -, quando o time de Celso Roth já vencia por 1 a 0, com William Magrão – achei falta no lance. Vale destacar o belo lançamento de Rafael Carioca para Perea tocar levemente na trave, ainda na primeira etapa. Souza, em sua estréia, também lançou. E Reinaldo não desperdiçou. Resultado que só reforça a superioridade do Grêmio. Melhor ataque, com 30 gols; melhor defesa, com 12; mais vitórias, 10; menos derrotas, 2. Números de um forte favorito ao título. Ao contrário do Vitória, de Vagner Mancini. Desfalcado de Ramón e Willians, a derrota de hoje era aceitável, embora decisiva. E enfrenta outro adversário direto na quinta-feira – Palmeiras. Há qualidade suficiente para cobiçar uma vaga na Libertadores. O título, pelo visto, é demais para o Leão do Barradão.

* O marasmo rubro-negro continua. Para mais de 37 mil pagantes no Maracanã, o Cruzeiro voltou a aprontar das suas e, pela melhor fase que vive, venceu o Flamengo, de virada, por 2 a 1. Sem ter o que fazer com o setor ofensivo, Caio Júnior testou apenas Obina como atacante, e pôs o jovem Erick Flores em campo. Como era de se esperar, não deu resultado. A Raposa não foi brilhante na primeira etapa, mas dava trabalho a Bruno. Vandinho e Diego Tardelli entraram como solução. O primeiro marcou em sua estréia. Mas o Flamengo, perdido, sofreu a virada num intervalo de quatro minutos. Guilherme – que fase vive o garoto! – e Rômulo, livre, marcaram para o Cruzeiro. Fábio Luciano, já no fim, expôs a real situação do Flamengo ao ir para o ataque desesperadamente. E o rubro-negro acumula seis jogos sem uma vitória sequer – sete pontos atrás do líder Grêmio. Há menos de um mês o clube era referência com cinco pontos de vantagem. Esse é o cíclico futebol. Mas para voltar a vencer, Caio Júnior precisa não só reanimar o time, como encaixar as poucas peças que possuí. E torcer por mais contratações – principalmente no setor ofensivo, fragilizado ainda mais com a perda de Tardelli, no mínimo fora por três meses. A vinda de Vandinho ainda é muito pouco para quem almeja(va) o título.

Já o time de Adílson Baptista é só alegria. Três ótimas vitórias consecutivas mantiveram a Raposa na vice-liderança, com 33 pontos. E hoje nem precisou de Wagner, que deixou o gramado lesionado ainda na primeira etapa – não preocupa. Se o Cruzeiro não me convencia há algumas rodadas, aos poucos me faz acreditar que o título é possível. Embora necessite de Ramires – cobiçado agora pelo Werder Bremen.

 

* No início parecia que não daria liga. Ali pela sétima rodada, a sensação é de que não haveria nem namoro. O flerte recomeçou depois da décima. E o início da relação começou hoje. O São Paulo, enfim, conquistou o G4. No Morumbi, 4 a 0 em cima do limitadíssimo, confuso, desunido e mal escalado Vasco, que, pelo segundo domingo consecutivo, levou uma goleada capaz de envergonhar o mais crente e utópico dos vascaínos.

O jogo nunca foi difícil para o São Paulo. O time de Muricy Ramalho foi melhor o tempo todo. André Lima, o estreante, fez 2 a 0 no primeiro tempo. Dois gols polêmicos, ambos num breve impedimento. Lances difíceis de serem vistos. Na dúvida, pró-ataque. Assim eu entendo essas situações. Mas, evidentemente, vai ter gente se enganando e dizendo que o Vasco perdeu por culpa disso. No segundo tempo, após Antonio Lopes tirar Madson e oferecer Allan Kardec para os vascaínos, Rogério Ceni ensinou a bater falta e pênalti: 4 a 0. Massacre anunciado e justo. Sem choro nem vela. O São Paulo está no G4. E o Vasco está a dois pontos do rebaixamento. Doloroso…

* Fácil. O Botafogo nem precisou se esforçar para vencer o Atlético Paranaense, por 3 a 0, em plena Arena da Baixada (16.966 pagantes). Lúcio Flávio, Jorge Henrique e Túlio marcaram ao cantos de “olé” da torcida rubro-negra. Os três, ao lado de Diguinho, têm sido os destaques do ótimo time armado por Ney Franco, que já soma 25 pontos - apenas cinco abaixo do G4. Embora ainda falte algum matador – casos dos empates com Santos e Flamengo, e na derrota para o São Paulo. Mas é um time que cria - privilégio de poucos nesta competição. Se mantiver o ritmo, por que não sonhar com uma vaga na Libertadores? Quem paga o pato é Roberto Fernandes, virtualmente desempregado. O Furacão em sua pior fase no campeonato, na 17ª posição, com 17 pontos. Até que ponto vale à pena investir na estrutura, e, conseqüentemente, abandonar os investimentos no time?

* Longe de apresentar um futebol satisfatório, o Palmeiras jogou o suficiente para vencer o Ipatinga, no Ipatingão, por 2 a 1. Valdívia deixou a polêmica de lado e marcou os dois do alviverde. Alex Mineiro poderia ter assumido a liderança isolada, mas desperdiçou um pênalti. Mas a zaga palmeirense não poderia passar duas partidas sem sofrer um gol sequer. Adeílston, no fim, descontou. Não fez diferença. Ainda que sem brilho, o Palmeiras volta ao G4 na terceira posição, com 31 pontos. Mas é bom Luxemburgo torcer pela volta de Gustavo. Gladstone e Jeci ainda podem atrapalhar as ambições do Palmeiras no Campeonato Brasileiro. Já o Tigre continua segurando a ingrata lanterna. A cada rodada o sonho de permanecer na Série A torna-se cada vez mais utopia.

* Na Vila Belmiro (10.261 pagantes), falou mais alto a irregularidade do Santos. Diante de um Coritiba muito bem organizado, o time de Cuca errou passes demais, esbaldou-se em fazer falta inúteis, ofereceu o contra-ataque ao Coxa e foi derrotado com três gols do ótimo Keirrison. Dois deles em falhas claras do goleiro Douglas. No Santos, destaque apenas para o garoto Maikon Leite, autor do gol, mas que exagerou no individualismo. E, no fim, Kleber, que de novo não jogou nada, pediu desculpas aos torcedores. Fez bem. O Santos, creio, sairá do buraco. Mas a irregularidade atrapalha. Por isso, sonhos são proibidos. Melhor ser prático: escapar do abismo. E ponto final.

* Marcelo Oliveira tratou de apagar mais um incêndio no Atlético Mineiro. Depois da demissão de Gallo na última quinta-feira, o interino comandou a virada do Galo sobre o Sport, por 2 a 1, no Mineirão. Ainda que com dificuldade, o alvinegro faz valer o mando de campo. Roger abriu o placar para o Leão. Perdeu outros tantos gols. E o Atlético Mineiro, com Marques e Gedeon, assumiu a 12ª posição. Nem parece a crise que pintava após a goleada sofrida para o Vasco, com 21 pontos. O Sport, no entanto, caiu para a décima colocação. E não precisa se preocupar com o fantasma do rebaixamento. Muito provavelmente disputará a Libertadores de 2009 na primeira divisão.

Colaborou Victor Canedo

Tudo azul

Qua, 30/07/08
por Lédio Carmona |

A quarta-feira não teve muitas novidades. Foram 19 gols em sete jogos (média de 2,7), públicos razoáveis e alguns destaques. A começar pelo novo líder Cruzeiro. Ao menos até as 22h30 de quinta-feira. Para recuperar a liderança, somente a vitória é necessária ao Grêmio. E o campeonato agora tem seis clubes na briga pelo G4. Palmeiras e São Paulo ainda batem na porta. Enquanto o sobe-e-desce prevalece no meio da tabela para baixo. Façam as suas apostas. Vamos às partidas:

* O Cruzeiro voltou a jogar bem. Contra o Náutico, no Mineirão (19.209 pagantes), nada mais natural que a vitória. Em noite de Guilherme, a Raposa fez 4 a 2 – dois em cada tempo - até com certa facilidade no Timbu. O jovem atacante marcou dois – chegou aos nove no campeonato - e deu passe para o de Wagner. Henrique completou. Para o decadente Náutico, Wellington e Geraldo – de pênalti. Por sinal, foi a terceira derrota consecutiva da equipe do técnico Pintado. Do lado cruzeirense, vale destacar a ótima atuação de Marquinhos Paraná – talvez a melhor com a camisa azul celeste. Movimentação, desarmes e até sofreu pênalti…. Só faltou o gol. Mas a zaga ainda vacila. E poderá custar alguns pontos no futuro. Nada que abale a quarta-feira perfeita do Cruzeiro. Dormirá na liderança ao som da canção de ninar. Feliz e sorrindo.

* O Vitória não esteve nos seus melhores dias, mas ainda assim conseguiu o triunfo diante do Atlético Paranaense, no Barradão (13.942 pagantes). Nei, ainda no primeiro tempo – com um gol olímpico, diga-se -, abriu o placar. Marquinhos e Ramón, no finzinho, decretaram a virada do rubro-negro baiano. Em casa, o time de Vagner Mancini é muito difícil de ser batido – sete vitórias e apenas duas derrotas. É outro que dormirá em bons lençóis – ao contrário da famosa expressão -, na vice-liderança, com 29 pontos. Já a situação do Furacão é preocupante. Nem quando a equipe de Roberto Fernandes tem jogado melhor o resultado é positivo. E, com o terrível retrospecto fora de casa – uma vitória e sete derrotas -, pode terminar a rodada na 16ª posição, apenas uma acima da zona de rebaixamento.

* Palmeiras e Flamengo não fizeram uma partida brilhante, como era esperado, no Palestra Itália (26.854 pagantes). Mas a vitória do eficiente Palmeiras, de Vanderlei Luxemburgo – que adora partidas decisivas -, acabou por merecida. O singelo 1 a 0 colocou o alviverde com a mesma pontuação do que o rubro-negro (28 pontos), porém em desvantagem no saldo de gols. A ser comemorada pelos palmeirenses a volta do bom futebol de Valdívia, como pôde ser visto na assistência para o gol do volante Sandro Silva. Aliás, a ótima atuação do outro volante, Jumar, possibilitou os avanços de Élder Granja e Leandro, perigos constantes ao gol de Bruno. Já o Flamengo, de Caio Júnior, até fez Marcos trabalhar. Mas a qualidade ofensiva de outrora simplesmente desapareceu com Marcinho, Souza e Renato Augusto. O rubro-negro completou cinco partidas sem vitória. Quatro dessas sem sequer marcar um gol. Fato mais do que preocupante para quem almeja o título.

* Papéis invertidos no Orlando Scarpelli (12.814 presentes). O empate em 1 a 1 entre Figueirense e São Paulo foi ruim para ambos, que desceram uma posição. Mas o mandante parecia ser o Tricolor Paulista. Talvez pelo fato do gol de Tadeu logo aos 7 minutos para o Figueira. Acuado, resistiu durante mais de uma hora. Encontrava ainda espaços para ameaçar nos contra-ataques. Em um deles, o juiz Evandro Rogério Roman não marcou pênalti de Richarlyson em Edu Sales. Wilson novamente se destacou com boas defesas. Embora nada pudesse fazer no petardo de Hugo, aos 34. Um ponto apenas separa o time de Muricy Ramalho do G4. Já os comandados de Paulo César Gusmão não vivem a melhor fase no campeonato – não vencem desde a 12ª rodada.

* O Botafogo de Ney Franco demonstrou novamente estar em ascensão. No Engenhão (15.798 pagantes), os números são expressivos – seis vitórias, um empate e uma derrota. A última delas conquistada sobre o Goiás, por 2 a 0. Túlio, revelado no alviverde, marcou ambos de fora da área. A defesa mostrou segurança durante boa parte do jogo, enquanto o ataque voltou a apresentar deficiência nas conclusões. Sob comando do treinador mineiro – três vitórias, dois empates e uma derrota -, o elevador alvinegro volta a subir. Já a instável equipe de Hélio dos Anjos nada fez de relevante. O novo revés ocasionou a volta para a zona de rebaixamento. Duas derrotas consecutivas pesam. E a tabela ainda reserva Flamengo e São Paulo no primeiro turno.

* O Santos aproveitou os importantes desfalques do Internacional e conquistou sua primeira vitória fora de casa, no Beira-Rio (19.952 pagantes). Maikon Leite – veloz e habilidoso -, destaque já do último domingo, anotou o único gol da partida. Promete ser, de fato, mais uma das tantas revelações do campeonato. Ponto positivo para Cuca, que depois de ter a demissão recusada, parece ter acertado o time. Tanto que o alvinegro abandonou a zona de rebaixamento. Talvez para não mais voltar. O Colorado, que conheceu sua primeira derrota como mandante, depende exclusivamente de sua força ofensiva. Sem Nilmar e Alex – além de Daniel Carvalho e D’Alessandro sem condições de estréia -, não há muito que Tite possa fazer. O Internacional que eu espero ver ainda não entrou em campo. Mas é bom correr contra o tempo.

* Vitória tranqüila da Portuguesa – fato raro – diante do Fluminense, numa noite de belos gols no Canindé (2.701 pagantes). Conca abriu o placar para o Tricolor, que teve ainda de lutar contra o nervosismo de seus jogadores. Tartá, descontrolado, foi expulso ainda no primeiro tempo, logo após o golaço de Jonas. Muito embora o cartão vermelho de Washington, na segunda etapa, tenha sido exagerado. 11×9. A virada era mera questão de tempo. Não tardou a vir com Preto. Jonas, no fim, fechou o caixão. Renato Gaúcho balança no cargo. Dá a cada jogo a impressão de que o ciclo está para se encerrar. E, há 15 rodadas na zona de rebaixamento, o Fluminense agoniza. Enquanto a Lusa de Valdir Espinoza sobrevive. E amanhecerá na 12ª colocação – subiu cinco posições -, com 19 pontos.

O Jogo Aberto pede desculpas pelo ocorrido durante as partidas de ontem. Tudo reestabelecido em sua normalidade.

Colaborou Victor Canedo

Passeio no Maracanã

Sáb, 26/07/08
por Lédio Carmona |

Há tempos não se via um claro domínio no Maracanã (13.808 pagantes). O Fluminense até ficou bastante tempo na frente do placar pelo fraquíssimo futebol apresentado. Washington, de pênalti, abriu o logo aos 10 minutos. Mas o Cruzeiro, mesmo fora de casa, tomou as ações da partida. Os laterais da Raposa tinham total liberdade. E a facilidade para tocar a bola era notável. De se espantar somente a escalação da equipe de Renato Gaúcho - que atuava em casa - com três zagueiros e dois volantes de contenção, sendo esses Ygor (!) e Fabinho. Claro, inúmeros desfalques acabaram atrapalhando da vida do treinador. Nada que pudesse influenciar numa escalação tão acuada e perdida. A virada acabou ocorrendo naturalmente, com Guilherme e Fabrício, de falta – colaboração de Ricardo Berna. Aliás, diga-se, mais uma grande atuação do volante cruzeirense.

A história não foi lá muito diferente na segunda etapa. Desespero tricolor refletido na tabela – 13 pontos, na 18ª colocação – e no campo – Luiz Alberto expulso infantilmente no fim. Enquanto não vierem reforços do nível dos que saíram, os erros dificilmente serão perdoados – ou compensados. Coube a Wagner, outro destaque, fechar o caixão – onde cabia mais. E deixar o Cruzeiro feliz da vida, de volta ao G4, com 27 pontos. Ao menos na noite deste sábado, quando o tabu de 36 anos sem vitórias diante do Fluminense no Maracanã foi quebrado. Como um passeio no Rio de Janeiro.

* O Ipatinga mostrou mais uma vez não estar morto. Azar do Internacional, que sucumbiu novamente longe do Beira-Rio. Se em casa a equipe de Tite funciona com até qualidade, fora dos seus domínios a situação é inversa. A falta de criatividade foi o principal fator para o fraquíssimo primeiro tempo – para piorar, o Colorado perdeu Alex, lesionado. Aos 32 do segundo tempo, o gol de Beto acabou como castigo para o sonolento Internacional, que desperdiçou ótima chance de encostar de vez no pelotão da frente. Já o Tigre ultrapassou o Santos – que ainda joga neste domingo -, e colou no Fluminense. Será que o destino reservou vagas para grandes na Série B de 2009? Você responde.

* Não me surpreendi com o resultado nos Aflitos (12.552 torcedores). Num jogo de muitas faltas e passes errados, vitória de quem ainda dá sinais de qualidade – ainda que escassos. O Coritiba marcou com Guaru. Piauí empatou. E o Timbu até poderia ter virado não fosse a trave e a própria incompetência. Mas no fim a estrela de Keirrison fez a diferença. O Coxa garantiu a sétima colocação, com 23 pontos. Já o Náutico despenca. Soma cinco preocupantes jogos sem vitória. E Pintado pode ser o próximo da ingrata e famosa lista que percorre o Campeonato Brasileiro.

Colaborou Victor Canedo

O novo vice-líder

Sáb, 19/07/08
por Lédio Carmona |

Sim, há méritos em um vice-líder. E hoje o Campeonato Brasileiro voltou a ter o Grêmio na segunda posição. Que dominou por completo o desfalcado Cruzeiro, no Olímpico (28.217 pagantes), e alcançou a marca dos 25 pontos. Apenas um a menos que o Flamengo – que joga no domingo. A vitória de 1 a 0, com o golaço de Paulo Sérgio, muito se deve à inoperância dos atacantes gremistas. Perea, André Luís, Reinaldo… Todos desperdiçaram chances claras. O bom goleiro Victor mal trabalhou. Sem Fabrício, Ramires, Wagner e Weldon, a Raposa pouco ameaçou. Completa é uma equipe forte. Mas ainda falta ganhar a minha confiança.

Confesso que após 13 rodadas não esperava o Grêmio na vice-liderança. Celso Roth montou um esquema sólido – o Tricolor Gaúcho possuí a melhor defesa do campeonato, com apenas 10 gols sofridos -, com qualidade também no meio campo. Destaco William Magrão e principalmente, o jovem Rafael Carioca. Tcheco, apesar do gol perdido, também substituí Roger à altura. E ainda tem lugar para Souza. As perspectivas são boas para o Grêmio.

* Alívio. O Fluminense até começou bem a partida diante do Figueirense, no Maracanã (12.499 pagantes). Acertou a trave em duas oportunidades – Dodô e Washington - e fez Wilson trabalhar. Mas foi só. O Figueirense, desfalcado de jogadores importantes como Cleiton Xavier e Edu Sales, também não ameaçava Ricardo Berna. O polêmico gol – e único da partida - de Thiago Neves – não achei falta de Washington –, já aos 40 da segunda etapa, acabou premiando os 15 minutos iniciais de bom futebol do Fluminense. Muito pouco. A equipe de Renato Gaúcho mostrou-se sem padrão tático na maior parte do tempo. E vai sentir a falta dos gols de Thiago Neves - será que ele volta? - e das coberturas de Thiago Silva. Não fossem ambos e os desfalques da arrumada equipe de Paulo César Gusmão, e o cargo de Renato Gaúcho já estaria em perigo.

* O Ipatinga já mostrava evolução. Consolidada neste sábado na goleada sobre a Portuguesa, no Ipatingão – alguém tem o público? -, por 4 a 1. Rodriguinho, duas vezes, Dias (contra) e Marinho marcaram para o Tigre. Halisson descontou. E a Lusa, que parecia recuperada, voltou a cair. Vagner Benazzi está com os dias contados. Mas o problema está longe de ser no comando técnico. O elenco é limitado. E a 14ª colocação está longe de ser algo anormal. Assim como a vice-lanterna – o Santos precisa vencer o Sport para voltar à 19ª posição - não é uma surpresa para o Ipatinga.

Colaborou Victor Canedo

Lá vêm eles

Qua, 16/07/08
por Lédio Carmona |

* Excelente média de gols nas partidas desta quarta-feira. No total, 25 gols em 7 partidas. E um grande público. No Barradão abarrotado (35 mil pagantes), o novamente eficiente São Paulo de Muricy Ramalho voltou a vencer. Não há como negar que o Vitória seja um concorrente direto – o que só aumenta os méritos do Tricolor Paulista, que parecia nem sentir os desfalques de Miranda, André Dias e Borges. Hugo, Dagoberto e Éder Luís – golaços e ótimas atuações dos dois últimos - marcaram na vitória de 3 a 1. Dinei, no fim, descontou – Willians ainda teve um gol mal anulado. Nada que abale a recuperação são-paulina no campeonato. A diferença para o G4 é de apenas um pontinho. E enfrenta o Botafogo, domingo, em casa. Alguém duvida que o São Paulo vá chegar de novo?

* Aos trancos e barrancos, o Cruzeiro conquistou importantíssima vitória diante do Atlético Paranaense, no Mineirão (15.246 pagantes). Essencial não só para o time, mas para a tão desejada emoção nos famigerados pontos corridos. Depois de alguns gols perdidos, o volante Elicarlos marcou o chorado gol, já aos 40 da segunda etapa. É a segunda vitória seguida da Raposa no fim – o que não é demérito algum, para deixar claro. Mas o time de Adílson Baptista já não possuí o mesmo pique de outrora. O Furacão, pelo que vem apresentando, não me convence. Deve mesmo ser figurante ao longo do campeonato. E a culpa não é de Roberto Fernandes.

* O Palmeiras reencontrou o bom futebol. Pelo menos nos 45 minutos finais diante do Fluminense, no Palestra Itália (13.568 pagantes). Kleber também deixou as notas sobre expulsões e cotoveladas e reencontrou o caminho do gol. Gols. Ambos de cabeça na perdida defesa tricolor. Maicosuel – em sua estréia - e Washington completaram. Vale ressaltar que a postura da equipe de Renato Gaúcho é outra fora de casa. E o time é curiosamente o mesmo que joga no Maracanã. O Palmeiras, de Vanderlei Luxemburgo e do volante Sandro Silva – ótima atuação - nada tem a ver com isso. E voltou ao G4 – é o único paulista a habitar a zona da Libertadores desde o início da competição. O Fluminense ainda amarga a zona de rebaixamento. E recebe o embaladíssimo Figueirense, sábado, no Maracanã. É bom Renato Gaúcho abrir o olho.* O adversário era o lanterna Ipatinga, no Engenhão (10.007 pagantes), mas enfim o Botafogo pôde fazer uma apresentação convincente. Thiaguinho não marcou gol. Apenas detalhe. O volante foi o grande destaque da goleada de 4 a 0, com passes rápidos e decisivos. Zé Carlos, Wellington Paulista e Jorge Henrique, duas vezes, anotaram para o alvinegro, que no famoso lá e cá do Campeonato Brasileiro é o 10º, com 15 pontos. No entanto, não há cá para o Ipatinga, que ocupa a zona de rebaixamento da competição há um bom tempo – e de lá não deve sair tão cedo.

* O Santos é o retrato do desastre no Campeonato Brasileiro. Não se acerta. Disputou 36 pontos e só ganhou 8. Não sai da zona do rebaixamento desde a quinta rodada. E agora está arriscado a perder o pouco que ainda tem de bom no elenco. Cuca ainda não venceu desde que estreou. Em oito partidas, quatro derrotas e quatro empates. Mas encontrou um time retalhado, disperso e sem vibração. Cobrar do treinador, agora, só mesmo o fato de ainda não ter conseguido recuperar a garra do grupo. Mas, às vezes, nem o Mago Merlim é capaz desse truque. Hoje, no Orlando Scarpelli, mais um sapeca. O Figueirense fez 3 a0, com sobras: dois gols de Edu Salles e um de Tadeu. O Figueira vai bem com PC Gusmão. Desde que o polêmico técnico assumiu, foram três vitórias e dois empates. Números que levaram a equipe do excelente meia Cleiton Xavier, talvez o melhor até agora do Brasileirão, à sétima colocação. 

* Na Ilha do Retiro, um jogo com duas caras. O primeiro tempo de Sport x Grêmio foi pavoroso. Ruim de doer. O segundo foi delicioso de tão bom. Melhor para o Grêmio, que arrancou empate de 2 a 2 e continuou em terceiro lugar. Pior para o Leão, que tropeçou pela terceira vez em seis jogos na Ilha e ficou no 11º lugar. O campeão da Copa do Brasil vive uma crise de gols – apenas 12 em 12 jogos – e a defesa tem falhado muito. No Grêmio, Tcheco entrou muito bem na vaga de Roger e o time parece não ter perdido equilíbrio. William Magrão fez 1 a 0, Durval empatou, Rodrigo Mendes pôs o Grêmio de novo na frente, mas Durval fez o seu segundo e fechou a conta. Uma boa partida de 45 minutos em Recife.

* Uma pena que apenas 2.266 torcedores tenham acompanhado a histórica virada da Portuguesa sobre o Náutico, no Canindé. Depois de três derrotas seguidas, Vagner Benazzi assinava sua demissão após os 45 minutos iniciais quando o Timbu fez 2 a 0 (Felipe e Gilmar). Mas Edno, Patrício e Jonas, aos 45 do segundo tempo, decretaram a heróica vitória da Lusa. Que respira. Mas ainda sem qualidade suficiente para almejar vôos maiores. Já o Náutico deve pagar pelo erro da demissão injusta de Leandro Machado. Pintado assumirá o time pressionado. Inclusive o alvirrubro já caiu duas posições na tabela – e pode terminar a rodada em 9º, caso o Internacional vença o Atlético Mineiro nesta quinta-feira.Colaborou Victor Canedo

Líder com sobras

Dom, 13/07/08
por Lédio Carmona |

13ibson.jpgO Flamengo é melhor do que todos os adversários do Campeonato Brasileiro. Por isso está há oito rodadas na liderança, tem cinco pontos de vantagem sobre Grêmio e Cruzeiro e apresenta aproveitamento de 78% após a 11ª volta. Não há time com padrão tático semelhante ao rubro-negro. Caio Junior tem o grupo nas mãos. E os jogadores confiam nele. Além disso, não há goleiro em melhor fase do que Bruno hoje em dia; a zaga é a mais forte do país, com Fábio Luciano e Ronaldo Angelim; o lateral-esquerdo é o melhor do Brasil – só Dunga ignora Juan; os volantes são bons. Faltam um bom meia de ligação e centroavante. O Flamengo não tem um camisa 9 à altura da ótima equipe montada. Mas, assim mesmo, a superioridade é flagrante. Se será campeão, ninguém sabe. O Campeonato Brasileiro é longo, muita coisa pode acontecer em 27 rodadas; Caio Junior, com ótima proposta do Catar pode sair; e o oba-oba da Gávea é sempre perigoso. Porém, hoje, ninguém pode questionar que o Flamengo é favorito, com justiça e louvor, à conquista do hexacampeonato - sim, considero Flamengo e Sport os campeões de 1987.

13bobbraga.jpgO Flamengo tem equipe muito melhor do que a do Vasco. Tão superior que essa possível dor já nem incomoda os vascaínos lúcidos. Melhor esperar que uma futura equipe possa ser adversária do eterno rival. A de hoje, lamentavelmente, só vai correr, lutar, de vez em quando ganhar e, na maioria das vezes, perder. Hoje os rubro-negros atropelaram. Por méritos próprios e por erros escancarados do Vasco. Que nasceram na escalação e aumentaram com a incompetência de alguns em campo. Antonio Lopes apostou em Jean, Edmundo e Leandro Amaral, deixando o meio de campo com Jonílson, Beto e Jean, além dos “alas” Wagner Diniz e Pablo. Um buraco em forma de avenida surgiu no setor. E foi por ali, naquele vazio, aumentado pela inércia de Edmundo, Leandro Amaral, Wagner Diniz e Beto para combater, que o Flamengo ganhou quando e como quis.

13ed.jpgWagner Diniz um dia atacou. Nunca defendeu. Hoje, ele nem atacou. E deixou um buraco para o ótimo Juan fazer fila no primeiro tempo. E ainda fez um pênalti inútil no próprio Juan logo aos 7min. Gol de Ibson. O passeio continuou. O Flamengo jogava bem. E com liberdade. Até que Eduardo Luís errou mais uma vez. A bola era de Tiago. O zagueiro se meteu e deu o gol para Fábio Luciano. No segundo tempo, Beto saiu (se é que entrou). E Alex Teixeira melhorou um pouco o time. Mas não o suficiente para diminuir ou evitar o lindo gol de Cristian, após belo chute de fora da área. Alex Teixeira descontou no fim. Foi até pouco pela diferença de qualidade dos times. O Flamengo está quase pronto. E Roberto Dinamite, nobre presidente, e ídolo supremo dos vascaínos, sabe tudo que é preciso reformular. Só falta o dinheiro, é claro. Que ontem até pingou, com a grande renda e o recorde de público do Brasileirão no Maracanã, com 63. 611 pagantes.

São Paulo 2 x 1 Palmeiras

13sp.jpgGanhou o São Paulo. Jogou bem 20 minutos do primeiro tempo e mais ou menos o resto da partida, com apenas 22.235 torcedores no Morumbi. A diferença é que o Palmeiras esteve mal o tempo todo. Sem brilho, sem penetração, sem chegada, sem surpresa alguma. O São Paulo começou muito rápido. A fim de jogo. Com meio de campo ligado na partida, marcando pressão e com Dagoberto deixando o ataque mais leve, ao lado do pouco valorizado Borges. Além disso, alguns jogadores de meio de campo do tricolor estavam muito bem, como Joílson, Jorge Wagner e, principalmente, Hernanes. Dominavam o setor, enquanto Leo Lima, Martinez e, principalmente, Valdívia olhavam a partida. André Dias fez 1 a 0, logo aos sete minutos.

13spp.jpgNo segundo tempo, o Palmeiras cresceu um pouco, mas não suficiente para reverter nada. Mas sim de levar o segundo gol, com Eder Luis. O gol de Jeci, já nos acréscimos, nada mudou no cenário e no resultado final. Lições do clássico:

a) Os dois elencos já foram melhores. Precisam de mais para ter fôlego e brigar contra o Flamengo, principalmente.

b) Na minha visão, é mais fácil Muricy Ramalho arrumar o elenco do que Vanderlei Luxemburgo. No geral, eu ainda acho o grupo do São Paulo superior.

c) A zaga do Palmeiras é fraca.

d) Valdívia continua de férias.

Atlético Mineiro 1 x 2 Cruzeiro

13ramires.jpgNão pude ver esse clássico com 37.644 pagantes. Afinal de contas, tenho quatro olhos, não seis, ou oito. Pelo que li, foi equilibrado e acabou decidido no detalhe, com o gol de Ramires, aos 46 minutos do segundo tempo. Até achava que, pelas últimas atuações, o Galo, pudesse surpreender a Raposa. Fiquei ainda mais desconfiado quando Danilinho fez 1 a 0, aos 33 minutos do primeiro tempo. Só que, logo em seguida, Tiago Martinelli empatou. O equilíbrio foi mantido no segundo tempo, até que Ramires virou herói azul. O Cruzeiro mantém o segundo lugar, tem um bom elenco, mas não consegue me convencer. Falta regularidade. E o Atlético, infelizmente, não consegue se impor. O treinador é bom, a garotada corre e tem algum talento, mas falta muita, muita coisa para quem sonhou com vitórias no ano do Centenário.

Náutico 0 x 2 Sport

13bala.jpgGrande resultado do campeão da Copa do Brasil. Ganhar do rival nos Aflitos é algo para ser comemorado, principalmente porque o resultado dá moral ao time e o afasta das proximidades da zona do rebaixamento. Com os gols de Carlinhos Bala e Durval, o Leão chegou aos 14 pontos e ficou no bolo, na 11ª posição. O Náutico perdeu, mas conservou a sexta colocação. Vai bem o futebol pernambucano, que mais uma vez contribuiu com a média de público: 19.141 torcedores viram o clássico.

Grêmio 2 x 1 Portuguesa

13marcel.jpgO Grêmio passou por um sufoco que não esperava, mas derrotou a Portuguesa, por 2 a 1, de virada, no Olímpico (22.257 pagantes). Rogério abriu o placar após falha de Léo. E Marcel, duas vezes, decretou a vitória na reestréia de Tcheco – que cobrou escanteio na cabeça do atacante. Halisson ainda foi expulso no fim. O Tricolor Gaúcho alcançou os mesmos 21 pontos do Cruzeiro – continua atrás no quesito gols marcados. A campanha do time de Celso Roth é até certo ponto surpreendente, porém ótima. Já a Lusa cai consideravelmente. Depois de três derrotas seguidas, o time de Vagner Benazzi amarga a 14ª colocação.

Santos 2 x 2 Botafogo

13fogosant.jpgAcreditem: o empate em 2 a 2 entre Santos e Botafogo ficou barato. Não fosse o caminhão de gols perdidos por ambos e a média de gols da rodada teria sido a maior do Campeonato Brasileiro. O time de Ney Franco abriu 2 a 0 logo no início – Zé Carlos e Wellington Paulista - e poderia até ter matado o jogo na primeira etapa – Jorge Henrique perdeu um gol incrível. Mas Kleber Pereira – como um banquinho faz bem! - mudou a partida no segundo tempo ao marcar os dois gols da equipe santista – o último em impedimento. Porém, a situação de Cuca ainda é ruim. O Santos ocupa a penúltima posição do campeonato, à frente apenas do Ipatinga, com 8 pontos. Já o Botafogo, que hoje perdeu dois pontos, deve evoluir com Ney Franco no comando. Até porque 12 pontos conquistados em 11 rodadas não é algo que deve ser comemorado. Pelo contrário. Na Vila Belmiro, 10.088 pagantes.

Atlético-PR 1 x 1 Internacional

13cap.jpgEm jogo morno tecnicamente e polêmico, Atlético Paranaense e Internacional empataram em 1 a 1, na Arena da Baixada (18.068 pagantes). Alan Bahia – num pênalti inventado por Giuliano Bozzano – e Índio anotaram os gols da partida. Roberto Fernandes já balança no cargo. Mas não tem ataque para trabalhar. A distância do Colorado para a zona da Libertadores voltou aos seis pontos. Que também carece de um reforço ou outro. O aproveitamento de Tite ainda é muito bom.

Ipatinga 0 x 1 Figueirense

O Figueirense de Paulo César Gusmão continua em franca evolução no Campeonato Brasileiro. Nas últimas quatro partidas, duas vitórias e dois empates. Neste domingo, o gol de Cleiton Xavier – um dos artilheiros da Série A, com Marcinho e Alex Mineiro, com sete gols – foi suficiente para o triunfo diante do Ipatinga, no Ipatingão (2.371 pagantes). O Tigre já assumiu a lanterna da competição, com apenas sete pontos. E precisa de mais cinco para deixar a zona de rebaixamento. Difícil crer numa reação tamanha em Ipatinga.

Colaborou Victor Canedo 

O time da gangorra

Qui, 10/07/08
por Lédio Carmona |

Chegaram as quartas e quintas-feiras no Campeonato Brasileiro. Mas a gangorra continua. O famoso sobe e desce. Ora fora, ora em casa. Apesar de que nada influiu na primeira colocação. Nem na zona de rebaixamento. A vantagem ainda é rubro-negra, só que de agora três pontos. A décima rodada também pôde contar com a volta dos gols. Foram 32 nas 10 partidas do meio de semana (média de 3,2 por jogo). E bons públicos, levando-se em conta que Flamengo e Grêmio – duas das maiores médias do campeonato - jogaram fora de casa. Além, é claro do frio das noites de quarta e quinta. Vamos aos jogos.

* Roberto Dinamite voltou com estilo a São Januário (6.703 pagantes). O Vasco até sofreu no primeiro tempo – ainda assim terminou com a vitória parcial -, mas desandou a fazer gols no segundo. No fim, 4 a 0 (Morais, Pablo, Jean e Edmundo) sobre o Sport e um generoso salto na tabela. Destaque para o belo gol do jovem Pablo, aquele mesmo que há três meses era vilão ao desperdiçar o pênalti que selou a eliminação do Vasco do Campeonato Carioca. Três pontos que levam o Vasco à sétima colocação – subiu quatro posições na rodada. O Sport, que não tem time para cair, é o 16º. Mas a Ilha do Retiro vai acabar fazendo a diferença no fim. É o lá e cá dos times, digamos, caseiros do campeonato. Resta saber se o Vasco de Roberto manterá essa rotina. Para o rubro-negro pernambucano, já na Libertadores, pouco importa a indagação.

* O Palmeiras decepcionou e ficou no empate com o Figueirense, em 1 a 1, no Palestra Itália (19.012 pagantes). Ainda assim, aproximou-se do G4. Só perde para Cruzeiro e Grêmio no saldo de gols. Sem contar com os laterais e o atacante Kleber, o alviverde ainda perdeu Pierre, machucado, aos 7 minutos da primeira etapa. O time de Vanderlei Luxemburgo encontrou dificuldades especialmente no meio campo – Valdívia voltou a jogar mal. Enquanto isso, Cleiton Xavier assustava Marcos. Até o mesmo marcar um belo gol, já aos 16 do segundo tempo. Alex Mineiro empatou em seguida. E quase virou. Mas o goleiro Wilson garantiu o ponto que manteve o Figueirense na zona da Sul Americana. Com justiça, diga-se de passagem.

* O empate em 2 a 2, contra o Ipatinga, no Ipatingão (10.937 pagantes), acreditem, até que foi bom para o Cruzeiro. Os tropeços dos concorrentes mantiveram o time de Adílson Baptista no G4 – somente o Vitória o ultrapassou. Além do que o gol de empate só veio aos 44 minutos. Antes disso, muitos amarelos, expulsões – Thiago Heleno e Márcio Gabriel -, falhas e gols. De Gian e Adeílson. O Cruzeiro marcou com Charles e Jadílson. Aliás, com participação direta de Wagner em ambos. Mas é pouco para quem quer ser campeão. Guilherme não jogou. E Marcelo Moreno faz uma tremenda falta.

Colaborou Victor Canedo

Central de boatos (e verdades) do futebol mundial

Seg, 07/07/08
por Lédio Carmona |

* Andrés D’Alessandro está mesmo próximo de acerto com o Internacional. Mas a sua vinda é condicionada à saída de Guiñazu. O volante tem proposta do Al-Jazira, time de Abel Braga. O Internacional exige R$ 7,2 milhões para liberá-lo. Enquanto isso, o meia argentino já acertou as bases salariais com o Internacional, que compraria 50% do passe do jogador. Depois de um começo apagado na Libertadores, ajudou ao Ciclón na boa campanha até as quartas-de-final. Além de fundamental na arrancada do San Lorenzo no Clausura. Uma troca até interessante para Tite.

* O Botafogo está interessado na contratação do atacante Gil, do Internacional. A proposta de troca entre Gil e Túlio Souza, no entanto, não agradou. Nova proposta foi feita ao Colorado. O alvinegro aguarda por um jogador que não é solução há algum tempo. O bom futebol que apresentou o jogador ao Brasil não é visto desde os tempos de Corinthians. Os problemas de Geninho no ataque são maiores do que isso.

* Gérson Magrão é o novo reforço do Cruzeiro. Pretendido pelo rival Atlético Mineiro, a Raposa foi ágil e adquiriu 50% do passe do jogador por R$ 2 milhões. O Ipatinga, que detém os outros 50% junto com o empresário do jogador, perde sua melhor opção. E o Galo desperdiça outra chance de melhorar o seu meio-campo. Vale ressaltar que Gérson não é um primor, mas na atual circunstância, iria ajudar e muito o técnico Gallo. O mesmo ocorreu com o também meio campo Camilo há pouco tempo, que foi parar na Toca da Raposa depois do interesse declarado pelo Atlético. Boca fechada não entra mosca.

* O Fluminense deve conhecer o seu primeiro desfalque após a Libertadores: Gabriel. O Panathinaikos, da Grécia, está interessado no jogador. E até pagaria a multa de € 1,3 milhão ao Tricolor para contar com o jogador. Gabriel tem recursos ofensivos, mas costuma falhar na marcação. O problema é que Renato Gaúcho não conta com reservas à altura. Hora de ir às compras.

* Novas no Canindé. A Portuguesa acertou a contratação do atacante Jonas, por empréstimo, até o fim do ano. E está próxima de fechar com o veterano zagueiro Roque Júnior. Próximo de completar 32 anos, o jogador não atua com freqüência desde sua passagem pelo Bayer Leverkusen, em 2007. Atulamente defende o Al Rayyan. Tenho minhas dúvidas.

* O também meia argentino Pablo Aimar pode estar mudando de casa. O Benfica demonstrou interesse na contratação do jogador. Os valores? € 7 milhões ao Zaragoza. Mas Rui Costa, agora diretor do clube português, admite dificuldade na contratação. Pablito Aimar já foi mais jogador. E não pôde evitar o rebaixamento do Zaragoza na Liga espanhola. A conferir.

* O Hertha Berlim dispensou nesta segunda-feira o volante brasileiro Mineiro. Já com os seus 32 anos, o jogador aguarda propostas. Disputou, desde janeiro de 2007, 38 partidas pelo clube alemão. E ainda é convocado com freqüência à seleção – sabe-se lá porquê. Você, blogueiro, gostaria de contar com Mineiro no seu time?

* Outro jogador sul-americano está dando adeus na Alemanha. O argentino Sorín será dispensado pelo Hamburgo. Aos 32 anos – e tendo atuado pouco (19 jogos em 2 anos) -, o jogador estuda propostas de Portugal e Grécia. A mesma pergunta acima vale para o argentino.

* O PSV contratou o sueco Isaksson para a vaga de Gomes, já acertado com o Tottenham. O bom goleiro de 26 anos defendia o Manchester City. Atuou pela seleção na última Eurocopa e soma 59 convocações. Boa aquisição.

Colaborou Victor Canedo