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Caza! Sport! Campeão!

Qua, 11/06/08
por Lédio Carmona |

O Brasil é rubro-negro. Do Nordeste. O Sport, guerreiro como sempre em seus domínios, conseguiu o resultado que precisava. Carlinhos Bala falou e fez. Luciano Henrique não falou e fez também. E o título da Copa do Brasil veio com totais méritos após a vitória de 2 a 0 sobre o Corinthians, na pulsante Ilha do Retiro (34.485 pagantes). Mais do que merecido. O Sport, em sua belíssima caminhada, eliminou simplesmente Internacional, Palmeiras, Vasco… E Corinthians.

A batalha desta quarta-feira não foi marcada pela técnica, até pelo mau estado do gramado. Mas quem se importa? Nelsinho Baptista acertou em colocar Diogo no lugar de Luizinho Netto. Errou ao lançar o jovem Kássio, preterindo Enílton, autor do gol salvador no Morumbi. E só foi perceber o erro aos 25 minutos. A partida, até então truncada e com muitas faltas, mudou de figura.

No intervalo de 4 minutos, o Sport encontrou o resultado que precisava. Carlinhos Bala, aos 33, invadiu a área e tocou no canto de Felipe. Aos 37, foi a vez do goleiro corintiano, já contestado no ano, falhar. Luciano Henrique deixava a Ilha do Retiro em êxtase. Falha como esta, numa final de Copa do Brasil, dificilmente será digerida pela torcida.

Mano Menezes, assistindo à improdutividade do setor ofensivo, colocou Acosta e Lulinha nos lugares de Diogo Rincón e Carlos Alberto. Nelsinho sacou Leandro Machado para pôr o renovado Roger. Por mais incrível que pareça, o Corinthians sequer ameaçou Magrão. Enquanto isso, o Sport fazia a sua parte. Tocava a bola, à espera de um contra-ataque mortal.

O relógio já marcava 27 minutos quando Mano decidiu lançar Wellington Saci. Os torcedores não deverão esquecer este nome tão cedo. O mesmo relógio marcava 28 minutos quando o lateral recebia o cartão vermelho. Então, finalmente o Corinthians adotou uma postura ofensiva, de quem precisava de um gol para ser campeão. Mas o Sport foi esperto. Soube jogar e lidar com a vantagem.

Há a reclamação alvinegra do impedimento mal marcado, aos 34, e do possível pênalti em Acosta, aos 42. Choro de Mano Menezes. A arbitragem não influiu em nada no jogo. William ainda perdeu a cabeça no fim. Nada que tire os méritos de uma conquista totalmente rubro-negra. O Sport terá muito tempo para se planejar para a Libertadores de 2009. Enquanto isso, o Campeonato Brasileiro será um mero parque de diversões. O torcedor rubro-negro merece. Comemorem. Sem restrições. Do Nordeste ao Sul, pois a turma é boa. Muito boa.

Com Victor Canedo 

Que final!

Ter, 10/06/08
por Lédio Carmona |

sandro.jpgHá muitos anos não acontecia uma decisão tão “justa” da Copa do Brasil. Não houve finalista fortuito. Por acaso. Ou com alguns rompantes. Sport e Corinthians foram os melhores times da competição. E, seja quem for o campeão amanhã, na Ilha do Retiro, o título estará bem entregue. E acabará com rótulos de sempre no futebol brasileiro. O Sport é grande e merece ser visto e respeitado como tal. E o Corinthians, hoje, na B, tem time de A. E história de A. O resto é sandice.Quem vai ganhar? A vantagem do Corinthians é excelente. Pode perder por um gol de diferença.  Um novo 3 a 1 leva tudo para os pênaltis.  Um simples 2 a 0 dá o título aos pernambucanos. Então, diante disso, dá para avaliar a final da Copa do Brasil por dois lados.

Bom para o Sport – Nos últimos seis jogos na Ilha do Retiro, o time só não venceu um: 0 a 0 com o Vitória. Dos cinco êxitos, apenas um não lhe serviria amanhã. E quatro lhe dariam o título: 4 a 1 Palmeiras; 3 a1 Internacional (pênaltis); 2 a 0 Vasco; 2 a 0 Palmeiras. Dois desses confrontos, Palmeiras e Inter, eram jogos de volta pela Copa do Brasil.

Bom para o Corinthians -  O Corinthians fez gols em todos os jogos da Copa do Brasil. No total, 26. Assim, se mantiver a média, obrigará que, no mínimo, o Sport faça três para levar a partida para os pênaltis. Em isso é ainda mais preocupantes para os pernambucanos quando notamos que o Corinthians tem um ataque equilibrado e inspirado, com muito êxito nos contra-ataques. Por sinal, todo mundo funciona. Na Copa do Brasil, Herrera tem 5; Acosta e Dentinho, quatro.

lula.jpg

Em resumo: um tem o mando de campo como trunfo; o outro, os números e o currículo do seu ataque. O Sport vai se soltar, com Enílton e Leandro Machado na frente, e Carlinhos Bala na ligação. Mano Menezes deve reforçar a marcação no meio, com Alessandro na vaga de Lulinha. Duas mexidas acertadas, de lado a lado.

Enfim, é tudo igual. Só o que faz diferença hoje é a vantagem do Corinthians. Resta saber se o Sport saberá neutralizá-la.Que final.

Jogo para sempre

Qua, 04/06/08
por Lédio Carmona |

04 de junho de 2008. Dia de manhã ansiosa, tarde tensa e noite espetacular para quem gosta de futebol. Fluminense e Boca Juniors fizeram o melhor jogo do ano no Maracanã impecavelmente lotado, com 84.632 mil torcedores – recorde no ano. Uma partida espetacular. Há muito não via um confronto tão intenso. Nervoso, porém bem jogado. Grandes defesas, belas jogadas, erros decisivos, gols espíritas e espetaculares.

O que dizer de duelo no qual até quem perdeu foi gigante? Fluminense 3 x 1 Boca Juniors já virou “Jogos para Sempre”. Foi épico. Tornou-se clássico. Entrou para história. Do futebol e dos tricolores, guerreiros, heróicos e iluminados, pela primeira vez na final da Taça Libertadores da América, contra a LDU, de Quito. Mas, pelo menos por enquanto, relembrar a quarta de luxo – mais uma - é a melhor das opções.

Recordar porque o Fluminense simplesmente eliminou o Boca Juniors. Só o Santos, de Pelé, e o Fluminense, de Thiago Silva & cia conseguiram eliminar o clube argentino em jogos eliminatórios de Libertadores. Entre eles, 9 times brasileiros, em 11 oportunidades.

Tudo levava a crer que a noite de ontem seria apenas mais uma. O time de Riquelme e Palermo dominava o meio campo, já que Cícero foi deslocado para o ataque e Ygor atuava como terceiro zagueiro. Fernando Henrique teve de trabalhar desde cedo. Sempre seguro, por sinal. Decisivo nessa reta final. O primeiro tempo terminou sem gols. Não por falta de vontade do Boca Juniors.

Veio a segunda etapa. A equipe de Renato Gaúcho continuou com a mesmíssima postura. Não deu outra. Palermo, sozinho, após bonita jogada de Dátolo, abriu o placar. Vários filmes, então, rodavam na cabeça dos tricolores. Prevaleceu o do mais otimista. Assim como contra o São Paulo, o Fluminense não tardou a fazer o gol de resposta. E com a participação de Dodô. Sofreu a falta que o iluminado Washington cobrou perfeitamente. 1 a 1.

A vantagem recuperada obrigou o Boca novamente a atacar. Os xeneizes tocam a bola como ninguém. Chegavam ao ataque com extrema facilidade, já que a marcação nas laterais pelo lado tricolor inexistia. Não à toa Fernando Henrique e Thiago Silva se transformavam em personagens épicos. Mas o sistema defensivo dos argentinos, que já não era tão sólido, estava exposto. Foi aí que Conca contou com a sorte para virar a partida, aos 25 minutos, em contra-ataque puxado por Dodô. Êxtase no Maracanã, embora fosse ainda cedo para comemorar. Fernando Henrique tratou de se consagrar mais um pouquinho perante Palermo. Enquanto isso, Dodô e Júnior César desperdiçavam chances de ouro. Tudo para ser mais sofrido, emocionante. Aos 47, não teve jeito. Dodô selou a magnífica classificação. E, no vestiário, reclamou da condição de reserva. Fato é que o time tem atingido os objetivos após suas entradas.

Resta ainda um adversário, a perigosa LDU. Mas para quem derrubou dois gigantes da história recente sul-americana, como São Paulo e Boca Juniors, é difícil – não impossível - imaginar que o caneco fique no Equador. Embora Renato Gaúcho adore uma infantilidade em suas entrevistas, o Fluminense – sortudo e competente - está aí para quem quiser ver e acompanhar. Muito prazer digo eu.

Timão de primeira

O Corinthians entrou no gramado do Morumbi enfurecido. Parecia um trator para cima do Sport. Pressão total. Que vinha das arquibancadas, lotadas com 63.871 pagantes. E do campo, com um time forte, corajoso e sem medo de atacar, comandado por Dentinho, Herrera & Cia. Tanta pressão teria que resultar em gol. Até demorou: aos 18 min, após bate-e-rebate, Dentinho bateu de primeira: 1 a 0. Quatro minutos depois, Herrera, com outra ótima atuação, fez o segundo. O Corinthians era avassalador e parecia ter inspiração para repetir, ainda na etapa inicial, o placar de 4 a 0 construído contra o Goiás, nas oitavas.

Não fez. No segundo tempo, o Sport melhorou bastante. Reforçou a marcação e partiu para o ataque. Precisava de um gol. Teve chances. Mas levou o terceiro. Ótimo passe de Herrera para a projeção de Acosta. De argentino para uruguaio. Gol do segundo, aos 30 min. Sinceramente, com aquele resultado seria praticamente impossível para o Leão reverter, mesmo dentro da Ilha. Mas o gol de Enílton, aos 45m, deixou esperanças. Continua difícil, mas…

O Corinthians é o favorito. Joga um futebol de primeira e comporta-se como tal. O gol de Enílton foi importante para o Sport, mas a vantagem ainda é ótima. Ora, pois: o time de Mano Menezes pode perder por um gol de diferença que será campeão. Ok, poderia perder por dois se não tivesse levado o tal gol de Enílton. Mas, numa boa, é possível até perder. Foi, sim, um resultado excelente para o Corinthians.

E o corintiano só deve mesmo ficar com a pulga atrás da orelha porque a confiança do rubro-negro pernambucano é justificável. Nos três últimos resultados na Ilha do Retiro, pela Copa do Brasil, o Sport goleou o Palmeiras por 4 a 1, ganhou do Internacional por 3 a 1 e passou pelo Vasco (2 a 0). Todos esses números seriam convenientes para o Sport na volta contra o Corinthians. Apenas o 3 a 1 levaria tudo para os pênaltis.

Então, amigos. Tudo é possível. Mas, como no confronto do Maracanã, o que fica mesmo é que o duelo é de primeira. Mano Menezes e Nelsinho Baptista souberam montar seus times. Não são máquinas, mas são muito acertados e bem treinados. É isso que vence no futebol de hoje em dia. Trabalho, repetição e uma dose de talento. Corinthians e Sport têm isso. Fluminense e Boca, idem. Uma noite fantástica. Que venham outras.

É o futebol. Contra tudo e contra todos.

Amém.

Com Victor Canedo

Quarta nobre

Ter, 03/06/08
por Lédio Carmona |

leoni.jpgFluminense x Boca Juniors será um duelo que terá tudo que o torcedor exige. É quase uma final antecipada. A começar por ótimos jogadores desfilando em campo, como Riquelme e Thiago Silva. Ou então, se preferir: Palermo, Palácio, Conca, Washington… O que não falta é quem possa decidir. O empate em 2 a 2 em Buenos Aires deixou Renato Gaúcho confiante. Não é por menos. O Fluminense tem a melhor campanha da competição. Também tem a melhor defesa. Embora aquela pulga atrás de sua orelha insista em incomodar. Afinal, os xeneizes estão cansados de decidir títulos. Tanto em casa como fora. E costumam se dar bem, seja na base do futebol, da experiência, ou da soma dos fatores.

 Tudo isso somado às 80 mil pessoas que lotarão o Maracanã, e a disputa da segunda vaga na final da Libertadores torna-se o prato principal da noite. Time por time, confio no Fluminense. Confiança sim. Desprezo? De forma alguma. Esse é o lema para a final antecipada. O Boca é enorme. E num gramado grande como o do Maracanã, cresce ainda mais. Então, que Ygor cole em Riquelme. Que o Fluminense acompanhe Palacio, Palermo, Dattolo e Chavez. E que jogue bola. Se fizer tudo isso (coisa à beça) a noite de quarta e a madrugada de quinta serão tricolores. 

lduame.jpgO outro finalista já está conhecido. É a LDU,  que segurou o 0 a 0 contra o previsível América do México, no Estádio Casablanca, em Quito. A LDU jogou mais. Nem precisou ser muito e mostrou que é bem melhor do que os mexicanos. Que esperavam por um novo milagre de Cabañas, longe de acontecer. É bom esse time da LDU. Desde 2000 só perdeu três jogos em casa pela Libertadores, mas, definitivamente, contra Boca ou Flu, será um nobre azarão. Até prova em contrário.

Corinthians x Sport é o outro prato principal da noite. Quando o assunto é futebol, costumo ser faminto além da conta. Todos nós, na verdade. Morumbi novamente lotado. Mano Menezes e Nelsinho Baptista preferem optar pelo mistério. O Sport já provou que não pode ser considerado surpresa. É grande, tem torcida, tem força, tem treinador, tem jogador… O Corinthians conta com a volta de André Santos e Fabinho. E com a Fiel. O Sport não terá Romerito. Deve entrar com três volantes. Se há algum favorito neste jogo de ida, é o Corinthians. Mas é a pressão por um bom resultado pode atrapalhar. Porque é incomum ver o rubro-negro tropeçar na pulsante Ilha do Retiro. O duelo entre Gavião e Leão pode dar uma bela fábula. Crie a sua história. Façam as suas apostas.

O caso Romerito

Sáb, 31/05/08
por Lédio Carmona |

1romero.jpgA decisão do Goiás de não renovar ou prorrogar o contrato de Romerito de com o Sport, às vésperas de uma decisão de Copa do Brasil contra o Corinthians, só confirma o quanto são desunidos os clubes brasileiros. Poucos têm visão macro do esporte. Querem soluções imediatas e simplistas para os seus problemas. Para o Goiás, com time fraquíssimo, (re) apresentar Romerito aos seus torcedores pode funcionar como resposta à crise. Não será. Até porque Romerito queria ficar em Recife e não está com o menor desejo de retornar a Goiânia. Perdem todos: Sport, Romerito e Goiás, que ganha aumento na folha e um bom jogador insatisfeito.

Decisão no Caldeirão

Qui, 29/05/08
por Lédio Carmona |

O Sport decidirá a Copa do Brasil em casa, diante do Corinthians, no próximo dia 11 – antes, dia 4/6, a partida no Morumbi. Ilha do Retiro completamente lotada. Fator que tem sido diferencial até agora na competição, assim como o Morumbi para os corintianos. Mas vale lembrar que Palmeiras (4×1), Internacional (3×1) e Vasco (2×0) já sentiram a pressão que é jogar no caldeirão de Recife. A torcida empurra. E o time, com a volta de Romerito, também.

Palpites? Deixo com vocês.

Pênaltis de aço

Qua, 28/05/08
por Lédio Carmona |

felipao.jpgNão me lembro de um dia (ou noite) ter visto duas decisões por pênaltis, ambas decisivas, em endereços distintos e no mesmo horário. As semifinais da Copa do Brasil foram arrebatadoras. No Morumbi, 62 mil pagantes viveram horas entre o êxtase e a dor no combate entre Corinthians e Botafogo. No tempo normal, o time de Mano Menezes repetiu o placar sofrido no Rio: 2 a 1 (gols de Acosta, Renato Silva e Chicão). Nos pênaltis, todos fizeram. Menos Zé Carlos, o último dos cobradores. Felipe espalmou. O Corinthians vai à quarta final de Copa do Brasil da sua história – já ganhou dois títulos. Já os alvinegros cariocas amargam mais uma desilusão, conviverão com nova crise de valores e afirmação e, pior (ou melhor para alguns), podem ficar sem Cuca, cotado pelo Santos e já cansado do karma que o acompanha em General Severiano.

Em São Januário, 24 mil pagantes empurraram o Vasco para frente. Parecia que não daria. O time jogou mal o primeiro tempo. Mal demais. O Sport, o bom e experiente time pernambucano, jogou melhor. E poderia ter matado o confronto. Não fez. E recuou no segundo tempo. Aí, a torcida empurrou o Vasco. A troca de Morais, muito dispersivo e ansioso, surpreendentemente deu força ao ataque. E, aos 19m, Leandro Amaral, em bela cabeçada, fez 1 a 0. Mas… Aí vem sempre o mas… Luizão, o fraco Luizão, que já tinha cartão amarelo, fez uma falta estúpida em Enílton e foi expulso. O que Antonio Lopes fez? Tirou Madson, um erro, e recompôs o sistema defensivo com Rodrigo Antônio.

edpenal.jpgAssim mesmo, o Vasco seguiu em cima, mas com o Sport perigoso nos contra-ataques. A torcida, comovente, guerreira e muito maior do que o atual time que representa em campo, se esgoelava. E, como prêmio, Magrão deu rebote no chute de Pablo. Edmundo completou para o gol. Eram 45 minutos. Vasco 2 a 0. Mesmo resultado da Ilha do Retiro. Era hora dos pênaltis.

Aí, era hora do karma vascaíno. Quem foi o primeiro a pegar a bola e bater o pênalti? Edmundo. A marca da pressão estampada num homem. Não sabe bater pênalti. Insiste no equívoco. E deixam que insista. Perdeu cobrança em final de Mundial. Semifinal da Taça Guanabara. Jogo de meio de tabela. Amistoso. Tudo. Hoje, ele fez de novo. Bola nas nuvens. Como na decisão do Mundial de 2000. O torcedor levou as mãos à cabeça e chorou. Aconteceu. Pior: todos os outros fizeram converteram. Até os goleiros. Menos Edmundo. E o Vasco ficou pelo caminho. Quem quisesse escrever roteiro tão sórdido e maquiavélico não seria tão preciso. Outra data dolorosa para os vascaínos. Até quando?

spor.jpgE, quanto ao Sport Recife, parabéns, parabéns, parabéns. Jogou de igual para igual. Jamais sentiu a partida, mesmo sem Romerito, seu melhor jogador. Com Nelsinho Baptista, de novo em alta, volta a uma final de Copa do Brasil depois de 19 anos. Muito justo. O Sport é grande demais. Andaram tratando como pequeno. Só faz isso quem não conhece sua força. O Corinthians conhecerá. Uma grande final para o melhor rubro-negro do primeiro semestre no futebol brasileiro.

De volta ao Morumbi. Sem meio time após a partida de ida, o Corinthians entrou com o que tinha: raça, vontade e uma torcida espetacular. Cuca veio com três atacantes – Fábio, Wellington Paulista e Jorge Henrique. Mas esqueceu de pedir para o meio de campo jogar e fazer a bola alcançar o trio. Assim, o Corinthians foi melhor, teve duas chances (Diogo Rincon e Herrera), mas, nervoso demais, se atrapalhou com a própria tensão. Herrera levou cartão amarelo na ida para o vestiário. Mano Menezes foi expulso.

acostao.jpgNa força, o Corinthians fez o primeiro aos seis minutos do segundo tempo, com Acosta. Mas seguiu ansioso e tomou o empate logo depois: Renato Silva. Só que o Botafogo nunca soube explorar essa instabilidade corintiana. Jogava sem força ofensiva. Marcava com alguma correção, mas não levava a perigo nos contra-ataques. E também teve que conviver com o nervosismo depois do gol de Chicão, aos 19 minutos. Não conseguiu nada. Nem o Corinthians.

E tudo acabou nos pênaltis. No pé de Zé Carlos e na agilidade de Felipe. O Corinthians passou. O Botafogo ficou. O Vasco ficou. O Sport avançou. Grande final. Paulistas x Pernambucanos.

Noite para ninguém esquecer. Ninguém. Nem que ganhou. Nem quem perdeu. Muito menos quem empatou. Como você lerá no post de cima…

Casaca do Nordeste

Qua, 21/05/08
por Lédio Carmona |

18durval1.jpgEm apenas 18 minutos, o Sport Recife expôs as feridas do Vasco. Sem zagueiros, sem lateral-esquerdo e sem bons volantes, o time de Antonio Lopes mostrou os defeitos de sempre (os mesmos da época de Renato Gaúcho, Celso Roth, Dario Lourenço, Alfredo Sampaio, tá bom, Romário… ). O adversário, se tiver o mínimo de qualidade, entra na hora que quiser. Sem pedir licença. E o Sport Recife, campeão pernambucano, que tem qualidade, entrou. Durval, aos 14 min, na verdade gol contra de Jorge Luís. E Daniel Paulista, aos 18 min, num erro absurdo de cobertura e de posicionamento.

Para sorte do Vasco, foi o placar final. Poderia ter sido apenas a metade. O Leão jogou para isso, principalmente no primeiro tempo da Ilha do Retiro. Agora, vai ao Caldeirão de São Januário com excelente vantagem. O Vasco pode reverter? Até pode? Mas fica difícil acreditar quando a equipe (há anos!) só funciona pela metade. Tem qualidade do meio para frente e é uma tragédia dos volantes para trás. Para piorar, hoje nem o ataque funcionou. Aí, parceiro, só mesmo rezando (e muito!) por algum milagre de Nossa Senhora das Vitórias.

22sport1.jpgO Sport pode até perder a classificação em São Januário. Mas é um time muito mais ajustado, mais bem treinado e equilibrado do que o Vasco. Não tem estrelas, mas tem padrão. Nenhum setor é brilhante, mas todos funcionam. Se tivesse craque, talvez goleasse hoje e sacramentasse a classificação. Tem ótimos jogadores, como Romerito, mas perdeu a chance de resolver. Porém, com essa vantagem, podendo perder por dois gols de diferença, é difícil acreditar que deixe de ir à segunda final de Copa do Brasil na história – a primeira foi na edição inicial do torneio, contra o Grêmio, em 1989.

Enfim, e uma vantagem. O Sport Recife é muito forte. E, ao Vasco, resta se apegar em três coisas: o ataque funcionar, São Januário também é caldeirão e Boca Juniors, América do México e Fluminense já mostraram que toda vantagem  pode mesmo ser revertida. Não deixa de ser uma boa crença.

Enfim, a sorte

Ter, 20/05/08
por Lédio Carmona |

jhh.jpgO Botafogo e sua torcida costumam reclamar da sorte. Hoje ela sobrou para o time no Engenhão (30.707 pagantes). Com muita estrela e alguma disposição, o time de Cuca superou mais uma atuação fraca e, a três minutos do fim, virou o jogo em cima do Corinthians, na ida das quartas-de-final da Copa do Brasil. O Corinthians fez um bom primeiro tempo, abriu o placar com Carlos Alberto, mas deu campo ao adversário no segundo tempo e tomou dois gols. O de empate, de pênalti, cobrado por Lúcio Flávio. O da vitória, no abafa, de Jorge Henrique.

A princípio, o resultado parece ter sido bom para os dois – em termos de luta pela classificação, claro. Por que teria sido bom para o Corinthians? Porque fez um gol fora de casa e pode se garantir com um simples 1 a 0. Mas, claro, foi e está melhor para o Botafogo. Se o Corinthians se garante com 1 a 0, os alvinegros cariocas avançam com um 0 a 0, 1 a 1, 2 a 2, 3 a 3… Amigo, no futebol qualquer vantagem é bem-vinda. Então, na minha humilde opinião, o resultado foi bom mesmo é para Cuca & Cia. E, digamos, não catastrófico para o Corinthians.

wppp.jpgMano Menezes montou bem o time no primeiro tempo. Com apenas um volante de ofício, Fabio, e três meias, Diogo Rincón, Lulinha e Eduardo Ramos, o time superou duas chances iniciais perdidas por Wellington Paulista e explorou bem os contra-ataques. Num deles, Herrera fez ótima jogada e lançou Carlos Alberto. No meio de Renato Silva e Eduardo: 1 a 0. O Botafogo sentiu. E errou demais. Poderia ter levado outro gol. Deu sorte.

No segundo tempo, Fábio no lugar de Zé Carlos. Uma mexida que mostra bem que o banco do Botafogo é fraco. Mas até que deu certo. O time melhorou. E logo chegou ao empate, num pênalti de Carlos Alberto em Jorge Henrique. Gol de Lúcio Flávio. O Botafogo foi para o sufoco, mas errava muito. Demais. Passes equivocados em profusão. Sorte que o Corinthians se retraiu. Abandonou os contra-ataques. E, tenso, perdeu quatro jogares para o segundo jogo, todos suspensos com cartões amarelos: André Santos (fundamental), Fabinho (importante), Carlos Alberto e Lulinha (infantil, a ponto de levar um sermão em público de Mano Menezes). No Botafogo, Túlio e Alessandro também estão fora, pelo mesmo motivo.

ass.jpgNo abafa, um cruzamento de Alessandro foi na direção de Fábio Ferreira (fraco), que cabeceou para trás. Jorge Henrique, oportunista, agradeceu: 2 a 1. Vitória no sufoco.

A vantagem é do Botafogo. A vantagem é, sim, boa. Mas Cuca sabe que enfrentar o Corinthians, diante de 80 mil pessoas no Morumbi, será um inferno. E, mais ainda, sabe que, bem ou mal, o momento técnico do Corinthians parece menos atormentado. A fase de Zé Carlos, Leandro Guerreiro, Túlio e, em grau menor, de Jorge Henrique e Wellington Paulista não é das melhores. Enfim, o Botafogo tem um bom trunfo. A dúvida é se saberá usá-lo. E se a Fiel deixará que o Corinthians se acanhe e enerve diante da adversidade. Que venha um grande jogo. Hoje, infelizmente, ficou longe de ser.

A bolinha no caldeirão

Qui, 15/05/08
por Lédio Carmona |
categoria Copa do Brasil

caldeirao.gifDefinidos os mandos de campos das semifinais da Copa do Brasil.Sport Recife x Vasco fazem o primeiro jogo quarta-feira, na Ilha do Retiro. O segundo, uma semana depois, em São Januário. Botafogo x Corinthians disputam a partida de ida semana que vem, no Engenhão. A volta é na outra semana, no Pacaembu.

Opinião do JA: o momento de Botafogo e Sport é melhor, mas a vantagem do mando para Corinthians e Vasco deixa os confrontos rigorosamente equilibrados. Semifinais de gente grande na Copa do Brasil.

Perguntinha do JA: você, blogueiro, prefere definir o confronto em casa ou fora?
Chutômetro de folga.


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