Se fosse assim na Seleção…
* O Milan sem Kaká não é o mesmo. Depois de um primeiro tempo fraco tecnicamente, Carlo Ancelotti, que havia poupado o camisa 22, modificou a equipe para a 2ª etapa. Substitui Pato e colocou Kaká. E a partir daí, começou o show no San Siro. Kaká, o único brasileiro indicado ao prêmio Bola de Ouro, neste ano, fez a diferença, mas com uma ajuda de outro brasileiro. Ronaldinho Gaúcho, que estava apagado em campo, apareceu para fazer os dois gols da equipe rossoneri. Inzaghi ainda completou o terceiro. Três a zero diante da Sampdoria. Com os três pontos, o Milan alcançou a 6ª colocação, com 13 pontos. Enquanto isso, a derrota fez com que a equipe de Cassano caísse para a zona da degola.
* A fase da Roma é péssima. Em pleno Estádio Olímpico de Roma, a Inter de Milão aplicou uma sapatada nos donos da casa. (4×0) E mesmo com Totti retornando à equipe, a Giallorossi, mais uma vez, não empolgou. E com a goleada sofrida, praticamente, dá adeus ao caneco, porque com atuações deste nível, a equipe de Luciano Spalletti não chegará a lugar nenhum. Já José Mourinho tem um elenco muito bom, com peças de reposições importantes. Mesmo com Adriano no banco, Quaresma e Obinna, premiado com um belo gol, atuaram sem comprometer. Stankovic e Ibrahimovic, duas vezes, marcaram para a Inter, agora líder isolada do Calcio.
Outros resultados: Catania 2×0 Palermo; Genoa 1×0 Siena; Torino 0×1 Cagliari; Lecce 2×2 Udinese; Bologna 3×1 Lazio; Verona 1×1 Atalanta. Ainda hoje: Roma x Inter.
Artilheiro: Zárate (Lazio) e Gilardino (Fiorentina) – 6 gols
Confira a classificação do Calcio
Agenda da 8ª rodada: 25/10, às 16h30 – Juventus x Torino. 26/10, às 12h – Atalanta x Milan; Inter x Genoa; Udinese x Roma
* Com dez jogadores, devido a expulsão de Ibarra, no início do segundo tempo, o Boca Juniors ganhou do River Plate, em pleno Monumental de Nuñez. O jovem Viatri, que até então estava apagado em campo, aproveitou o toque de Riquelme para fazer o único gol da partida. A equipe de Diego Simeone pressionava o rival, fazia uma boa partida, mas não foi tão eficiente no ataque, como foram os Xeneizes. Com a vitória, a equipe de Carlos Ischia assume a 3ª colocação no Apertura, com 17 pontos. Já o River ocupa a preocupante penúltima posição, com 8 pontos.
* Depois de ter balançado as redes seis vezes na última rodada contra o Atlético de Madrid, o Barcelona só marcou apenas um golzinho diante do Athletic de Bilbao, no San Mamés. Samuel Etoo foi o autor do gol aos 18 minutos da segunda etapa, após uma boa jogada de Henry. E o Barça poderia sair de campo com uma derrota, se o goleiro Victor Valdés não estivesse tão inspirado. Com a vitória, o Barcelona assumiu a 3ª colocação, a três pontos do líder Valecia.
Outros resultados: Valencia 4×0 Numancia; Sporting de Gijón 2×1 Osasuna; Bétis 3×0 Mallorca; Málaga 2×1 Getafe; Racing Santander 0×0 Deportivo; Valladolid 1×1 Recreativo
Artilheiro: David Villa (Valencia) – 7 gols
Confira a classificação La Liga
Agenda da 8ª rodada: 25/10, 18h – Barcelona x Almería. 26/10, às 16h – Villarreal x Atlético de Madrid. Às 18h – Real Madrid x Athletic de Bilbao
* Depois de ter feito um golaço pela Seleção Alemã na quarta-feira, Trochowski deixou a marca, mais uma vez, com um forte chute. Mesmo sem Alex Silva e Thiago neves, o Hamburgo poderia ter feito mais no primeiro tempo, mas não foi eficiente nos ataques. E o castigo veio logo no início da segunda etapa. O Schalke 04 empatou. Howedes fez de cabeça, após cobrança de falta de Farfan. Com o empate, o Hamburgo reassumiu a liderança da Bundesliga, com 17 pontos.
Artilheiro: Ibisevic (Hoffenheim) – 9 gols
Confira a classificação da Bundesliga
Agenda da 8ª rodada: 25/10, às 11h30 – Bayern de Munique x Wolfsburg; Hannover x Werder Bremen. 26/10, às 14h – Hoffenheim x Hamburgo
rss do blog
* Classificação garantida, mas no sufoco. Jogando muito mal, o misto do Inter não saiu do zero a zero diante do Universidade Católica, no Beira-Rio, para 22.629 pagantes, em plena tarde de quarta-feira. Com apenas três titulares, o sistema ofensivo do Colorado foi nulo. Apenas um lance de perigo, com a bola na trave de Adriano. O resto foi muito corre-corre. Como em Santiago o placar terminou em 1 a 1, o gol marcado fora de casa por Adriano garantiu a classificação para as quartas-de-final. Porém, a equipe perderá Guiñazu por 21 dias. O argentino caiu em cima do braço esquerdo e deslocou o cotovelo, após uma dividida na entrada da área chilena. O detalhe é que ele tinha acabado de entrar em campo, aos 15 minutos do segundo tempo, quando ocorreu o incidente. O próximo adversário dos gaúchos será o Boca. 

* Se não fosse David Villa, o Valencia não retomaria a liderança na Liga. O atacante balançou as redes duas vezes na vitória diante do Málaga por 2 a 0, na Rosaleda. Os dois gols foram marcados somente no segundo tempo, aos 25 e aos 46min, mas a dupla de ataque Villa-Mata mostrou que irá render ao longo do campeonato. Em compensação, o que dizer do sistema ofensivo do Málaga. Nenhum gol, em quatro partidas. Se continuar assim é atestado para o rebaixamento. 



Decisão nos pênaltis e, nela, a maturidade do Atlético funcionou. Só Allan Bahia acertou o travessão, enquanto Juninho e Oscar desperdiçaram as suas. O Furacão avança - enfrentará Chivas, do México, ou Aragua, da Venezuela - e ainda tenta salvar a temporada medíocre. Mas nem todo adversário da Sul-Americana usará um Time C para enfrentá-lo. Ou seja, a vida do pálido Atlético Paranaense-2008 tende a se complicar.
* E, na Bombonera, pela Recopa Sul-Americana, Boca Juniors 2 x 2 Arsenal, com Riquelme em campo, quatro dias após decidir a medalha de ouro, em Pequim. Palacio e Riquelme, aos 48, marcaram - o artilheiro Palermo sofreu recentemente uma ruptura de ligamentos no joelho e foi saudado por jogadores e torcida na comemoração. Boca campeão. Sem alguma novidade. E agora recordista de taças internacionais ao lado do Milan, com 18 - 6 Libertadores, 3 mundiais, 4 recopas, 1 Supercopa, 1 Copa Master e 1 Copa Ouro. Esse Boca Juniors parece não ter limites.
04 de junho de 2008. Dia de manhã ansiosa, tarde tensa e noite espetacular para quem gosta de futebol. Fluminense e Boca Juniors fizeram o melhor jogo do ano no Maracanã impecavelmente lotado, com 84.632 mil torcedores – recorde no ano. Uma partida espetacular. Há muito não via um confronto tão intenso. Nervoso, porém bem jogado. Grandes defesas, belas jogadas, erros decisivos, gols espíritas e espetaculares.
Recordar porque o Fluminense simplesmente eliminou o Boca Juniors. Só o Santos, de Pelé, e o Fluminense, de Thiago Silva & cia conseguiram eliminar o clube argentino em jogos eliminatórios de Libertadores. Entre eles, 9 times brasileiros, em 11 oportunidades.
A vantagem recuperada obrigou o Boca novamente a atacar. Os xeneizes tocam a bola como ninguém. Chegavam ao ataque com extrema facilidade, já que a marcação nas laterais pelo lado tricolor inexistia. Não à toa Fernando Henrique e Thiago Silva se transformavam em personagens épicos. Mas o sistema defensivo dos argentinos, que já não era tão sólido, estava exposto. Foi aí que Conca contou com a sorte para virar a partida, aos 25 minutos, em contra-ataque puxado por Dodô. Êxtase no Maracanã, embora fosse ainda cedo para comemorar. Fernando Henrique tratou de se consagrar mais um pouquinho perante Palermo. Enquanto isso, Dodô e Júnior César desperdiçavam chances de ouro. Tudo para ser mais sofrido, emocionante. Aos 47, não teve jeito. Dodô selou a magnífica classificação. E, no vestiário, reclamou da condição de reserva. Fato é que o time tem atingido os objetivos após suas entradas.
O Corinthians é o favorito. Joga um futebol de primeira e comporta-se como tal. O gol de Enílton foi importante para o Sport, mas a vantagem ainda é ótima. Ora, pois: o time de Mano Menezes pode perder por um gol de diferença que será campeão. Ok, poderia perder por dois se não tivesse levado o tal gol de Enílton. Mas, numa boa, é possível até perder. Foi, sim, um resultado excelente para o Corinthians.
Então, amigos. Tudo é possível. Mas, como no confronto do Maracanã, o que fica mesmo é que o duelo é de primeira. Mano Menezes e Nelsinho Baptista souberam montar seus times. Não são máquinas, mas são muito acertados e bem treinados. É isso que vence no futebol de hoje em dia. Trabalho, repetição e uma dose de talento. Corinthians e Sport têm isso. Fluminense e Boca, idem. Uma noite fantástica. Que venham outras.

A pressão em Avellaneda já era esperada. Mais de 50 mil torcedores em cima do Fluminense. Guerreiro, o Tricolor tratou de jogar futebol. Claro, é praticamente impossível não ceder ao futebol do trio Riquelme-Palacio-Palermo em alguns momentos - principalmente no início da partida, quando os xeneizes costumam aprontar verdadeiras blitze no adversário. Foi exatamente o que aconteceu no empate em 2 a 2 de ontem. Um gol no início de cada tempo. Mas os Thiagos – Silva e Neves (que ajuda do goleirinho Migliore) – trataram de mudar o favoritismo de lado. A sorte, porém, continua ao lado da equipe de Renato Gaúcho.
O contra-ataque, principal arma boquense, estava a postos. Mas a sorte tricolor também. E competência, diga-se de passagem. Thiago Neves cobrou falta com perfeição – mais uma! -, e Thiago Silva estava lá para conferir, aos 15. Riquelme resolveu tomar conta do jogo. Aliás, como joga o argentino. Teria, hoje, vaga em muitos grandes europeus. Arouca, que teve a ingrata missão de marcá-lo individualmente, sofreu. O Boca desperdiçava oportunidades. A mais clara delas com Chaves – grata revelação. Júnior César também teve o seu momento de condenação. Um passe, em vez do chute, e o Fluminense iria para o intervalo na frente do placar.
Veio a segunda etapa. Nova pressão do time da casa. Fernando Henrique fez jus à fama de aparecer bem em partidas decisivas. Palácio e Riquelme o infernizavam. Até que o juiz Roberto Silvera marcou mão inexistente de Júnior César. Uma falta na entrada da área para Riquelme é pênalti. 2 a 1, aos 19 minutos. E o Fluminense, que estava perdido em campo, precisou do gol para acordar. Washington e Thiago Neves levaram certo perigo a Migliore. Era só caprichar. Mas nem isso Thiago Neves precisou fazer, aos 31. A falha colossal do goleiro argentino retomou as esperanças tricolores. No Maracanã lotado, é preciso atenção redobrada. Não faltará espaço para o trio infernal. Aguardemos mais um episódio épico que virá por aí.
Uma prévia para logo mais:
* Comecemos pelo mais esperado: Boca Juniors e Fluminense iniciam as semifinais da Libertadores. De um lado, a tradição e força na competição xeneize – ainda mais contra brasileiros. O Boca não teve sorte nos confrontos contra Cruzeiro e Atlas. Teve que se virar fora de casa. Por isso, treinou finalizações exaustivamente. Do outro lado, o equilíbrio, técnica e raça do time tricolor. A equipe de Renato Gaúcho possuí a melhor defesa da competição. A melhor campanha, também. Mas nada disso entrará em campo no lotado estádio Juan Domingo Perón – não tão mítico quanto a Bombonera, mas com pressão tamanha.
* Vários fatores em jogo entre Corinthians e Botafogo, no Morumbi. A começar pela fiel, que esgotou os mais de 60 mil ingressos em apenas dois dias. Ou então os desfalques da equipe de Mano Menezes. Sem Carlos Alberto, Fabinho, André Santos e Lulinha, o Timão irá sofrer para jogar. Raça não será problema, mas a torcida terá de jogar pelo time nesta quarta-feira.
* Vasco e Sport farão o duelo de prós e contras, em São Januário. A favor da equipe cruzmaltina, o caldeirão. Se na semana passada a Ilha do Retiro fez a diferença, os torcedores confiam numa possível virada em casa. Antonio Lopes abandonou o esquema com três zagueiros. Tanto faz jogar com dois ou três zagueiros limitados. A presença de Alex Teixeira é mais importante. A questão é não levar aquele gol que obrigaria o time a fazer quatro. Tarefa árdua, que o Sport pode aproveitar muito bem. Mas Nelsinho Baptista também tem problemas. Romerito, peça chave no contra-ataque rubro-negro, é dúvida. A favor, as boas apresentações recentes fora de casa. Classificação tranqüila, épica? Vale para ambos. Façam as suas apostas. 