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Se fosse assim na Seleção…

Dom, 19/10/08
por Lédio Carmona |

* O Milan sem Kaká não é o mesmo. Depois de um primeiro tempo fraco tecnicamente, Carlo Ancelotti, que havia poupado o camisa 22, modificou a equipe para a 2ª etapa. Substitui Pato e colocou Kaká. E a partir daí, começou o show no San Siro. Kaká, o único brasileiro indicado ao prêmio Bola de Ouro, neste ano, fez a diferença, mas com uma ajuda de outro brasileiro. Ronaldinho Gaúcho, que estava apagado em campo, apareceu para fazer os dois gols da equipe rossoneri. Inzaghi ainda completou o terceiro. Três a zero diante da Sampdoria. Com os três pontos, o Milan alcançou a 6ª colocação, com 13 pontos. Enquanto isso, a derrota fez com que a equipe de Cassano caísse para a zona da degola.

* A fase da Roma é péssima. Em pleno Estádio Olímpico de Roma, a Inter de Milão aplicou uma sapatada nos donos da casa. (4×0) E mesmo com Totti retornando à equipe, a Giallorossi, mais uma vez, não empolgou. E com a goleada sofrida, praticamente, dá adeus ao caneco, porque com atuações deste nível, a equipe de Luciano Spalletti não chegará a lugar nenhum. Já José Mourinho tem um elenco muito bom, com peças de reposições importantes. Mesmo com Adriano no banco, Quaresma e Obinna, premiado com um belo gol, atuaram sem comprometer. Stankovic e Ibrahimovic, duas vezes, marcaram para a Inter, agora líder isolada do Calcio.

Outros resultados: Catania 2×0 Palermo; Genoa 1×0 Siena; Torino 0×1 Cagliari; Lecce 2×2 Udinese; Bologna 3×1 Lazio; Verona 1×1 Atalanta. Ainda hoje: Roma x Inter.

Artilheiro: Zárate (Lazio) e Gilardino (Fiorentina) – 6 gols

Confira a classificação do Calcio

Agenda da 8ª rodada: 25/10, às 16h30 – Juventus x Torino. 26/10, às 12h – Atalanta x Milan; Inter x Genoa; Udinese x Roma

* Com dez jogadores, devido a expulsão de Ibarra, no início do segundo tempo, o Boca Juniors ganhou do River Plate, em pleno Monumental de Nuñez. O jovem Viatri, que até então estava apagado em campo, aproveitou o toque de Riquelme para fazer o único gol da partida. A equipe de Diego Simeone pressionava o rival, fazia uma boa partida, mas não foi tão eficiente no ataque, como foram os Xeneizes. Com a vitória, a equipe de Carlos Ischia assume a 3ª colocação no Apertura, com 17 pontos. Já o River ocupa a preocupante penúltima posição, com 8 pontos.

* Depois de ter balançado as redes seis vezes na última rodada contra o Atlético de Madrid, o Barcelona só marcou apenas um golzinho diante do Athletic de Bilbao, no San Mamés. Samuel Etoo foi o autor do gol aos 18 minutos da segunda etapa, após uma boa jogada de Henry. E o Barça poderia sair de campo com uma derrota, se o goleiro Victor Valdés não estivesse tão inspirado. Com a vitória, o Barcelona assumiu a 3ª colocação, a três pontos do líder Valecia.

Outros resultados: Valencia 4×0 Numancia; Sporting de Gijón 2×1 Osasuna; Bétis 3×0 Mallorca; Málaga 2×1 Getafe; Racing Santander 0×0 Deportivo; Valladolid 1×1 Recreativo

Artilheiro: David Villa (Valencia) – 7 gols

Confira a classificação La Liga

Agenda da 8ª rodada: 25/10, 18h – Barcelona x Almería. 26/10, às 16h – Villarreal x Atlético de Madrid. Às 18h – Real Madrid x Athletic de Bilbao

* Depois de ter feito um golaço pela Seleção Alemã na quarta-feira, Trochowski deixou a marca, mais uma vez, com um forte chute. Mesmo sem Alex Silva e Thiago neves, o Hamburgo poderia ter feito mais no primeiro tempo, mas não foi eficiente nos ataques. E o castigo veio logo no início da segunda etapa. O Schalke 04 empatou. Howedes fez de cabeça, após cobrança de falta de Farfan. Com o empate, o Hamburgo reassumiu a liderança da Bundesliga, com 17 pontos.

Artilheiro: Ibisevic (Hoffenheim) – 9 gols

Confira a classificação da Bundesliga

Agenda da 8ª rodada: 25/10, às 11h30 – Bayern de Munique x Wolfsburg; Hannover x Werder Bremen. 26/10, às 14h – Hoffenheim x Hamburgo

Que venham as quartas!

Qua, 01/10/08
por Lédio Carmona |

* Classificação garantida, mas no sufoco. Jogando muito mal, o misto do Inter não saiu do zero a zero diante do Universidade Católica, no Beira-Rio, para 22.629 pagantes, em plena tarde de quarta-feira. Com apenas três titulares, o sistema ofensivo do Colorado foi nulo. Apenas um lance de perigo, com a bola na trave de Adriano. O resto foi muito corre-corre. Como em Santiago o placar terminou em 1 a 1, o gol marcado fora de casa por Adriano garantiu a classificação para as quartas-de-final. Porém, a equipe perderá Guiñazu por 21 dias. O argentino caiu em cima do braço esquerdo e deslocou o cotovelo, após uma dividida na entrada da área chilena. O detalhe é que ele tinha acabado de entrar em campo, aos 15 minutos do segundo tempo, quando ocorreu o incidente. O próximo adversário dos gaúchos será o Boca.

* E os jovens do Boca Juniors viajaram para Quito e saíram com mais um resultado positivo, ao eliminar a LDU, atual campeã da Libertadores. Como a partida de ida terminou 4 a 0, bastou o empate por 1 a 1 para os jovens xeneizes se classificarem para as quartas-de-final. De pênalti, Dátolo, abriu o placar. E com menos de vinte minutos para o final, Delgado igualou. Mas, já era muito tarde. A primeira partida será no dia 22/10, no Beira-Rio. Já o jogo da volta será no La Bombonera, dia 5/11.


jumar.jpg* No Parque Antartica, o Palmeiras entrou com cinco titulares - Martinez, Sandro Silva, Pierre, Gustavo e Leandro. Vanderlei Luxemburgo cobrou muito.  A torcida incentivou e pressionou. E, assim mesmo, o Palmeiras não jogou nada contra o pífio Sport Ancash, do Peru, um time que, fatalmente, seria rebaixado nas Séries A e B do Brasileirão. E porque  o Palmeiras só ganhou desse adversário graças a um gol de Jumar, em bela jogada individual, aos 45 minutos do segundo tempo? Porque foi preguiçoso, indolente e dono de soberba, principalmente no primeiro tempo. Quando acordou no segundo, sofreu a expulsão de Sandro Silva. Mas a classificação foi garantida. E o time agora enfrentará o Argentinos Juniors. Dá para passar? Só não dá para jogar assim de novo. Duas vezes seguidas é pedir muito para ser eliminado.

01fogo.jpg* E o Botafogo conseguiu o resultado. Perdeu no jogo de ida para o América, em Cali, por 1 a 0. Hoje, jogou com determinação, objetividade e simplicidade. Foi suficiente para fazer 3 a 1 nos colombianos e seguir em frente na Copa Sul-Americana. Dois gols de Wellington Paulista e um de Carlos Alberto carimbaram o passaporte para as quartas-de-final, quando os alvinegros enfrentarão Arsenal de Sarandi ou Estudiantes. É possível ganhar de ambos. E bem. E Ney Franco está certo em apostar a Copa Sul-Americana. É uma conquista viável e rentável. Tudo o que o Botafogo precisa hoje em dia. Vitória e dinheiro. O Botafogo, não. Todo mundo.

Dia de Villa & Viatri

Qui, 25/09/08
por Lédio Carmona |

* Se não fosse David Villa, o Valencia não retomaria a liderança na Liga. O atacante balançou as redes duas vezes na vitória diante do Málaga por 2 a 0, na Rosaleda. Os dois gols foram marcados somente no segundo tempo, aos 25 e aos 46min, mas a dupla de ataque Villa-Mata mostrou que irá render ao longo do campeonato. Em compensação, o que dizer do sistema ofensivo do Málaga. Nenhum gol, em quatro partidas. Se continuar assim é atestado para o rebaixamento.

Outros resultados: Valladolid 2×0 Almería; Recreativo 1×1 Athletic de Bilbao; Mallorca 2×0 Numacia.

Artilheiro: Sinama-Pongolle (Atlético de Madri) – 5 gols

Confira a classificação La Liga

Agenda da 5ª rodada: 27/09 (sábado) – Bétis x Real Madrid e Espanyol x Barcelona. 28/09 (domingo) – Atlético de Madri x Sevilla

* Já em partida válida pela segunda rodada do Torneio Apertura, os juvenis do Boca Juniors fizeram, mais uma vez, a alegria da torcida. No Parque Independencia, Viatri fez a diferença, mais um talento do Boca. O jovem e bom jogador deu passe para um e marcou os dois gols na vitória por 4 a 2 sobre o Newell’s Old Boys. Noir abriu o placar, aos 4 minutos. Schiavi, de pênalti, empatou. Viatri retomou a vantagem para o Boca. Isaurralde igualou novamente. Mas aos 43 da segunda etapa, quando todos pensavam que a partida terminaria empatada, Gaitán fez o terceiro, após belo passe de Viatri, que um minuto depois, balançou a rede mais uma vez. Depois da LDU, a garotada Xeneize não desperdiçou a oportunidade e mostra um bonito futebol, que leva o Boca para a segunda posição no Apertura. No hotel, em Santiago, no Chile, os jogadores do Internacional assisitiram preocupados a boa vitória, já que a equipe argentina será a provável adversária dos Colorados na próxima fase da Copa Sul-Americana.

O novo Boca

Ter, 23/09/08
por Lédio Carmona |
categoria Boca Juniors, LDU


festaboca.jpgUm clube com confiança, força e respaldo de cima consegue coisas que muitos duvidam. É o caso do Boca Juniors. Hoje, contra a LDU, na Bombonera, Carlos Ischia pôs um time reserva em campo, lotado de garotos. Com certa experiência, não muita, apenas o meio de campo: Alvaro Gonzalez, Christian Chavez, Neri Cardozo e Leandro Gracián.Foi um massacre. No confronto dos dois últimos campeões da América, a molecada do Boca sapecou 4 a 0 no time quase completo da LDU, apenas sem Urrutia e Norberto Araújo - Obregón não é titular e Reasco, ex-São Paulo, mal estreou e se machucou.Um show, com gols de Juan Forlín (foto), Espinoza, contra, Pablo Mouche e Nicolás Gaitán.

forlin1.jpgOlho nesses nomes: Juan Forlín, 20 anos, ótimo meio-campo; Christian Chavez, 21, excelente volante e que já brilhou na última Libertadores; Fondacaro, lateral-esquerdo, de 21; e Pablo Mouche, 21 anos, atacante.

E todo restante do time também jogou muita.

O Boca parece ter uma nova geração pronta para daqui um ou dois anos. E, com certeza, se acostumará a ser vencedora.

Depois não querem que eu elogie os argentinos.

PS: se jogar desse jeito, a LDU não ganha nem do Pachuca no Mundial de Clubes. Do Manchester United? Habla sério…

Concerto alvinegro

Qui, 28/08/08
por Lédio Carmona |

27lf1.jpg* O Botafogo, de Ney Franco, continua encantado. No Mineirão (5.081 pagantes), o time surrou o Atlético Mineiro por 5 a 2 e avançou na Copa Sul - Americana. Na próxima fase enfrentará um time colombiano. Que será de Cali: América ou Deportivo. No jogo de ida, deu América, por 2 a 0. Mas, evidentemente, os alvinegros são melhores e têm tudo para ir longe.

* Em campo, o Botafogo jogou como se fosse dono da casa. O inexperiente time do Atlético não conseguiu equilibrar o jogo. E tome golaço. Os dois primeiros de Lúcio Flávio e o terceiro, de Jorge Henrique, foram belíssimos. Carlos Alberto fez de cabeça. Gil ainda chutou pênalti nas nuvens, enquanto Leandro Almeida, contra, completou a quina. Lenílson, duas vezes, descontou. E Ney Franco segue sereníssimo e superando a imagem forte de Cuca: 14 jogos, 10 vitórias, 3 empates e 1 derrota. Incontestável! Como a classificação de ontem. Pobre Galo. Merecia algo melhor em seu centenário.

27cap.jpg* No Morumbi (3.352 pagantes) - público, digamos, condizente com a partida -, a garotada de Muricy Ramalho jogou melhor do que os marmanjos de Mario Sergio no primeiro tempo. Mas faltou um centroavante para decidir os bons lançamentos feitos por Sergio Motta e a correria da meninada. No segundo tempo, o Atlético Paranaense cresceu, equilibrou a marcação, encurtou os espaços e não deu mais liberdade para os donos da casa. E quase ganhou a partida, fraquíssima, nos contra-ataques. Não conseguiu. E tudo acabou no 0 a 0, como na Arena da Baixada.

Decisão nos pênaltis e, nela, a maturidade do Atlético funcionou. Só Allan Bahia acertou o travessão, enquanto Juninho e Oscar desperdiçaram as suas. O Furacão avança - enfrentará Chivas, do México, ou Aragua, da Venezuela - e ainda tenta salvar a temporada medíocre. Mas nem todo adversário da Sul-Americana usará um Time C para enfrentá-lo. Ou seja, a vida do pálido Atlético Paranaense-2008 tende a se complicar.

* E, na Bombonera, pela Recopa Sul-Americana, Boca Juniors 2 x 2 Arsenal, com Riquelme em campo, quatro dias após decidir a medalha de ouro, em Pequim. Palacio e Riquelme, aos 48, marcaram - o artilheiro Palermo sofreu recentemente uma ruptura de ligamentos no joelho e foi saudado por jogadores e torcida na comemoração. Boca campeão. Sem alguma novidade. E agora recordista de taças internacionais ao lado do Milan, com 18 - 6 Libertadores, 3 mundiais, 4 recopas, 1 Supercopa, 1 Copa Master e 1 Copa Ouro. Esse Boca Juniors parece não ter limites.

Jogo para sempre

Qua, 04/06/08
por Lédio Carmona |

04 de junho de 2008. Dia de manhã ansiosa, tarde tensa e noite espetacular para quem gosta de futebol. Fluminense e Boca Juniors fizeram o melhor jogo do ano no Maracanã impecavelmente lotado, com 84.632 mil torcedores – recorde no ano. Uma partida espetacular. Há muito não via um confronto tão intenso. Nervoso, porém bem jogado. Grandes defesas, belas jogadas, erros decisivos, gols espíritas e espetaculares.

O que dizer de duelo no qual até quem perdeu foi gigante? Fluminense 3 x 1 Boca Juniors já virou “Jogos para Sempre”. Foi épico. Tornou-se clássico. Entrou para história. Do futebol e dos tricolores, guerreiros, heróicos e iluminados, pela primeira vez na final da Taça Libertadores da América, contra a LDU, de Quito. Mas, pelo menos por enquanto, relembrar a quarta de luxo – mais uma - é a melhor das opções.

Recordar porque o Fluminense simplesmente eliminou o Boca Juniors. Só o Santos, de Pelé, e o Fluminense, de Thiago Silva & cia conseguiram eliminar o clube argentino em jogos eliminatórios de Libertadores. Entre eles, 9 times brasileiros, em 11 oportunidades.

Tudo levava a crer que a noite de ontem seria apenas mais uma. O time de Riquelme e Palermo dominava o meio campo, já que Cícero foi deslocado para o ataque e Ygor atuava como terceiro zagueiro. Fernando Henrique teve de trabalhar desde cedo. Sempre seguro, por sinal. Decisivo nessa reta final. O primeiro tempo terminou sem gols. Não por falta de vontade do Boca Juniors.

Veio a segunda etapa. A equipe de Renato Gaúcho continuou com a mesmíssima postura. Não deu outra. Palermo, sozinho, após bonita jogada de Dátolo, abriu o placar. Vários filmes, então, rodavam na cabeça dos tricolores. Prevaleceu o do mais otimista. Assim como contra o São Paulo, o Fluminense não tardou a fazer o gol de resposta. E com a participação de Dodô. Sofreu a falta que o iluminado Washington cobrou perfeitamente. 1 a 1.

A vantagem recuperada obrigou o Boca novamente a atacar. Os xeneizes tocam a bola como ninguém. Chegavam ao ataque com extrema facilidade, já que a marcação nas laterais pelo lado tricolor inexistia. Não à toa Fernando Henrique e Thiago Silva se transformavam em personagens épicos. Mas o sistema defensivo dos argentinos, que já não era tão sólido, estava exposto. Foi aí que Conca contou com a sorte para virar a partida, aos 25 minutos, em contra-ataque puxado por Dodô. Êxtase no Maracanã, embora fosse ainda cedo para comemorar. Fernando Henrique tratou de se consagrar mais um pouquinho perante Palermo. Enquanto isso, Dodô e Júnior César desperdiçavam chances de ouro. Tudo para ser mais sofrido, emocionante. Aos 47, não teve jeito. Dodô selou a magnífica classificação. E, no vestiário, reclamou da condição de reserva. Fato é que o time tem atingido os objetivos após suas entradas.

Resta ainda um adversário, a perigosa LDU. Mas para quem derrubou dois gigantes da história recente sul-americana, como São Paulo e Boca Juniors, é difícil – não impossível - imaginar que o caneco fique no Equador. Embora Renato Gaúcho adore uma infantilidade em suas entrevistas, o Fluminense – sortudo e competente - está aí para quem quiser ver e acompanhar. Muito prazer digo eu.

Timão de primeira

O Corinthians entrou no gramado do Morumbi enfurecido. Parecia um trator para cima do Sport. Pressão total. Que vinha das arquibancadas, lotadas com 63.871 pagantes. E do campo, com um time forte, corajoso e sem medo de atacar, comandado por Dentinho, Herrera & Cia. Tanta pressão teria que resultar em gol. Até demorou: aos 18 min, após bate-e-rebate, Dentinho bateu de primeira: 1 a 0. Quatro minutos depois, Herrera, com outra ótima atuação, fez o segundo. O Corinthians era avassalador e parecia ter inspiração para repetir, ainda na etapa inicial, o placar de 4 a 0 construído contra o Goiás, nas oitavas.

Não fez. No segundo tempo, o Sport melhorou bastante. Reforçou a marcação e partiu para o ataque. Precisava de um gol. Teve chances. Mas levou o terceiro. Ótimo passe de Herrera para a projeção de Acosta. De argentino para uruguaio. Gol do segundo, aos 30 min. Sinceramente, com aquele resultado seria praticamente impossível para o Leão reverter, mesmo dentro da Ilha. Mas o gol de Enílton, aos 45m, deixou esperanças. Continua difícil, mas…

O Corinthians é o favorito. Joga um futebol de primeira e comporta-se como tal. O gol de Enílton foi importante para o Sport, mas a vantagem ainda é ótima. Ora, pois: o time de Mano Menezes pode perder por um gol de diferença que será campeão. Ok, poderia perder por dois se não tivesse levado o tal gol de Enílton. Mas, numa boa, é possível até perder. Foi, sim, um resultado excelente para o Corinthians.

E o corintiano só deve mesmo ficar com a pulga atrás da orelha porque a confiança do rubro-negro pernambucano é justificável. Nos três últimos resultados na Ilha do Retiro, pela Copa do Brasil, o Sport goleou o Palmeiras por 4 a 1, ganhou do Internacional por 3 a 1 e passou pelo Vasco (2 a 0). Todos esses números seriam convenientes para o Sport na volta contra o Corinthians. Apenas o 3 a 1 levaria tudo para os pênaltis.

Então, amigos. Tudo é possível. Mas, como no confronto do Maracanã, o que fica mesmo é que o duelo é de primeira. Mano Menezes e Nelsinho Baptista souberam montar seus times. Não são máquinas, mas são muito acertados e bem treinados. É isso que vence no futebol de hoje em dia. Trabalho, repetição e uma dose de talento. Corinthians e Sport têm isso. Fluminense e Boca, idem. Uma noite fantástica. Que venham outras.

É o futebol. Contra tudo e contra todos.

Amém.

Com Victor Canedo

Quarta nobre

Ter, 03/06/08
por Lédio Carmona |

leoni.jpgFluminense x Boca Juniors será um duelo que terá tudo que o torcedor exige. É quase uma final antecipada. A começar por ótimos jogadores desfilando em campo, como Riquelme e Thiago Silva. Ou então, se preferir: Palermo, Palácio, Conca, Washington… O que não falta é quem possa decidir. O empate em 2 a 2 em Buenos Aires deixou Renato Gaúcho confiante. Não é por menos. O Fluminense tem a melhor campanha da competição. Também tem a melhor defesa. Embora aquela pulga atrás de sua orelha insista em incomodar. Afinal, os xeneizes estão cansados de decidir títulos. Tanto em casa como fora. E costumam se dar bem, seja na base do futebol, da experiência, ou da soma dos fatores.

 Tudo isso somado às 80 mil pessoas que lotarão o Maracanã, e a disputa da segunda vaga na final da Libertadores torna-se o prato principal da noite. Time por time, confio no Fluminense. Confiança sim. Desprezo? De forma alguma. Esse é o lema para a final antecipada. O Boca é enorme. E num gramado grande como o do Maracanã, cresce ainda mais. Então, que Ygor cole em Riquelme. Que o Fluminense acompanhe Palacio, Palermo, Dattolo e Chavez. E que jogue bola. Se fizer tudo isso (coisa à beça) a noite de quarta e a madrugada de quinta serão tricolores. 

lduame.jpgO outro finalista já está conhecido. É a LDU,  que segurou o 0 a 0 contra o previsível América do México, no Estádio Casablanca, em Quito. A LDU jogou mais. Nem precisou ser muito e mostrou que é bem melhor do que os mexicanos. Que esperavam por um novo milagre de Cabañas, longe de acontecer. É bom esse time da LDU. Desde 2000 só perdeu três jogos em casa pela Libertadores, mas, definitivamente, contra Boca ou Flu, será um nobre azarão. Até prova em contrário.

Corinthians x Sport é o outro prato principal da noite. Quando o assunto é futebol, costumo ser faminto além da conta. Todos nós, na verdade. Morumbi novamente lotado. Mano Menezes e Nelsinho Baptista preferem optar pelo mistério. O Sport já provou que não pode ser considerado surpresa. É grande, tem torcida, tem força, tem treinador, tem jogador… O Corinthians conta com a volta de André Santos e Fabinho. E com a Fiel. O Sport não terá Romerito. Deve entrar com três volantes. Se há algum favorito neste jogo de ida, é o Corinthians. Mas é a pressão por um bom resultado pode atrapalhar. Porque é incomum ver o rubro-negro tropeçar na pulsante Ilha do Retiro. O duelo entre Gavião e Leão pode dar uma bela fábula. Crie a sua história. Façam as suas apostas.

Alma de vencedor

Qui, 29/05/08
por Lédio Carmona |

A pressão em Avellaneda já era esperada. Mais de 50 mil torcedores em cima do Fluminense. Guerreiro, o Tricolor tratou de jogar futebol. Claro, é praticamente impossível não ceder ao futebol do trio Riquelme-Palacio-Palermo em alguns momentos - principalmente no início da partida, quando os xeneizes costumam aprontar verdadeiras blitze no adversário. Foi exatamente o que aconteceu no empate em 2 a 2 de ontem. Um gol no início de cada tempo. Mas os Thiagos – Silva e Neves (que ajuda do goleirinho Migliore) – trataram de mudar o favoritismo de lado. A sorte, porém, continua ao lado da equipe de Renato Gaúcho.

O primeiro gol surgiu logo aos 12 minutos, com Riquelme – onde estava Arouca? Por que Fernando Henrique estava fora da baliza? Júnior César pediu impedimento por qual motivo? Falhas como estas não costumam ser perdoadas. O Fluminense teria, então, de sair para o jogo. O contra-ataque, principal arma boquense, estava a postos. Mas a sorte tricolor também. E competência, diga-se de passagem. Thiago Neves cobrou falta com perfeição – mais uma! -, e Thiago Silva estava lá para conferir, aos 15. Riquelme resolveu tomar conta do jogo. Aliás, como joga o argentino. Teria, hoje, vaga em muitos grandes europeus. Arouca, que teve a ingrata missão de marcá-lo individualmente, sofreu. O Boca desperdiçava oportunidades. A mais clara delas com Chaves – grata revelação. Júnior César também teve o seu momento de condenação. Um passe, em vez do chute, e o Fluminense iria para o intervalo na frente do placar.

Veio a segunda etapa. Nova pressão do time da casa. Fernando Henrique fez jus à fama de aparecer bem em partidas decisivas. Palácio e Riquelme o infernizavam. Até que o juiz Roberto Silvera marcou mão inexistente de Júnior César. Uma falta na entrada da área para Riquelme é pênalti. 2 a 1, aos 19 minutos. E o Fluminense, que estava perdido em campo, precisou do gol para acordar. Washington e Thiago Neves levaram certo perigo a Migliore. Era só caprichar. Mas nem isso Thiago Neves precisou fazer, aos 31. A falha colossal do goleiro argentino retomou as esperanças tricolores. No Maracanã lotado, é preciso atenção redobrada. Não faltará espaço para o trio infernal. Aguardemos mais um episódio épico que virá por aí.

Sorte – e competência - de campeão? Você responde.

Com Victor Canedo 

JA enquete

Qua, 28/05/08
por Lédio Carmona |

Uma prévia para logo mais:

Como Renato Gaúcho deve armar o time para marcar Riquelme?

Marcação individual? Por zona?

Maurício ou Arouca? Acho que o jovem volante foi escalado de última hora justamente para esta função. Mas não sei se é tão confiável. Iria de Arouca como carrapato. Dê o seu pitaco.

PS: Se deixarem o cara livre, ele destrói.

Que quarta-feira!

Ter, 27/05/08
por Lédio Carmona |

Se você não for ao estádio acompanhar o time do coração, nesta quarta-feira, faça o seguinte ritual:

Chegue do trabalho/faculdade/colégio e fique com a família. Dê atenção a todos. Assista ao jornal, na tv. À novela, se há quem goste disso. Mas quando o relógio apontar 21h30, reserve um tempo só para você. Desligue a TV. Ore. Quinze minutinhos de reza já bastam, desde que sejam feitos com muita sinceridade. E às 21h50, ligue-a de volta. Escolha o jogo que lhe mais agradar. Corinthians x Botafogo, Vasco x Sport ou Boca Juniors x Fluminense. Opção boa é o que não falta.

* Comecemos pelo mais esperado: Boca Juniors e Fluminense iniciam as semifinais da Libertadores. De um lado, a tradição e força na competição xeneize – ainda mais contra brasileiros. O Boca não teve sorte nos confrontos contra Cruzeiro e Atlas. Teve que se virar fora de casa. Por isso, treinou finalizações exaustivamente. Do outro lado, o equilíbrio, técnica e raça do time tricolor. A equipe de Renato Gaúcho possuí a melhor defesa da competição. A melhor campanha, também. Mas nada disso entrará em campo no lotado estádio Juan Domingo Perón – não tão mítico quanto a Bombonera, mas com pressão tamanha.

Onze contra onze. Craques dos dois lados. Ibarra, afastado desde a fase de grupos, deve voltar. Ainda sem ritmo, não há dúvidas de que Júnior César irá explorar a ala esquerda. Ygor, machucado, é desfalque no Flu. Dos males, o menor. É bem provável que Roger entre em seu lugar. Experiência não faltará. Futebol e estrela idem. Mas se Renato Gaúcho quiser mesmo sair vitorioso terá de se virar com os problemas que ameaçam o Fluminense. O principal, é claro, se chama Riquelme. Ou melhor, um trio chamado Riquelme-Palacio-Palermo. Apesar de que a fase de Conca é ótima. Thiago Silva então, nem se fala. Júnior César, Washington… Duelo imprevisível. E imperdível.

* Vários fatores em jogo entre Corinthians e Botafogo, no Morumbi. A começar pela fiel, que esgotou os mais de 60 mil ingressos em apenas dois dias. Ou então os desfalques da equipe de Mano Menezes. Sem Carlos Alberto, Fabinho, André Santos e Lulinha, o Timão irá sofrer para jogar. Raça não será problema, mas a torcida terá de jogar pelo time nesta quarta-feira.

Já o Botafogo não terá Túlio e Alessandro. O primeiro, pela fase atual, não fará falta. Túlio Souza na lateral, Leandro Guerreiro no meio e Castillo no gol. A dúvida fica entre Édson ou Bruno Costa na zaga. E o time de Cuca joga por dois resultados. Só espero não ter que comentar sobre arbitragem após a partida. Leve, muito leve o favoritismo carioca. Mas importante.

* Vasco e Sport farão o duelo de prós e contras, em São Januário. A favor da equipe cruzmaltina, o caldeirão. Se na semana passada a Ilha do Retiro fez a diferença, os torcedores confiam numa possível virada em casa. Antonio Lopes abandonou o esquema com três zagueiros. Tanto faz jogar com dois ou três zagueiros limitados. A presença de Alex Teixeira é mais importante. A questão é não levar aquele gol que obrigaria o time a fazer quatro. Tarefa árdua, que o Sport pode aproveitar muito bem. Mas Nelsinho Baptista também tem problemas. Romerito, peça chave no contra-ataque rubro-negro, é dúvida. A favor, as boas apresentações recentes fora de casa. Classificação tranqüila, épica? Vale para ambos. Façam as suas apostas.

ameldu.jpg

* No jogo da ida pelas semifinais da Libertadores, a LDu jogou muito mais do que o América, mesmo no Estádio Azteca lotado, com 100 mil pagantes. Mandou no primeiro tempo, fez o gol no segundo (Bolaños), mas cedeu o empate (Esqueda). Os equatorianos têm time melhor, jogam por um simples 0 a 0 em Quito, mas, sei lá, esse América chato e previsível já fez milagres em excesso em Libertadores. Melhor esperar do que chutar um prognóstico. Detalhe do jogo de hoje: Ochoa falhou. Isso também é um milagre.


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