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Jogo para sempre

Qua, 04/06/08
por Lédio Carmona |

04 de junho de 2008. Dia de manhã ansiosa, tarde tensa e noite espetacular para quem gosta de futebol. Fluminense e Boca Juniors fizeram o melhor jogo do ano no Maracanã impecavelmente lotado, com 84.632 mil torcedores – recorde no ano. Uma partida espetacular. Há muito não via um confronto tão intenso. Nervoso, porém bem jogado. Grandes defesas, belas jogadas, erros decisivos, gols espíritas e espetaculares.

O que dizer de duelo no qual até quem perdeu foi gigante? Fluminense 3 x 1 Boca Juniors já virou “Jogos para Sempre”. Foi épico. Tornou-se clássico. Entrou para história. Do futebol e dos tricolores, guerreiros, heróicos e iluminados, pela primeira vez na final da Taça Libertadores da América, contra a LDU, de Quito. Mas, pelo menos por enquanto, relembrar a quarta de luxo – mais uma - é a melhor das opções.

Recordar porque o Fluminense simplesmente eliminou o Boca Juniors. Só o Santos, de Pelé, e o Fluminense, de Thiago Silva & cia conseguiram eliminar o clube argentino em jogos eliminatórios de Libertadores. Entre eles, 9 times brasileiros, em 11 oportunidades.

Tudo levava a crer que a noite de ontem seria apenas mais uma. O time de Riquelme e Palermo dominava o meio campo, já que Cícero foi deslocado para o ataque e Ygor atuava como terceiro zagueiro. Fernando Henrique teve de trabalhar desde cedo. Sempre seguro, por sinal. Decisivo nessa reta final. O primeiro tempo terminou sem gols. Não por falta de vontade do Boca Juniors.

Veio a segunda etapa. A equipe de Renato Gaúcho continuou com a mesmíssima postura. Não deu outra. Palermo, sozinho, após bonita jogada de Dátolo, abriu o placar. Vários filmes, então, rodavam na cabeça dos tricolores. Prevaleceu o do mais otimista. Assim como contra o São Paulo, o Fluminense não tardou a fazer o gol de resposta. E com a participação de Dodô. Sofreu a falta que o iluminado Washington cobrou perfeitamente. 1 a 1.

A vantagem recuperada obrigou o Boca novamente a atacar. Os xeneizes tocam a bola como ninguém. Chegavam ao ataque com extrema facilidade, já que a marcação nas laterais pelo lado tricolor inexistia. Não à toa Fernando Henrique e Thiago Silva se transformavam em personagens épicos. Mas o sistema defensivo dos argentinos, que já não era tão sólido, estava exposto. Foi aí que Conca contou com a sorte para virar a partida, aos 25 minutos, em contra-ataque puxado por Dodô. Êxtase no Maracanã, embora fosse ainda cedo para comemorar. Fernando Henrique tratou de se consagrar mais um pouquinho perante Palermo. Enquanto isso, Dodô e Júnior César desperdiçavam chances de ouro. Tudo para ser mais sofrido, emocionante. Aos 47, não teve jeito. Dodô selou a magnífica classificação. E, no vestiário, reclamou da condição de reserva. Fato é que o time tem atingido os objetivos após suas entradas.

Resta ainda um adversário, a perigosa LDU. Mas para quem derrubou dois gigantes da história recente sul-americana, como São Paulo e Boca Juniors, é difícil – não impossível - imaginar que o caneco fique no Equador. Embora Renato Gaúcho adore uma infantilidade em suas entrevistas, o Fluminense – sortudo e competente - está aí para quem quiser ver e acompanhar. Muito prazer digo eu.

Timão de primeira

O Corinthians entrou no gramado do Morumbi enfurecido. Parecia um trator para cima do Sport. Pressão total. Que vinha das arquibancadas, lotadas com 63.871 pagantes. E do campo, com um time forte, corajoso e sem medo de atacar, comandado por Dentinho, Herrera & Cia. Tanta pressão teria que resultar em gol. Até demorou: aos 18 min, após bate-e-rebate, Dentinho bateu de primeira: 1 a 0. Quatro minutos depois, Herrera, com outra ótima atuação, fez o segundo. O Corinthians era avassalador e parecia ter inspiração para repetir, ainda na etapa inicial, o placar de 4 a 0 construído contra o Goiás, nas oitavas.

Não fez. No segundo tempo, o Sport melhorou bastante. Reforçou a marcação e partiu para o ataque. Precisava de um gol. Teve chances. Mas levou o terceiro. Ótimo passe de Herrera para a projeção de Acosta. De argentino para uruguaio. Gol do segundo, aos 30 min. Sinceramente, com aquele resultado seria praticamente impossível para o Leão reverter, mesmo dentro da Ilha. Mas o gol de Enílton, aos 45m, deixou esperanças. Continua difícil, mas…

O Corinthians é o favorito. Joga um futebol de primeira e comporta-se como tal. O gol de Enílton foi importante para o Sport, mas a vantagem ainda é ótima. Ora, pois: o time de Mano Menezes pode perder por um gol de diferença que será campeão. Ok, poderia perder por dois se não tivesse levado o tal gol de Enílton. Mas, numa boa, é possível até perder. Foi, sim, um resultado excelente para o Corinthians.

E o corintiano só deve mesmo ficar com a pulga atrás da orelha porque a confiança do rubro-negro pernambucano é justificável. Nos três últimos resultados na Ilha do Retiro, pela Copa do Brasil, o Sport goleou o Palmeiras por 4 a 1, ganhou do Internacional por 3 a 1 e passou pelo Vasco (2 a 0). Todos esses números seriam convenientes para o Sport na volta contra o Corinthians. Apenas o 3 a 1 levaria tudo para os pênaltis.

Então, amigos. Tudo é possível. Mas, como no confronto do Maracanã, o que fica mesmo é que o duelo é de primeira. Mano Menezes e Nelsinho Baptista souberam montar seus times. Não são máquinas, mas são muito acertados e bem treinados. É isso que vence no futebol de hoje em dia. Trabalho, repetição e uma dose de talento. Corinthians e Sport têm isso. Fluminense e Boca, idem. Uma noite fantástica. Que venham outras.

É o futebol. Contra tudo e contra todos.

Amém.

Com Victor Canedo

Quarta nobre

Ter, 03/06/08
por Lédio Carmona |

leoni.jpgFluminense x Boca Juniors será um duelo que terá tudo que o torcedor exige. É quase uma final antecipada. A começar por ótimos jogadores desfilando em campo, como Riquelme e Thiago Silva. Ou então, se preferir: Palermo, Palácio, Conca, Washington… O que não falta é quem possa decidir. O empate em 2 a 2 em Buenos Aires deixou Renato Gaúcho confiante. Não é por menos. O Fluminense tem a melhor campanha da competição. Também tem a melhor defesa. Embora aquela pulga atrás de sua orelha insista em incomodar. Afinal, os xeneizes estão cansados de decidir títulos. Tanto em casa como fora. E costumam se dar bem, seja na base do futebol, da experiência, ou da soma dos fatores.

 Tudo isso somado às 80 mil pessoas que lotarão o Maracanã, e a disputa da segunda vaga na final da Libertadores torna-se o prato principal da noite. Time por time, confio no Fluminense. Confiança sim. Desprezo? De forma alguma. Esse é o lema para a final antecipada. O Boca é enorme. E num gramado grande como o do Maracanã, cresce ainda mais. Então, que Ygor cole em Riquelme. Que o Fluminense acompanhe Palacio, Palermo, Dattolo e Chavez. E que jogue bola. Se fizer tudo isso (coisa à beça) a noite de quarta e a madrugada de quinta serão tricolores. 

lduame.jpgO outro finalista já está conhecido. É a LDU,  que segurou o 0 a 0 contra o previsível América do México, no Estádio Casablanca, em Quito. A LDU jogou mais. Nem precisou ser muito e mostrou que é bem melhor do que os mexicanos. Que esperavam por um novo milagre de Cabañas, longe de acontecer. É bom esse time da LDU. Desde 2000 só perdeu três jogos em casa pela Libertadores, mas, definitivamente, contra Boca ou Flu, será um nobre azarão. Até prova em contrário.

Corinthians x Sport é o outro prato principal da noite. Quando o assunto é futebol, costumo ser faminto além da conta. Todos nós, na verdade. Morumbi novamente lotado. Mano Menezes e Nelsinho Baptista preferem optar pelo mistério. O Sport já provou que não pode ser considerado surpresa. É grande, tem torcida, tem força, tem treinador, tem jogador… O Corinthians conta com a volta de André Santos e Fabinho. E com a Fiel. O Sport não terá Romerito. Deve entrar com três volantes. Se há algum favorito neste jogo de ida, é o Corinthians. Mas é a pressão por um bom resultado pode atrapalhar. Porque é incomum ver o rubro-negro tropeçar na pulsante Ilha do Retiro. O duelo entre Gavião e Leão pode dar uma bela fábula. Crie a sua história. Façam as suas apostas.

Alma de vencedor

Qui, 29/05/08
por Lédio Carmona |

A pressão em Avellaneda já era esperada. Mais de 50 mil torcedores em cima do Fluminense. Guerreiro, o Tricolor tratou de jogar futebol. Claro, é praticamente impossível não ceder ao futebol do trio Riquelme-Palacio-Palermo em alguns momentos - principalmente no início da partida, quando os xeneizes costumam aprontar verdadeiras blitze no adversário. Foi exatamente o que aconteceu no empate em 2 a 2 de ontem. Um gol no início de cada tempo. Mas os Thiagos – Silva e Neves (que ajuda do goleirinho Migliore) – trataram de mudar o favoritismo de lado. A sorte, porém, continua ao lado da equipe de Renato Gaúcho.

O primeiro gol surgiu logo aos 12 minutos, com Riquelme – onde estava Arouca? Por que Fernando Henrique estava fora da baliza? Júnior César pediu impedimento por qual motivo? Falhas como estas não costumam ser perdoadas. O Fluminense teria, então, de sair para o jogo. O contra-ataque, principal arma boquense, estava a postos. Mas a sorte tricolor também. E competência, diga-se de passagem. Thiago Neves cobrou falta com perfeição – mais uma! -, e Thiago Silva estava lá para conferir, aos 15. Riquelme resolveu tomar conta do jogo. Aliás, como joga o argentino. Teria, hoje, vaga em muitos grandes europeus. Arouca, que teve a ingrata missão de marcá-lo individualmente, sofreu. O Boca desperdiçava oportunidades. A mais clara delas com Chaves – grata revelação. Júnior César também teve o seu momento de condenação. Um passe, em vez do chute, e o Fluminense iria para o intervalo na frente do placar.

Veio a segunda etapa. Nova pressão do time da casa. Fernando Henrique fez jus à fama de aparecer bem em partidas decisivas. Palácio e Riquelme o infernizavam. Até que o juiz Roberto Silvera marcou mão inexistente de Júnior César. Uma falta na entrada da área para Riquelme é pênalti. 2 a 1, aos 19 minutos. E o Fluminense, que estava perdido em campo, precisou do gol para acordar. Washington e Thiago Neves levaram certo perigo a Migliore. Era só caprichar. Mas nem isso Thiago Neves precisou fazer, aos 31. A falha colossal do goleiro argentino retomou as esperanças tricolores. No Maracanã lotado, é preciso atenção redobrada. Não faltará espaço para o trio infernal. Aguardemos mais um episódio épico que virá por aí.

Sorte – e competência - de campeão? Você responde.

Com Victor Canedo 

JA enquete

Qua, 28/05/08
por Lédio Carmona |

Uma prévia para logo mais:

Como Renato Gaúcho deve armar o time para marcar Riquelme?

Marcação individual? Por zona?

Maurício ou Arouca? Acho que o jovem volante foi escalado de última hora justamente para esta função. Mas não sei se é tão confiável. Iria de Arouca como carrapato. Dê o seu pitaco.

PS: Se deixarem o cara livre, ele destrói.

Que quarta-feira!

Ter, 27/05/08
por Lédio Carmona |

Se você não for ao estádio acompanhar o time do coração, nesta quarta-feira, faça o seguinte ritual:

Chegue do trabalho/faculdade/colégio e fique com a família. Dê atenção a todos. Assista ao jornal, na tv. À novela, se há quem goste disso. Mas quando o relógio apontar 21h30, reserve um tempo só para você. Desligue a TV. Ore. Quinze minutinhos de reza já bastam, desde que sejam feitos com muita sinceridade. E às 21h50, ligue-a de volta. Escolha o jogo que lhe mais agradar. Corinthians x Botafogo, Vasco x Sport ou Boca Juniors x Fluminense. Opção boa é o que não falta.

* Comecemos pelo mais esperado: Boca Juniors e Fluminense iniciam as semifinais da Libertadores. De um lado, a tradição e força na competição xeneize – ainda mais contra brasileiros. O Boca não teve sorte nos confrontos contra Cruzeiro e Atlas. Teve que se virar fora de casa. Por isso, treinou finalizações exaustivamente. Do outro lado, o equilíbrio, técnica e raça do time tricolor. A equipe de Renato Gaúcho possuí a melhor defesa da competição. A melhor campanha, também. Mas nada disso entrará em campo no lotado estádio Juan Domingo Perón – não tão mítico quanto a Bombonera, mas com pressão tamanha.

Onze contra onze. Craques dos dois lados. Ibarra, afastado desde a fase de grupos, deve voltar. Ainda sem ritmo, não há dúvidas de que Júnior César irá explorar a ala esquerda. Ygor, machucado, é desfalque no Flu. Dos males, o menor. É bem provável que Roger entre em seu lugar. Experiência não faltará. Futebol e estrela idem. Mas se Renato Gaúcho quiser mesmo sair vitorioso terá de se virar com os problemas que ameaçam o Fluminense. O principal, é claro, se chama Riquelme. Ou melhor, um trio chamado Riquelme-Palacio-Palermo. Apesar de que a fase de Conca é ótima. Thiago Silva então, nem se fala. Júnior César, Washington… Duelo imprevisível. E imperdível.

* Vários fatores em jogo entre Corinthians e Botafogo, no Morumbi. A começar pela fiel, que esgotou os mais de 60 mil ingressos em apenas dois dias. Ou então os desfalques da equipe de Mano Menezes. Sem Carlos Alberto, Fabinho, André Santos e Lulinha, o Timão irá sofrer para jogar. Raça não será problema, mas a torcida terá de jogar pelo time nesta quarta-feira.

Já o Botafogo não terá Túlio e Alessandro. O primeiro, pela fase atual, não fará falta. Túlio Souza na lateral, Leandro Guerreiro no meio e Castillo no gol. A dúvida fica entre Édson ou Bruno Costa na zaga. E o time de Cuca joga por dois resultados. Só espero não ter que comentar sobre arbitragem após a partida. Leve, muito leve o favoritismo carioca. Mas importante.

* Vasco e Sport farão o duelo de prós e contras, em São Januário. A favor da equipe cruzmaltina, o caldeirão. Se na semana passada a Ilha do Retiro fez a diferença, os torcedores confiam numa possível virada em casa. Antonio Lopes abandonou o esquema com três zagueiros. Tanto faz jogar com dois ou três zagueiros limitados. A presença de Alex Teixeira é mais importante. A questão é não levar aquele gol que obrigaria o time a fazer quatro. Tarefa árdua, que o Sport pode aproveitar muito bem. Mas Nelsinho Baptista também tem problemas. Romerito, peça chave no contra-ataque rubro-negro, é dúvida. A favor, as boas apresentações recentes fora de casa. Classificação tranqüila, épica? Vale para ambos. Façam as suas apostas.

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* No jogo da ida pelas semifinais da Libertadores, a LDu jogou muito mais do que o América, mesmo no Estádio Azteca lotado, com 100 mil pagantes. Mandou no primeiro tempo, fez o gol no segundo (Bolaños), mas cedeu o empate (Esqueda). Os equatorianos têm time melhor, jogam por um simples 0 a 0 em Quito, mas, sei lá, esse América chato e previsível já fez milagres em excesso em Libertadores. Melhor esperar do que chutar um prognóstico. Detalhe do jogo de hoje: Ochoa falhou. Isso também é um milagre.

Boca Juniors x Fluminense

Sex, 23/05/08
por Lédio Carmona |

amalfitani.jpgCom todo respeito, eu entendo que a decisão da Taça Libertadores começa semana que vem. Primeiro. no estádio José Amalfitani, no bairro de Liniers, em Buenos Aires (ou no campo do Racing). Depois, no outro meio de semana, no Maracanã. É muito imponderável achar que LDU, bem treinado e com bom conjunto, e América do México, time fraco, envelhecido e que depende de um goleiro excepcional e um atacante bom e roliço, possam ganhar o título. Até podem (quem não se lembra daquele Once Caldas?), mas eu não aposto nada nesses dois. O jogo é Boca Juniors x Fluminense. É esse que interessa. É daí que será feita a história.

Um detalhe de última hora: o Boca ainda tenta jogar na Bombonera. Se não puder, especula-se que a primeira opção seja o estádio do Racing (foto abaixo), com capacidade para 50 mil torcedores. É um tremendo caldeirão, com muito mais pressão do que o campo do Velez, por exemplo. A definição sobre local e endereço sai hoje à tarde.

Sim, a história será feita de qualquer maneira. O Fluminense, time forte, determinado, com um zagueiro monstruoso, um argentino inspirado no meio e um atacante invejável (para quem gosta de artilheiro à antiga, como eu), pode chegar à primeira final da Libertadores da história e pôr fim a um massacre do Boca contra brasileiros em mata-mata pela Libertadores. E o Boca pode fazer história ao ser campeão pela sétima vez, igualar o recorde do Independiente e, no século 21, chegar à sexta final – ganhou quatro.

racing.jpg O Boca não poderá jogar na Bombonera – apesar de estar fazendo forte lobby para mudar a decisão da Conmebol, que interditou a caixa de bombom de pimenta. O Estádio José Amalfitani (fotos) fica no bairro de Liniers, a 20mins do centro de Buenos Aires. É menor (49.600) do que a Bombonera (57.000), mas é tão desconfortável quanto. O Juan Domingo Peron, do Racing, é pior ainda.

Sobre os números do Boca em mata-mata, segue um resumo do ótimo trabalho desenvolvido pelo companheiro Rafael Timoteo, do SporTV.

Mata-Mata no Século XX

7 jogos sem sair derrotado como visitante (41%)

10 jogos derrotado como visitante (49%)

Mata-Mata no Século XXI

18 jogos sem sair derrotado como visitante (82% dos jogos)

riqueconca.jpg4 jogos derrotado como visitante (18% dos jogos – River, em Buenos Aires/2004, Chivas, no Jalisco/2005, e, em 2007, fora de casa, Velez e Cúcuta.)

* O Boca não perde dentro do Brasil pela Libertadores desde o dia 6 de abril de 1994: Cruzeiro 2 a 1, pela primeira fase.

* Se falarmos só de mata-mata, a última derrota deles para um time brasileiro no Brasil foi no dia 1º de maio de 1991, pelas quartas-de-final, para o Flamengo no Maracanã (2 x1), ou seja, 17 anos. Mesmo assim, conseguiram a vaga na ocasião, ao derrotarem os rubro-negros por 3 x 0 no jogo de volta, na Bombonera.

* André Loffredo também lembra que até hoje, em toda a história, o Boca jogou 11 duelos eliminatórios contra brasileiros em Libertadores: só perdeu um, para o Santos, de Pelé, que ganhou aqui e lá.

amalfaw.jpg* As vítimas: Cruzeiro (final de 1977), Corinthians (oitavas-de-final de 1991), Flamengo (quartas-de-final de 1991), Palmeiras (final de 2000 e semifinal de 2001), Vasco (quartas-de-final de 2001), Paysandu (oitavas-de-final de 2003), Santos (final de 2003), São Caetano (quartas-de-final de 2004), Grêmio (final de 2007), Cruzeiro (oitavas de 2008).

* Ou seja, a história dessa semifinal será marcante, seja de quem for a vitória. Definitivamente, imperdível e aberta.

A Batalha do Maracanã

Qua, 21/05/08
por Lédio Carmona |

Há muito não se via uma partida tão marcante como a de ontem, num Maracanã lotado (72 mil presentes). O tom épico da vitória do Fluminense, por 3 a 1, sobre o São Paulo, deve ser creditado a Washington. O atacante, apelidado de coração valente, não marcava há 8 jogos. E não jogou bem. Mas esteve lá no momento certo. Fez o primeiro, após Cícero subir no 3º andar. E fez também o terceiro, aos 46 minutos do segundo tempo, ao subir no 3º andar para estufar as redes de Rogério Ceni. Festa para os milhares de tricolores presentes, em êxtase. Dodô, em falha de Rogério Ceni, e Adriano anotaram os outros gols.

Dessa vez Renato Gaúcho optou corretamente por Conca. O meio-campo raçudo e técnico lidera o time. Joga tanto por ele, como por Thiago Neves, novamente apagado. O xará de Neves é o oposto. Thiago Silva tem classe. É sério e habilidoso. Possuí técnica de um camisa 10. Já merece uma chance com a amarelinha. Jogou muito. E no sacrifício. É um espanto de zagueiro. Por isso, o apelido de monstro.

O primeiro tempo foi marcado por leve superioridade tricolor. Carioca. Sempre levando perigo com o argentino Conca. A segunda etapa começou com um erro de Renato. A saída de Arouca – entrada de Dodô - deixou o time exposto, sem saída de bola – o time apelava para ligação direta com o ataque sem sucesso. Mas a sorte estava lá para ajudá-lo. Costumo acreditar que a sorte ajuda a quem merece, embora o time não tenha feito outra grande exibição. A estrela começava, então, a brilhar.

Já o São Paulo não tem a mesma eficiência de outras temporadas. Ainda é forte, tanto que chegou a dominar a partida em alguns períodos do segundo tempo – tinha a classificação nas mãos -, mas mostrou fragilidade que erar rara de ser testemunhada. Aloísio e Hernanes levaram perigo ao gol de Fernando Henrique. Mas o sistema defensivo não é tão forte como o de 2007. Joílson ainda tratou de ser expulso para facilitar um pouquinho a tarefa da equipe de Renato Gaúcho. Apesar das contratações, o time de Muricy não engrenou. Somente Adriano, que cria e conclui praticamente sozinho. Foram 10 gols em 10 jogos do São Paulo na Libertadores. O rival, Fluminense, marcou 17.

O melhor jogo do ano. Aliás, a maior batalha do ano – incluo a partida de ida. Para quem gosta de apreciar um bom futebol, além do alto índice emocional, até que a Libertadores tem sido um bom remédio. Nelson Rodrigues precisaria de ajuda para escrever mais um episódio da história tricolor.

Boca, América ou Santos nas semifinais. Aos blogueiros que sobreviveram a esta quarta-feira, dêem os seus palpites.

* O Boca Juniors era obrigado a vencer no México, onde já havia perdido para o mesmo Atlas, nesta Libertadores, por 3 a 1. Mas todos acreditavam no poder de decisão xeneize. Palácio, Riquelme, Palermo… Gente para isso não faltava. Só que em apenas 37 minutos de jogo o placar já apontava 3 a 0 para a equipe de Carlos Ischia. Palermo, avassalador – sem cobrar pênaltis -, marcou os três. Aliás, que obra prima o terceiro. Prova de fogo? O Boca passa. Mesmo com os habituais problemas.

San Lorenzo, LDU ou Fluminense nas semifinais. Aposto na segunda opção.

Com Victor Canedo

A dúvida da bola

Qua, 14/05/08
por Lédio Carmona |

15adri1.jpg
A bola pune? Pode ser que sim… Pode ser que não… Talvez… Quem sabe… Hoje ela não foi tão impiedosa. Mas mostrou ser pouco mais traiçoeira com o São Paulo. O time de Muricy Ramalho teve uma grande atuação no Morumbi – a melhor da temporada -, dominou a grande (!) partida, mas a bola (ela!) só resolveu entrar uma vez contra o Fluminense. Superior, o São Paulo venceu a mal escalada equipe de Renato Gaúcho por 1 a 0, gol de Adriano (o quinto na Libertadores) e agora vai com uma boa vantagem para o Maracanã.
Público excelente: 61.693.

Sim, a vantagem é magra, porém é boa. Os tricolores cariocas podem reverter, mas terão que jogar muito mais do que hoje, no Maracanã. E, se possível, torcer para que o adversário jogue bem menos. Aí, amigos, só depois do segundo round será possível saber quem a bola punirá. Cínica e perversa, como sempre.15dri.jpg

O resultado final de hoje deve ter deixado a bola com uma tremenda dúvida. Afinal, quem punir desta vez? O São Paulo venceu por 1 a 0, mas, no íntimo, sabe que teve futebol suficiente para ganhar de três e resolver logo a pendenga. Claro, a bola pode olhar por esse lado. Ou, quem sabe, mirar na direção de Renato Gaúcho, que hoje se esforçou para vacilar.

Muricy Ramalho hoje respeitou mais a bola. Tratada com carinho por Adriano, ótima atuação, por Dagoberto e pelos mais do que seguros Miranda, Alex Silva e Zé Luís, coadjuvados por Hernanes e Fábio Santos no meio. Muricy esperou pela escalação de Renato Gaúcho. Ao constatar que o treinador do Fluminense optou por deixar o seu meia mais eficiente nas últimas partidas no banco, tratou de contra-golpear com êxito.

15was.jpg Com Conca na reserva e o Fluminense sem saída de bola, ele tratou de escalar três zagueiros (Zé Luís foi o terceiro) para superar Washington e Dodô e pôs Fábio Santos colado em Thiago Neves, nulo. Para melhorar, o São Paulo enxergou o erro de marcação pelo lado de Gabriel, a cobertura mal feita de Ygor e jogou sempre por ali. E ali saiu o gol da vitória, no primeiro tempo, após rebote de Fernando Henrique conclusão de Adriano. Por sinal, dos minguados nove gols do São Paulo na Libertadores, o Imperador fez cinco (mais da metade).

No segundo tempo, Renato Gaúcho quis reparar o erro que ele jamais admitirá. E pôs Conca no lugar de Thiago Neves, que, claro, não gostou. O Fluminense melhorou, mas o São Paulo seguiu melhor. Como foi melhor o tempo inteiro. Mas só fez um gol. Porém, teve a sorte de não levar nenhum. O que pode lhe garantir a classificação para as semifinais até mesmo com um uma derrota de 2 a 1 ou 3 a 2, no Maracanã. Ficou melhor para o São Paulo. Mas tudo vai depender da bola. Afinal, ela pune. E não escolhe hora, endereço e, muito menos, camisa.

15boca.jpg* Em Liniers, bairro onde fica o estádio do Velez Sarsfield, o Boca Juniors saiu perdendo para o Atlas, mas virou (Palermo e Cáceres). Aí, desandou a perder gols e não matou a partida. E foi pego por uma cabeçada de Jorge Torres, aos 43 minutos do segundo tempo: 2 a 2. Mas quer saber. Eu ainda acho que o Boca se classifica. Em Guadalajara. A bola adora os argentinos de azul e amarelo.

* Amanhã, na Cidade do México, América x Santos. Sigo sem acreditar nesse time azteca. Ganhou moral após o milagre rubro-negro, mas o Santos é melhor. Dá para voltar com um empate. E sacramentar na Vila.

* San Lorenzo x LDU, no Nuevo Gasômetro. Vou torcer pelos argentinos. E eles ganharão. Por que eu vou torcer por eles? Por que são melhores. E jogam mais. Eu quero ver jogo bom.

Boca grande

Seg, 12/05/08
por Lédio Carmona |
categoria Boca Juniors

12boca.jpg

Carlos Gil

Nos últimos anos tem sido assim. Os adversários cruzam os dedos no dia do sorteio das chaves. Depois, fazem as contas, analisam a tabela e secam. Como secam. E não tem jeito. Dando espetáculo ou, o que é mais comum, bafejado pela sorte lá está o Boca Juniors nas oitavas, nas quartas, nas semis…Lá está o Boca, guloso, sempre querendo mais uma Copa. 

O rival Independiente tem o recorde de títulos da Libertadores. Sete. Não vai durar muito. Entre 2000 e 2007 foram quatro taças e um vice-campeonato do Boca, que já soma seis conquistas. E já há quem aponte os “Xeneizes” como favoritos a mais um caneco sul-americano (falando nisso, eles ainda faturaram o bi da Copa Sul-Americana em 2004 e 2005). 

Os clubes brasileiros são politraumatizados. Caíram diante dos argentinos, em diferentes momentos e competições, Palmeiras, Santos, Paysandu, Flamengo, Vasco, Corinthians, Internacional, Grêmio, Cruzeiro e por aí vai. Por que ? Porque o Boca é grande. Não no senso mais comum do que é chamar um clube de grande. Grandes são todos os que citei. O Boca é grande no pensar e no agir. Acredita nisso e faz por onde. 

museo.jpgO time foi campeão argentino de 1981 com Maradona no elenco, mas não manteve o (pseudo) torcedor por muito tempo (esse “pseudo” explico no P.S. lá embaixo). Atravessou grave crise financeira e jejum de conquistas entre os anos 80 e início dos 90. Viu o River Plate armar um esquadrão que foi tricampeão nacional e levou a Libertadores de 96. O troco foi armado com paciência e planejamento. 

Mauricio Macri é um milionário. Mas não um “millonario”. Torcedor do Boca e não do River. Com pretensões políticas que viriam a se concretizar no futuro – é prefeito de Buenos Aires atualmente – começou a investir no clube do coração. Na vida pública esteve envolvido em um escândalo de contrabando, mas nada foi provado. Tipicamente latino-americano. 

Na vida clubística, transformou a marca Boca Juniors. Ajudou a construir a imagem de gigante das Américas. O estádio foi minimamente reformado. Um museu bacana foi instalado. Bons jogadores revelados na base. Contratações feitas com critério. Macri tirou do Vélez o responsável por levar o clube mediano ao título mundial. E, com Carlos Bianchi, começou a ser montado o Boca Grande. 

O clube fechou contrato com uma grande fornecedora de material esportivo, explorou a popularidade com inteligência, fez da Bombonera, ao mesmo tempo, caldeirão e ponto turístico. As camisas azuis e amarelas se espalharam pelo continente, o nome também. 

Hoje, enfrentar o Boca é motivo de calafrios. O estádio dá medo. A torcida é exemplo do que é a tal “paixão” dos argentinos. O Riquelme é o maior craque da América do Sul. O time é favorito em qualquer campeonato que dispute. Parte disso é verdade. estoesboca.jpg

O Boca não é imbatível. O estádio é um alçapão, mas não o único. Muitas outras torcidas são tão apaixonadas quanto. O Riquelme nunca desequilibrou em uma Copa do Mundo (embora seja um craque, é inegável). O time perdeu títulos locais para Estudiantes, Newell´s Old Boys e Lanús recentemente. 

O que fica disso ? O Boca é extremamente competente em vender sua imagem. Tem um dirigente que usa o clube para seus vôos políticos mas o clube decola com ele. Todos acreditam que o Boca é Enorme. E, principalmente, o Boca acredita nisso. Quando um rival se apequena, fica mais fácil engoli-lo. E a boca engole. 

P.S.: O Independiente é o time de infância de Diego Armando Maradona. Lá pelas bandas portenhas há testemunhas. Mas ele vai negar. Ele também acredita que nasceu “bostero”.

O futebol não perdoa

Qua, 07/05/08
por Lédio Carmona |

chorojo.jpgDaqui a 50 anos lembrarão do Maracanazo de 07 de maio de 2008. Depois de vencer no jogo de ida, na Cidade do México por 4 a 2, o Flamengo entrou em campo para bater-ponto na volta contra o América. Mais importante era celebrar a despedida de Joel Santana. Não recrimino. O time mexicano é fraquíssimo. Tem um grande goleiro (Ochoa) e um centroavante inteligente (Cabanãs). Mais nada. Encaixou um contra-ataque em 90 minutos. Fez um gol. E deu dois chutes a gol que desviaram em alguém e entraram. América, o lanterna do Campeonato Mexicano, 3 x 0 Flamengo, bicampeão carioca. O futebol é sórdido, cruel e só é tão bom por ser tão divinamente incoerente. O pior passou. O melhor parou. E porque? Aí virão os oráculos com suas teses.

laaficicion.jpga) O Flamengo rebolou

b) O Flamengo não respeitou o Flamengo

c) A culpa é da homenagem a Joel.

d) A imprensa é arrogante.

e) O Flamengo jogou para o ataque (se jogasse atrás, seria escurraçado do mesmo jeito).

f) Peru não morre de véspera.

g) Quem matou a bola?choro2.jpg

Comentei o jogo no SporTV. E, como disse um dos oráculos aqui embaixo, lembrei antes do jogo que o América é fraco, envelhecido e não assusta ninguém. E repito: é tudo isso mesmo. O Flamengo perdeu para ele mesmo. E perdeu porque jogou mal. Porque foi mal escalado. Porque errou demais. Porque se fartou de perder gols. E porque os mexicanos estavam com uma estrela tão iluminada quanto a de Obina nos últimos tempos.

Até os 20 primeiros minutos, o Flamengo mandava. Souza falhava muito. A torcida xingava. Até que Salvador Cabañas chutou duas vezes. A bola acabou batendo no ombro de Jaílton (péssimo!) e matando Bruno. Aos 38 minutos, o ÚNICO contra-ataque dos mexicanos no jogo. Silva para Esqueda. Onde estava Jaílton? Toró? Ronaldo Angelim? E Leonardo, fraquíssimo, escolhido por Joel Santana para substituir Fábio Luciano, machucado. Errou tudo. E falhou também Papai Joel. O meio de campo do Flamengo não pode prescindir de Cristian. Hoje ele sentou no banco. Deu no que deu.

choro1.jpgNo segundo tempo, Joel pôs Obina, Diego Tardelli e Renato Augusto. Sacou Souza, vaiado e em rota de colisão com os torcedores, Kleberson e Jaílton. Teve chances. Não fez. Mas já jogava ainda pior do que no primeiro tempo. Mas, assim mesmo, não tomava um contra-ataque. Porém, como eu alertei na transmissão, exagerava nas faltas próximas à área. Principalmente com Toró e Jaílton. Era a única chance de o América fazer mais um gol e se classificar. E fez. Cobrança mal feita de Cabanas. A bola bate no braço de Obina e entra. Incrível.

O Flamengo foi eliminado da Libertadores. Com a classificação na mão. E pelo lanterna do Campeonato Mexicano, com treinador interino. Um mico histórico. E que jamais terá uma explicação plausível. Ou melhor, terá. Mas jamais saberemos. Cada um terá a sua. O futebol é perverso. Aí está a graça. Caio Junior já entrou no caldeirão de 1000 graus. E o Flamengo que tente colar os seus cacos. E que tenha fair-play para suportar tantas piadas e provocações quanto às que virão por aí. O torcedor rival não perdoa.

7 de maio de 2008, o dia da derrota (e do mico) sem resposta exata.

Eles chegaram de novo

*O Cruzeiro foi guerreiro, mas deixou o Boca Juniors gostar do jogo. E como de costume, os argentinos mataram o jogo na hora certa. A Raposa desceu para os vestiários de um Mineirão lotado – 61 mil pagantes - já com um revés nada agradável – 2 a 0. Gols da dupla endiabrada, Palácio – Fabrício errou feio no lance - e Palermo. Aí está o perigo do resultado do jogo de ida. Precisava, então, fazer 4 gols para passar de fase.

A equipe Adílson Batista voltou do intervalo com outra postura – Apodi e Marcinho deram mais opções ofensivas ao time. Ao Boca, virtualmente classificado, cabia apenas se defender. Até os 30 minutos este foi o panorama da partida. Wagner, com um belo voleio, diminuiu. Marcelo Moreno, após bela jogada do meia canhoto, acertou a trave. O Cruzeiro ainda criou outras chances – finalizou mais de 13 vezes na segunda etapa -, mas para eliminar o Boca Jrs é necessário mais do que isso. Ramires ainda foi expulso. A torcida reconheceu. Não vaiou. Afinal, o ano não acabou. Nas quartas-de-final, os xeneizes enfrentarão o Atlas, mesmo adversário da fase de grupos. Não preciso nem dizer quem é o favorito.

A vitória do pragmatismo

adri.jpgO São Paulo avança. Sem alarde. Sem barulho. Sem brilho. Mas vai em frente. Hoje, no Morumbi, com pouco mais de 42 mil torcedores, enfrentou um time guerreiro. Chato. Brigador. Esse Nacional é da escola uruguaia pura. Duro vencê-lo. E o São Paulo conseguiu. Na marra: um gol de Adriano, aos 37 minutos; e outro, em grande estilo, de Dagoberto, aos 43 do segundo tempo. E lá vai o São Paulo de Muricy Ramalho. No caminho do Fluminense nas quartas-de-final. Confronto sem favoritos. Sem previsão. Dois jogaços à vista.

O São Paulo sabe ser pragmático. Como mostrou a Folha de São Paulo de hoje, ganhar um mata-mata dos tricolores em casa, numa Libertadores, é dificílimo. Desde 1994, ninguém consegue. Hoje o time superou ausência de seu jogador mais criativo, Jorge Wagner, e teve uma vitória guerreira. Sem brilho. Mas forte, firme e determinada. Coisas que fazem falta numa Libertadores. E isso o São Paulo tem sobra. Como o Boca. Na competição, isso faz uma diferença danada.

* Lembro ainda que todos aqueles que não fizeram o cadastro para o Troféu Gato-Mestre, que o façam no post lá debaixo, além de já poderem postar os pitacos da rodada.


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