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Copa Sono-Americana

Qui, 14/08/08
por Lédio Carmona |

Placar animador; Jogo sonolento. Sem a menor vontade, o misto frio do Botafogo derrotou os titulares do Atlético Mineiro, por 3 a 1, de virada, no Engenhão (10.181 pagantes). Carlos Alberto, em dois belos gols, e o jovem Eduardo - após bom passe de Lucas Silva - marcaram para o alvinegro carioca. Marques abriu o placar do jogo, mas o Galo ainda sofre. E virou mesmo freguês do Botafogo: não vence há 12 jogos.

Após mais um jogo desinteressante - refletido na atitude de alguns times -, cabem as perguntas: os clubes brasileiros querem mesmo vencer a Copa Sul Americana? Ou estão nadando no dinheiro para dispensá-la?

Colaborou Victor Canedo

Eles não aprendem

Ter, 12/08/08
por Lédio Carmona |

Confesso que não consigo entender. A Copa Sul-Americana oferece 75 mil dólares por jogo aos seus participantes. O campeão, além das cotas, ganha mais 1 milhão de dólares. E o que faz a maioria dos nossos clubes, amparada por seus iluminados cartolas? Desdenha do evento e enche de reservas suas equipes.Começa hoje para os brasileiros. Na Arena da Baixada, titulares do Atlético Paranaense contra um misto do São Paulo.

Amanhã, em Porto Alegre, reservas do Grêmio contra o principal do Internacional.

Botafogo e Atlético Mineiro devem usar o que têm de melhor, descontados os desfalques, amanhã, no Engenhão.

E o Vasco, o Super-Vasco, aquela máquina cheia de craques, vai com reservas (!?!?!?) contra o Palmeiras, em São Januário.

Se o time principal já é ruim, imagine o que será reserva!

Se o Vasco tem uma fagulha de chance de ganhar algo em 2008 seria a Sul-Americana. Pelo jeito, dirigentes e comissão técnica não entenderam isso.

Confesso que não entendo a lógica desse pessoal.

Aí, quando chegarmos em dezembro, e com cara triste observamos festa de argentinos ou mexicanos, todos com os bolsos cheios, faremos cara de arrependimento.

Não tem jeito. Todo ano é a mesma ladainha.

Meio caminho andado

Sáb, 09/08/08
por Lédio Carmona |

Não há melhor forma para terminar um turno de Campeonato Brasileiro. Líder isolado (41 pontos), melhor ataque (35 gols marcados), melhor defesa (12 gols sofridos), mais vitórias (12), menos derrotas (duas, a última na 9ª rodada) e há quatro jogos sem sofrer um gol sequer. Este é o Grêmio, muito bem na fita para levantar o caneco em dezembro. E que neste sábado deu mais um gigante passo. Vamos aos jogos:

* O resultado de 4 a 0 normalmente sugere um atropelamento. Não foi o que ocorreu no Mineirão. Mas na base da competência, o Grêmio novamente chegou lá. Defende-se como ninguém no campeonato. E dá o bote na hora certa. Como no gol de William Magrão, aos 35 do primeiro tempo. Que tendeu levemente ao Atlético. Embora Victor quase não tenha trabalhado - a trave ajudou em chute de Petkovic. Placar necessário para a equipe de Celso Roth usar mais ainda sua principal arma: o contra-ataque. Perea sofreu pênalti. Tcheco cobrou e fez 2 a 0. O Galo, então, sucumbia diante do desespero. Reinaldo, assim como em Florianópolis, aproveitou e deixou mais dois - na ocasião marcou três vindo do banco. Enquanto o ótimo Victor tratou de se consagrar - melhor goleiro do primeiro turno. Goleada de gente grande sobre quem já foi um dia. Infelizmente, o Atlético ficará satisfeito se fizer figuração na competição. Apesar da melhora com Marcelo Oliveira, a briga, como de hábito, é para escapar da segundona. Não há presente pior para uma instituição centenária - e de muito respeito - como o Clube Atlético Mineiro.

* A crise na Gávea já tomava proporções maiores e inesperadas. O longo jejum - sete jogos sem vitória - incomodava. E não havia melhor adversário para o Flamengo pôr um fim: o Atlético Paranaense, no Maracanã (14.257 pagantes). Mas o rubro-negro precisava de um herói, digamos alternativo. Diante de tantos desfalques, acabou sendo fácil encontrá-lo. Jaílton, o vilão da torcida de outrora, certamente fez o gol mais importante de sua carreira - grata colaboração de Galatto. O magro 1 a 0 - que para o torcedor rubro-negro é um placar gigante - é mais do que suficiente para a tranqüilidade voltar aos comandados de Caio Júnior. O Flamengo continua a dois pontos do G4, muito embora careça de reforços - para o ataque, e, principalmente, o meio-campo. Ou até mesmo um lateral-esquerdo se Juan for atuar como armador. Já o Atlético Paranaense, que de Furacão nada tem, muito provavelmente voltará à ingrata zona de rebaixamento. Futebolzinho feio e nada eficiente. Ao menos se constata a cada rodada que o problema não vem do banco de reservas. Vive acima disso.

* Partida movimentadíssima no Morumbi. O São Paulo jogou para o gasto e venceu o Goiás, por 2 a 1. Talvez a trave de Paulo Baier, já no fim, não fosse esperada, mas o Tricolor Paulista desandou a desperdiçar chances de gol. Dagoberto, inclusive, chegou a marcar, mas o gol foi corretamente anulado - André Lima participou do lance. Bolas na rede, de fato, foram três; Zé Luís e Rodrigo - que petardo! - para o time de Muricy, e Iarley - sempre ele -, de pênalti, para o alviverde goiano. Aliás, penalidade pra lá de discutível - ao menos em nada influenciou. O São Paulo continua em busca de uma regularidade, mas a vaga no G4 está assegurada até o início do returno. Enquanto o Goiás, de Hélio dos Anjos, sofre do sobe-e-desce. E hoje, quando joga fora de casa, a tendência é cair. Embora tenha material necessário - precisa ser bem trabalhado - para escapar da temida segunda divisão.

Colaborou Victor Canedo

Jogo dos contrastes

Qua, 06/08/08
por Lédio Carmona |

Quarta-feira nada agradável para Santos, Vasco e Flamengo. Crises, lesões e ao menos duas quedas de técnicos – Antonio Lopes e Cuca; Pintado na corda bamba – marcaram a última noite. Que também teve gente sorrindo. Casos de Grêmio, Fluminense e Atlético Mineiro. Os empates estão cada vez mais escassos. Nada mais natural que o jogo dos contrastes entre em cena no Brasileirão. Vamos aos jogos:

*Pobre torcedor do Vasco. Sofre em busca de dias melhores. Pede mudanças. Quer time. E, em compensação, ganha uma defesa com Anderson (quem indicou?), Jorge Luis e Vitor; e um inacreditável meio de campo, com Marquinho, Rodrigo Antonio e Madson. Feliz torcedor do Coritiba. O time é bom, bem treinado, tem padrão tático, bons apoiadores, como Carlinhos Paraíba e Alê, e um atacante excelente, chamado Keirrison, autor do segundo gol na vitória por 2 a 0, em São Januário (6.657 pagantes). João Henrique marcou o primeiro.

Pobre torcedor do Vasco. Amarga as escalações erradas de Antonio Lopes, não entende como Alex Teixeira pode ser reserva de Marquinho. E talvez, a partir daí, entenda melhor como seu time perdeu 9 jogos em 18 disputados e está perto da zona do rebaixamento. Entrar nela é questão de tempo. Feliz torcedor do Coritiba. Com a terceira vitória seguida fora de casa (Náutico, Santos e Vasco), o time chegou aos 29 pontos e, além de provar ser o melhor do Paraná, está muito perto do G4. Feliz torcedor do Vasco, que comemora a saída de Antônio Lopes. O elenco, como de conhecimento geral, é fraco. Não possibilita muitas pretensões, no máximo um meio de tabela. Mas não havia mais espaço para erros do ex-técnico vascaíno. Resta saber o substituto - Tita é um dos mais cotados. Trabalho, certamente, ele terá.

* 14 jogos: 3 vitórias, 4 empates e 7 derrotas. Este terrível retrospecto é referente à passagem de Cuca no Santos. Hoje, após mais uma decepção, o treinador não resistiu no cargo. Decepção que tem significado inverso para o Atlético Mineiro. Com gols de Jael, Márcio Araújo e Rafael Aguiar, o Galo virou para cima do Santos - Kleber Pereira e Vinicius (contra) -, por 3 a 2, em plena Vila Belmiro (6.657 torcedores). E não só conquistou sua primeira vitória fora de casa, como se distanciou da temida zona de rebaixamento. Um alento à equipe do efetivado Marcelo Oliveira.

O mesmo não vale para o alvinegro praiano, que há uma semana ameaçava uma tímida reação. Mas as duas derrotas seguidas em casa expuseram – novamente - as fraquezas do elenco santista, estacionado nos 17 pontos. A zaga, mesmo com a chegada de Fabiano Eller, continua fraquíssima – vide terceiro gol do Atlético. O ataque continua a perder gols. E, Kleber, destaque das boas campanhas de 2006 e 2007, é o símbolo da desilusão. Seja no meio-campo ou na lateral. Fala-se em Gallo como solução. Enquanto isso, rios de dinheiro são desperdiçados em jogadores inúteis no elenco. Só não pergunte sobre reforços aos vândalos que se dizem torcedores. O estrago pode ainda ser maior.

* O empate no Serra Dourada (39.200 pagantes) já não agradava o Flamengo, abalado com os recentes acontecimentos. Mas a fase é tão ruim que o Goiás encontrou o gol da vitória com Iarley, aos 46 minutos da segunda etapa. Gol que só agrava a crise rubro-negra. Já são sete jogos sem vitória, e no próximo sábado terá de enfrentar o Atlético Paranaense com oito desfalques. Ao menos Juan, um dos únicos lúcidos do time ao lado de Airton, jogará. Ontem, o lateral não só sofreu o pênalti – bem cobrado pelo apagado Léo Moura -, como participou das principais chances de perigo do Flamengo. Mas a zaga já havia falhado no primeiro gol de Iarley – idêntico ao de Guilherme no último domingo – e erraria no segundo. A equipe de Caio Júnior ainda encontrou a trave em duas oportunidades – Jaílton e Henrique (contra) -, mas não resistiu à pressão.

O rubro-negro vive, de longe, o pior momento em sua fase recente. Só não se sabe até quando a bruxa – ou bruxos que soltam bombas – irão rondar a Gávea. Acreditem, há como ficar pior. Embora eu não acredite que a diretoria irá ficar de mãos atadas. Já o instável Goiás aproveita o fator casa. Até agora, suficiente para deixá-lo afastado da zona de rebaixamento.

* Esperava-se mais do líder diante do lanterna, em casa. O Grêmio esteve longe de mostrar o bom futebol de outrora, foi pressionado durante parte do jogo, mas conquistou mais três importantíssimos pontos na luta pelo simbólico título do primeiro turno. Perea – a dúvida fica se Marcel tocou na bola, caracterizando o impedimento -, logo aos três minutos, marcou o único gol da partida. O Ipatinga parecia não se importar. Por incrível que pareça, impôs o seu ritmo e por pouco não empatou – Victor, assim como no domingo passado, fez grande defesa. A equipe de Celso Roth acordou na segunda etapa. As entradas de Souza e Felipe Mattione – que gol perdido! - melhoraram consideravelmente o Grêmio, mas o magro resultado satisfez os 28.137 pagantes no Olímpico. Bom para o Tricolor Gaúcho, ainda soberano na liderança – oito pontos à frente do quarto colocado. Já o Tigre, apesar da melhora dentro de campo, perdeu como (quase) sempre. E permanece com os míseros 13 pontos, ostentando a lanterna. Como é difícil imaginar o Ipatinga na Série A em 2009…

* Renato Gaúcho abdicou dos três volantes. Não mais improvisou na lateral. E com Washington novamente inspirado, o Fluminense repetiu o placar do duelo das quartas-de-final da Libertadores: 3 a 1, no mesmo Maracanã (8.515 pagantes). Hugo abriu o placar no início de uma movimentada segunda etapa. Já o primeiro tempo só foi notado quando a torcida tricolor protestou – pacificamente, diga-se – ao adentrar a arquibancada carregando caixões e cruzes. O resultado, até certo ponto surpreendente, tem lá suas justificativas. Muricy errou tanto na escalação como nas substituições – o lateral-direito Éder cometeu pênalti prá lá de infantil. Jean, que teve boa atuação diante do Vasco, só foi entrar na segunda etapa. Richarlyson continua errando e muito. E o hoje acomodado São Paulo pode deixar o G4 caso o Vitória empate com o Palmeiras, no Palestra Itália. Enquanto o por ora ofensivo Fluminense vê uma luz no fim do túnel – acesa pela lanterna do Ipatinga, rival de domingo.

* Sobrevida ao Atlético Paranaense. No duelo dos desesperados, o Furacão derrotou o Náutico, por 2 a 0 – um em cada tempo -, na Arena da Baixada (12.142 pagantes). Rafael Moura – pasmem! – e Danilo anotaram. Maurinho – aquele mesmo – ainda foi expulso no Timbu. Enquanto um novo técnico não é anunciado, o interino Tico tem de se virar com o que tem. A sorte foi ter enfrentado uma equipe tão desqualificada quanto o rubro-negro da baixada. Ambos não me convencem. E Pintado já balança no cargo. Nunca é demais ressaltar o erro da direção alvirrubra ao demitir Leandro Machado – na época, o Náutico disputava uma vaga no G4. Hoje, ocupa a primeira vaga da zona de rebaixamento. Erros que não são perdoados.

* O Sport apenas exerceu o mando de campo para vencer a abatida Portuguesa, na Ilha do Retiro. Resultado até previsível. A Lusa já acumula sete derrotas fora de casa, enquanto o Leão alcançou o sexto triunfo como mandante. Roger e Bruno Rodrigo (contra) marcaram em cada tempo. Inúmeras chances desperdiçadas. Sérgio ainda defendeu pênalti de Luciano Henrique. Pouco para a equipe de Valdir Espinosa, que, sem Diogo, não aspira confiança alguma – e vai brigar contra o rebaixamento. No tamanho para o time de Nelsinho, na oitava colocação – e já na Libertadores de 2009.

Colaborou Victor Canedo

Azul de tricolor

Qui, 31/07/08
por Lédio Carmona |

Não me surpreendi com mais um resultado positivo do time de Celso Roth. Enquanto outros pensam em reforços, o Tricolor Gaúcho acumula pontos. A liderança é mais do que merecida. E com um quê de preto e branco somado ao azul da quarta-feira. Mas a quinta-feira não foi só agitada no Couto Pereira – e na tabela. Vamos aos jogos:

* O Grêmio tinha pela frente um adversário ainda invicto em seus domínios. O Coritiba já havia vencido Palmeiras e Flamengo – e empatado com o Cruzeiro - no Couto Pereira. Mas o gol de Marcel, no início da segunda etapa, de cabeça, e uma defesa quase intransponível garantiram mais três pontos ao Tricolor Gaúcho. Tanto que o muito bom Victor sequer trabalhou - Hugo e Keirrison jogaram para fora as chances de um resultado positivo. Méritos do ótimo sistema defensivo da equipe de Celso Roth – apenas 12 gols sofridos. E, claro, de um time que sabe vencer também fora de casa – possuí quatro vitórias longe do Olímpico, uma a mais que Ipatinga e Fluminense no geral. O Coxa, no entanto, desperdiçou a oportunidade de encostar no G4. Dorival Júnior tem qualidade em mãos, mas o meio da tabela parece ser inevitável tamanha a quantidade de times equilibrados.

* A tensão que pairava em São Januário e a péssima situação na tabela talvez não permitissem acreditar em uma noite tão boa – dentro de campo, diga-se – para o Vasco. O Atlético Mineiro, no entanto, até começou melhor. Levou o primeiro, de Edmundo, mas empatou em seguida, com Jael. A partir daí a equipe de Antonio Lopes – que sobrevive no comando vascaíno – cresceu nos erros do Galo. Eduardo Luiz e Mádson – belíssimo gol – ampliaram. Em dezessete minutos de segundo tempo já vencia pelo humilhante placar de 6 a 1 - Wagner Diniz, duas vezes, e Leandro Amaral. Aliás, melhores em campo ao lado de Edmundo. Resultado expressivo, mas longe de empolgar. Até porque o elenco vascaíno não permite tal aventura. Assim como o Atlético, o time é fraco. E as defesas juntas somam 58 gols sofridos. Não há Gallo que resista. O treinador é mais um ter seu nome na ingrata lista que assombra os técnicos. Muito embora Marcelo Oliveira dê conta do recado sempre que assume a função de bombeiro. Fato que foi encoberto pela grande polêmica da noite: Edmundo. Novamente.

O atacante vascaíno, que já havia reclamado de Antonio Lopes pela substituição, disparou contra Leandro Bomfim e Jean, acusando-os de terem pedido para não entrar em campo, assim como Morais, no dia anterior. Ambos declararam ao SportvNews – aliás, jornalismo de primeira linha – não estarem em condições de jogo. E me convenceram. E você, torcedor vascaíno, está do lado de quem?

* Seria até normal um relaxamento do Sport após o título da Copa do Brasil. Mas o rubro-negro joga com a torcida. E sobe na tabela. Ontem, depois de um primeiro tempo em dificuldades, o Leão deslanchou na segunda etapa, na Ilha do Retiro (23.086 pagantes) Carlinhos Bala, Luciano Henrique – de pênalti – e Ciro – jovem promessa - marcaram na vitória de 3 a 1 sobre o Ipatinga. Beto ainda descontou quando o placar apontava 2 a 1. Nada que assustasse de fato a equipe de Nelsinho Baptista, líder na maratona de julho. Foram 16 pontos em oito jogos. A atual sétima colocação é algo natural. Já o Tigre está solitário na lanterna, com 15 pontos. Ainda que não tenha o pior ataque e defesa da competição, são remotas as chances de um milagre.

Colaborou Victor Canedo

Faltou inspiração

Dom, 27/07/08
por Lédio Carmona |

A 15ª rodada até que não deixou a desejar – foram 28 gols em 10 partidas, um pouco acima da média atual de 2,66 -, mas os dois grandes jogos da rodada – ao menos na teoria - decepcionaram. Grêmio e Palmeiras até podem pôr a culpa na chuva que castigou severamente o Olímpico, mas não há explicações para tantos gols perdidos no clássico carioca. Uma pena que a bola não tenha balançado as redes no Maracanã. Ou mais ainda em Porto Alegre. Embora o Campeonato Brasileiro continue equilibradíssimo. E com qualidade até surpreendente. Vamos às partidas:

* Pressão. Tensão. E nada de gol. Flamengo e Botafogo fizeram um clássico de tempos distintos no Maracanã (35.915 pagantes). O primeiro teve domínio rubro-negro. Já a segunda etapa foi praticamente absoluta alvinegra. Em comum as inúmeras chances desperdiçadas ou salvas pelas respectivas defesas. Íbson, Maxi, Obina, Cristian, Éder, Wellington Paulista, Jorge Henrique, Carlos Alberto, Lúcio Flávio, Diguinho… Personagens para heróis não faltaram. O problema já é de conhecimento geral. Logo o gol, êxtase do futebol, impedido por quem deveria fazê-lo. A equipe de Caio Júnior carece de reforços no sistema ofensivo com certa urgência – não duvido que contrate bons jogadores, embora o tempo seja precioso. Não vence há quatro jogos pela tamanha dificuldade de marcar gols. Mas a campanha ainda é muito satisfatória – encontra-se apenas um ponto atrás do líder Grêmio. Já o Botafogo de Ney Franco, apesar da 11ª colocação, dá sinais de melhora a cada rodada. E é candidato a uma boa campanha no segundo turno.

* Tempo ruim refletido no campo alagado do Olímpico (34.062 pagantes). Não sou rígido a ponto de cobrar um grande espetáculo com as situações mais que adversas, mas Grêmio e Palmeiras empataram em 1 a 1 sem muita empolgação. Destaque para o jovem Felipe Mattione, válvula de escape da equipe de Celso Roth durante boa parte do jogo. Foi dele a melhor chance do Tricolor Gaúcho na primeira etapa, ao cabecear na trave. Perea também carimbou a baliza de Marcos. O time de Vanderlei Luxemburgo pouco ameaçou Victor – finalizou para fora as melhores oportunidades. O Grêmio voltou melhor na segunda etapa, mas foi o Palmeiras quem marcou. Alex Mineiro, de pênalti, deixou o seu 10º na competição – artilheiro ao lado de Kleber Pereira. Ânderson Pico não tardou a igualar. E foi só. Resultado que manteve o Tricolor na liderança, com 29, mas afastou o alviverde do G4. Muito embora o empate de hoje deva ser comemorado.

* Fiquei surpreso ao tomar conhecimento do gol do bom Edno, da Portuguesa, aos 3 minutos do segundo tempo – depois de vaias na primeira etapa -, no Morumbi (12.373 pagantes). Sem Diogo, a Portuguesa não deveria ser tão resistente para a equipe de Muricy Ramalho. Mas a zaga são-paulina voltou a falhar. Coube ao trio Hugo-Dagoberto-Éder Luís garantir mais uma vitória para o Tricolor Paulista - maior destaque ao segundo, que além do seu, deu o passe para o do primeiro. E o São Paulo já colou no Vitória – possuí os mesmos 26 pontos do rubro-negro, mas perde no critério de desempate. A Lusa, no entanto, tem qualidade para se livrar da segunda divisão. E faz um jogo de seis pontos na próxima quarta-feira, diante do Fluminense, no Canindé.

* Esperança para o santista. Com autoridade e atuação irrepreensível do garoto Maikon Leite, que sofreu três penâltis e fez a jogada de mais um gol, o Santos massacrou o Vasco por 5 a 2, na Vila Belmiro (10.738 pagantes). Cuca começa a dar jeito ao time. Claro, não dá para ser campeão. Nem para brigar por vaga na Libertadores. Mas dá para sair do sufoco e da zona do rebaixamento, até com certo conforto. O jogo foi resolvido no primeiro tempo. A defesa do Vasco conseguiu ser enganada após arremesso lateral de Kléber. Molina fez 1 a 0. Depois, três pênaltis bobos - falhas de Byro, Edu e Rodrigo Antônio e três gols de Kleber Pereira, agora artilheiro do Campeonato Brasileiro, ao lado de Alex Mineiro, com 10 gols. Para piorar, Thiago foi expulso no lance da terceira penalidade. Assim foi o primeiro tempo: 4 a 1 - Leandro Amaral chegou a descontar, quando o Peixe vencia por 2 a 0.

No segundo, o Santos só administrou e o Vasco até melhorou. Mas sem conseguir assustar, ainda mais com 10. Com um arremedo de time, só conseguiu descontar com um gol sem querer de Madson, após cobrança de falta mal feita, desviada na barriga de Domingo. E, no fim, Maikon Leite passeou de novo e só passou para Molina encher o pé: 5 a 2. Placar que deixa claro o vazio de esperanças para os vascaínos, cada vez mais ensandecidos com a proximidade da zona do rebaixamento. E que deixa os santistas certos de que dias melhores virão. Mas, com todo respeito, também não dá para ter sonhos muito ousados. Apesar da audácia de Maikon leite e da regularidade do ótimo Kleber Pereira.

* O Atlético Mineiro afastou as preocupações após a goleada sofrida no meio de semana. Vitória importantíssima diante do Vitória, no Mineirão (7.099 pagantes), palco ainda invicto para o Galo contra times de fora do estado (só perdeu para o Cruzeiro) – quatro vitórias e três empates. Petkovic, novamente, fez a diferença. O meio campista originou as jogadas dos gols de Marques e Gedeon. Mas o sérvio cansou. E o Vitória cresceu. Porém, só coube o gol curioso de Rodrigão. A equipe de Vagner Mancini permanece no G4, embora a sombra de São Paulo e Palmeiras comece a incomodar. Já o Galo, apesar do elenco limitado, mostrou poder de recuperação. E terá jogo-chave diante do Vasco, em São Januário, na próxima quinta-feira.

* Grande vitória do Sport sobre o Goiás (2×1), no Serra Dourada (6.665 pagantes) – a primeira fora de Recife do rubro-negro no campeonato. O Leão, que parecia desanimado, conquistou o segundo triunfo consecutivo, e já ocupa a 9ª colocação. Júnior Maranhão e Durval – sempre ele – marcaram. Vítor, num petardo, anotou para o alviverde. Que poderia até ter mantido a boa seqüência de resultados, mas a frente com Iarley, Romerito e Alex Terra não funcionou. E deixa o Goiás ainda em alerta. No mais, olho em Moacir, apoiador que fez sua estréia pelo Sport – era destaque do Central. Pareceu-me bom jogador.

* 17.528 torcedores provavelmente se arrependeram de terem pagado o caro ingresso da Arena da Baixada neste domingo. O modorrento empate em 0 a 0 desagradou tanto ao Atlético Paranaense quanto ao Figueirense. O rubro-negro, apesar do empate, subiu duas posições na tabela – 13º, com 17 pontos. Mas esbarrou na total falta de competência de criação. E já há quem peça a cabeça de Roberto Fernandes – a torcida gritou por Geninho. Já o Figueirense, que pouco assustou, manteve-se entre os 10 primeiros, mas encara a pedreira São Paulo na próxima rodada, em casa.

Colaborou Victor Canedo

Fim da sombra e água fresca

Dom, 20/07/08
por Lédio Carmona |

A rodada de domingo teve uma única surpresa. O Vitória já é uma realidade, mas o triunfo diante do líder Flamengo, no Maracanã, surpreendeu. E deixou o Campeonato Brasileiro mais emocionante do que nunca. Aliás, antes que venham com pedradas, não torço contra o Flamengo. E sim a favor do campeonato. Na absoluta imparcialidade. De resto, tudo rigorosamente dentro do script. Públicos razoáveis – exceção feita aos mais de 40 mil no Maracanã -, média de gols razoável – 2,8 gols por jogo -, e muitos jogos ruins pela 13ª rodada. Destaque também para as vitórias dos seis últimos colocados – o que só embola a competição. Vamos às partidas.

* Se na última quinta o Flamengo não merecia a derrota, pagou o preço neste domingo. Apático como há muito não se via, sofreu o segundo revés seguido, para 41.827 pagantes no Maracanã. Claro, o Vitória tem os seus méritos. Muitos, eu diria. Mas os desfalques no rubro-negro carioca expuseram as deficiências até então não comentadas. A começar pelo ataque. Marcinho não fará falta, disseram alguns. Como, se era o artilheiro do time no ano com 17 gols? O segundo, Obina, tem 10. Fominha ou não, deixa o rubro-negro à mercê de Souza, Tardelli – que teve um gol mal anulado, por sinal -, Éder e afins. Além da ausência de Juan, simplesmente o faz tudo na equipe de Caio Júnior. Que hoje mexeu mal. Preteriu Maxi e Obina à Éder e Erick Flores. O rubro-negro baiano, que de bobo não tem nada, aproveitou os espaços e abriu o placar com a dupla Marquinhos-Dinei. Passe do primeiro para a conclusão do segundo. E Vagner Mancini saiu do Maracanã com a quarta colocação na bagagem. Aos flamenguistas: nada está perdido. Assim como há duas rodadas era favorito incontestável, pode mudar o atual panorama rapidamente. A liderança está mantida. Embora precise contratar. A bruxa anda solta. E a maratona de jogos está só começando.

* O São Paulo não jogou bem como na última quarta-feira. Mas manteve a boa fase de resultados ao conquistar a terceira vitória seguida, diante do ajustado Botafogo, no Morumbi (17.598 pagantes). O Tricolor Paulista até começou bem, mas em pouco tempo o alvinegro igualou as ações. O velho problema de fazer gols, porém, continuou a atormentar Ney Franco. Destaque para os gols perdidos por Jorge Henrique no segundo tempo. Rogério Ceni marcou seu primeiro gol no campeonato, em penalidade sofrida por Alex Cazumba. Carlos Alberto até empatou, mas Dagoberto, no último minuto, deixou o São Paulo de Muricy Ramalho em ótimas condições no campeonato, com 23 pontos. Ainda que perca Alex Silva e Hernanes por um bom tempo. Embora fora do G4, a distância para o líder Flamengo é de apenas três pontos. Já o alvinegro mostrou evoluir sob comando de Ney Franco. O Campeonato Brasileiro está longe de ter algo definido.

* Alguém se surpreendeu com a sexta derrota do Vasco no Campeonato Brasileiro? Nem eu. O time é limitado e só tem o mérito, obrigação, diga-se de passagem, de correr e lutar. Mas isso não é tudo. Um bom meio de campo, uma defesa segura e um treinador com o time nas mãos ajudariam. O Vasco não tem isso. E já perdeu o primeiro tempo para o Atlético Paranaense, na Arena da Baixada (17.806 pagantes), por 2 a 0, gols de Joãozinho e Marcio Azevedo. Alex Teixeira e Morais entraram – incrível terem começado no banco – e o time melhorou. Descontou com Allan Kardec e quase empata, com Leandro Amaral (péssima fase) perdendo pênalti. No crepúsculo, como diziam antigamente, gol de Anderson Aquino, 3 a 1 e fim de papo. O Vasco, cheio de limitações, está mais perto da zona do rebaixamento do que de qualquer outro sonho. E o Atlético, mesmo com a vitória, não empolga nem convence ninguém com o mínimo de serenidade. Resta saber agora se Antonio Lopes resistirá a tanta pressão para sua queda na colina. Mas está claro que a nova diretoria precisa fazer algo para chacoalhar o grupo. Não sei se mudar treinador resolve, só não dá para achar normal perder seis partidas em 13 disputadas. Não faz parte do tamanho do Vasco.

* O melhor jogo aconteceu no Serra Dourada (17.316 pagantes). Cheio de gols, mas com uma razão óbvia. Havia cinco zagueiros em campo. Nenhum deles funcionou. Gladstone (fraco!) e Jeci eram os dois do Palmeiras. E, com cara de paisagem, observaram Alex Terra e Paulo Henrique cabecearem sem nenhuma marcação, na cara de Marcos. Aos 11 e 21 min do primeiro tempo o Goiás abria 2 a 0. Aos poucos, depois do susto, o Palmeiras se viu obrigado a sair para o jogo. E aí foi a vez de o trio da retaguarda goiana fazer água. Ernando, Paulo Henrique e Henrique até que não tiveram culpa no primeiro gol verde limão, marcado por Alex Mineiro, artilheiro do Brasileirão com oito gols, após belo passe de Leo Lima. Quatro minutos depois, todos olharam Jeci subir para cabecear. 2 a 2 e fim do primeiro tempo.

Um novo erro de posicionamento da defesa do Palmeiras permitiu aos Alex Terra fizesse 3 a 2 no segundo tempo. E aí, os paulistas não tiveram serenidade, muito menos paciência, para chegar ao empate. E, dessa maneira, o time de Vanderlei Luxemburgo, que um dia foi favorito ao titulo perde sua quarta partida e deixou o G4. Enquanto isso, o Goiás chegou a sair da zona de rebaixamento. Apenas por duas horas. Enfim, o que fica mesmo, após esse jogo cheio de gols e repleto de erros no Serra Dourada, é que o verde anda mais do que desbotado nesse Campeonato Brasileiro.

* Na Vila Belmiro (13.918 pagantes), outra partida com vontade e erros de sobra. E, finalmente, o Santos venceu com Cuca. Após oito jogos, com quatro empates e quatro derrotas, o treinador viu sua equipe ganhar do Sport por 1 a 0, gol de Kleber Pereira, de pênalti. Placar pálido como o jogo, marcado por muita correria, poucas chances e muitos lances brutos. Fabiano Eller melhorou a saída de bola do Santos. Cuevas tem potencial, mas ainda esta fora de forma. E Kleber precisa ser meio de campo, posição na qual jogou hoje. O Sport segue sem ataque, com Carlinhos Bala abusando do direito de perder gols e me atrapalhar no Cartola FC. Na verdade, os dois ataques são fraquíssimos. E os números provam. O Peixe só fez 10 e tem o pior da competição. O Leão marcou apenas 12 em 13 jogos. Uma lastima. Enfim, o Santos segue na zona do rebaixamento. Subiu da ultima para a penúltima posição. E o Sport, ainda de ressaca da Copa do Brasil, é o 14º colocado.

 

* A noite era de protestos no Mineirão. Tanto que boa parte ficou de fora do estádio enquanto apenas 6.569 torcedores acompanharam a ótima – e surpreendente – virada do Atlético Mineiro sobre o Coritiba, por 3 a 2. Em 20 minutos, Keirrison e César Prates, contra, já deixavam o Coxa em grande vantagem. Mas Petkovic tratou de reanimar o Galo. Não só deu o passe para o primeiro como sofreu o pênalti cobrado por ele mesmo. Eduardo, na segunda etapa, virou. Houve tempo ainda para Rubens Cardoso e Marlos serem expulsos. O Coritiba de Dorival Júnior é inconstante demais, embora possua bons jogadores no elenco. Mas ainda é o décimo colocado, com 17 pontos. Já o Galo sobrevive, com 15.

 

* Dois gols irregulares marcaram o jogo equilibrado entre Náutico e Internacional, nos Aflitos (15.431 pagantes). Não houve pênalti no lance que Radamés converteu com êxito – o sétimo contra o Colorado no campeonato. E, a quatro minutos do fim, Nilmar estava impedido quando empatou. Melhor para o Internacional, que arrancou empate em Recife, algo sempre muito difícil. E o Náutico tropeçou dentro de casa, tão incomum quanto. E o sexto jogo invicto do Inter – três vitórias e três empates. A tendência é crescer ainda mais, até porque ótimos reforços não param de chegar. Quanto ao Náutico, tenho minhas duvidas. Não consegue me convencer uma diretoria que muda de treinador de mês em mês. Sem justificativa, por sinal.

Colaborou Victor Canedo

“Inhos” do Brasil

Qua, 16/07/08
por Lédio Carmona |

Al-Jazira e Jaguares. O futebol brasileiro perdeu nos últimos dias dois de seus principais jogadores para clubes sem expressão alguma. Marcinho, artilheiro do Campeonato Brasileiro, sequer jogará mais pelo Flamengo, que receberá 10% do valor da venda – ainda não divulgada. Convenhamos que não seja um supremo jogador, mas passava por fase excelente. Fará falta. E agora Caio Júnior precisa mais do que nunca de um companheiro para Souza. Acredito na contratação de alguém. Deixo a sugestão de nomes para vocês. Embora o Flamengo continue forte.

Já não se pode dizer o mesmo do Atlético Mineiro. Danilinho, talvez o melhor jogador da equipe, também deixa as terras brasilis precocemente. São os “inhos” do Brasil indo embora cada vez mais cedo. E o Galo receberá apenas US$ 2 milhões. Que abra o olho. Para a tristeza do clube centenário, a Série B é logo ali.

Central de boatos (e verdades) do futebol mundial

Seg, 14/07/08
por Lédio Carmona |

* Fato inusitado em Marseille. Torcedores do Olympique estão arrecadando dinheiro na internet para contratar o atacante Didier Drogba, que defendeu o clube na temporada 2003-2004. A princípio, € 28 milhões seriam necessários para tirar o jogador do Chelsea. Até agora, a doação chegou a apenas € 1,5 milhão. Imagine a mesma iniciativa aqui no Brasil. Duvido do poder de organização, mas seria uma ótima válvula de escape para os torcedores do Flamengo, por exemplo, manterem Caio Júnior no comando da equipe.

* € 32 milhões. É o valor que o Manchester City teria oferecido ao Barcelona por Ronaldinho Gaúcho. A proposta parece ter balançado o clube catalão, que já acena com a negociação. Mas o Milan também continua à espera do jogador. E ninguém sabe de mais nada. Ô novelinha enjoada…

* O volante dinamarquês Poulsen é o novo reforço da Juventus, de Turim. O clube italiano pagou cerca de € 10 milhões pelo jogador, ex-Sevilla. Fará boa dupla com Sissoko no alvinegro. Mas ainda é pouco para almejar o scudetto.

* O Grêmio acertou a contratação do uruguaio Sergio Orteman, de 29 anos. Aquele mesmo, campeão da Libertadores de 2002 pelo Olímpia, do Paraguai. Mais um volante burocrático para a coleção de Celso Roth, já que a saída de Eduardo Costa era inevitável. Mas não deve acrescentar muito ao Tricolor Gaúcho, que faz ótima campanha no Campeonato Brasileiro. Quem pode modificar e muito o time gremista é Luis “El Chucho” Bolaños, campeão e destaque da Libertadores pela LDU. O Grêmio mostrou interesse no jogador, apesar da dificuldade e altas cifras que impossibilitariam a chegada do ponta esquerda. Aguardemos.

* Ainda não se sabe o substituto de Renato Augusto. Algumas pistas, no máximo. O Flamengo continua à procura de jogadores. Felipe, já conhecido da torcida, teria acertado as bases salariais com o clube. Mas o Vasco também negocia com o jogador.Embora seja improvável que o Al-Sadd libere o meio campista.

* Cícero é mais um a deixar o Fluminense. O polivalente jogador deve atuar pelo Hertha Berlim, da Alemanha. Valores? € 2 milhões. Mas o Tricolor teria direito a apenas 20% (R$ 1 milhão) da transferência. Apesar da iminente reação, é bom correr atrás de reforços. Até porque mais gente deve sair…

* O Atlético Mineiro soube procurar e encontrou o meia-atacante Lenílson, escondido no Jaguares, do México. O jogador chega por empréstimo de 1 ano, com opção de renovação por mais seis meses. Lenílson se destacou na campanha do São Paulo na Libertadores de 2006, mas em dois anos pela equipe mexicana atuou em apenas 29 partidas. A conferir. Considero um bom reforço – ainda mais pela carência no setor ofensivo do Galo.

* Leandro Machado não é mais o técnico do Náutico. O treinador foi demitido após a seqüência irregular do Timbu – a derrota para o Sport nos Aflitos foi o ápice. Deixa o clube com 17 pontos, na sexta colocação. Essa é a mentalidade dos dirigentes brasileiros.

Colaborou Victor Canedo

Central de boatos (e verdades) do futebol mundial

Qua, 02/07/08
por Lédio Carmona |

* Ídolo no Sevilla, Daniel Alves tornou-se o jogador mais caro da história do Barcelona. O clube catalão pagou incríveis € 35,5 milhões para ter o lateral-direito, que já até se apresentou com a sempre linda camisa grená e azul. Levando-se em conta todas as transferências mundiais, o brasileiro só ficaria atrás de Rio Ferdinand (€ 46 milhões ao Manchester United) e Lilian Thuram (€ 36,5 milhões à Juventus).

* Frank Lampard deverá mesmo acompanhar José Mourinho, na Inter de Milão. Jornais ingleses já noticiam a contratação do jogador por cerca de € 9 milhões. Um ótimo jogador em um time que promete na temporada 2008/2009.

* Celsinho, de apenas 19 anos, estava encostado no Sporting. Era reserva do reserva. Ainda assim, o Santos mostrou interesse na contratação do jogador por empréstimo de 1 ano. Tudo leva a crer que o jogador vestirá mesmo a camisa alvinegra até o fim da semana. Talvez novos ares façam bem ao meia-atacante. Eu, honestamente, não acredito. Enquanto isso, o clube deseja negociar Tabata com o exterior. O futebol turco deve ser o destino do meia, que não se firmou desde que chegou ao Santos, em 2006.

* O Grêmio aguarda apenas a liberação do PSG para contratar o meia Souza, ex-São Paulo, por empréstimo. Uma boa para Celso Roth. Souza tem qualidade, bom passe, é coringa… Além de que Vampeta está longe de Porto Alegre.

* Coelho está deixando o Galo. O Corinthians, detentor de 60% dos direitos do jogador, aceitou a proposta de empréstimo do Bologna, da Itália, por 1 ano. Quem perde é o Atlético Mineiro. Primeiro porque não receberá um centavo. E segundo porque o lateral-direito contratado para repor o desfalque é fraco (Mariano, ex-Ipatinga). E ainda teve de ceder Marinho por empréstimo na troca. Ô centenário difícil, sô.

* O Palmeiras vive semana decisiva. Enquanto o zagueiro Jeci e o meia Maicosuel devem ser apresentados até sexta-feira, o alviverde pode perder Leandro e Diego Cavalieri. A negociação com o Porto não evolui e o impasse continua sobre a renovação do contrato do lateral. Já o goleiro deve mesmo ser vendido para o exterior. Fala-se em € 4 milhões. Acho pouco. Diego poderia ser melhor aproveitado. O valor seria dividido entre Traffic e Palmeiras. Modificar o elenco é tudo que Vanderlei Luxemburgo não quer. Mas cada parceria tem o seu preço.

* Já o Atlético Paranaense também pode perder jogadores. Pedro Oldoni, recentemente convocado para a seleção olímpica (!), recebeu uma proposta de empréstimo do Bétis. De fato, € 1,5 milhão por 1 ano é muita grana. Aceitaria na hora. Outro convocado que pode sair é o lateral-direito Nei. Especula-se que o Panathinaikos esteja interessado no jogador. Outra perda que pode atrapalhar os planos de Roberto Fernandes. Aos poucos, o Furacão vinha se acertando em campo.

* Notas em Santa Catarina. A pedido de PC Gusmão, o Figueirense trouxe Leandro Carvalho, ex-Botafogo. Já o veteraníssimo Jardel acertou com o Criciúma. Que situação… Passo e voto nulo em ambas.

Colaborou Victor Canedo


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