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Boca, sempre Boca

Sáb, 20/12/08
por Lédio Carmona |

golboca.jpgValeu muito a pena. Mesmo com o calor de matar, na cabine-solitária do El Cilindro. Um belo jogo. Que merecia muito mais do que os 27 mil pagantes, máximo aceito pela AFA com medo de novas badernas na reta final do Apertura-2008. As duas torcidas deram um show. Cânticos irreverentes, históricos, vulgares… Tinha de tudo. Havia história. Emoção. Paixão. O argentino ama o futebol com toda as suas forças e devoção latina.

Uma bandeira gigantesca do Boca, toda amarela, chamou a atenção. Os cuervos do San Lorenzo achavam que seria possível jogar, vencer e terminar o ano do centenário com um título. Não deu. De novo, o Boca foi certeiro, frio, calculista e brilhante num jogo decisivo. E, com atuação mais cerebral do que plástica, venceu o clássico por 3 a 1, eliminou o Ciclón e ficou a um empate (terça, no mesmo local, contra o Tigre), do título.

golpala.jpgAgora, o Boca pode até perder por um gol de diferença para oTigre para conquistar o vigésimo terceiro título argentino da história do clube. Riquelme e Vargas, suspensos, não jogam. Devem entrar Cristian Chavez e Gracián ou Álvaro Gonzalez. O Tigre, por sua vez, terá que vencer o Boca por dois de diferença para erguer a taça pela primeira vez. Vale ressaltar que o surpreendente Tigre bateu o Boca, na Bombonera, ainda na primeira fase (3 a 2).

O jogo foi equilibrado no primeiro tempo. Mas o Boca sempre foi mais frio do que o San Lorenzo. Um adversário ansioso demais e nervoso além da conta (foram 12 cartões amarelos, para os dois times, e duas expulsões (Aguirre e Bergessio, ambos do Ciclón), a cada minuto que passava mais pressionado pela necessidade de vencer para matar o campeonato. Até que veio momento dramático. Forlin e Silvera bateram cabeça. Ambos desmaiaram no gramado. Pensou-se no pior, Houve desespero. A tragédia, graças a Deus, não se consumou, mas deixou o clima em campo ainda mais pesado.

golriq.jpgNa tensão, o Boca foi ainda mais frio. E, nos acréscimos do primeiro tempo, Riquelme bateu corner e Viatri, na primeira trave, fez 1 a 0, de cabeça. No segundo, o San Lorenzo foi com tudo, Mas continuou com as pernas pesadas e a cabeça fraca, sem controle psicológico. Mas veio um golpe de sorte, Um chute despretensioso passou debaixo das pernas de Javier Garcia. Frangaço, Como acontecera, no mesmo local, por Migliore, também do Boca, no jogo contra o Fluminense, pela Libertadores.

O San Lorenzo não aproveitou a maré boa. Seguiu repleto de erros. E o Boca não desandou. Seguiu defendendo-se bem e a explorar contra-ataques. Que ficaram ainda mais fortes quando Palácio substituiu Figueroa. Assim, aos 31 min, veio o golpe fatal. Lançamento de Javier Garcia para o ótimo Dattolo. A matada de bola foi impecável, assim como a inversão de bola para Riquelme, do lado direito. O craque só ajeitou, de primeira, para a entrada de Palácio: 2 a 1. O San Lorenzo estava aniquilado. Perdeu Aguirre. Perdeu Bergessio, E levou o terceiro gol, com Cristian Chávez.

Venceu o melhor, o mais seguro, o mais inteiro e o mais bem preparado, dos pés a cabeça. Ganhou, como quase sempre, o Boca.

Buenos Aires, 36 graus

Sex, 19/12/08
por Lédio Carmona |

sino.jpgEstar em Buenos Aires é sempre muito bom. Mesmo quente demais, como agora. Algo que varia entre 32 e 36 graus. Moleques se refrescam no chafariz da Avenida 9 de Julho. A cerveja Quilmes não gela como deveria. O povo fala mal de Cristina Kirchner. A Calle Florida transborda de gente em busca das últimas compras natalinas. O bife de chouriço continua bom, mas é mais pesado agora. Comprei um alfajore e estava meio derretido. Buenos Aires é muito melhor no inverno. Mas não dá para desprezar a capital dos argentinos. Ainda mais na véspera do jogo do ano, razão pela qual estamos por aqui.

Amanhã, 18h30, El Clindro, cancha do Racing, em Avellaneda, a 25 minutos do centro da capital. Trata-se do segundo jogo pelo triangular decisivo que parou o país. San Lorenzo x Boca Juniors. Ciclón x Xeneizes. Todos falam do duelo. Até quem é River Plate e só lamenta a humilhação de ter sido lanterna de um evento nos quais seus rivais chegaram fortes e terminam mais fortes. A atmosfera de um clássico decisivo em Buenos Aires é arrepiante.

- Mas como? Jornalistas brasileiros aqui para acompanhar nossa final? Vocês vieram mesmo para isso? - pergunta um torcedor do Boca, barrigudo, na esquina de Calle Florida com Avenida Córdoba, um dos pontos mais populares da capital.

alfajor.jpgPor que não? Sem futebol no Brasil, mostrar essa atmosfera para nossos torcedores é algo maravilhoso. Pode estar num estádio lotado, transbordando de emoção e adrenalina, é algo que, com 23 anos de profissão, ficará marcado. Acompanharemos um capítulo da história do futebol argentino. E o torcedor brasileiro, que curte futebol de verdade, nos acompanhará.

bife.jpgO jogo vale muito. Se o San Lorenzo vencer, leva o título, pois venceu o Tigre (2 a 1) na abertura do trinagular. Se empatar, o Boca ficará perto do título. Bastará vencer o Tigre na próxima terça. Se ganhar, um empate será suficiente. Todos os elementos para um jogo dramático.

empamada.jpgDois times saturados. Jogarão no sacrifício. O San Lorenzo aposta em Barrientos e Bergessio, mas o time vem de duas partidas decisivas (e amanhã, mais uma) em menos de uma semana. É demais. Terá pernas para resistir, matar o campeonato e provar porque é o único time argentino com mais vitórias do que o Boca? Quem sabe?

O Boca, sempre calculista e apaixonantes, que tem Riquelme, motivado, mas jogará com Cáceres, Dattolo e Morel Rodriguez no bagaço. Os três longe de estarem plenamente recuperados de suas respectivas lesões.

quil.jpgÉ um cenário empolgante. Me dói saber que meu pai não verá mais esse capítulo da minha vida atrás de histórias da bola. Mas me conforta saber que, de algum lugar, ele valorizará esse momento, que só ele pôde me proporcionar. Me deixa ainda mais feliz ter mais histórias para um dia contar para meu filho. Me fortalece saber que, com minha família, darei prosseguimento ao legado ético e romântico do meu inesquecível pai.

De novo, verei a história.

Às vezes, faz bem chorar.

E sentir saudade.

Mesmo no calor.

Él gran Ciclón

Qua, 17/12/08
por Lédio Carmona |

*O San Lorenzo largou na frente no triangular decisivo do Torneio Apertura-08. O Ciclón venceu o Tigre por 2 a 1, no estádio Jose Amalfitani. Em vinte minutos, o time de Miguel Angel Russo mostrou porque é favorito para conquistar o título. Com amplo domínio sobre o adversário, Barrientos e Bergessio marcaram dois gols. Vale destacar a boa participação de Solari durante a partida. Em seguida, o forte calor castigou o Ciclón. Até por causa da vantagem de dois gols, a equipe permitiu a reação do Tigre. Lazarro descontou para o time de Victoria. E foi só. Até que o goleiro Islas perdeu a cabeça no final da partida, ao acertar Barrientos dentro da área. Um desfalque importante para partida decisiva contra o Boca. Mas…

…o Tigre precisa torcer pelo rival Boca Juniors. A equipe de Ischia terá que vencer o San Lorenzo. Em seguida, o time de Cagna ainda teria que vencer os xeneizes e conferir se terá melhor saldo de gols para ser campeão. A tarefa não será nada fácil.

Enquanto isso, para o título ficar nas mãos do San Lorenzo, basta vencer o Boca Juniors no sábado, às 18h30. E a pressão estará toda do lado de Riquelme & Cia.

Colaborou Carlos Gustavo

O presente de natal mais cobiçado

Ter, 16/12/08
por Lédio Carmona |

Rodrigo Vasconcelos

40 anos de espera que valeram a pena. Temos de novo um triangular decidindo o campeão argentino. Usando o linguajar comum pra campeonatos paulistas, dois grandes e um pequeno vão brigar em igualdade de condições pelo presente de natal mais cobiçado dos últimos anos.

E se elenco for o mais importante nessas horas decisivas, podem entregar o caneco pro San Lorenzo. Indiscutivelmente eles têm o plantel mais completo e qualificado de todo o Apertura. Sem contar que terminaram o torneio com o melhor ataque e a melhor defesa. Só que mesmo com Barrientos, Ledesma, Solari, Bergessio e cia., o Ciclon não foi capaz de manter a vantagem de 5 pontos que teve no meio do campeonato, quando todos os outros achavam que tudo estava perdido. Claro que nos últimos 3 jogos, o time de Miguel Angel Russo apresentou uma constância interessante. Mas por ser um time que goleia o Independiente com a mesma facilidade que empata em casa com o Gimnasia, se torna uma incógnita.

Falando de irregularidade é impossível não lembrarmos do Boca comandado pelo Ischia. Foi o visitante mais indesejado do semestre, mas como mandante deixou a desejar. 3 derrotas em casa, uma delas pro adversário direto Tigre. Por conta disso, o time xeneize não era muito cotado para essa luta por título até o meio do campeonato. Tudo isso mudou depois da vitória no Superclásico. Uma seqüência de vitórias, somada a tropeços dos rivais colocou de volta o Boca Juniors nessa disputa equilibrada. O que credencia o Boca nesse triangular é seu ataque, comandado por Riquelme. Outro que não começou bem o semestre, mas agora desequilibra com a mesma naturalidade de sempre. Mas Roman terá um desafio pela frente: fazer o ataque xeneize compensar os erros da atrapalhada defesa. Isso sem contar dos erros do técnico Ischia, erros esses que precisariam de um blog inteiro pra que eu pudesse citá-los um por um. Mesmo que disfarcem, essa volta olímpica representa sim o próspero ano novo do time de La Bombonera além de aliviar um pouco a cabeça ainda a prêmio do controverso treinador careca.

Quanto ao Tigre esse título está longe de ser uma obrigação. Os torcedores de Victória já têm muito a agradecer ao Cagna por mais essa campanha brilhante, mas não achariam ruim se viesse o título inédito. O artilheiro Morel, autor do gol que levou o Tigre a esse triangular, é a arma definitiva para assustar hinchas de San Lorenzo, Boca Juniors e Estudiantes. Estudiantes? Exatamente, afinal a classificação para a Libertadores do time de Verón depende do fracasso do Tigre. Fracasso esse que fica mais difícil de imaginar quando se lembra que Daniel Islas, melhor arqueiro do campeonato, agarra pelo time de Cagna. Os confrontos diretos também pesam a favor dos “pequenos”. Venceram na Bombonera e no Nuevo Gasômetro, e agora que jogam em campo neutro, teoricamente será ainda mais fácil pra que repitam essa façanha.

Pra que o hermano blogueiro possa se agendar, ai vai a relação dos jogos:
17/12: Tigre x San Lorenzo, às 18h30 no José Amalfitani (Vélez)
20/12: San Lorenzo x Boca, às 18h30 no Cilindro de Avellaneda (Racing)
23/12: Boca x Tigre, às 21h30 (a confirmar) no Cilindro de Avellaneda (Racing)

Quanto aos campos neutros, não concordo. Vai acabar acontecendo aquilo que presenciei no Bezerrão. A torcida maior, no caso argentino a do Boca, estará em maior número, e ai a neutralidade vai pro espaço. Mas tentar argumentar sobre mudança de regras com seu Júlio Grondona… Melhor não se aborrecer.

Fato mesmo é que, como os jogos vão até o dia 23, certamente na listinha de natal dos jovens torcedores argentinos, estará no topo o seguinte pedido: Papai Noel, quero o título do Apertura 2008.

Rodrigo Vasconcelos é brasileiro, amante de futebol e atende por Jacaré Argentino.

Sonho a três

Dom, 14/12/08
por Lédio Carmona |
categoria Argentina


riq.jpgFinal sensacional no Campeonato Argentino (Apertura/2008). Boca Juniors, Tigre e San Lorenzo terminaram juntos, com 39 pontos. E, por conta do equilíbrio, haverá um triangular final para decidir o campeão, com  jogos de 17 (quarta-feira), 20 (sábado) e 23 (terça-feira).  Desde 1968, o CA não terminava dessa maneira.

Na Bombonera, o Boca venceu o Colón, no sufoco, por 3 a 2 (dois gols de Figueroa e um de Riquelme).  Em La Paternal, o San Lorenzo visitou o Argentinos Juniors e arrancou um 1 a 0, na partida, teoricamente, mais complicada (gol de Bergessio). E, dentro de caso, o Tigre passou pelo Banfield, também por 1 a 0 (gol de Martin Morel).

Aí está algo que me agrada: um campeonato no formato de pontos corridos (tem o defeito de não ser ida e volta), mas que conta com jogo-extra (ou mais) em caso de empate no número de pontos ganhos no final. Em 2006, por exemplo, Estudiantes e Boca Juniores tiveram que fazer um jogo-extra e o time de La Plata foi campeão. Viram só como não sou tão radical?

Meu palpite: San Lorenzo.

Pontos corridos, 4 finais

Qua, 10/12/08
por Lédio Carmona |

Rodrigo Vasconcelos

Na Trave

No Brasileirão, 8 rodadas atrás, 4 times tinham chance de sair campeões nacionais. De fato o campeonato mais equilibrado e emocionante dos últimos tempos, porém no final ninguém segurou o São Paulo, e na última rodada o título já estava direcionado. Frustração do apaixonado por futebol que esperava mais. Frustração essa que passa longe dos hinchas argentinos.

Longe de mim querer comparar os dois campeonatos ou dizer que o Campeonato Argentino é melhor que o Brasileirão, antes que me entendam mal. Mas a emoção que esperavam no torneio brazuca transborda na última rodada do Apertura 2008. Quatro times tem chances de volta olímpica, e três deles estão empatados na liderança. E pra por mais lenha na fogueira, a famigerada regra que decidiu a edição de 2006: não existe critério de desempate pra definir o campeão. Se empatar, é jogo extra!

Só que se perguntarem pelas ruas de Buenos Aires se os torcedores estão felizes com esse equilibrio, 50% dos entrevistados mais um responderão que não. Isso porque o Boca tinha tudo pra já sair campeão nesse Domingo, só que no meio do caminho tinha uma pedra, ou melhor, um Lobo.

A equipe com a melhor defesa conseguiu segurar o empate em casa e com isso a diferença xeneize de dois pontos pros adversários se foi. Foi dificil pro Gimnasia, mesmo numa tarde pouco inspirada de Juan Roman Riquelme. Mas ficou facil quando foi expulso o guarani Morel Rodriguez, e pra terminar de ajudar o time da casa, Carlos Ischia insistia em Alvaro Gonzalez jogando pela esquerda no lugar de Dátolo, mesmo com uma avenida disponível do lado direito do ataque xeneize.

Pro próximo jogo do Boca, Riquelme inspirado agora é mais que necessário, é vital pra salvar o ano. O adversário será o Colón na Bombonera. Será também a chance de provar que os auriazuis podem vencer sem ajuda dos árbitros, como tanto reclamam os rivais (pra vocês verem que choro com juizes não é privilégio daqui).

Quem sabe bem como é perder a liderança num momento crucial é o San Lorenzo. Chegaram a ter 5 pontos de vantagem sobre o segundo colocado, e 8 de “gordura” pro rival de La Boca. Mas agora fizeram com que eles provassem de seu próprio remédio, voltando pra briga quando ninguem acreditava.

Golearam ontem o Independiente por 4×1. A destacar não só dessa linda vitória, mas também desse semestre do Ciclón eu exalto a fase maravilhosa do Barrientos, o jogo firme do Ledesma, e a boa volta de Solari ao futebol argentino. Retorno esse que teve direito a gol ontem contra os Rojos. Ótima chance do Russo se vingar do time que o despediu. Enfrentarão o Argentinos em La Paternal.

Dentre as 4 equipes na briga, de longe a mais feliz é a comandada pelo ex-ídolo xeneize, Diego Cagna. Mas apesar de não ser tradicional, não é de hoje que o Tigre vem buscando esse caneco. Em 2007 foi vice com o mesmo treinador. Só que dessa vez eles estão mais forte do que quando surpreenderam a Argentina. Se não têm mais Ferrero, contam com a solidez defensiva do também ex-Boca, Rodolfo Arruabarrena, e com os gols dos artilheiros Claudio Morel e Carlos Luna.

E pra que ninguem duvidasse de que “el Matador” segue vivo, ganharam fora de casa, e de virada, por 3×2. A vítima foi o Rosário Central, um dos lanternas desse Apertura. Já imaginaram o modesto Tigre na Libertadores? Torcida dos rivais de Boca e San Lorenzo pra isso não faltará e pra isso o Banfield precisa ser batido.

O 4° candidato encarava essa possibilidade como um sonho por causa da distância de pontos, mas hoje ainda existe a chance do Lanus conseguir o segundo título seguido do Apertura. Jose Sand, artilheiro do campeonato com 15 gols, está lá pra meter medo nos três líderes. E apesar de ter dois pontos a descontar, encara o rival mais fraco. San Martin, em casa.

Não só a nível nacional, mas no mundo inteiro não me lembro de ver tal situação. Confesso que me encaixo na metade +1 citada acima, mas como um simples apaixonado pelo esporte, nunca me senti tão feliz e ansioso pra saber: Quem será o campeão argentino? Será que tudo se decide na última rodada ou teremos jogos extras? Quem dera que Domingo já fosse amanhã…

E pra quem sentiu falta do River nessa briga, experimentem procurar na outra ponta da tabela que encontrarão os Millonarios.

Rodrigo Vasconcelos é brasileiro, amante de futebol e atende por Jacaré Argentino.

Amistosos internacionais

Qua, 19/11/08
por Lédio Carmona |

*Com o pé direito de Maxi Rodríguez, Maradona estreou com vitória no comando da Argentina sobre a Escócia por 1 a 0, em Glasgow. Discreto no banco de reservas, com poucas instruções durante a partida, Diego assistiu uma Argentina que dominou as ações do adversário, mas faltou maior volume de jogo nas jogadas ofensivas, além de ainda ter apresentado erros defensivos. Porém, o mais importante é que a equipe estava com uma cara vencedora. Logo aos oito minutos após o apito inicial saiu o gol de Maxi, após jogada coletiva iniciada pelo jogador, com participação de Tévez e Jonás Gutierrez. A estréia foi boa, mas precisa de tempo para que Maradona molde a equipe do jeito que ele gostaria. Porém, ainda é cedo para saber, se ele terá um futuro promissor no comando desta Seleção - (acredito que não!).

*Os ingleses mais otimistas não esperariam um resultado tão favorável, como foi a vitória por 2 a 1 diante da Alemanha, em pleno Olympiastadion, em Berlim. A partida foi marcada por erros capitais, cometidas pelas duas seleções. Downing cobrou escanteio, o goleiro alemão Adler bobeou e Upson abriu o placar. Erro de um lado, falha do outro. O gol de empate também surgiu de outra lambança. John Terry e Carson disputaram quem iria afastar a bola, e Helmes aproveitou a confusão da zaga para empatar a partida. Apesar das duas bobagens, o jogo também teve certa dose de qualidade. Downing cobrou falta certeira, na direção de John Terry, que só teve o trabalho de recolocar a Inglaterra na frente. Vale lembrar que o English Team não contava com Wayne Rooney, David Beckham, Steven Gerrard, Frank Lampard e Joe Cole. Porém, Fabio Capello apostou em Carrick, Upson e Downing. E o técnico fez a escolha certa, já que os três jogadores foram os destaques da Inglaterra.

*Um jogo com cara de empate! O placar por 1 a 1 entre Grécia e Itália, no Estádio Karaiskakis, em Atenas, foi um bom teste para as duas seleções. O bom futebol só ocorreu no início do 2º tempo, com os gols de Ghekas e Luca Toni. Aliás, a zaga grega não pode deixar o atacante do Bayern de Munique livre para cabecear. Dessa maneira, saiu o gol da Azzurra. Fora os gols, o jogo serviu para fazer alguns exames. O técnico Marcello Lippi realizou nada menos do que seis alterações na equipe. Um verdadeiro teste de laboratório no elenco italiano. Já o técnico Renhhagel preferiu testar o time titular, já que as alterações só ocorreram nos últimos minutos. Com isso, a Itália se prepara para a Copa do Mundo de 2010, e o próximo amistoso será contra a seleção brasileira, no mês de fevereiro.

*Que ano para a Espanha! A atual campeã da Eurocopa, com 28 partidas de invencibilidade, está há mais de dois anos sem perder. E para coroar 2008, a Fúria, com facilidade, venceu o Chile por 3 a 0, no El Madrigal. Villa, de pênalti inexistente, Torres e Cazorla anotaram para os espanhóis. E a “La Roja” segue dando espetáculo para o público. A equipe de Vicente Del Bosque já está preparada para a Copa de 2010, na África do Sul. Fique de olho, pois será difícil segurar esta Seleção!

A lista de Maradona

Ter, 04/11/08
por Lédio Carmona |
categoria Argentina

Saiu a 1ª relação dos convocados do novo treinador argentino, Diego Maradona, para o amistoso contra a Escócia, em Glasgow, no dia 19 de novembro. Confira os nomes:

Goleiros: Juan Pablo Carrizo (Lazio) e Sergio Romero (AZ Alkmaar).

Defensores: Nicolás Burdisso (Internazionale), Fabricio Coloccini (Newcastle), Martín Demichelis (Bayern), Daniel Díaz (Getafe), Gabriel Heinze (Real Madrid) e Zanetti (Internazionale).

Meias: Di María (Benfica), Fernando Gago (Real Madrid), Lucho González (Porto), Jonás Gutiérrez (Newcastle), Javier Mascherano (Liverpool), Maxi Rodríguez (Atlético de Madri) e Sosa (Bayern).

Atacantes: Agüero (Atlético de Madri), Germán Denis (Napoli), Lisandro López (Porto), Ezequiel Lavezzi (Napoli) e Carlitos Tévez (Manchester United).

Messi, através de um acordo com o Barcelona, não foi relacionado.

Já Riquelme e Battaglia ainda podem figurar na lista, mas o treinador espera o resultado do Boca Juniors na Copa Sul-Americana. Lucho e Maxi Rodríguez voltaram. Cambiasso sobrou. E Mascherano já foi eleito capitão da Nova Era Maradona.

Inacreditável!

Ter, 28/10/08
por Lédio Carmona |
categoria Argentina

28d2.jpgO provável anúncio oficial de Diego Armando Maradona como novo treinador (ou chefe da comissão técnica) da Seleção Argentina é uma das maiores patetices da história do futebol mundial. É inacreditável constatar como a Associação de Futebol Argentino pode ter caído nessa esparrela.Maradona foi o segundo maior jogador da história do futebol. Só Pelé jogou mais do que ele. Foi lúdico testemunhar Dom Diego em campo. Vi, de perto, Maradona fazer a defesa do Brasil de otária na Copa de 1990. Acompanhei sua idolatria no Boca e no Nápoli. Era estagiário quando ele levou a Argentina nas costas na Copa de 1986.

Maradona fez tudo isso. Mas parou de jogar. Fez um monte de besteiras. Drogou-se. Foi processado. Foi preso. Foi internado. Foi ridicularizado. E, parece, foi recuperado. Mas Maradona não tem nenhum equilíbrio, nenhuma queda, nenhum jeito,  nenhuma condição de ser técnico de time algum, muito menos de uma seleção como a Argentina.

Evidentemente, vaidoso e egocêntrico que é, ele se candidatou ao cargo de Alfio Basile. Não é absurdo. Maradona vive em outro planeta. Absurdo e patético é a direção da AFA pensar a respeito, chamá-lo para conversar e, pelo que consta, fechar acordo.

28d.jpgSe tal notícia se confirmar, eu deixarei de acreditar na seleção dos vizinhos. Sou fã do futebol argentino. Já comprei muito barulho aqui no JA por defender a Seleção dos hermanos. Mas, mesmo com Messi, Riquelme, Maxi Rodriguez & Cia, o time perderá toda sua credibilidade sob comando de Maradona.

Futebol é coisa séria.

Só pode ser uma piada.

De péssimo gosto.

Minha solidariedade aos torcedores argentinos.

Precisarão.

Estou nauseado.

Caiu! Na Argentina…

Qui, 16/10/08
por Lédio Carmona |
categoria Argentina


nosomosnada.jpgMais uma péssima notícia para a Seleção Brasileira. A peça que emperrava a máquina argentina foi retirada agora à noite do circuito. O veterano Alfio Basile pediu demissão. Não suportou as críticas (confira a capa de hoje, do Olé) e os medíocres resultados da equipe na temporada. Em 2008, a Argentina só venceu uma partida pelas eliminatórias: sábado passado, com um placar de 2 a 1 sobre o Uruguai. Empatou quatro jogos (Equador, Brasil, Paraguai e Peru) e perdeu, ontem, para o Chile, em Santiago.

Sem Basile, técnico ultrapassado, cheio de manias, com idéias quadradas e esquema conservador, a Argentina tem tudo para voltar a mandar na América do Sul. O time, no papel, é melhor do que de todos os adversários, inclusive do Brasil. A geração mais jovem é brilhante. Se o Brasil vive uma entressafra, nosso principal rival não passa por esse pesadelo. Lá, os craques são mais variados. Basicamente, eles têm mais de um Kaká.

Os candidatos a substitutos de Basile também são melhores do que ele. Diego Simeone, campeão há dois anos com o Estudiantes, e no semestre passado, agora com o River Plate; Sergio Batista, medalha de ouro com a Argentina (vejam só), em Pequim. E Miguel Angel Russo, que treinava o Boca Juniors-2007, campeão da Libertadores - atualmente ele é técnico do San Lorenzo, líder do Apertura.

Enfim, não tenho dúvidas de que a Argentina voltará aos trilhos. Afinal de contas, ele agora terão Tevez, Riquelme, Aguero, Messi, Maxi Rodriguez, Di Maria, Gago… e um treinador. Bem diferente do Brasil.


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