Lutar em vão
Victor Canedo
É um sentimento ruim. Na Vila Belmiro, os 20 mil torcedores presentes sentiram-se impotentes. O Santos lutou, mas não conseguiu vencer a retranca mexicana e Ochoa. O árbitro uruguaio Jorge Larrionda ainda se atrapalhou. E, no fim, passou o América, time do baixinho Cabañas - dessa vez vigiado de perto por Marcelo e Fabão. Que falta fez o gol mal anulado de Kleber Pereira, semana passada, no estádio Azteca.
Talvez inspirado pelas presenças de Robinho e Pelé nos camarotes, o Santos pressionou desde o início. A retranca mexicana facilitou o trabalho do time de Emerson Leão. Só não ajudou Ochoa, sempre seguro. Mas os primeiros 45 minutos terminaram sem gols. Trípodi, herói da classificação na fase de grupos, entrou no lugar de Wesley. Mais pressão. Kleber Pereira sofreu um pênalti discutível. Não marcado. O tempo corria. Então, Leão aderiu o tudo ou nada. Quiñonez no lugar de Betão. Um minuto depois, o equatoriano participou do gol. De quem? Claro, Kleber Pereira. Contudo, o sufoco até o final nada valeu. A revanche de 2007 estava consumada.
Leão, apesar de exagerado, teve razão ao reclamar da arbitragem. Mas um time que almeja um título da Copa Libertadores não deve simplesmente lutar. Gol perdido no mata-mata deveria ser crime. E o Santos cansou de cometê-los. O Campeonato Brasileiro está aí. E a concorrência é ainda maior.
* Venceu o melhor time. Pelo menos a LDU se apresentou como tal nos confrontos diante do San Lorenzo. Mas o fim da história poderia ter sido outro. Orión, que já havia falhado no gol da Liga em Buenos Aires, não alcançou chute de Manso. 1 a 0. A equipe argentina, com um a menos, sofria pressão no abarrotado Estádio Casablanca. Bergessio, herói da classificação diante do River Plate, achou o gol de empate. O técnico Ramón Diaz, então, resolveu segurar o resultado. A pressão foi ainda maior. Oportunidades perdidas inacreditavelmente. Mas a vaga estava guardada. Nas penalidades, Cevallos defendeu a cobrança de Aurelliano Torres. O “grupo da morte” marca presença nas semifinais com total justiça.
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