A caça continua
A 23ª teve pouquíssimos gols - 19, a pior marca do campeonato. Média baixa que tem um motivo. Ou melhor, seis: apenas quatro jogos em dez não terminaram empatados. Justamente os seis abaixo de Grêmio e Palmeiras na tabela. Enquanto isso, ambos cumpriram com as expectativas e se consolidam cada vez mais como presença na Libertadores-2009. A corrida pelo título, apesar da ótima vantagem gremista - cinco pontos -, segue em aberto. Mas o favoritismo… Vamos às partidas deste domingo:
* O cada vez mais líder Grêmio não teve facilidades na vitória de 2 a 1 sobre o Vasco, no Olímpico (33.943 pagantes). Não os comandados de Tita tenham feito excepcional partida, muito pelo contrário, mas o Tricolor Gaúcho encontrou dificuldades principalmente em furar a retranca adversária. Teve de ser na bola aérea, aproveitada também pela equipe cruzmaltina. Soares abriu o placar, aos 9. Alan Kardec - falha do até agora ótimo Victor -, aos 25, deu a impressão de que o time de Celso Roth tropeçaria novamente. A resposta veio três minutos depois, com Marcel. Sem reação e iniciativa, o Vasco assistiu a mais uma vitória merecida do Grêmio. São 48 pontos em 23 jogos - apenas o São Paulo de 2007 possuí números melhores. Apesar dos recentes gols sofridos, a defesa do tricolor sofreu cinco gols a menos que a segunda melhor: Botafogo, com 21. Já o Vasco possuí a terceira pior, com 42. Não à toa é o 14º, com 26 pontos - apenas três acima da zona de rebaixamento.
* O drama do Palmeiras de vencer fora de casa acabou. Antes da 23ª rodada começar, eram 11 jogos como visitante e apenas dois triunfos - Vasco e Ipatinga. Mas a vitória de 2 a 1 sobre o Atlético-PR, na Arena da Baixada (18.687 pagantes), não melhorou apenas as estatísticas. A equipe de Vanderlei Luxemburgo não deixou o Grêmio distanciar na liderença - a diferença continua em cinco pontos -, enquanto já está a cinco pontos do quinto colocado - São Paulo, com 38. Ontem, graças a dois nomes. Diego Souza. Abriu o placar, desempatou (que golaço!) e mostrou que há vida sem Valdívia. Alan Bahia, na manjada paradinha, anotou para os donos da casa. O Furacão, aliás, só não ocupa uma vaga na zona de rebaixamento pelo critério de saldo de gol. Preocupação para Mário Sérgio. Valorizar a Sul-Americana ou focar na fuga do descenso?
* O melhor jogo da rodada foi mesmo no Maracanã. Para 60 mil presentes, Flamengo e Fluminense empataram em um emocionante 2 a 2. Oito constatações do clássico:
1. O crédito de Bruno com a torcida rubro-negra já não é tão satisfatório (dois empates que diminuem as pretensões de título);
2. A bola realmente entrou no gol de Marcelinho Paraíba, mas bem que poderia ter sido de Juan, na seqüência, para alívio do Pequeno Bob FC;
3. A equipe de Caio Júnior não só esteve mais no campo adversário como criou inúmeras chances que credenciariam uma injustiça caso Kleberson não marcasse no fim;
4. Josiel ou Vandinho têm de assumir a vaga de Obina. Urgentemente;
5. O Tricolor esteve acuado além do normal - talvez por estar à frente no placar em duas oportunidades. Pode fazer partidas melhores;
6. Aliás, belos gols de Conca e Maurício. Eduardo Ratinho e Thiago Silva também se destacaram positivamente. O contrário de Arouca e Júnior César, muito apagados após a Libertadores;
7. Apenas um ponto separa a equipe de Cuca do rebaixamento, enquanto a distância do Flamengo para a Libertadores é de dois pontos;
8. A impressão é de que dias melhores virão para ambos. O Fluminense por ganhar corpo e uma base com Cuca. O rubro-negro por enfim poder utilizar os todos os reforços juntos - Everton só deixou boas impressões. Sambueza cruzou precisamente para o gol de empate.
* Em situações opostas na tabela, Santos e São Paulo fizeram um jogo abaixo do esperado, no Morumbi (14.547 pagantes) e repetiram o que já havia acontecido no primeiro turno: um sonolento empate sem gols. Se o exigente Muricy achou justo o resultado, sinal de que o equilíbrio deu o tom do clássico no Morumbi. Na primeira etapa, jogo truncado e poucas oportunidades criadas. Porém, após o intervalo, os times voltaram mais dispostos e o jogo se abriu. Mas os atacantes não tiveram dias inspirados - destaque negativo para o artilheiro Kléber Pereira. E, se Jorge Wágner não criou, André Lima e Borges também não fizeram. Um abuso de gols perdidos. O resultado manteve o Peixe na zona da degola, em 19º, com 23 pontos, enquanto o Tricolor Paulista viu seus rivais diretos se distanciarem ainda mais na tabela. O tão sonhado hexacampeonato ganha tons improváveis a cada rodada.
* Quem deixou o Mineirão feliz da vida aos 40 minutos do segundo tempo não esperava um final tão drástico para o Cruzeiro. Quem ficou não acreditou ao ver Guilherme perder um pênalti - lance em que Alê foi expulso - e o Coritiba empatar com Thiago Silvy, aos 44 minutos. Resultado normal diante de circunstâncias improváveis. A Raposa, que abriu o placar com Espinoza, já está a oito pontos da liderança - 40 pontos, em 3º. Mas não fez má partida para se preocupar. Soma-se às chegadas de Sorín, Thiago Ribeiro e Ramires, e a tendência é ainda crescer de produção. A equipe de Dorival Júnior, Keirrison (como joga!) e Vanderlei (por que não?) segue pelo mesmo caminho - 37 pontos, em 8º -, mas a concorrência é tamanha que não coloco mão no fogo por ninguém.
* Visitar também não é um verbo muito querido no Internacional. Em 12 jogos longe do Beira-Rio, apenas uma singela vitória - Fluminense, no Maracanã. O Sport, como na Copa do Brasil, mostrou o quão a Ilha do Retiro (21.030 pagantes) é poderosa. Dutra marcou o único gol da partida, após boa jogada de Sidny. Vale ressaltar que Clemer não falhou. Coube a Magrão, em grande fase há algum tempo, salvar os três pontos. Com 32 pontos, o rubro-negro lidera o grupo dos sem ambição, na 9ª colocação. O Colorado ocupa a 11ª, com 30. E a nove pontos da distante Libertadores do centenário.
* De uniforme e técnico novo, a Portuguesa se esforçou, mas só empatou com o Atlético Mineiro, no Canindé. Aos 16 minutos, César Prates, de falta, no primeiro chute a gol do Galo, abriu o placar. Sérgio pulou atrasado e não alcançou. Edno, também de falta, bem que tentou, mas o rubro-verde desceu para o vestiário em desvantagem. Na volta ao campo, prevaleceu a insistência da Lusa que, pressionou e chegou à igualdade: 1 a 1, com Washington. O empate não foi bom para ninguém. Estevam Soares terá muito trabalho para afastar o perigo de rebaixamento que assola o clube paulista - confesso não acreditar na Lusa. O Galo, um pouco melhor, ocupa a 12ª posição, com 29. Até que seis pontos é uma distância razoável, dado o atual péssimo ambiente.
Classificação: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Futebol/Classificacao/0,,ESP0-9827,00.html
Colaborou Victor Canedo
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* No clássico londrino, o Chelsea empatou com o Tottenham e frustrou os torcedores presentes no Stamford Bridge. Mesmo sem poder contar com Drogba e Ballack, os Blues fizeram um bom primeiro tempo, obrigando Gomes a fazer difíceis defesas. Após cobrança de escanteio rasteira, Belletti contou com a ajuda de King e inaugurou o marcador. Nos acréscimos do primeiro tempo, foi a vez de Lampard - que fez boa partida - contribuir para os visitantes. Darren Bent, na frente do gol, não perdoou: 1 a 1 . Felipão certamente não contava com esse tropeço. O rival Manchester City, do brasileiro Elano, venceu o Sunderland fora de casa Destaque para S.W. Phillips, que voltou com a corda toda e marcou duas vezes em sua reestréia pelo clube. Ireland completou o placar: 3 a 0 e boas perspectivas para o time de Mark Hughes.
* A bruxa continua solta em San Siro. O Milan voltou a apresentar dificuldades em fazer o resultado em casa e a prometida festa teve de ser adiada. Ainda sem Kaká e Gattuso, mas com o retorno do ídolo Shevchenko e boa estréia de Ronaldinho, o rubro-negro fracassou em sua estréia. Di Vaio abriu o placar para o Bologna, mas Ambrosini, após cruzamento de Ronaldinho, empatou ainda no primeiro tempo. O clima era de satisfação, mas Valiani arruinou a festa rossonera e deu a vitória aos rossoblu, a dez minutos do fim: 2 a 1. Pato também participou do jogo e foi apenas discreto. Ancelotti vai ter trabalho para pôr esse time no eixo. Ao menos os rivais também não venceram.
* No melhor jogo da rodada da Série A, Fiorentina e Juventus empataram em 1 a 1, em Florença. Nedved abriu o marcador para a Velha Senhora, ainda na primeira etapa. Depois de muitos gols perdidos - ou salvos pelos excelentes Frey e Buffon -, Gilardino igualou o placar aos 44. E o campeonato segue sem um favorito como líder. No Estádio Olímpico, a Roma não saiu do empate diante do Napoli: 1 a 1. Aquilani marcou para o time da capital, mas Hamsik empatou. Já a arquirrival Lazio foi à Cagliari e aplicou um impiedoso 4 a 1 no time da casa. Excelente estréia do argentino Zárate, marcando duas vezes, com Pandev e Foggia completando a contagem.
*Faltava outro artilheiro: Luís Fabiano. O atacante marcou no empate do Sevilla diante do Racing, fora de casa. No Vicente Calderón, goleada do Atlético de Madrid, de Paulo Assunção, sobre o Málaga por 4 a 0 (gols de Forlán-2, Heitinga e Sinama-Pongolle).
*Hoje, se o Bayern não vencesse o Hertha Berlin, na Allianz Arena, consolidaria o pior início de temporada em mais de 40 anos. Mas venceu. E bem. Luca Toni fez o 1º ao seu estilo: Recebeu, girou e bateu. Após bela jogada individual, Lahm marcou um golaço e ampliou. De pênalti, Schweinsteiger e Klose - que não marcava há quase oito jogos - aumentaram o placar para os bávaros. Pantelic descontou. Festa de Klinsmann. A goleada de 4 a 1 certamente trará mais sossego ao Bayern.
*Em casa, o Stuttgart venceu o fraco Hannover, por 2 a 0. O artilheiro Mário Gomez e o mexicano Pavel Pardo, de pênalti, marcaram para os Die Roten. Thiago Neves foi apresentado no Hamburgo. Vestirá a camisa número 27, mas segundo o técnico Martin Jol, fará a função do antigo 10, Rafael Van der Vaart.
Ao planejar a tabela, em algum momento Ney Franco e Vagner Mancini se depararam com a 23ª rodada. Presumo que assinalaram a coluna um até com certa tranqüilidade. Tanto Náutico quanto Ipatinga aspiram exclusivamente escapar do descenso - me arrisco a dizer que os dois são fortes favoritos. Os decepcionantes empates em casa não colocam tudo a perder, mas complicam as ambições de Botafogo e Vitória no Campeonato Brasileiro, que teve ainda nova vitória do Goiás no Serra Dourada. Vamos aos jogos de sábado:
* O que na teoria seria fácil, na prática acabou como frustração. O Botafogo sonhava com uma vitória e leve combinação de resultados para terminar a 23ª rodada na vice-liderança. No entanto, o gol de Adriano, aos 37 da segunda etapa, pode recolocá-lo na sexta colocação - basta a São Paulo e Flamengo vencerem os respectivos clássicos. Mas a noite até que prometia aos 24 mil presentes no Engenhão. Após longa pressão na primeira etapa, Carlos Alberto abriu o placar aos 39. O Timbu, até certo ponto defensivo, só foi assustar Castillo depois do gol sofrido.
* O jogo contra o último colocado, Ipatinga, era decisivo para o Vitória sonhar com a vaga na Libertadores. Mas, em pleno Barradão, o Leão não saiu do zero diante do lanterna. Muitas vaias da torcida, em especial a Marquinhos, negociado com a parceira do Palmeiras. O rubro-negro baiano até deu trabalho ao goleiro Fernando, mas deve boas apresentações. E sente a falta dos gols de Dinei, já no Celta de Vigo, da Espanha. Apesar das adversidades, a campanha do Vitória ainda é de se elogiar. As dificuldades de Vagner Mancini são previsíveis. A tendência é cair de produção - soma 37 pontos (5º), mas pode despencar para oitavo. O inverso da equipe de Márcio Bittencourt, que somou quatro dos últimos seis pontos disputados. Embora escapar da segundona seja uma tarefa árdua demais para o Tigre.
* Tenho reparado no bom rendimento do Goiás de Hélio dos Anjos, em especial no Serra Dourada. Hoje, com os experientes e eficientes Romerito e Iarley, venceu mais uma. 2 a 0 sobre o Figueirense, mesmo com a expulsão de Adriano Gabiru. O alviverde alcançou os 30 pontos e uma posição até tranqüila na tabela - inclusive estaria hoje classificado à Sul Americana. Já o Figueira faz o caminho inverso. Depois dos bons resultados de julho, o fim de agosto mostra que a equipe de Paulo César Gusmão deve terminar na zona da marola. De novo.
* O torcedor da Fiel já faz a contagem regressiva para a equipe do Parque São Jorge chegar à tão desejada primeira divisão. No Pacaembu, o time do técnico Mano Menezes goleou com facilidade o ABC, por 4 a 0. Com um jogador a menos, já que Nilton foi expulso aos 38 minutos da primeira etapa, o Corinthians foi para cima do adversário. Com duas assistências, o argentino Herrera deixou primeiro Elias, e em seguida Douglas marcarem 2 a 0. No segundo tempo, André Santos anotou belo gol. E Chicão, de pênalti, completou o placar com o gol de número 100 do Timão nesta temporada.
* Nos jogos de sexta-feira, destaque para a goleada do Santo André sobre o Bahia por 4 a 1, em pleno Jóia da Princesa. Feira de Santana não é mesmo a casa do tricolor baiano. O que seria um sonho parece pesadelo - oito pontos separam o tradicional Bahia do G4. Os gols do Santo André foram marcados por Márcio Mexirica, Willians (2) e Elton. Paulo Roberto descontou.
* Na Premier League, o Arsenal recuperou o bom futebol e venceu com imensa facilidade o Newcastle, por 3 a 0. Van Persie fez dois gols na primeira etapa e o brasileiro Denílson completou o placar. Com um homem a mais em boa parte do jogo, o Middlesbrough quase se complicou, em casa. O craque Downing perdeu um pênalti, mas Afonso Alves deixou sua marca. O gol da vitória do Boro, por 2 a 1, saiu apenas a cinco minutos do fim, com Tuncay Sanli. A surpresa da rodada foi o Portsmouth, que conseguiu sua primeira vitória no campeonato, após vencer o Everton por 3 a 0 (gols de Johnson, Defoe e Crouch), em pleno Goodison Park. Outros destaques do sábado: a goleada em Upton Park, do West Ham sobre o Blackburn (4 a 1). E, para o duelo dos modestos, pior para o Hull, goleado em casa pelo Wigan: 5 a 0. Além disso, Bolton e West Brom empataram em 0 a 0.
* Não muito animadora a estréia oficial de José Mourinho pela Inter. Pela primeira rodada da Lega Calcio, Ibrahimovic colocou os nerazzurri na frente - com participação do brasileiro Mancini -, mas Delvecchio empatou para a Sampdoria, em Gênova. O outro jogo de sábado ocorreu entre Udinese e Palermo, no Estádio Friuli. Destaque para os dois gols de Di Natale, na vitória por 3 a 1 para os donos da casa. A promessa turca Inler completou.
* Mais de 53 mil espectadores para assistir ao movimentado clássico entre Benfica e Porto, no Estádio da Luz, em Lisboa. No fim, o resultado em 1 a 1 acabou justo. Lucho González, de pênalti, abriu o placar para os Dragões, enquanto Cardozo empatou para os donos da casa, em falha do brasileiro Hélton. Katsouranis ainda deixou o Benfica com um a menos, ao cometer falta violenta em Cristian Rodriguez. Aimar, lesionado, também deixou o campo. Equilíbrio que deve ser o tom do restante da temporada.
* Na rodada de abertura do Campeonato Espanhol neste sábado, melhor para os mandantes. O Valencia estreou com o pé direito e venceu o Mallorca por 3 a 0. Destaques para a estréia do brasileiro Renan no gol e para o artilheiríssimo David Villa, que guardou o seu. Os outros dois tentos da partida foram marcados por Vicente e Mata. Na Catalunha, o Espanyol venceu de forma apertada oValladolid, 1 a 0. O singelo gol envolveu os principais nomes da equipe - passe de Ivan De La Peña para Luís Garcia, que, com classe, arrematou.
* Na Bundesliga, destaque para a vitória do Schalke sobre o Bochum por 1 a 0, gol de Westermann, após ótimo cruzamento de Rafinha. Os Azuis Reais assumiram a liderança, após três rodadas. O Werder Bremen ainda não ganhou e perdeu mais uma: Borussia 3 a 2 (Diego fez um dos gols do Bremen). Gol de Grafite no empate de 2 a 2 do Wolfsburg com o Eintracht. E falha de Josué num dos gols do time de Frankfurt. Outros destaques do sábado: A virada do Hamburgo, que perdia por 2 a 0, em cima do Arminia Bielefeld: 4 a 2 (gols de Reinhardt-2, Olic e Jarolim). E para a sapatada do Leverkusen, de Henrique e Renato Augusto, ambos em campo, em cima do ex-líder Hoffenheim por 5 a 2 (Kiesslig fez dois gols). E o Dortmund, fora de casa, ganhou de 1 a 0 do Cottbus, gol do sérvio-americano Neven Subotic.
* Na Ligue 1, destaque para a vitória do Olympique de Marselha sobre o Sochaux por 2 a 1, no Velódrome. Gols de Ziani e Koné. Após quatro rodadas, a equipe da camisa mais bonita da Europa lidera com 10 pontos. O Mônaco, do técnico Ricardo Gomes, perdeu para a surpresa Grenoble por 1 a 0, gol do francês, mas que tem nome de brasileiro, Daniel Moreira. O PSG, com Ceará em campo, jogou fora de casa contra o Caen, e venceu por 1 a 0, gol de Hoarau. Outros destaques do sábado: a goleada do Le Mans, do zagueiro Geder, ex-Vasco, em cima do Nantes por 4 a 1. Com o gol de André Luiz, ex-Atlético-MG, o Nancy venceu o Le Havre por 2 a 1, em casa. Já o Nice derrotou o Valenciennes por 2 a 0. Mesmo placar para o triunfo do Auxerre sobre o Lorient. 
A quarta rodada do returno marca a volta dos clássicos estaduais no Campeonato Brasileiro. Dois deles agitam o super-domingo, que ainda conta com duelos importantes, seja no topo ou na rabeira. O que pode determinar mudanças no G4 e na zona de rebaixamento. Vamos aos jogos:
* São Paulo (5º) x Santos (19º) - Há sim favoritos em clássicos. É o caso do San-São da 23ª rodada. Hugo é a única dor de cabeça para Muricy Ramalho, que conta com os importantíssimos retornos de Miranda e Hernanes. Ao alvinegro praiano basta torcer por Kleber Pereira, responsável por 15 dos 26 gols santistas na competição. Jogo que ainda pode marcar a despedida do lateral Kleber. No Morumbi, palco de grandes confrontos entre os dois, o retrospecto é todo são-paulino. Domingo, às 16h.
* Flamengo (7º) x Fluminense (15º) - Novidades no primeiro Fla-Flu entre titulares no ano de 2008. O rubro-negro poderá enfim estrear a jovem promessa Everton. Íbson e Aírton, suspensos, desfalcam o time de Caio Júnior. Do lado do Tricolor, a volta de Thiago Silva é um alento. Mas não poderá se duplicar para cobrir a ausência do xará que rumou para o Hamburgo. Cuca ainda procura um esquema ideal. Ainda assim, Maracanã cheio e promessa de bom jogo. Domingo, às 18h10.
Dia movimentado na Toca da Raposa
E na Europa…
* Mesmo sem estar na Liga dos Campeões, o Benfica segue se reforçando. Depois de Aimar e Reyes, a bola da vez é o hondurenho Suazo, que desembarca em Lisboa por empréstimo de um ano.
Com o recente título da seleção da Espanha na Eurocopa, lentes e câmeras estarão voltadas para o a temporada 2008/2009 do Campeonato Espanhol, que promete dar espetáculo aos torcedores. Na pré-temporada, um vai-e-vem comum de jogadores badalados. Destaque para as ausências de Ronaldinho e Júlio Baptista, agora no Calcio. Robinho tem até segunda-feira para decidir o seu destino. Até ontem sua venda ao Chelsea era dada como certa. Hoje já não se pode dizer o mesmo. Ao contrário dos últimos dois campeonatos, quando o Real Madrid sobrou, a previsão é de que o equilíbrio seja o tom da atual estação.
Detentor de 31 canecos e embalado pelo título da Supercopa, o Real Madrid está de olho no tricampeonato da Liga. Os merengues mantiveram a base da equipe campeã dos últimos dois campeonatos, mas pouco se reforçaram em meio a tantas especulações: Cristiano Ronaldo, Huntelaar, Villa, Silva e Cazorla… E somente o holandês Van der Vaart aterrissou em Madrid, por 15 milhões de euros. A esperança está no retorno de empréstimo dos espanhóis Javi García e De La Red, que devem aparecer constantemente nas listas de Bernd Schuster. A grande incógnita fica por conta de Robinho. Santiago Bernabéu ou Stamford Bridge? Certo é que o elenco madridista tem opções para suprir uma possível ausência: Ruud Van Nistelrooy, Raúl, Sneijder, Robben, Saviola, Higuaín… Todos jogadores de qualidade.
A grande surpresa pode estar do lado pobre de Madrid. O Atlético tem bons valores e até poderá surpreender no campeonato. Reforços como o goleiro Coupet, Ujfalusi, Heitinga, Banega, Paulo Assunção e Sinama-Pongolle agradaram. Soma-se ainda ao talento de Sérgio Agüero e Diego Forlán. Os colchoneros, time da preferência de Lédio Carmona, podem chegar longe. No Valencia, as maiores contratações já estavam na casa. David Silva e David Villa prorrogaram contrato e renovaram as esperanças do promissor técnico Unai Emery. Renan, ex-Internacional, ainda pode ganhar uma vaga de titular, ao lado do brasileiro Edu.
Quem pára o Zenit?
De uns tempos pra cá, a Série A italiana perdeu prestígio. Foram-se os tempos de Weah, Ronaldo, Klinsmann, Roberto Baggio, Zidane, Batistuta & cia. E a liga que um dia foi considerada a maior do mundo, hoje busca se recuperar - reflexo das ótimas contratações no mercado de verão. Com a Inter, do badalado José Mourinho, grande símbolo desse processo de reabilitação. Ou com o Milan, de Kaká, Ronaldinho & Shevchenko. A temporada deve ser bastante disputada na Velha Bota, sobretudo na capital da moda Milão. Mas Roma, Juventus e Fiorentina prometem entrar na briga. As manhãs de domingo estão de volta. O contestado tricampeonato da Inter terá sua prova de fogo esse ano.
Já seu maior rival, o Milan, foi o grande fracasso da temporada passada. Os rossoneros não conseguiram a classificação para a Liga dos Campeões e só venceram a primeira partida em casa em janeiro, determinando o fim do envelhecido elenco milanista. Porém, para reverter a situação, Silvio Berlusconi não hesitou e gastou € 47 milhões em contratações. Entre as 11 feitas, destacam-se o lateral Zambrotta, o brasileiro Ronaldinho Gaúcho e o ídolo Shevchenko, que retorna após passagem apagada na Inglaterra. Resta esperar. A responsabilidade é de Carlo Ancelotti, que fará sua sétima temporada frente ao clube.
Após retornar à elite ano passado, a Juventus fez um bom campeonato e ficou em 3º lugar. O elenco manteve seus principais jogadores e abriu os cofres. Amauri custou € 25 milhões à Vecchia Signora. Além dele, também foram contratados o volante Poulsen e os zagueiros Knežević e Melberg. Assim, a equipe dos artilheiros da última temporada (Del Piero, 21 gols e Trezeguet, 20 gols) quer roubar a cena e manter a hegemonia no cenário nacional em busca do 28º Scudetto.
Não podem ser descartadas as gratas surpresas da temporada passada: Roma e Fiorentina - a primeira já constantemente no alto da tabela. Ambos confirmam a tônica do mercado em contratar brasileiros. Júlio Baptista desembarcou na capital, enquanto Felipe Melo foi para Toscana. Apesar de perdas importantes como Mancini e Ujfalusi, respectivamente, são equipes que podem surpreender.