A oitava rodada finalmente separou os líderes. Melhor para o Flamengo, que chegou aos 19 pontos. Grêmio e Cruzeiro, com 17, vêm logo atrás. E o Palmeiras, que sobe de produção, completa o G4, com 16. No total, foram 6 empates ao longo do fim-de-semana. E apenas 22 gols em 10 jogos. O que não quer dizer que a rodada foi ruim. Nem boa. Mas que já começa a traçar o rumo de alguns clubes. Destaque também para os bons públicos em Porto Alegre, Recife e Belo Horizonte.
O Sport não estava de ressaca. Jogou com seriedade – o que não quer dizer bem. Méritos para o Flamengo, que venceu o rubro-negro pernambucano em plena Ilha do Retiro (27.623 pagantes), por 2 a 1, e chegou ao número de 400 triunfos na história do Brasileiro. Obina mostrou que pode contribuir e muito também quando começa jogando. Marcou os dois, com participação direta de Juan em ambos. O último, aos 48 minutos do segundo tempo. Francisco Alex anotou para a equipe de Nelsinho Baptista, com a ajuda do montinho artilheiro – péssimo gramado, por sinal. Com ou sem Íbson, que terá o contrato encerrado nesta segunda-feira, o Flamengo, do hoje audacioso Caio Júnior, irá chegar. Ao menos dá mostras de sua capacidade ao seu torcedor. Ao contrário de outros tempos, o rubro-negro mostra-se forte também fora de casa. Já o Sport teve a primeira baixa atuando em casa. Algo que deve ser raro ao longo do campeonato. A princípio, não há com o que se preocupar sobre rebaixamento.
O Palmeiras não teve dificuldades para manter os 100% de aproveitamento em casa. Vitória de 2 a 0 sobre o defensivo Náutico, no Palestra Itália. Alex Mineiro, de paradinha – até quando? -, chegou ao sexto gol no campeonato. Denílson, num belo gol, ampliou. Mas há algumas constatações a serem feitas. Como, por exemplo, outra expulsão de Kleber. Seja por reclamação ou agressão, o bom atacante costuma estar envolvido. Pode atrapalhar os planos de Vanderlei Luxemburgo ao longo do campeonato. Ou então a forte marcação sobre Valdívia. O chileno tem dificuldades para se livrar. Hoje deu certo. E o alviverde só sobe. Já o Náutico sofreu com o elevado número de volantes. Ou brucutus, caso de Alceu. A Sul-Americana estaria de ótimo tamanho para o Timbu.
Cruzeiro e São Paulo prometiam o melhor jogo da rodada. Na prática, o empate em 1 a 1 deixou um pouco a desejar para os 37.115 pagantes no Mineirão. Guilherme marcou o sexto gol no campeonato – é artilheiro ao lado de Alex Mineiro. Borges, logo no início da segunda etapa, empatou. Fábio ainda fez uma defesaça. Rogério Ceni também teve um pouco de trabalho. Jadílson fez falta. No fim, vaias da torcida. O São Paulo é competitivo no Morumbi ou fora de seus domínios. A Raposa também tem um bom time. A cobrança é exagerada. O atual terceiro lugar é uma realidade, não exceção.
Tudo levava a crer que o Gre-nal de número 370 seria tricolor. Mas o que se viu no estádio Olímpico (42.888 presentes) foi um Internacional superior durante a maior parte do tempo, apesar do empate em 1 a 1. Tite armou uma defesa praticamente intransponível. E o time ainda atacava com perigo. Tanto que já vencia aos 15 minutos de jogo, com Índio. O domínio prosseguiu até o ato infantil de Renan, já no fim de jogo. Pênalti e a merecida expulsão. Roger marcou o seu quarto gol na competição – o quarto da marca da cal, com outra paradinha. O Grêmio saiu no lucro. Já a atuação do Colorado serve como alento para as 30 rodadas restantes.
Pouco mais de nove mil corajosos torcedores foram ao Maracanã neste domingo para acompanhar Fluminense e Botafogo. Provavelmente se arrependeram com o fraco – e talvez esperado - 0 a 0. Fato preocupante para o alvinegro, que não conseguiu se impor diante dos reservas tricolores. Geninho ainda busca explicações. O problema é que muitos jogadores vivem uma fase nada agradável. Fazer gol parece ser uma verdadeira missão para os atacantes alvinegros. Já no Fluminense, os torcedores agradecem por esta ter sido a última atuação dos reservas. Seja com uma quarta-feira feliz ou triste, a equipe de Renato Gaúcho poderá contar com Thiago Silva, Conca e companhia na próxima rodada. E é bom correrem atrás do prejuízo.
Atlético Paranaense e Coritiba deram mostras de como é um clássico. Caminhavam para o movimentado 0 a 0, na Arena da Baixada (20.192 pagantes) quando Valencia foi expulso, já aos 30 do segundo tempo. Pressão do Coxa? Errado. Em seguida, Nei sofreu pênalti de Maurício – expulso por dois amarelos - que Alan Bahia cobrou, com paradinha – a moda da rodada -, e fez. 1 a 0. Eram 10 x 10. E o Furacão tinha a vantagem no placar. Mas Marcos Tamandaré, aos 41, empatou em lance duvidoso. Ao menos sobrou emoção. Pelo pouco que vi gostei de Marlos. Incisivo, deu trabalho à zaga da equipe de Roberto Fernandes. Os dois times devem ocupar a modesta zona da Sul Americana por um bom tempo.
Nada de tão animador entre Figueirense e Atlético Mineiro, no Orlando Scarpelli. O Figueira, na estréia de Paulo César Gusmão foi melhor – principalmente na segunda etapa -, mas prevaleceu mais um empate em 1 a 1 na rodada. Marquinho e Petkovic, de falta, anotaram os gols da partida. Édson evitou outros. E o Galo, de Gallo, segue longe do topo. Precisa de reforços para tornar o time competitivo.
Colaborou Victor Canedo