* Excelente média de gols nas partidas desta quarta-feira. No total, 25 gols em 7 partidas. E um grande público. No Barradão abarrotado (35 mil pagantes), o novamente eficiente São Paulo de Muricy Ramalho voltou a vencer. Não há como negar que o Vitória seja um concorrente direto – o que só aumenta os méritos do Tricolor Paulista, que parecia nem sentir os desfalques de Miranda, André Dias e Borges. Hugo, Dagoberto e Éder Luís – golaços e ótimas atuações dos dois últimos - marcaram na vitória de 3 a 1. Dinei, no fim, descontou – Willians ainda teve um gol mal anulado. Nada que abale a recuperação são-paulina no campeonato. A diferença para o G4 é de apenas um pontinho. E enfrenta o Botafogo, domingo, em casa. Alguém duvida que o São Paulo vá chegar de novo?
* Aos trancos e barrancos, o Cruzeiro conquistou importantíssima vitória diante do Atlético Paranaense, no Mineirão (15.246 pagantes). Essencial não só para o time, mas para a tão desejada emoção nos famigerados pontos corridos. Depois de alguns gols perdidos, o volante Elicarlos marcou o chorado gol, já aos 40 da segunda etapa. É a segunda vitória seguida da Raposa no fim – o que não é demérito algum, para deixar claro. Mas o time de Adílson Baptista já não possuí o mesmo pique de outrora. O Furacão, pelo que vem apresentando, não me convence. Deve mesmo ser figurante ao longo do campeonato. E a culpa não é de Roberto Fernandes.
* O Palmeiras reencontrou o bom futebol. Pelo menos nos 45 minutos finais diante do Fluminense, no Palestra Itália (13.568 pagantes). Kleber também deixou as notas sobre expulsões e cotoveladas e reencontrou o caminho do gol. Gols. Ambos de cabeça na perdida defesa tricolor. Maicosuel – em sua estréia - e Washington completaram. Vale ressaltar que a postura da equipe de Renato Gaúcho é outra fora de casa. E o time é curiosamente o mesmo que joga no Maracanã. O Palmeiras, de Vanderlei Luxemburgo e do volante Sandro Silva – ótima atuação - nada tem a ver com isso. E voltou ao G4 – é o único paulista a habitar a zona da Libertadores desde o início da competição. O Fluminense ainda amarga a zona de rebaixamento. E recebe o embaladíssimo Figueirense, sábado, no Maracanã. É bom Renato Gaúcho abrir o olho.
* O adversário era o lanterna Ipatinga, no Engenhão (10.007 pagantes), mas enfim o Botafogo pôde fazer uma apresentação convincente. Thiaguinho não marcou gol. Apenas detalhe. O volante foi o grande destaque da goleada de 4 a 0, com passes rápidos e decisivos. Zé Carlos, Wellington Paulista e Jorge Henrique, duas vezes, anotaram para o alvinegro, que no famoso lá e cá do Campeonato Brasileiro é o 10º, com 15 pontos. No entanto, não há cá para o Ipatinga, que ocupa a zona de rebaixamento da competição há um bom tempo – e de lá não deve sair tão cedo.
* O Santos é o retrato do desastre no Campeonato Brasileiro. Não se acerta. Disputou 36 pontos e só ganhou 8. Não sai da zona do rebaixamento desde a quinta rodada. E agora está arriscado a perder o pouco que ainda tem de bom no elenco. Cuca ainda não venceu desde que estreou. Em oito partidas, quatro derrotas e quatro empates. Mas encontrou um time retalhado, disperso e sem vibração. Cobrar do treinador, agora, só mesmo o fato de ainda não ter conseguido recuperar a garra do grupo. Mas, às vezes, nem o Mago Merlim é capaz desse truque. Hoje, no Orlando Scarpelli, mais um sapeca. O Figueirense fez 3 a0, com sobras: dois gols de Edu Salles e um de Tadeu. O Figueira vai bem com PC Gusmão. Desde que o polêmico técnico assumiu, foram três vitórias e dois empates. Números que levaram a equipe do excelente meia Cleiton Xavier, talvez o melhor até agora do Brasileirão, à sétima colocação.
* Na Ilha do Retiro, um jogo com duas caras. O primeiro tempo de Sport x Grêmio foi pavoroso. Ruim de doer. O segundo foi delicioso de tão bom. Melhor para o Grêmio, que arrancou empate de 2 a 2 e continuou em terceiro lugar. Pior para o Leão, que tropeçou pela terceira vez em seis jogos na Ilha e ficou no 11º lugar. O campeão da Copa do Brasil vive uma crise de gols – apenas 12 em 12 jogos – e a defesa tem falhado muito. No Grêmio, Tcheco entrou muito bem na vaga de Roger e o time parece não ter perdido equilíbrio. William Magrão fez 1 a 0, Durval empatou, Rodrigo Mendes pôs o Grêmio de novo na frente, mas Durval fez o seu segundo e fechou a conta. Uma boa partida de 45 minutos em Recife.
* Uma pena que apenas 2.266 torcedores tenham acompanhado a histórica virada da Portuguesa sobre o Náutico, no Canindé. Depois de três derrotas seguidas, Vagner Benazzi assinava sua demissão após os 45 minutos iniciais quando o Timbu fez 2 a 0 (Felipe e Gilmar). Mas Edno, Patrício e Jonas, aos 45 do segundo tempo, decretaram a heróica vitória da Lusa. Que respira. Mas ainda sem qualidade suficiente para almejar vôos maiores. Já o Náutico deve pagar pelo erro da demissão injusta de Leandro Machado. Pintado assumirá o time pressionado. Inclusive o alvirrubro já caiu duas posições na tabela – e pode terminar a rodada em 9º, caso o Internacional vença o Atlético Mineiro nesta quinta-feira.Colaborou Victor Canedo