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Um palmeirense em Liverpool

Ter, 06/01/09
por decio.lopes |
categoria Inglaterra

O próximo Expresso da Bola no Sportv vai ter como personagem o goleiro Diego Cavalieri, um caso raro no futebol - um jogador de muito talento, bem comportado, motivado, mas que vai passando a maior parte da carreira no banco de reservas.

Depois de mostrar no seu Palmeiras de coração que pode ser titular em qualquer grande clube, Diego foi para o banco com a recuperação do mito Marcos. Agora, no Liverpool da Inglaterra, ele espera por uma chance enquanto assiste ao sucesso do espanhol Pepe Reyna.

Um personagem curioso que visitei na cidade dos Beatles. Conversamos um bocado e posso dizer que encontrei um sujeito sereno, determinado mas ainda em fase de adaptação, um pouco assustado com a distância da família e com muitos aspectos da vida em um país tão diferente do nosso.

Falamos sobre o presente e as estrelas dos Reds: Reyna, Gerrard, Rafa Benitez… Sobre o passado e os bons momentos no Palestra, assim como a relação de verdadeira amizade com Marcos. Do futuro e as chances de tornar-se titular e ganhar respeito na Europa  

O programa vai ao ar a partir de quinta-feira, às 22:00h, no Sportv 2 - com diversas reprises durante a semana (melhor é ver a programação dia-a-dia no site do Sportv).

Aí vai um aperitivo de mais um Expresso da Bola com entrevistas, imagens, belas defesas e uma curiosa visita ao novo apartamento de Diego e da namorada Daniela. Eles haviam feito a mudança na tarde anterior e ainda começavam a conhecer o novo lar. São histórias curiosas e divertidas de dois paulistas na terra da chuva.

Baixo nível?

Seg, 05/01/09
por decio.lopes |
categoria Mundo

melhores brasileirãoNos últimos tempos tenho ouvido muita gente dizendo que a qualidade nos gramados brasileiros desabou e que os campeonatos jogados por aqui atingiram níveis insuportavelmente baixos. Como entre os que fazem esta crítica há muita gente boa, que eu respeito e ouço com admiração, resolvi pensar um pouco mais sobre o assunto.

Será que eles têm razão? O êxodo de craques estaria fazendo dos nossos torneios uma sequência de peladas de várzea? Será que deveríamos ter vergonha de compararmos os nossos jogos com os dos milionários campeonatos do velho mundo?

Devo dizer que depois de enumerar argumentos, conversar com amigos e pensar um bocado, cheguei à conclusão (logicamente subjetiva e pessoal - longe de mim querer “decretar” isso como verdade absoluta!) de que não há motivos para pânico ou “complexo de vira-latas”. Sinceramente não vejo os jogos dos nossos campeonatos como eventos bizarros comparados aos das grandes ligas da Europa. Os clipes de apresentação, os produtos das lojas dos clubes e o material publicitário podem até ser muito inferiores, mas as partidas não.

Pra não ficar só no “achismo”, vamos a alguns argumentos mais concretos… É óbvio que:

1) temos menos craques por aqui na atualidade (será que ainda temos algum?) 2) o futebol brasileiro passa por um momento de inferioridade tática em relação ao que vimos de equipes compactas e multi-funcionais da Eurocopa. 3) os nossos estádios são umas porcarias, salvo raríssimas exceções (eu diria umas 3 ou 4), e isso acaba interferindo de várias formas no espetáculo. 4) Os nossos times mudam demais, ainda devido ao êxodo, e isso tráz consequências ruins para os grupos. 5) poucos clubes têm CTs e estrutura adequados a um trabalho de alto nível. 6) Muitos dos nossos dirigentes são amadores e não entendem nada de gestão. São torcedores com poder e, assim, mais atrapalham que ajudam.  

De todo modo, colocados estes fatos, ainda assim resisto com a minha opinião e proponho outra perspectiva para o debate: o que pode, na verdade, estar menos agradável atualmente é o futebol como um todo. Mais defensivo, mais físico, com menos espaços e improvisos - fatores que atrapalham o “show”. Mas isso tudo é internacional. Não são problemas das ligas brasileiras e sim do esporte - que, para bem ou para mal, caminhou nesta direção, contrariando o nosso “gosto” nacional, a nossa tradição em que todas as crianças querem jogar de camisa 9 ou 10.

Como os torcedores daqui praticamente só assistem aos campeonatos brasileiros, podem chegar à conclusão de que o problema é nosso e não global.

Além disso, lendo a revista Four-Four-Two (que agora tem uma ótima e muito bem vinda versão brasileira), deparei-me com uma lista dos que seriam os cem melhores jogadores do mundo em 2008 - e aí acabaram as minhas dúvidas de vez.

A lista foi feita na Europa, por jornalistas de lá e, claro - coincidência! - não tem um jogadorzinho sequer que atue na América do Sul. De todo modo ela me mostrou claramente que os nossos campeonatos estão bem longe de ser os “túmulos da bola”.

Mesmo com a quantidade de talentos que deixam os nossos clubes, a capacidade do futebol brasileiro para se renovar é tão incrível que - apesar dos pesares - não dá para sentir muita inveja destes ”melhores do mundo”. Tenho certeza, aliás, de que, se vissem com alguma frequência os nossos jogos, os colegas europeus mudariam muito desta lista.

É brincadeira! Desculpem os fãs do moço, mas Sérgio Ramos é apontado como o melhor zagueiro da Espanha. Fala sério… Dá pra sentir inveja? O ótimo Adebayor é apontado como o décimo quinto melhor jogador do mundo. Eu gosto muito deste atacante, mas no par-ou-ímpar da pelada você escolheria ele ou o Nilmar? Será que escolheria sem pestanejar?  

Se procurarmos mais para a rabeira da lista, aí é que vamos concluindo que, mesmo sendo depenada semestralmente, a nossa liga não perde de tão longe assim para as rivais européias. Entre os cem melhores do mundo estão Diego Capel (Sevilha), Paul Scholes (Man Utd), Antonio Cassano (Sampdoria), Danny (Zênit), Simão Sabrosa (Atlético de Madrid), Bacari Sagna (Arsenal), Robert Pires (Villareal), Darijo Srna (Shakhtar), Luka Modric (Tottenham), Pepe (Real Madrid), José Bosingwa (Chelsea), Nihat Kahveci (Villareal), Esteban Cambiasso (Inter), Patrice Evra (ManUtd), Nemanja Vidic (ManUtd)…

Não sou maluco. Não estou dizendo, pelo amor de Deus, que os clubes brasileiros são iguais ou melhores que os gigantes europeus da atualidade. Isso não. Mas, sinceramente, vendo nomes como estes, chego à conclusão de que muitos dos jogadores que atualmente estão no Brasil poderiam perfeitamente figurar neste rol da 4-4-2. Sem patriotada. Aliás, nada contra os votantes. A lista até me parece bastante justa - para os melhores da Europa, claro. Não do mundo.

O que eu argumento, simplesmente, é que, mesmo com a incrível saída de talentos, o Brasileirão ainda tem material humano para ser colocado como um dos melhores campeonatos nacionais do mundo.

Sigamos com a lista da Four-Four-Two… Nela, a Liga Inglesa é apontada como a que tem mais craques: 31 entre os 100 melhores do mundo.  A Espanhola vem a seguir com 30. Depois a Italiana com 23. Tudo certo. Mas a partir daí, amigo, eu já colocaria o Brasileirão tranquilamente… Até porque a Liga Alemã (que vem a seguir) só teve 6 jogadores na tal lista.

Veja com frieza estes nomes que eu citei acima… Você não acha que conseguiria incluir mais de 6 jogadores do último Brasileirão neste “bonde”? Estou certo de que a resposta é sim. Mole mole.

O gladiador na Ucrânia

Dom, 04/01/09
por decio.lopes |
categoria Ucrania

Para os amigos que não se lembram, aí vai uma amostrazinha do que foi o Expresso da Bola com o Kléber na Ucrânia. Recebi alguns emails pedindo, então publico este material dos tempos em que o atacante defendia o Dínamo Kiev.

 

O impasse que veio do frio

Sáb, 03/01/09
por decio.lopes |
categoria Brasil, Ucrania

palmeiras.jpg 

O atacante Kléber foi uma das boas novas do último Brasileirão, carente em revelações e talentos individuais. Um jogador forte, perigoso, que domina alguns bons recursos na área e sabe abrir espaços em sua obsessiva luta pelo gol. Não que a idade permita a Kléber ser chamado de garoto ou de “revelação”, como insinuei há pouco. A questão é que ele estava tão isolado na fria e distante Ucrânia, que já havia sido quase esquecido. Digo “quase” porque tenho o orgulho de, com o Expresso da Bola, ter visitado o Kléber nestes dias de exílio em Kiev. Lá, o talento que havia passado pelas seleções de brasileiras de base tinha bom tratamento, era uma das estrelas do Dínamo, desfrutava de algum conforto pessoal e de um belíssimo salário mas, sinceramente, não parecia feliz. Claro que isso ele não disse, mas era fácil de ser notado. Depois de algum tempo convivendo intimamente com entrevistas de jogadores, você acaba naturalmente decifrando determinados códigos. Estava  na cara que Kléber queria voltar ao Brasil, estava claríssimo (embora sem verbalizar) que o jogador não aguentava mais o frio, a distância, o idioma, as diferenças…

Não deu outra. Meses depois desta edição do Expresso, o atacante pintou por aqui, no Palmeiras. Fez uma ótima temporada, refrescou a memória dos que já o conheciam e “revelou-se” um bom jogador para a maioria que ainda não o tinha em visto em ação.

Agora o Palmeiras, o Dínamo e Kléber encontram-se em uma encruzilhada -a meu ver puramente financeira. Não há dúvidas de que o jogador quer ficar, o clube brasileiro quer que ele fique e o clube ucraniano aceita isso sem dramas. Então falta o quê? Ora, oito milhões de dólares…

Hmmmm… Não é pouco, não. É um monte de dinheiro! Mais do que qualquer clube brasileiro pode pagar no momento.

Mas e aí? Como ficamos? Até aqui não ficamos nem fomos - o que não pode ser considerado de todo ruim para a turma do Palestra.

Uma das alternativas para o desefecho do caso seria o tal grupo investidor italiano comparecer com o tutu - o que certamente daria o atacante ao Palmeiras apenas por uns tempinhos, já que o interesse de qualquer investidor é vender o jogador (em Euros) assim que possível. Mas vá lá, já teríamos Kléber no Brasil por mais um ano ou meio.

Dizem que o Corinthians também mostrou interesse. Mas o clube teria oito milhões de dólares? Acho que não. Nem mesmo sei se esta ainda seria uma contratação tão importante para o Timão, depois de trazer Ronaldo e Souza.    

Por fim, outra solução possível para o caso de Kléber é simplesmente não pintar grana alguma de parte alguma - o que, no futebol de hoje, já não parece tão improvável assim. Aí, o Dínamo, querendo ou não, acabaria prorrogando o empréstimo do jogador. Não estaria mal. Ficaria tudo como antes.

Pelo jeitão, com nervos de aço, é isso que os dirigentes do Palmeiras esperam. Seria ótimo para o clube e para o jogador - que revela ter esperanças de uma futura convocação para a seleção principal. Futebol não falta. Jogadores iguais já chegaram lá. Mas Kléber precisa de mais maturidade e menos cotoveladas. Mais serenidade e menos provocações em campo.

Se continuar no Brasil e botar a cabeça no lugar tem um mundo de possibilidades pela frente.

Trrrrrrrrrrrrim… Alguém tem um despertador?

Sex, 02/01/09
por decio.lopes |
categoria Brasil

tNesta semana paradona para a maioria dos brasileiros, os clubes têm que impor um ritmo oposto e tentar ações, telefonemas e reuniões em busca de reforços ou de, miseravelmente, evitar perdas significativas no elenco. A época de férias para muitas das profissões é evidentemente tempo de ferveção para dirigentes e agentes da bola, tempo de trabalhar forte nos bastidores, hora de agir. E muita gente tem feito isso - alguns com bons resultados, outros com apostas de risco e ainda outros com o que são, a meu ver, maus negócios evidentes.

Há clubes que, além de contratações, também lançam ou reforçam iniciativas interessantes. Hoje mesmo temos no globoesporte duas excelentes iniciativas: o Inter trabalhando firme para chegar aos cem mil sócios (esta, para mim, a grande iniciativa da década! O pulo do gato, o exemplo a ser seguido) e o S.Paulo com os interessantes “passaportes de ingressos” para toda a temporada no Morumbi. Há poucos dias vimos o projeto para o novo estádio do Grêmio e por aí vai…

Vejo coisas boas acontecendo e algum otimismo nos gramados, reforçado curiosamente pela terrível crise internacional - que ao menos anuncia uma das “janelas de transferências” para a Europa mais fracas dos últimos anos. Menos jogadores nos deixarão nas próximas semanas.

Enfim, notícias e agitos cá e lá… Mas aí eu me pergunto: e o Flamengo? Quais são as novidades para a maior torcida do país? O que a diretoria está programando para que este ano seja “melhor do que aquele que passou”?

Ibson pode ir embora. Juan está sendo oferecido aos grandes clubes europeus insistentemente. Alguns reservas dos reservas podem ir para o Vasco como brinde-de-amizade (ou será que aliviar-se dos salários destas más contratações por alguns meses é um pouco diferente do real significado de amizade…? Juro que não conheço os contratos um-por-um  para ter uma opinião fechada sobre o tema, mas me parece que quando a esmola é demais, São Januário desconfia).

É bem verdade que os dirigentes do Flamengo ficaram conhecidos por seu passado recente de maiores (não melhores) negociadores do mercado. E isso pegou mal. O “Panorama Esportivo” de O Globo, escrito pelos sempre eficientes Jorge Luis Rodrigues e Antonio Maria Filho, falava há poucas semanas em mais de 100 contratações da atual gestão. Um exagero que deve ser questionado.

Mas agora, de repente, eis que não acontece nada. O extremo oposto. O que houve, gente? Ou o que não houve, né…

Concordo com o Cuca: o elenco está inchado. Eu mesmo já escrevi que time não é o principal problema do Flamengo. O grupo atual é forte - dentro, claro, dos parâmetros atuais do Brasil. Mas será que o Flamengo  não precisa de qualquer novidade? Nada? Nenhum reforço em qualquer posição?

Ou, tudo bem, sem falarmos em nomes; será que o Flamengo não precisa de novidades de marketing, de arrecadação, de campanhas por associados? De iniciativas por um CT decente? Não precisa de idéias criativas para as suas divisões de base? Não precisa de nada?

Por enquanto, ao que mostram as ações (ou a falta delas), a resposta é não. Está tudo ótimo. Eu obviamente não concordo e tenho certeza de que a imensa maioria dos rubro-negros também se sente frustrada neste momento com a falta de perspectivas e novidades. Novidades de verdade - que fique claro - e não factóides bobocas.  

Ironicamente, segundo alguns torcedores, as melhores notícias na Gávea vêm sendo os negócios que não dão certo. Na festa de ano novo, aliás, ouvi de um amigo rubro-negro um pedido de brinde no mínimo curioso:

- Timtim pelo Ronaldo e pelo Adriano que graças a Deus não vieram para o Mengão!

Será que este amigo tem razão? Será que nesta temporada de novidades, os melhores negócios para o Flamengo foram aqueles que a diretoria não conseguiu realizar?

Nestes dias de pernas-para-o-ar para quase todos os mortais, mas que deveria ser fervilhante nos bastidores do futebol, parece que tem gente precisando de um bom despertador. Bom dia, senhores da Gávea! Hora de acordar!

O melhor!

Qua, 31/12/08
por decio.lopes |
categoria Sem Categoria

Amauri melhor 2008 

Amauri, atacante da Juventus, é o melhor brasileiro no futebol internacional em 2008. Palavra dos internautas.

Encerramos a enquete às 12:30h de 31/12 e o resultado confirma o que vinha sendo apontado desde os primeiro votos: o torcedor brasileiro está encantado com esta boa nova que vem do norte italiano.

Amauri Carvalho de Oliveira nasceu em Carapicuíba-SP, em junho de 1980, chegou a fazer testes no Palmeiras mas não foi aproveitado. Acabou no Santa Catarina Clube, da segunda divisão catarinense. Convidado com a equipe para participar de um pequeno torneio sub-20 em Virareggio, na Itália, o artilheiro impressionou os olheiros e foi contratado pelo Napoli. Foi emprestado  ao Belizona, da Suiça, depois jogou por Piacenza, Messina, Chievo Verona, Palermo até finalmente chegar à Juve, onde ganhou fama internacional e faz desta a melhor temporada de sua carreira.

Amauri tem convite para defender a seleção italiana, mas pelo jeito o torcedor do Brasil espera que Dunga seja mais rápido - até porque o atacante já disse que prefere jogar com a “amarelinha”. A negociação para ter Amauri na seleção brasileira deu uma emperrada porque o agente do jogador teria insinuado que Amauri só viria para ser titular - o que irritou o quase sempre irritável Dunga (mas que, desta vez, se confirmada a declaração, tem razão para não gostar do que leu).

De todo modo ainda dá tempo. E, pelo visto, este é o desejo dos nossos torcedores. Amauri, pelo que vem jogando, merece uma chance na seleção pentacampeã do mundo.  

Veja abaixo a lista dos mais votados no Expresso da Bola:

1) Amauri - citado por 78% dos internautas

2) Kaká - 60%

3) Robinho - 41%

4) Maicon - 38%

5) Júlio César - 29%

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6) Pato - 25%

7) Daniel Alves - 23%

8) Anderson - 22%

9) Luis Fabiano - 20%

10) Marcos Senna - 16,9%

11) Ronaldinho Gaúcho - 16,7%

12) Carlos Eduardo - 14%

13) Denilson - 8%

14) Diego - 7,4%

15) Renato Augusto - 7,0%

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A votação foi um sucesso e eu agradeço a cada um dos amigos que veio participar e deixou a sua opinião. Este é um espaço para debate, para a troca de idéias e para a curtição em torno do nosso esporte preferido. E é impressionante como há visões diferentes desta paixão-competição-negócio-loucura! Tivemos votos para Ceará do PSG, Araújo do Al Gharrafa, Danilo do Kashima, Fabio Simplício do Palermo, Roger do Qatar SC, entre muitíssimos outros… Viva a diferença! Viva a liberdade de escolha!

Que todos sigamos trocando idéias e nos divertindo por aqui em 2009.

Muita sorte, saúde e felicidade no ano que começa. Para você e para o futebol brasileiro tudo de muito bom. Positive vibes!

Que Deus nos abençoe e que saibamos agradecer a Ele por cada dia de felicidade e ensinamentos.     

Quem são os 5 melhores brasileiros no futebol internacional? (Primeira parcial ja ao fim do texto!)

Seg, 29/12/08
por decio.lopes |
categoria Mundo

Amigo do blog,

Cada vez mais os brasileiros estão jogando por todos os cantos deste planeta apaixonado pelo futebol.

Cada vez mais os clubes, mesmo de países remotíssimos, buscam jogadores por aqui. Nem todos craques, evidentemente. Mas seguindo a principal regra do mercado não há outra conclusão possível: dentro das diversas “faixas de preços” os nossos jogadores ainda - segundo o mercado! - são as melhores opções.

Os registros da CBF, disponíveis na internet, apontam que houve neste ano transferências para países como Albânia, Angola, Belarus, Bahrain,  Bósnia, El Salvador, Ilhas Faroe, Letônia, Moldávia, Malta, Síria, Tajiquistão, Suriname, Vietnã…

É quase como aquele jogo de girar o globo terrestre e, de olhos fechados, apontar com o dedo algum lugar. Ali, muito provavelmente, haverá um jogador brasileiro.

Claro que não podemos acompanhar as ligas de todos estes países. Aliás, acho que na maioria dos casos não seria um programa dos mais divertidos…

De todo modo, como também há jogadores do nosso país nos melhores clubes do mundo, eu pergunto a você: quais foram os melhores brasileiros no futebol internacional em 2008? 

Julio Cesar, Maicon, Daniel Alves, Kaká, Pato, Ronaldinho, Diego, Robinho, Anderson, Liédson, Amauri, Zé Roberto, Lúcio…

Sei lá eu! Ou melhor: tenho a minha opinião, mas não quero já começar influenciando o seu voto.

São muitíssimas as opções e certamente serão muito diferentes as respostas e justificativas.

Cada um que pense em sua própria lista de cinco jogadores e escreva aí abaixo no espaço para comentários do blog (se quiser, com as justificativas).

A idéia não é nova, mas é sempre um barato. Listas e prêmios de melhores do ano há muitos por aí (aliás, eu me animei a criar este post a partir de uma votação semelhante que está rolando no site sambafoot.fr - sempre muito legal e com textos de bom nível).

Então que tal fazermos a nossa eleiçao aqui também, no Expresso da Bola?

Vamos lá! Vamos ao nosso top 5!

Como diria o Arnaldo, a regra é clara:

1) Tem que ser brasileiro atualmente jogando em clube do exterior.

2) Vale votar em brasileiro com dupla nacionalidade, afinal de contas, sejamos justos e não vamos segregar: o sujeito não deixa de ser brasileiro por aceitar um segundo passaporte.  

3) Cada um faz uma lista de 5 nomes.

Beleza? Combinado?

Obrigadão por participar. 

Aguardo o seu voto nos comentários ai abaixo.

Abração.  

_______________________________________________________________

(30/12, 14:00h) Amigos, até aqui o público mostra que o Dunga deveria mexer-se logo a caminho da Itália. Amauri vence com sobras!

Ele já tem 335 votos. Seguido por Kaká com 254.

Mais atrás, a briga por um lugar entre os 5 pega fogo. Robinho 191, Maicon 168, Julio Cesar 129, Pato 109, Daniel Alves 101, Anderson 100, Luis Fabiano 82, Ronaldinho Gaucho 78, Marcos Senna 62, Carlos Eduardo 60…

Também são bem lembrados pelo torcedor jogadores que fizeram ótima temporada, como Denilson 31, Diego 28, Renato Augusto 28, Rafael (Manchester) 21, Lucas 16… E não faltam votos a velhos conhecidos que ainda tratam muito bem a bola, como Zé Roberto 18, Juan 18, Juninho Pernambucano 16,  Lúcio 16…

Você acha que os votos estão no caminho certo? Acha que a lista precisa ser modificada?

Então acesse a área de comentarios aqui abaixo e vote.

Obrigado. Abraço.  

Mano sim. Papai não.

Dom, 28/12/08
por decio.lopes |
categoria Brasil

Ronaldo Corinthians

Já é um clássico: você chega a um amigo e diz que tem uma boa e uma má notícia para contar, aí pergunta qual ele quer saber primeiro. Geralmente a boa nova é a escolhida para começar.

A contratação de Ronaldo pelo Corinthians, para muita gente, é uma destas novidades com aspecto positivo e negativo, sendo que a Fiel torcida só ouviu até agora o lado bom da historia.

Discordo. Ao menos neste momento.

Acho até que pode tornar-se isso, sim. Mas já dar este desfecho como certo é torcer contra, é antecipar-se aos fatos, com alguma maldade. Não se pode condenar alguém por um “crime” que sequer foi cometido.

Eu já disse no Redação Sportv e repito aqui: se há motivos para que os corintianos tenham atenção extra com o peso e uma certa tendência à acomodação que Ronaldo mostrou nas suas últimas experiências, há, por outro lado, o fato super positivo de o craque ter, desta vez, a companhia de Mano Menezes. Não poderia haver melhor treinador para lidar com o Fenômeno neste momento. Acho Mano um técnico que sabe ouvir e, principalmente, falar. Sabe a hora de pegar leve mas também não mostra o menor constrangimento em, de quando em quando, pegar pesado com os seus comandados. Não é aquele treinador “amigão”, que sai para assar picanha e tomar chopp com jogador. Sem condenar as outras formas de liderança (que podem funcionar em determinados cenários), penso que o “estilo Mano” é exatamente do que Ronaldo precisa neste momento. E o Corinthians também. Ainda mais este Mano cheio de moral no clube e com a torcida - o líder que resgatou das trevas o glorioso futebol do Timão.

Para completar, o técnico ainda chega com a (boa) novidade de que está lendo um livro de Phil Jackson, ex-treinador do Chicago Bulls, contando como geriu o semi-Deus Jordan em uma de suas últimas e gloriosas temporadas. Faz sentido. Acho a leitura pertinente e bem sacada. R9 tem muito de MJ, sim. Sem exageros.      

Em sua mais recente coletiva, Mano Menezes também deixou duas boas frases que apontar para dias felizes:

1) “Se o Ronaldo não tivesse a intenção de voltar a jogar em alto nível e de chegar a mais uma Copa do Mundo, o Corinthians não apostaria no projeto”

2) “Mas não é só de boa intenção que vive o mundo. Precisamos de trabalho, sacrifício e dedicação”.

Ele já deu o recado.

O Corinthians e Mano estão com Ronaldo. Apostando e abraçando o craque em mais esta recuperação. Mas não pense o Fenômeno que, sem retribuição em dedicação e trabalho, este carinho vai durar para sempre.

A apresentação foi uma festa, a coletiva um acontecimento, a contratação representou manchetes em todo o mundo, as camisas estão vendendo que nem pipoca… Mas não tenha dúvida, amigo: quando começar a valer três pontos, não tem mais essa de compreensão, carinho e outros nhenhenhens.

É gol ou grito. É resultado ou pressão. É vencer jogando bem ou segurar a onda porque, com certeza, vem chuva pesada. Com raios e trovões bíblicos.

Sempre foi assim, assim será (até por isso, por favor, nem pensem em lançar o Ronaldo em jogos de festa antes que ele perca a barriga e recupere a força).

Sempre foi assim, assim será.   

Mar de mensagens

Sáb, 27/12/08
por decio.lopes |
categoria Brasil

Amigos do blog,

Estou impressionado com a avassaladora quantidade de mensagens chegando para comentar o texto anterior.

Muitíssimo obrigado a quem veio ao Expresso da Bola e opinou. É muito legal fazer deste um espaço para a troca de idéias em torno do nosso esporte preferido.

Há um fato óbvio, no entanto: muito mais que meu blog, o que realmente botou para ferver foi o tema.

Impressionante como a imensa torcida do Flamengo vem se sentindo abandonada e buscando uma solução.

E “solução” não quer dizer paliativo. Quer dizer pensar grande, a longo prazo. Não é contratar uma estrela ou meia dúzia de jogadores razoáveis. É repensar o clube. É ter uma nova visão do futebol e dos negócios que envolvem o esporte. É trabalhar abraçado a valores como a ética e a paixão sem que isso arranhe um milímetro do profissionalismo e da mais moderna administração.

Muitas das mensagens sugerem que eu organize algum abaixo-assinado dando força à candidatura do Leonardo ou encorajando o ex-craque a seguir em frente com a idéia. 

Infelizmente isso eu já não posso fazer. Como jornalista tenho que ficar por aqui, narrando fatos e, como comentarista, buscando um ponto de vista responsável sobre a realidade. 

Dentro da limitação das funções, o que posso fazer é disponibilizar espaço neste blog para os amigos que queiram ser os organizadores deste possível movimento, de algum abaixo-assinado ou o que quer que seja.

Assim, se alguém quiser usar o espaço de comentários abaixo para divulgar endereços eletrônicos ou sítios na web para “reunir” os adeptos da idéia, que fique totalmente à vontade.

 A casa é nossa.

Um forte abraço a todos.

Leonardo e o renascimento

Sex, 26/12/08
por decio.lopes |
categoria Brasil, Itália

Leonardo  

Existe uma opinião quase unânime na torcida do Flamengo: Zico um dia deveria ser o presidente do clube. Ele faria história nos bastidores, como já fez em campo. Para muita gente boa, por sua força, carisma e honestidade, o Galo seria o líder ideal para trazer de volta os dias de glória. 

Não que o Flamengo esteja passando vergonha. Na última temporada, é bom não nos esquecermos, além de vencer o título estadual, a equipe chegou ao quinto lugar no Brasileirão com um elenco que poderia até ter brigado por colocação melhor. Sem falar na Libertadores, perdida de maneira absurda no “Cabañazo”.

O problema do Flamengo hoje nem é time. Logicamente que poderia ser melhor. Aliás, poderia ser muito melhor.

E este sim parece ser o grande problema do Flamengo de uns anos para cá: a permanente sensação de que TUDO poderia ser muitíssimo melhor. 

É triste ver a penúria financeira do clube de maior torcida no país. Um clube de potencial imenso mas de realidade financeira melancólica. Isso com o futebol gerando uma pequena fortuna por mês.

Quem ainda tiver alguma dúvida sobre esta desgraça financeira que, em visita ao Rio de Janeiro, dê um passeio em torno da sede da Gávea - aquela que já foi a belíssima sede, em um bairro nobre carioca, cercada por cartões postais e o ar leve das crianças correndo e dos atletas das mais diversas modalidades dando vida àquele espaço. Assim era a sede da Gávea, um dos locais mais agradáveis onde já estive.

Hoje em dia o lugar parece uma ruína, com muros rabiscados, vidros quebrados, obras paradas e/ou que parecem prestes a desabar… Um monte de entulho e tristeza, uma cidade-fantasma, uma cidade da Europa medieval atacada pela peste. 

Pensando bem, a metáfora da peste parece boa. Nem precisamos entrar em detalhes. 

Foi assim que aconteceu. E aconteceu em consequência de muitos anos de erros, politicagens ou ações ainda piores - aquilo que Chico Buarque já definiu como ”tenebrosas transações”.

Não quero ser especialmente duro ou cruel com a atual gestão que, no fim das contas, bem ou mal, com erros e acertos, conseguiu montar um time que não faz feio no cenário brasileiro de hoje. Não quero elogiar ou pegar pesado com a diretoria atual.

Não gostaria de restringir o debate a ela. Até para não me desviar do que acho que realmente interessa: a salvação do Flamengo. Esta não é uma questão de tirar fulano e botar beltrano. Não é uma questão de mesquinha briga por cadeiras, postos e lugares nas páginas de jornal. 

Um clube com dezenas de milhões de torcedores, com uma bela história e potencial para ser um dos grandes do mundo não consegue mais olhar para longe. 

Por isso fiquei imensamente feliz ao ler anteontem a entrevista do Leonardo aqui mesmo no globoesporte.

Genial. 

Na verdade, o primeiro a me falar sobre uma possível candidatura do ex-jogador e atual diretor do Milan foi o Zico, no Redação Sportv de quarta-feira. O maior ídolo da história do Flamengo pareceu bastante animado ao comentar um possível Léo candidato (não que o Zico tenha apoiado publicamente a idéia, por favor! Nem eu estaria autorizado a falar por ele. Mas a minha impressão, ao ouvi-lo falar nisso, pareceu bastante positiva).

Eu, como jornalista e fã de futebol, fico otimista - mesmo que esta ainda seja uma hipótese distante. 

Já que Zico ainda é levado a outros caminhos pelo destino, aí está a solução que provavelmente mais se aproxima do Galo Presidente.

Leonardo, na minha opinião, seria um Presidente incrível para o Flamengo. 

Não só por ter sido um ídolo formado no clube e que atingiu a seleção e a fama mundial. Mas pela permanente postura responsável, pelas declarações inteligentes, pela maturidade e, last but not least, pela honestidade.

Mais ainda: se já tinha todas estas qualidades comprovadas através de uma longa história conhecida pelo público, Leonardo disse logo na primeira entrevista como, digamos, “possível candidato”, tudo o que precisava ser dito. Leonardo foi claríssimo e direto: com este modelo administrativo antigo, lerdo, ineficiente, medonho e dependente de politicagens nada pode acontecer.

Ou o Flamengo (aliás, os clubes brasileiros!) se moderniza(m) administrativamente ou não vai ser ele, Leonardo (ou qualquer ser humano) que dará jeito.

 Ou o futebol do Flamengo torna-se uma empresa, com a agilidade e a responsabildade que isso exige ou nem precisamos perder o nosso tempo com fórmulas e propostas. Vai dar tudo errado de novo.

Começar assim, botando logo o dedo na ferida, é um exemplo da incrível maturidade do Leonardo. É começar muito bem. É corajoso e mostra que ele não quer entrar nessa pelas páginas dos jornais, pela sensação tola de poder ou como simples passa-tempo de “aposentado” da bola. Mostra que ele quer, se for o caso, chegar para resolver. Para mudar. 

Ao contrário de muita gente no mundo da bola, Leonardo pensa. Grande, amplo, claro. Reflete. 

Lembro-me de um Expresso da Bola que gravei com ele lá no Milanello. Era fim de temporada. Leonardo começava a deixar de ser jogador e pensava nos caminhos que tentaria dar à vida e à carreira. 

Fiquei absolutamente impressionado com a qualidade do que ele dizia, com a lucidez, a cultura, o embasamento para falar em temas como a realidade nacional, a política, o terceiro setor, os negócios no futebol europeu… 

Despedimos e recordo claramente que segui para o hotel pensando: este cara tem que ser dirigente. Este cara nasceu para isso.

Hoje, cinco anos depois, e ainda mais com a experiência acumulada como dirigente do Milan, surge esta boa novidade.

Diz o noticiário também que o Léo pode ser treinador, já que está terminando um curso que o habilitaria a exercer a função. Torço para que isso não aconteça. Acho o Leonardo preparado para mais.

Vôos mais altos desta fera seriam ótimos a meu ver, para o Flamengo e para o nosso futebol. 

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Estou para postar isso há dias, mas não vinha tendo espaço. De todo modo, antes tarde que nunca:   

Nestes tempos em que a formação de atletas é tão importante para o futebol brasileiro, parabéns a gaúchos e pernambucanos pelo excelente desempenho no Campeonato Nacional sub-20. 

Grêmio, Sport, Inter e Náutico mostraram que têm pensado no futuro… E fazem muito bem!


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