Nada substitui o talento
Esta semi-final da Libertadores serviu para nos lembrar a diferença que ainda faz um grande jogador, um talento, um homem de decisão. Podem dizer que o futebol está cada vez mais equilibrado, que o poder físico hoje em dia manda, que a tática vem anulando a criatividade, que não há mais espaços em campo para o craque… Tudo isso tem um pouco de verdade (ou muito), mas não adianta. O que resolve mesmo ainda é - ainda bem! - e sempre será o talento.
O Grêmio jogava melhor, pressionava, chegava com perigo diversas vezes. O Cruzeiro tinha uma boa postura defesiva, mas já parecia desgastado com o “abafa” do time da casa - empurrado por seu bom treinador e pela torcida maravilhosa que fervia nas arquibancadas. Ambas as equipes abusavam das faltas, o que é sempre triste; mas, assim mesmo, com menos paralisações, o jogo foi ficando bom.
Até que em uma jogada, em um único momento, Kléber resolveu a partida. Como um Mike Tyson em seus melhores dias, quando aproveitava um segundo - ou meio que fosse - de distração do adversário para fabricar um nocaute. Kléber percebeu, em um sopro de vento, que tinha um marcador desatento, virou, driblou, protegeu a bola e achou espaço para cruzar. Wellington Paulista só completou.
O segundo gol veio na pane provocada por este lance. E o resto é história. É consequência.
No fundo no fundo, resumindo, a vaga foi decidida pelo talento de Kléber. Em dois segundos de brilho e força.
Parabéns ao Cruzeiro, que mereceu a vaga. Agora que o clube e sua imensa torcida nos representem muito bem nesta final de Libertadores.
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