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Há 25 anos: uma história com muitas versões e um só personagem

Dom, 04/01/09
por Rodrigo Mattar |

Muitas vezes a história de Ayrton Senna e Nelson Piquet se confundiu na Fórmula 1 em versões nem sempre conexas. Uma delas aconteceu entre 1983 / 1984, na época em que o então piloto de F-3 queria entrar na categoria máxima e chegou a fazer um teste na Brabham, em Paul Ricard.

Comentou-se (e comenta-se, até hoje) que Piquet, já bicampeão mundial, foi contrário à idéia de ser “professor” de um garoto de 23 pra 24 anos e - pior - com jeito de gênio das pistas. O teste não foi conclusivo, tanto que até Mauro Baldi, que teve uma chance com o BT52B, foi mais rápido que Ayrton.

Isto não vem ao caso: certo é que nem Senna e muito menos Baldi aceleraram a Brabham no ano de 1984. A Parmalat teria exigido que um italiano assumisse o cockpit e por isso foi contratado Teo Fabi, que levou o irmão Corrado como contrapeso e eventual reserva de Teo nas provas concomitantes à CART, onde o baixinho corria pela equipe Forsythe.

No vídeo abaixo, em matéria do Globo Esporte feita por Reginaldo Leme em frente ao Estádio do Pacaembu (e tudo indica que foi naqueles torneios de Superkart, lembram?), Senna tenta explicar o porquê de não ter corrido na Brabham. Pra muitos, uma resposta convincente. Pra outros, pura cascata.

E pra vocês, ele foi falso ou verdadeiro em suas respostas?

Cartas para a redação.

Há 28 anos: o dilema de Emerson Fittipaldi

Sáb, 27/12/08
por Rodrigo Mattar |

Parar ou não parar? Em 27 de dezembro de 1980, Emerson Fittipaldi deu entrevista ao Globo Esporte dizendo que no ano seguinte poderia não estar novamente no cockpit de um Fórmula 1. O bicampeão mundial, então com 34 anos, sentia o peso de uma década na categoria máxima e seu casamento com Maria Helena, apesar dos filhos Jayson, Juliana e Tatiana, balançava perigosamente.

Emerson foi entrevistado pelo sumidíssimo repórter Gílson Ribeiro e no bate-papo, ele confirmou que Chico Serra era um dos nomes que poderiam substituí-lo e o jovem piloto brasileiro confirmou que era “um dos favoritos” à vaga aberta com a possível saída do bicampeão, o que de fato aconteceu: antes de começar o campeonato, Fittipaldi confirmou sua retirada das pistas e a estréia de Chico como companheiro de equipe do finlandês Keke Rosberg.

Mas a temporada de 1981 da Fittipaldi foi muito, muito ruim. Sem patrocínio, motores com revisão decente e pneus de segunda linha, nem Rosberg nem Chico puderam fazer muito - principalmente na temporada européia. A equipe não fez um único ponto naquele campeonato.

Há 25 anos: Senna confirmado na Toleman

Qua, 10/12/08
por Rodrigo Mattar |

O Globo Esporte de 10 de dezembro de 1983 trazia - acredite quem quiser - Eliakim Araújo na apresentação e matéria de Luiz Andreoli (por onde anda?) com Ayrton Senna voltando de Londres com um contrato assinado para estrear na Fórmula 1 no ano seguinte pela Toleman.

Prestem atenção na matéria e na confiança que Senna demonstrava em poder estrear num time que, segundo ele na época, tinha “muito potencial”.

Você lembra? - A “falta de educação” de Frentzen

Ter, 02/12/08
por Rodrigo Mattar |

O ano era 1995. Naquela época, o GP da Austrália encerrava pela última vez uma temporada de Fórmula 1, na despedida do circuito de Adelaide da categoria. Numa prova repleta de incidentes, em dado momento andavam juntos o britânico Mark Blundell, retardatário com uma McLaren; Heinz-Harald Frentzen, que corria pela Sauber; e Johnny Herbert, então na Benetton. Estes dois últimos disputavam posição e Blundell testou a paciência deles o quanto pôde, ignorando solenemente as bandeiras azuis.

Foi aí que um componente inesperado entrou em ação quando o alemão da Sauber ultrapassou enfim o inconveniente retardatário. Prestem atenção na frase pra lá de bem-humorada de John Watson, na época comentarista do canal Eurosport.

Você lembra? - Prova de automobilismo na Barra, em 1964!

Qui, 27/11/08
por Rodrigo Mattar |

Quem vê hoje o Autódromo de Jacarepaguá apodrecendo e o esporte a motor no Rio de Janeiro à míngua e viveu a fase áurea de corridas com e sem a pista carioca, certamente vai sentir saudade do vídeo aqui abaixo: imagens em still e outras de filme em branco-e-preto de uma prova na Barra da Tijuca em 1964, com a presença de gente do nível de Chico Landi, João Varanda, Emílio Zambello, Mário César Camargo Filho (Marinho), Marivaldo Fernandes, Joaquim Telles Mattos (Cacaio), Luiz Pereira Bueno e Jorge Schuback.

Atentem para o detalhe do mapa da pista, para a proteção zero ao imenso público que assistiu a essa corrida e ao resultado final da prova. As imagens são um deleite e de nova mesmo, só a trilha sonora, “About a girl”, do finado grupo grunge Nirvana.

Deliciem-se e matem saudades…

Você lembra? - O recorde de Fábio Sotto Mayor num Opalão

Sáb, 22/11/08
por Rodrigo Mattar |

Há mais de 17 anos, precisamente em 15 de outubro de 1991, o piloto Fábio Sotto Mayor, que amanhã disputa as Mil Milhas numa BMW M3, foi o protagonista de um impressionante recorde. A bordo de um Opalão Stock Car super preparado, ele alcançou a inacreditável marca de 303 km/h numa reta de cinco quilômetros na rodovia Rio-Santos, tornando-se o piloto mais rápido do Brasil.

Fabinho, também conhecido no meio automobilístico como Peru, foi campeão brasileiro da Stock Car em 1988 (faz tempo…) e até seus próprios colegas de profissão o chamaram de doido quando ele aceitou o desafio de quebrar a marca histórica num carro tão difícil.

A dica da reportagem é do Tio Ítalo e o vídeo está dividido em três partes no Youtube. Aliás, a trilha incidental só tem papa fina: Stevie Ray Vaughan e Living Colour.

Esclarecimento “made in UK”

Sáb, 22/11/08
por Rodrigo Mattar |

Há quase um mês, postei aqui no blog sobre a edição de 1972 da Copa Brasil e questionei o porquê do evento ter sido um fracasso completo em razão da baixa quantidade de carros que pra cá vieram.

A explicação veio da Inglaterra, através do leitor David Wall. “O navio que transportava alguns dos carros que foram embarcados na Europa pegou fogo. Vários desses carros foram seriamente danificados, impossibilitando a participação deles. Um dos protótipos destruídos foi o BRM” - que segundo ele, jamais foi reparado.

Ele pelo visto quer ver o Porsche 917 dos Fittipaldi. E verá, brevemente, aqui no A Mil Por Hora.

Thanks David! Mas aí eu pergunto: alguém da velha guarda sabe se essa história é verdade?

Cartas para a redação.

… e quem disse que o Maverick da Hollywood não fala alto?

Sáb, 22/11/08
por Rodrigo Mattar |

A dica foi passada via Orkut pelo amigo Nando: um vídeo no Youtube mostrando o Ford Maverick da Hollywood preparado pelo Oreste Berta, numa exposição.

E melhor ainda: com o motor em pleno funcionamento!

Quer conhecer o ronco do “Haras Hollywood” ou matar saudades?

Confira aqui abaixo.

Obra de arte

Qua, 19/11/08
por Rodrigo Mattar |

mmmaverickd3.jpgSem palavras para descrever o que senti quando vi essa reprodução espetacular de dois Maverick V-8 que entraram para a história da Divisão 3. O primeiro, apelidado de “Haras Hollywood”, foi preparado por ninguém menos que Oreste Berta. Consta que o mago de Alta Gracia tirou 500 HP do veoitão desse carro que foi guiado por Tite Catapani em 1974 e por Luizinho Pereira Bueno, no ano seguinte.

O Maverick abaixo não ficou muito atrás: na verdade, a equipe Mercantil Finasa-Motorcraft, sob a batuta do grande Luiz Antônio Greco, levou os dois últimos títulos dos carrões de grande potência, na primeira fase da D-3, onde eram permitidos pneus e componentes de preparação importados. Paulão Gomes levou a taça em 1975 e Bob Sharp foi o campeão em 1976.

A obra-prima eu vi no blog do Maurício Morais, que tem link aqui do lado. E quem viu esses dois exemplares acelerando nas pistas brasileiras é, tenho que admitir, um privilegiado.

Velha guarda reunida

Ter, 18/11/08
por Rodrigo Mattar |

Hoje tive o prazer de revisar uma edição pra lá de especial do Linha de Chegada, que vai ao ar daqui a pouco no Sportv 2, com reprises amanhã. O 45º programa do ano, com o comando de Reginaldo Leme, traz ninguém menos que duas lendas vivas do automobilismo brasileiro: Bird Clemente e Miguel Crispim Ladeira.

O primeiro, um mestre na arte do power slide, lançou recentemente um livro chamado Entre Ases e Reis de Interlagos, à venda no site oficial do veterano piloto. O evento reuniu a nata do automobilismo brasileiro - ainda viva - em todos os tempos, inclusive o grande Luizinho Pereira Bueno.

crispim_1963_09_500km.jpgCrispim (à direita na foto) participou do programa pois é figura de proa da fase áurea do esporte a motor, como um dos principais preparadores de motor dos anos 60/70, fazendo funcionar como poucos os motores dois tempos e três cilindros dos DKW. Nos anos 70, foi referência no preparo dos Pumas e em 1975 fez o motor do Polar de Chiquinho Lameirão, campeão da Fórmula Super Vê.

Aliás, o Reginaldo Leme - que é o Reginaldo Leme - confundiu-se durante o programa: o primeiro campeão da Super Vê foi o Marcos Troncon, também com Polar e motores preparados por Silvano Pozzi. Lembram?

O programa teve também a presença de Zeca Giaffone, cuja empresa construiu os novos carros da Stock Car, além dos comentaristas Cláudio Carsughi e Lito Cavalcanti, e de Luciano Burti, que participa como convidado das transmissões de Fórmula 1.

Para os “iniciados” na grande arte do automobilismo, é uma viagem no tempo que vale a pena acompanhar. Prestem atenção no segundo bloco do programa, quando o Bird conta como e porquê abandonou de vez o automobilismo.

Enquanto o programa não começa, deliciem-se com essa foto do Bird andando no Mark I em verdadeiro contra-esterço. Coisa de gênio…

marki.jpg


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