Nunca correu (23) - Coloni C4
O carro da foto entrou para a história da Fórmula 1 - evidentemente, pela porta dos fundos. O Coloni C4 notabilizou-se por JAMAIS ter se classificado para qualquer treino classificatório do Mundial de 1991.
Na época, com 34 inscritos em média (dois anos antes, o total era de 39 carros / prova e em 1990, baixara para 35 - e depois para 30, com a insolvência das equipes EuroBrun, Life e Onyx / Monteverdi). Para uma equipe que também não conseguira se classificar para nenhuma prova um ano antes, com o trágico Coloni-Subaru depois convertido em Coloni-Cosworth, a diminiução de participantes poderia significar um alento.
A escolha do piloto não foi das melhores: Enzo Coloni contratou o português Pedro Matos Chaves, então com 26 anos, para ser o primeiro representante luso na F-1 desde Mário “Nicha” Cabral. Ele levou patrocínio próprio para financiar o projeto do C4 concebido por Christian Vanderpleyn.
A coleção de fracassos de Chaves e da Coloni foram impressionantes: o português não se classificou consecutivamente para 14 corridas - um recorde negativo bem difícil de ser batido. Sem ir além do 32º lugar geral nos treinos, inclusive, batido inapelavelmente até pelas AGS, que eram páreo duro com o time italiano em matéria de ruindade.
Chaves não chegou ao fim do campeonato como piloto titular: depois do GP da Espanha, foi demitido e em seu lugar entrou o japonês Naoki Hattori, com alguns ienes no bolso do macacão para comprar a vaga. Mas não adiantou nada: o piloto nipônico foi incríveis 15 segundos mais lento que Mark Blundell (de Brabham) em Suzuka e quatro segundos pior que Gabriele Tarquini (Fondmetal) na Austrália.
Após 32 corridas consecutivas na lama, a Coloni saiu da Fórmula 1. Enzo Coloni vendeu a equipe para Andrea Sassetti, que fez nascer a fraude Andrea Moda. A antiga escuderia de F-1 renasceria na F-3000 e hoje, associada a Giancarlo Fisichella e Enrico Zanarini, disputa a GP2 Series.
rss do blog


A partir do GP da Inglaterra, Merzario lançou mão do modelo A4 - que muita gente diz ser o Kauhsen que apareceu em duas corridas - Espanha e Bélgica - naquela mesma temporada, sem conseguir sequer se aproximar dos tempos do penúltimo colocado entre os inscritos. Porém, na ficha técnica da Merzario no site Stats F1, consta que o projeto do carro é de Gianpaolo Dallara, enquanto o desenhista do Kauhsen é o obscuro engenheiro Klaus Kaptiza. Quem souber melhor a história, que conte…

Aqui, vemos o modelo JH27, com Gabriele Tarquini tentando inutilmente a classificação para o GP da Itália, onde o carro estreou. O carro era muito ruim e foi impossível conseguir um lugar entre os 26 do grid. Tarquini perdeu a paciência e se demitiu da AGS, trocando com Olivier Grouillard na Fondmetal.
