Seg, 05/01/09
por Rodrigo Mattar |
Tem muita gente que acha graça quando eu digo que morro de medo de viajar de avião - e num dos últimos vôos entre São Paulo e Rio que fiz, fiquei mais branco do que já sou, de tanto que a aeronave sacolejou no ar, subiu e desceu, enfim…
Agora chega a notícia de que Fernando Alonso, bicampeão mundial de Fórmula 1, passou por um tremendo susto quando tentava voltar do Quênia, onde passou o reveillón acompanhado de sua mulher Raquel del Rosario num resort a convite de Flávio Briatore, chefão da Renault. Uma das asas de seu avião particular bateu num prédio do aeroporto de Malindi. Ninguém sofreu ferimentos, mas o vôo abortado obrigou que todos permanecessem no país africano antes de regressarem à Espanha nesta segunda-feira.
É… não confie em nada mais pesado que o ar. Mesmo.
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Dom, 04/01/09
por Rodrigo Mattar |
Muitas vezes a história de Ayrton Senna e Nelson Piquet se confundiu na Fórmula 1 em versões nem sempre conexas. Uma delas aconteceu entre 1983 / 1984, na época em que o então piloto de F-3 queria entrar na categoria máxima e chegou a fazer um teste na Brabham, em Paul Ricard.
Comentou-se (e comenta-se, até hoje) que Piquet, já bicampeão mundial, foi contrário à idéia de ser “professor” de um garoto de 23 pra 24 anos e - pior - com jeito de gênio das pistas. O teste não foi conclusivo, tanto que até Mauro Baldi, que teve uma chance com o BT52B, foi mais rápido que Ayrton.
Isto não vem ao caso: certo é que nem Senna e muito menos Baldi aceleraram a Brabham no ano de 1984. A Parmalat teria exigido que um italiano assumisse o cockpit e por isso foi contratado Teo Fabi, que levou o irmão Corrado como contrapeso e eventual reserva de Teo nas provas concomitantes à CART, onde o baixinho corria pela equipe Forsythe.
No vídeo abaixo, em matéria do Globo Esporte feita por Reginaldo Leme em frente ao Estádio do Pacaembu (e tudo indica que foi naqueles torneios de Superkart, lembram?), Senna tenta explicar o porquê de não ter corrido na Brabham. Pra muitos, uma resposta convincente. Pra outros, pura cascata.
E pra vocês, ele foi falso ou verdadeiro em suas respostas?
Cartas para a redação.
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Seg, 29/12/08
por Rodrigo Mattar |
Da euforia a “especulação”: em 72 horas, a esperança lançada na mídia de que o empresário mexicano Carlos Slim seria o novo proprietário de equipe na Fórmula 1 já foi por terra.
Ross Brawn e Nick Fry, que estão à frente das negociações de venda da fábrica de Brackley e do projeto para 2009, garantem que não houve ainda nenhuma negociação concreta com o magnata das telecomunicações. “É pura especulação”, confirmou Ross Brawn.
Em nota oficial, a própria Telmex também tratou de pôr panos gelados na história, dizendo que a matéria do La Stampa não tinha qualquer tipo de fundamento. O que se sabe é que a compra da Honda F1 pode - e deve - acontecer antes do fim de janeiro e que se os mexicanos não estão na briga, há interessados concretos, como David Richards, um empresário grego e um grupo de origem suíça.
“Existe um interesse grande na compra da equipe e estamos esperançosos em fechar algo para o começo do próximo ano”, encerrou Nick Fry.
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Sáb, 27/12/08
por Rodrigo Mattar |
Parar ou não parar? Em 27 de dezembro de 1980, Emerson Fittipaldi deu entrevista ao Globo Esporte dizendo que no ano seguinte poderia não estar novamente no cockpit de um Fórmula 1. O bicampeão mundial, então com 34 anos, sentia o peso de uma década na categoria máxima e seu casamento com Maria Helena, apesar dos filhos Jayson, Juliana e Tatiana, balançava perigosamente.
Emerson foi entrevistado pelo sumidíssimo repórter Gílson Ribeiro e no bate-papo, ele confirmou que Chico Serra era um dos nomes que poderiam substituí-lo e o jovem piloto brasileiro confirmou que era “um dos favoritos” à vaga aberta com a possível saída do bicampeão, o que de fato aconteceu: antes de começar o campeonato, Fittipaldi confirmou sua retirada das pistas e a estréia de Chico como companheiro de equipe do finlandês Keke Rosberg.
Mas a temporada de 1981 da Fittipaldi foi muito, muito ruim. Sem patrocínio, motores com revisão decente e pneus de segunda linha, nem Rosberg nem Chico puderam fazer muito - principalmente na temporada européia. A equipe não fez um único ponto naquele campeonato.
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Sáb, 27/12/08
por Rodrigo Mattar |
A luz no fim do túnel da novela da compra da Honda tem nome e sobrenome: o mexicano de ascendência libanesa Carlos Slim Helu, presidente da Telmex e uma das maiores fortunas do planeta (US$ 59 bilhões, segundo a Fortune), fechou negócio - de acordo com manchete do jornal italiano La Stampa - e a equipe sediada em Brackley vai disputar o Mundial de Fórmula 1 de 2009, evidentemente com outra denominação.
Quando os últimos detalhes forem concretizados, o anúncio da compra será feito conjuntamente com a dupla de pilotos já escolhida: Jenson Button e Bruno Senna. Uma escolha óbvia, pois Button é um piloto rápido e experiente e já vinha tocando o projeto do próximo ano ainda sob a égide da Honda. E Bruno, claro, vai por conta não só do que fez na GP2 neste ano, mas também porque a Embratel é do conglomerado de empresas telefônicas controladas por Carlos Slim.
O espólio da Honda hoje está avaliado em 45 milhões de euros (quase R$ 148 bilhões) e o projeto do novo carro e também do KERS já estavam em andamento. Com a negociação encerrada, a turma da ex-Honda poderá trabalhar em paz e os pilotos - caso sejam mesmo Button e Senna - poderão testar a tempo de pôr o equipamento à altura de uma estréia digna no GP da Austrália, em Melbourne.
E se você fosse Carlos Slim, como nomearia a nova equipe de F-1?
Cartas para a redação.
Em tempo: neste domingo, em seu site, a revista inglesa Autosport não dá a negociação como encerrada, ao contrário do que ratificou o La Stampa. David Richards e seus sócios do DAR Company, do Kuwait, ainda estariam na parada, assim como o grego Achilleas Kallakis e um grupo suíço de origem não identificada. Porém, a mesma matéria garante que Slim é o favorito para fechar o negócio.
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Sex, 26/12/08
por Rodrigo Mattar |
Ano passado, choveram críticas e piadas quando foi lançado o livro “My Story”, a biografia de Lewis Hamilton editada pela Harper Collins. Afinal de contas, o piloto britânico não foi, como um dos capítulos dizia, campeão mundial nem aqui, muito menos na China (embora nos escritos dissessem que a taça fora conquistada… no Japão!).
Galhofas e excesso de pretensão à parte, todo mundo sabe que a coisa mudou de figura em 2008. A muito custo, Hamilton enfim tornou-se campeão mundial de Fórmula 1 e o livro, que estava curtindo um encalhe daqueles, deslanchou nas vendas. De novembro até antes do Natal, já com a edição atualizada do livro biográfico, foram vendidos mais de 12 mil exemplares, o que inclusive surpreendeu: afinal de contas, foi a publicação mais vendida da área esportiva, superando os livros de Jamie Carragher, antigo jogador do Liverpool e de ninguém menos que Sir Bobby Charlton, astro do English Team campeão mundial de 1966.
Não foi só isto: o livro entrou na lista do Sunday Times em 13º lugar entre os 20 mais vendidos na categoria “Não-ficção”.
É… de encalhe a um dos mais vendidos. O que um título de Fórmula 1 não faz por um simples livro…
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Dom, 21/12/08
por Rodrigo Mattar |
O Globoesporte.com, neste domingo onde não se respira automobilismo, soltou a notícia: David Richards está no Oriente Médio fazendo os primeiros contatos para comprar o espólio da Honda Racing F1, em Brackley (Inglaterra). Principal nome nos bastidores e nos rumores de negociação, ele tem um sócio importante na Prodrive, o grupo DAR Company (TID), sediado no Kuwait.
Richards, que já esteve na Fórmula 1 como dirigente primeiro da Benetton e depois da BAR, absorvida em 2006 pela Honda, garante que este é o momento ideal de se entrar na categoria com sua equipe, que como muitos bem se recordam, tinha vencido uma concorrência da FIA para assumir o posto de 12ª equipe. Mas num espaço de dois anos, a Prodrive não fez sua estréia e as duas equipes ligadas à montadora japonesa se escafederam do automobilismo. Na atual conjuntura, com apenas nove times garantidos e só 18 carros, a vinda da equipe do britânico seria um bálsamo.
Mas ele sabe que o terreno é minado: “Os investidores precisam pensar um pouco mais antes de arriscar. Tem que existir uma boa base de dinheiro, pelo menos garantido por três anos, até equilibrar as contas”, disse Richards.
A operação tem que ser rápida, mas não precipitada. Mesmo com o campeonato começando no último fim de semana de março, seria imperioso que já em janeiro os trabalhos de preparação e construção do novo projeto começassem - além de um acordo “costurado” com um possível fornecedor de motores. Quando Ross Brawn tomou ciência da bomba, ele já procurou a Ferrari, que teve nesse ano a Toro Rosso e a Force India como clientes.
Pode ser o caminho.
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Sex, 12/12/08
por Rodrigo Mattar |
A FIA e a FOTA chegaram a denominadores em comum para poder dar um novo rumo à Fórmula 1 a partir de 2009, com mudanças que também serão introduzidas em 2010. Tanto a entidade máxima do automóvel como a associação das equipes acreditam que, após a reunião realizada hoje em Mônaco, os custos sejam reduzidos de 30% a 50%. Tudo para evitar a debandada de outras montadoras feito a Honda, o que sem dúvida chocou o mundo inteiro do automobilismo.
Para a próxima temporada, os períodos de testes intertemporada estão completamente abolidos - o que certamente reduzirá o total atual de 30 mil km para a metade. Os motores terão vida útil de quatro corridas (equivalentes a mais de 1.200 km) e restrições no limite de giros - 18 mil rpm, mil a menos que nesta temporada. O uso de túneis de vento será restrito, o número de integrantes por equipe poderá ser menor a cada prova e também deixará de existir o “compartilhamento” de dados entre os participantes no que se refere a pneus e combustíveis.
Para 2010, ficaram a promessa do motor padrão cujo projeto será de responsabilidade da Cosworth e que as demais montadoras poderão fazer por igual. A idéia é aumentar o número de times independentes na F-1, uma vez que com a saída da Honda, faltam seis carros para completar o total de 24. Outra novidade: o reabastecimento obrigatório vai para o espaço, o que sem dúvida vai tornar as corridas muito mais interessantes no aspecto de estratégia. E o KERS (Kinetic Energy Recovery System), que não será obrigatório no próximo ano, poderá ser padronizado.
É esperar pra ver no que tudo isso vai dar.
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Qui, 11/12/08
por Rodrigo Mattar |
Nenhuma surpresa: Sebastien Buemi encerrou os treinos finais da temporada 2008 de Fórmula 1, realizados de terça até hoje em Jerez de la Frontera com o melhor tempo. O imbatível representante da Toro Rosso fechou o dia com 139 voltas completadas e a melhor volta - registrada durante o período matinal - que não foi batida: 1′17″258.
Também não baixou o tempo do japonês Takuma Sato, que com o outro carro da escuderia B da Red Bull fez 1′17″520 e 119 voltas no total. Kövalainen foi o terceiro com a McLaren, com Kimi Räikkönen fechando em quarto e Felipe Massa em quinto. Aliás, ninguém mais mudou de posições no treino desta quinta.
Os tempos:
1. Sebastien Buemi (Toro Rosso-Ferrari) - 1′17″258 (139 voltas)
2. Takuma Sato (Toro Rosso-Ferrari) - 1′17″520 (119)
3. Heikki Kövalainen (McLaren-Mercedes) - 1′18″049 (96)
4. Kimi Räikkönen (Ferrari) - 1′18″782 (82)
5. Felipe Massa (Ferrari) - 1′19″050 (72)
6. Fernando Alonso (Renault) - 1′19″139 (124)
7. Nico Rosberg (Willliams-Toyota) - 1′19″388 (130)
8. Pedro de la Rosa (McLaren-Mercedes) - 1′19″499 (47)
9. Robert Kubica (BMW Sauber) - 1′19″559 (134)
10. Christian Klien (BMW Sauber) - 1′19″738 (101)
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Qui, 11/12/08
por Rodrigo Mattar |
Os testes da Fórmula 1 chegam ao fim em Jerez nesta quinta, mas o domínio da Toro Rosso continua firme. Volto a repetir: a equipe segue com a mesma configuração de 2008, o que não serve de parâmetro para outros times que estão com a aerodinâmica obrigatória da próxima temporada. Mais do que nunca, o que está valendo é a disputa pelas vagas e Sebastien Buemi vai se firmando como um fortíssimo candidato a um lugar ano que vem.
O helvético virou hoje pela manhã (de novo!) o melhor tempo depois de completar 60 voltas, em 1′17″258. Takuma Sato, com o segundo carro da equipe, deu quatro voltas a mais e fechou a melhor delas a 262 milésimos de Buemi.
Em terceiro ficou o finlandês Heikki Kövalainen, virando em 1′18″049 com a McLaren, na frente das Ferraris de Kimi Räikkönen e Felipe Massa, que deu 39 voltas no total nesta quinta-feira.
Fernando Alonso foi o 6º mais rápído, seguido por Nico Rosberg, Pedro de la Rosa e a dupla da BMW Sauber - Robert Kubica e Christian Klien, que provocou uma bandeira vermelha depois que seu carro sofreu uma pane mecânica. A sessão foi interrompida por 25 minutos e depois retomada.
Mais tarde, os tempos finais do dia.
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