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Tem caroço nesse angu…

Sáb, 08/11/08
por Rodrigo Mattar |

A atual gestão da Confederação Brasileira de Automobilismo, que lamentavelmente está levando o automobilismo nacional para o buraco, aprontou mais uma durante o fim de semana do GP do Brasil. Na terça-feira, toda a comunidade automobilística foi surpreendida com a exoneração de Nestor Valduga, presidente da Federação Gaúcha de Automobilismo, do cargo de presidente do Conselho Técnico Desportivo Nacional (CTDN) e sua posterior substituição por Haroldo Scipião, presidente da Federação Cearense de Automobilismo.

E o motivo veio à tona: durante uma reunião de presidentes de confederações e de Paulo Scaglione, da CBA, com Bernie Ecclestone, o atual presidente e Nestor Valduga tiveram uma áspera discussão na frente de todos os presentes. Sob a alegação de que o comportamento do gaúcho era “questionável” em relação ao processo eleitoral da CBA - que terá um novo pleito ano que vem - Scaglione resolveu afastá-lo do cargo e assim promover Scipião a presidente do CTDN.

Mas na minha postagem anterior, eu perguntara - embora já sabendo a resposta - se a exoneração de Valduga tinha a ver com o apoio da FGA à candidatura de oposição encabeçada por Clayton Tadeu Pinteiro.

E tem mesmo. Scipião preside uma das únicas federações que ainda apóiam a caótica gestão de Scaglione à frente da CBA. Mas não é só isso: Valduga defendia também que o Campeonato Brasileiro de Marcas tivesse um regulamento semelhante ao do Regional Gaúcho, que é um sucesso. Como o dirigente bateu de frente com a CBA e com Toninho de Souza, organizador do campeonato - que aliás, só teve uma prova realizada neste ano - deu no que deu.

Em tempo: Felipe Massa anunciou que pode estar trazendo dois campeonatos para cá, um de monopostos e outro de turismo, todos com apoio da Fiat e da Bridgestone. Se ele conseguir isso, tiro meu chapéu pra ele, porque em 36 anos, o que Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna fizeram em prol do automobilismo de consumo interno?

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9 comentários


  1. “Bernie”, há um senão nisto tudo: Piquet e Emerson Fittipaldi assumiram o autódromo do Rio de Janeiro e sua concessão. Mas se envolveram com um cidadão, cujo nome vou omitir, que botou tudo a perder. Quando o prefeito da época, Luiz Paulo Conde, perdeu a reeleição para o maluquinho do Cesar Maia, a concessão foi cassada, a CART teve sua prova cancelada e o esporte a motor no Rio de Janeiro entrou em parafuso. E quando a prefeitura carioca quis - e destruiu - o autódromo para o Pan, NENHUM DOS DOIS se levantou para defender a bandeira do automobilismo. Piquet e Emerson são e sempre serão meus ídolos. Mas só dentro da pista.


  2. Olá Flavio,

    Foi só um modo de dizer.
    Em tempo: Massa continua evoluindo, Vettel e Kubica vem aí, Hamilton só tem 23 anos - é um moleque, e talentoso.
    E ainda, se a Renault acertar a mão, poderemos assistir o retorno de Alonso como protagonista.

    E meu destaque da temporada 2008: RON DENNIS,

    Abs


  3. Discordo… o Nelson tentou fazer no Brasil a LIA - Liga de Automobilismo… trouxe aqueles carros (BPR) para uma corrida em Brasília, reformou todo o autódromo de brasília que tinha virado uma floresta, e a meu ver a melhor coisa que ele fez, criou a Espron-BMW, que correu durante uns 5 anos com muito sucesso (rápida e barata)


  4. meu ex-guru Henry…concordo com com tudo mas f-massa, voce exagerou um pouco…
    abraços
    Flavio padilha


  5. Mattar,

    Não disse ?

    Cantei a pedra no comentário anterior.


  6. Rodrigo, realmente o gaucho de marcas é um sucesso, fui cobrir algumas etapas e é impressionante ver grids cheios, chegando a 30 a 40 carros em diferentes categorias, num fim de semana de velocidade a quantidade de carros provavelmente deve ser superior a um fim de semana de stockcar.


  7. Bandalha!!!!
    Uma pena, que venham bons momentos!
    Get out scagalhone!


  8. Meu caro Henry, esse tipo de resposta eu deixo pra CBA. Afinal de contas, bagunça é com eles mesmos.


  9. Rodrigo,
    Ontem eu entrei no site RaceTV.com.br e vi o ANTOLÓGICO Edgar Mello Filho num programa sobre F3, que eu nem sabia que ainda existia (falaram em chassi Dallara para 2009).

    Bem, o que eu sei é que o Automobilismo Brasileiro precisa ter vergonha na cara e ter uma categoria de monopostos à altura, seja F3, F-Massa, ou seja lá que F-for.

    Até o Kartismo brasileiro parece ter um custo estratosférico e desencorajante.

    São poucas as vozes de alerta: você, o Flávio Gomes.

    Quem ganha com essa bagunça?


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