A quem o automobilismo nacional está entregue…
Todo mundo sabe que Goiânia há um bom tempo não recebe praticamente nenhuma prova de automobilismo. A Stock não vai lá há séculos. Nem a Fórmula 3 sul-americana. A GT3 correu lá ano passado por causa de uma iniciativa de Alencar Júnior e só.
Mas enquanto a pista não recebe corridas - que é o fim ao qual ela se destina - já foi palco de uma micareta (onde um trio elétrico pegou fogo e o asfalto derreteu) e de uma autêntica farra da FAUGO, presidida (presidida?) pelo Sr. José Ney Lins Rocha, signatário do manifesto contra Paulo Scaglione e a favor da candidatura de oposição encabeçada por Clayton Tadeu Pinteiro.
A matéria abaixo, do Jornal Opção, que já foi reproduzida por outros blogs e indicada pelo leitor Max Morais, de Brasília, mostra o que a FAUGO vinha fazendo com o autódromo em benefício próprio. E o automobilismo, afinal, que se dane, na visão do dirigente, não é não?
| AUTÓDROMO DE GOIÂNIA |
|
Estado cancela contrato com Faugo Fiat poderá continuar a utilizar circuito, mas terá de contratar diretamente com Goiás Turismo e pagar preço correto HÉLMITON PRATEADO A Federação Goiana de Automobilismo (Faugo) não poderá mais ser a intermediária entre o Estado de Goiás — proprietário do Autódromo Internacional Ayrton Senna — e a Fiat do Brasil. O contrato, pelo qual a Fiat pagava à Faugo R$ 2,8 mil por dia para utilizar o circuito do autódromo internacional de Goiânia foi cancelado na tarde de sexta-feira, 17. Depois que o Jornal Opção mostrou, com exclusividade, que a Faugo terceirizou o uso do autódromo para explorar comercialmente com a Fiat, as atenções sobre o contrato foram despertadas. Técnicos do Gabinete de Controle Interno da Governadoria passaram a pente-fino o contrato e as informações descritas na reportagem e recomendaram a imediata interrupção do contrato. Pelo contrato a Faugo, representada por seu presidente, José Ney Lins Rocha, obteve do então administrador do autódromo, Sérgio Câmara, desde agosto do ano passado, autorização para firmar esse acordo com a Fiat. Pelo “Termo de Autorização Remunerada” assinado por Câmara e José Ney a Faugo usou de sua condição de entidade federada com direito a um desconto de 50% na diária para utilizar o autódromo e terceirizar o uso do circuito para a Fiat. A diária do autódromo de Goiânia é de R$?1 mil e a Faugo paga apenas 500 reais. A montadora sediada em Betim-MG testa seus conjuntos e veículos e tem previsão de rodar 1,5 milhão de quilômetros no autódromo. O detalhe que mais chamou a atenção dos técnicos do Geconi é sobre o desconto. A Faugo realmente tem direito a esse desconto para promover atividades esportivas, como treinos e corridas de carros. Só isto. O que existe entre a Fiat e a Faugo está muito longe de ser atividade esportiva, como concordou o gerente de Comunicação da Fiat, Carlos Henrique Ferreira. “Nossa relação é essencialmente comercial e financeira. Nós utilizamos o circuito mediante o contrato da federação com quem administra o autódromo e pagamos por isso.” O presidente da Faugo, quando procurado pela reportagem ainda tentou justificar uma possível regularidade no desconto sob a justificativa de que “testar carros é uma atividade esportiva, ora essa”. Mesmo sabendo que atividades envolvendo interesse público devem obedecer ao princípio da publicidade, José Ney se negou a informar qual é o clube de automobilismo que recebe da Fia e prestar contas do que recebe e quanto repassa para os cofres públicos. A reportagem descobriu que no mês de setembro a Faugo recebeu da Fiat quase R$?60 mil e pagou para o Estado míseros R$?8 mil a título de utilização do autódromo. Desse valor que a montadora paga para a Faugo ninguém tem a menor idéia de uma prestação de contas. Agora tudo deverá ser feito mediante contrato público e a renda entrará para os cofres do Estado. A Goiás Turismo, que pela reforma administrativa recebeu a incumbência de administrar o autódromo, deverá fiscalizar a partir de agora também a utilização do circuito. Nos últimos meses somente um preposto da Faugo ficava no lugar zelando pelos interesses da federação e cuidando de afastar quem buscava informações sobre o contrato. O Estado não sabia quantos dias o circuito era utilizado pela Fiat e tudo ficava a cargo da Faugo informar. Continuidade — A reportagem informou ao diretor da Fiat na sexta-feira sobre a decisão do Estado de cancelar o contrato com a Faugo, com a ressalva de deixar facultado à montadora a prerrogativa de continuar a utilizar o circuito, desde que o contrato seja repactuado e feito de forma correta. Carlos Henrique informou que a empresa tem interesse em continuar com os testes e tudo o que é pago para a Federação pode ser pago para o Estado de Goiás de forma limpa e transparente. Esse é também o objetivo de outros praticantes do automobilismo: fazer com que o esporte em Goiás seja transparente e sem as dúvidas levantadas sobre a instituição que congrega aficionados pelo esporte. Integrantes de clubes de automobilismo pretendem recorrer ao Ministério Público pedindo que a Curadoria de Fundações faça uma auditoria completa na Federação Goiana de Automobilismo e nos clubes que a compõe. Fontes do Ministério Público informaram que já existe uma investigação em andamento sobre o contrato do autódromo com a Faugo e que o destino do dinheiro que entrou nos cofres da entidade deverá ser totalmente rastreado. “Se pairar alguma dúvida sobre a possibilidade de alguém ter enriquecido com o uso de um bem público esses valores precisam ser devolvidos para inibir novas tentativas”, comentou um promotor. Outros detalhes da federação que clubes excluídos pela atual gestão pretendem tornar claros são quem compõe esses clubes, onde eles funcionam e o quanto arrecadam com suas atividades; além da forma pouco democrática das eleições na federação e também na Confederação Brasileira de Automobilismo. A reportagem tentou ouvir o presidente da Faugo, José Ney Lins Rocha, e foi informada que ele esteve durante toda a semana na cidade de Itumbiara preparando uma corrida nacional de kart que será ralizada neste final de semana. |
Só existe uma palavra para descrever tudo isso: VERGONHA!
Mas da atual administração da CBA não se pode esperar uma atitude contra o Sr. Ney Lins. Será que da próxima, vai ser possível?
Acho que não…
rss do blog
PAULO MACHADO | Dom, 26/10/08 | 15:41
PREZADO RODRIGO, AQUI EM GOIÁS A FARRA DA FEDERAÇÃO NÃO TEM FIM!!! Quando conversava com o “Pré-sidente” eu ficava até com dó, ele dizia que estava na FAUGO por amor ao Automobilismo, por pura abnegação, pasme!!! Seria bom saber de onde veio o dinheiro da Pousada em Maceió. Sinistro, muito sinistro!!! Esse negócio de auditoria em clubes de automobilismo é uma piada, afinal os clubes é que o elege sempre e são criados somente com aval dele, o “Pré-sidente”. O Autódromo aqui tá um lixo, o automobilismo nem se fala. As únicas categorias que “funcionam” em GO são a Fórmula 200 e o KM de arrancada, que por sinal não tem o dedo ou a “mãozinha” do dito “Pré-sidente”. Será porque essas pessoas perpetuam no poder? É ABNEGAÇÃO, ABNEGAÇÃO!!!
ÊITA PAÍS DIFÍCIL!!!
Thiago Alves | Sex, 24/10/08 | 09:48
HÉLMITON PRATEADO é um belo nome de jornalista heim.
O cara nasceu para cobrir automobilismo mesmo.
Falando em cobertura, que coisa feia a publicação em um livro do Lemyr Martins a suposta transcrição da conversa entre a Ferrari e Rubens Barrichello no GP da Austria em 2002.
O jornalista simplesmente pegou uma piada em inglês, lançada em 2002 e colocou como verdade em seu livro recém lançado.
As coisas estão mal no automobilismo brasileiro.