Ganhou e não levou - versão EUA
Hélio Castroneves, contrariando prognósticos pois largou em último depois de uma punição contestada (pensam que é só na Fórmula 1?), fez sua parte na última etapa da IRL em Joliet, no Chicagoland Speedway. O piloto brasileiro da Penske venceu uma corrida que teve um final sensacional entre ele e justamente aquele que não poderia estar tão perto: Scott Dixon.
Por míseros três milésimos de segundo, Helinho triunfou pela segunda vez na temporada. E por pouco, não foi roubado, como aliás lhe ocorreu em Detroit e na classificação no oval do estado de Illinois. Tudo porque a cronometragem “oficial” dava a vitória a Dixon por um milésimo. E o site oficial cravou que era “a mais apertada chegada da história da categoria.”
Mas as imagens da transmissão foram claríssimas: quadro a quadro, pôde-se notar que o carro #3 cruza por centímetros de nariz na frente do #9. Vitória brasileira, portanto.
E justiça seja feita: Scott Dixon nunca precisou de artifícios ilícitos para ganhar um campeonato como este, onde venceu o maior número de provas e ficou a uma do recorde histórico da IRL. O neozelandês tem um dos melhores e mais consistentes equipamentos da categoria, em todo tipo de circuito. Ninguém mais capacitado a ganhar a temporada 2008 do que ele.
Mas existe um problema, chamado Chip Ganassi. E é a empáfia e a arrogância deste sujeito que me fazem duvidar da idoneidade da direção da IRL, que permite que aconteçam dois eventos com Hélio Castroneves e que prejudicaram sensivelmente seu fim de temporada. Quem duvidará que não existe o dedo de Chip atuando como uma influência pouco positiva no seio da categoria?
O título está em boas mãos, isto não se discute. Mas não do jeito como foi conquistado.
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Wallace Michel | Seg, 08/09/08 | 12:46
Sobre Detroit e na classificação em Chicago, as punições foram merecidas, pois o Hélio mudou o traçado para defender a posição mais de uma vez (lembrando bastante do que o Timo Glock fez em Montreal em 2005). Na definição do grid, o Hélio ultrapassou a linha interna várias vezes, o que também é proibido. Não adianta um piloto fazer uma grande atuação e cometer um erro besta desses e vir querer dar uma de perseguido. Se tiver essa mentalidade é melhor ficar em casa chorando as mágoas.
Ainda mais ele que levou a Indy 500 de 2002 por favorecimento, esse sim, um episódio de manipulação da IRL em favor de uma equipe da entidade contra a então equipe da Cart, a Green e o piloto Paul Tracy.
Mauricio Neves - Lages / SC | Seg, 08/09/08 | 00:05
Assino embaixo, Rodrigo. Ainda assim, foi um corridaço, com vários momentos roda a roda, alguns deles com três carros (Wheldon ensanduichado por duas Penskes).
Foi um SENHOR fim de semana de esporte automotor. Bons pegas, polêmicas… Vai deixar saudade. Ao menos pra mim,