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Nunca correu (7) - Honda em dose tripla

Seg, 18/08/08
por Rodrigo Mattar |

Após um pequeno hiato, retomamos a saga dos Fórmula 1 que nunca correram uma vez sequer na vida.

Hoje vamos em dose tripla. Nada menos que três modelos da Honda são os destaques.

Sim, são três chassis Honda que só foram vistos em testes - o que é uma pena. Mostra que os japoneses estavam há alguns anos intencionados em retornar à F-1 depois do fim da associação com a McLaren.


Um ano depois que a marca abandonou a categoria máxima, eis que o modelo RC101 ganhou as pistas de Mine e Tochigi, lá no Japão, onde rodou diversos quilômetros em testes.

O desenvolvimento seguiu em 1994, com a adoção do RC101 B, um carro cuja aerodinâmica lembrava muito a do Jordan de Rubens Barrichello naquele ano. Lembro de ler no anuário de Francisco Santos uma frase do presidente da Honda, comentando sobre o carro feito “nas horas vagas” pelos engenheiros nipônicos.


“Regresso? Só com novos regulamentos”, sacramentou.

A gente sabe que a FIA trocou os pneus slicks em 1997 por esses horrorosos modelos com sulcos (sempre fui frontalmente contra eles) e este foi um dos muitos tiros dados pela entidade na vã tentativa de mudar as coisas e trazer equilíbrio para a categoria. Mesmo assim, a Honda resolveu investir e quando todo mundo já usava os motores V10 de 3 litros, ela começou a pôr em prática o seu retorno às pistas.

Contrataram Harvey Postlethwaite para ser o chefe técnico e o responsável direto pelo Honda Racing Development (HRD) e encomendaram um projeto de chassi para a italiana Dallara. O modelo F1-99 começou a rodar em diversos testes pela Europa, sempre com o holandês Jos Verstappen ao volante, conseguindo tempos muito promissores.


Entretanto, em 15 de abril daquele ano, durante um treino da Honda em Barcelona, Harvey Postlethwaite passou muito mal e faleceu vítima de um infarto fulminante. O projeto imediatamente foi abortado e a Honda foi associar-se à recém-fundada equipe British American Racing (BAR) para fornecer motores a partir de 2000.

O resto é história. A Honda regressou como dona de equipe em 2006 e venceu pela primeira vez depois de 38 anos - e não foi com Rubens Barrichello. E sim com Jenson Button, no GP da Hungria.

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